
o carácter aleatório da informação, a conjuntura marcadamente contingencial faz com que hoje não consigamos pensar de modo linear e funcional, racional e lógico, por muita lógica que queiramos impor ao que fazemos ou pensamos;
não é de crise, ou pelo menos eu não lhe chamo crise, mas de perfeita alteração das lógicas de significação e relacionamento social e profissional, económico e político, que significativas implicações nos modos de nos pensarmos e organizarmos, agirmos e estruturarmos; é a clara contradição (quase existencial) entre os princípios de autonomia e dependência funcional, da capacidade de acção individual mas com pedido de autorização, é a reacção dentro do controlo, seja ele qual for;
onde é que isto nos levará é a grande questão, à qual não é isenta a procura incessante de lideres (nacionais ou locais, partidários ou organizacionais) que já não existem, de figuras que se desvaneceram com a própria história;
é maravilhoso, quanto angustiante, viver estes tempos...
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