companhia
sábado, 6 de Fevereiro de 2010 | Published in coisas de nada, divagações | 0 comentários
a diferença etária, três anos entre eles, faz com que uns voem e outros fiquem;
o filho, do qual já esperava que a passagem para o secundário viesse a dar em descobertas e novas conquistas, quer outras companhias e um outro envolvimento;
resta-me, por enquanto, a filha, que aqui fica, na amena companhia do pai;
fins-de-semana entre a companhia e a vontade de ganhar asas;
tempos, filhos, idade...
escrita
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por um lado, confirmar que cada vez percebo menos da coisa, a escrita da tese, as leituras obrigatórias são excessivamente limitativas, condicionam-me a determinadas áreas e perco o sentido global que sempre gostei de ter relativamente à escola e à educação;
por outro, dê-lhe por onde der, a escrita vai sempre, ou quase sempre, no mesmo sentido, perde-se a criatividade e ganham-se argumentos, perde-se oportunidade, mas ganha-se coerência;
mas é um processo de conquista e reconquista, de ganhos lentos e progressivos...
brancos
sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010 | Published in divagações | 0 comentários
dá um toque distintivo, é certo, mas é também uma clara evidência do passar dos tempos, do amadurecimento, do enfrentar a idade;
tem-me dado oportunidade de descansar sobre as minhas próprias diatribes pessoais, de boca grande, de irreflectido e emotivo; como me tem dado oportunidade de descansar sobre a minha própria experiência de vida;
mas que cá estão, lá isso estão, para o bom e para o der e vier...
história
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MMCarrilho tem uma peça no DN que, devidamente descontextualizada, fará todo o sentido na crise que se vive hoje no país e nos tempos que se sentem pela nossa terra;o carácter aleatório da informação, a conjuntura marcadamente contingencial faz com que hoje não consigamos pensar de modo linear e funcional, racional e lógico, por muita lógica que queiramos impor ao que fazemos ou pensamos;
não é de crise, ou pelo menos eu não lhe chamo crise, mas de perfeita alteração das lógicas de significação e relacionamento social e profissional, económico e político, que significativas implicações nos modos de nos pensarmos e organizarmos, agirmos e estruturarmos; é a clara contradição (quase existencial) entre os princípios de autonomia e dependência funcional, da capacidade de acção individual mas com pedido de autorização, é a reacção dentro do controlo, seja ele qual for;
onde é que isto nos levará é a grande questão, à qual não é isenta a procura incessante de lideres (nacionais ou locais, partidários ou organizacionais) que já não existem, de figuras que se desvaneceram com a própria história;
é maravilhoso, quanto angustiante, viver estes tempos...
manifestação
quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010 | Published in educação | 0 comentários
por estas bandas as coisas seguem entre a normalidade e o dia de folga que se aproveita em dia de chuva...
confiança
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quem a teve sente-a como uma mão cheia de areia, algo que por aqui passou e que não conseguimos segurar, sabemos que aqui esteve, deixou vestígios mas torna-se difícil saber o que temos...
credo
quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010 | Published in primeira pessoa, professor | 0 comentários
é certo que ao longo dos meus mais de vinte anos de carreira docente tenho andado pé dentro e pé fora, mas o gosto, o sentimento, o prazer do confronto de uma sala de aula é insubstituível e muitos pensam que ando fora por desprazer, falta de convicção ou qualquer outra coisa; nem de perto nem de longe acertam;
como gosto de conhecer pessoas, ideias, professores, e práticas que me enriquecem e fortalecem na convicção que a escola é um mundo;
não sei se regresso no próximo ano, mas que sinto saudades, lá isso sinto...
amizade
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amigos da escola, com peso essencial, mas amigos acima de tudo;
vale a pena ler um mail de um amigo que, vá lá saber-se do porquê, se lembra que existo, que me faz sentir importante, que dá notícias;
há amigos, que não são meros companheiros nem conhecidos, de quem gosto, que me lembro e de quem tenho saudades...
mundos
terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010 | Published in educação | 0 comentários
mundo de desafios, oportunidades e de tudo o que um e outro implicam, de anseios a dúvidas;
ontem, depois do jornal nacional da tvi um excelente apontamento sobre uma escola tolerante e integradora, hoje uma notícia sobre os desafios de alunos do secundário;
excelentes exemplos para dizer que nem tudo vai mal neste reino da educação;
refém
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se, por um lado, serviu para serenar ânimos e estabilizar as expectativas, pelo menos as dos professores, por outro, o mesmo ministério corre o risco de ficar refém das suas próprias posições e medidas, correndo o risco de tudo e todos exigirem este e o outro mundo, por muita razão e pertinência que possam ter as medidas...
bio
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os primeiros meses do ano, são um contraciclo no meu bio ritmo, uma tendência claramente negativa;
ando cansado, durmo mal porque ando cansado, sinto alguma impaciência, uma irascibilidade mais sensível que o usual;
o problema é que faltam apenas duas semanas para um dos prazos de trabalho expirar e ainda me falta um capítulo;
há que aguentar, pelo menos até dar...
Estatuto
segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010 | Published in educação | 0 comentários
posterior a este último as propostas e as revisões têm-se sucedido de forma mais ou menos continua - 2002 e 2008;
agora há nova proposta para rever o estatuto há luz da autoridade e do poder que uns têm e outros não;
a focalização dos interesses no regime disciplinar do aluno é apenas um pretexto para não perceber que tudo mudou na escola portuguesa, menos a escola...
calma
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uma aparente serenidade que pode indiciar apenas a existência de um profundo caos, um desnorte de sentidos e de opções, uma atabalhoada confusão que em tudo cria inércia;
mas deve ser só impressão minha...
gestão
domingo, 31 de Janeiro de 2010 | Published in coisas de nada, tese | 0 comentários
essencialmente pela sua dimensão, pelas dúvidas que se me colocam na sua execução;
há ideias que gostaria de complementar, há argumentos que gostaria de reforçar, contudo, fico na dúvida se estou a fugir ao meu quadro referencial, se estarei a polvilhar de conceitos as ideias que devem ser claras e escorreitas;
sei que não poderei fugir muito ao canal pelo qual optei, mas há sempre dúvidas...
vazio
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depois da recolha de elementos de campo, depois de uma organização de dados, a escrita corre mais facilmente;
mas dou por mim a ficar vazio depois de algumas horas de trabalho;
sinto-me esgotado, definhado entre argumentos e escrita;
fico incapaz de olhar o trabalho e de tentar perceber o que fazer...
tempo
sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010 | Published in coisas de nada | 0 comentários
parece que não tenho por onde fugir e a terra espera por mim...
típico
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é algo típico, digo eu, pois claro, a um momento de profunda confusão se seguirem outros de alguma acalmia;
vá lá saber-se do porquê o certo é que atravesso mar chão, pacatez serena que dá para retemperar forças, pois não acredito que isto continue assim por muito tempo...
corrente
quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010 | Published in coisas de nada, divagações | 0 comentários
desde o orçamento familiar, sempre parco face às necessidades, para já não falar das ambições, ao do Estado, ele é uma manta de retalhos que não dá para nada, menos ainda para o que queremos e precisamos;
qual é a hipótese? congelar ordenados ou subir impostos? vender serviços públicos ou garantir a solidariedade social? deixar o mercado agir, cego e esfomeado como sempre, ou garantir um mínimo, sempre muito mínimo, de equidade social?
há muitas hipóteses a considerar, muitas variáveis para equacionar, mas o certo é que um orçamento reflecte uma imagem e uma ideologia do e para o país;
pessoalmente prefiro esta...
inverno
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insinua-se por entre as frestas de uma porta ou de janela mais antiga;
traz consigo a morte dos desprevenidos, como se a vida se restringisse a uma corrente de ar;
isto porque pela minha aldeia tem sido um ver se te despachas, pois a morte tem andado por aqui;
greve
quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010 | Published in coisas de nada | 0 comentários
entre todas as razões que lhe possam assistir há uma da mais elementar justiça, mas com custos orçamentais, pois claro, o facto de se exigir a licenciatura para o desempenho de funções e serem pagos enquanto bacharéis;
viva a greve...
orçamento
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um aumento redondinho que não tem ponta por onde se lhe pegue;
vai ser giro assistir às manifestações, reivindicações e coisas que tais;
pai
sábado, 23 de Janeiro de 2010 | Published in primeira pessoa | 0 comentários
não é nem nunca foi dado a grandes afectos, pelos menos aqueles mais expressivos, do apego, do carinho, da atenção;
apenas depois de algumas moengas (de saúde, pois claro) se revelou na relação com o filho único, com os netos;
antes era seco, carinhos q.b., relação amigável mas distante, sempre muito atarefado nas suas pequenas vicissitudes;
agora, já com idade e depois das moengas, é vê-lo a reconhecer a família, a demonstrar o carinho que nunca teve oportunidade ou simplesmente tempo para o efeito;
ganhamos outra relação, ganhamos razões de futuro, ainda que incerto e, eventualmente, curto...
família
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em Évora, nesta minha cidade, já são uns quantos;
a família, a minha família essa tem diminuído a olhos vistos;
mas este ano aumentou; já o ano passado no ajuntámos, para apenas dizer que estamos vivos e que temos o mesmo apelido; este ano aumentou porque o filhote, o meu, participou na coisa;
é bonito, sabe bem, vale a pena...
gestão
sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010 | Published in divagações, escola | 0 comentários
quando estava na escolinha colegas incentivaram-me a avançar, a assumir uma ideia que há muito defendo e promovo sobre a escola;
hoje, um colega, insiste no tema como se fosse conhecedor das possibilidades e das vontades, de fazer diferente, de procurar outros sentidos, de assumir outras atitudes;
o problema é apenas um, a minha incapacidade de reconhecer que posso fazer melhor; diferente sei que sim, melhor é que tenho dúvidas...
ideias
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ter, no final do anos 90, trabalhado nas mesmas funções e praticamente 10 anos depois regressado, dá para perceber outra componente da coisa;
dá para perceber quem, pretensamente, parou no espaço e no tempo, quem deixou de pensar a coisa educativa, quem perdeu dinâmica e assentuou quotidianos, quem persiste em pensar o seu quotidiano e quem se viu submergido por ele, consumido por esse dia a dia perfeitamente absorvente;
dá para mudar ideias feitas, perceber como outras se constroem e definem; como dá para perceber o papel do sistema, o porquê de algumas políticas;
dá para perceber muitas ideias da coisa e sobre a coisa educativa...
morte
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provavelmente por que, quando pequeno, acompanhava uma velhota a inúmeros velórios ou, com sentido mais mórbido, à capela do hospital onde, na altura (hoje com um sentido bem diferente) ficavam aqueles que pouco ou nada se relacionavam com a cidade; tenho, desse tempo, memórias entre o saudável e o sentimento de pesadelo;
mas hoje essas memórias e esses momentos ajudam-me a lidar com este sentimento, com o reconhecimento da sua inevitabilidade; por isso e talvez por isso, li Ariés e muitos outros de fio a pavio;
mas não deixo de sentir algum constrangimento em lidar com a morte; a de hoje foi a de um porquito da índia, figura recente cá em casa que hoje, vá lá saber-se do porquê, encontrámos sem vida;
antes andava de mão em mão, suave e amena brincadeira; hoje, morto, ficaram à espera do enterro para que o companheiro pudesse ser tratado;
a morte é tabu, vergonha, nojo...
confusão
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as realidades organizacionais, se é certo que muito dependentes de lideranças com sentidos e estratégias, vão atrás das flutuações, particularmente quando têm dinâmicas políticas por detrás;
a minha santa casa não foge à regra, insere-se nela de corpo e alma, qual crente moribundo à procura de fios de sentidos;
de um momento para o outro, não interessa o como nem o mas, apenas que se dê cumprimento às orientações;
o resto do tempo aguarda-se, serenamente, que chegue a confusão...
ponto morto
quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010 | Published in educação | 0 comentários
o i de hoje reforça a discussão, com números em comparação, com taxas e com percentagens;
como se o processo fosse numérico e não social, como se o sistema educativo se reduzisse a percentagens e não em opiniões;
tudo isto quando internamente não nos conseguimos aproximar uns dos outros;
aristocracia
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confiança
segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010 | Published in banalidades, coisas de nada | 0 comentários
mas tenho de reconhecer que gosto de pensar alto, ajuda-me a organizar a vida e o pensamento, em vez de ficar a pensar para os meus botões certo de toda a minha incerteza;
os serviços não estão habituados às relações de confiança, nem os serviços nem as pessoas; fomos educados numa cultura, a judaico-cristã, que assenta na desconfiança;
mas os tempos requerem confiança, particularmente no outro, no parceiro, no colaborador, no seu desempenho, nas suas competências;
quando, para além dos serviços, são os próprios responsáveis, geralmente estruturas intermédias, a colocar em causa a confiança, certos da sua decisão, então os serviços emperram, hesitam e dificilmente se avança;
esta direcção regional não foge a esta regra e agora sinto algum gozo em perceber que uns quantos procuram espaços de afirmação onde apenas existem dúvidas, querem espaço de manobra onde apenas existe um sentido;
mas que é engraçado, lá isso é...
conceitos
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a distribuir relações e afinidades em redor do conceito de indisciplina na escola, o que se afigura e altera ou reconfigura com o tempo, com os anos, com os conhecimentos;
para já está uma nuvem, possivelmente ir-se-á relacionar com uma dimensão factorial e outra vectorial;
a ver vamos, mas está a ir
devagar
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ele foi o acordo entre ministério da educação e os sindicatos, recentemente a chegada à frente de Manuel Alegre e já não é mau;
luz
quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010 | Published in coisas de nada | 0 comentários
certamente fruto do vendaval que se faz sentir por estes lados;
foi e é engraçado regressar ao passado, à luz do candeeiro a petróleo, à luz das velas e à amena cavaqueira entre a família;
mas só depois dos portáteis terem dado o berro porque até aí cada qual para seu lado e os pais a um canto...
reuniões
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hoje, durante o dia, foi ver as chefias da casa a marcar presença, algumas bem aperaltadas, no encontro com a senhora ministra e a marcarem pela ausência na outra do mais sucesso;
coincidências da agenda, não tenho dúvidas, mas evidência também daquilo que não se valoriza...
projectos
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este ou qualquer outro projecto perante as escolas não tem de valer por si, parece idiota, mas não é;
um qualquer projecto, no âmbito da educação tem de valer mais pelas possibilidades que cria do que pelo que tem de explícito;
há projectos que reforçam o sentido estratégico das escolas, outros que incentivam à definição de opções, outros ao pensar a organização;
pensar um qualquer projecto como um fim em si mesmo pode ser, no mínimo, um desastre; e este do mais sucesso não foge à regra;
as minhas dúvidas face ao mais sucesso vão, desde há muito, para a questão das turmas de nível e para a pretensa homogeneização dos grupos/turma; aceito como válido para os bons alunos, tenho dúvidas que seja a valer para aqueles que não se reconhecem na escola...
conversa
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em primeiro lugar destacar a alteração de tom, da forma de conversa, do discurso, da linguagem e dos verbos utilizados; um claro namoro aos professores por intermédio dos directores de escola;
mas também uma reconfiguração de discurso, no pleno entendimento que os discursos criam as realidades enão o seu inverso, onde predomina a continuidade, a mesma manutenção de ideias força;
namora-se com um outro enlevo, mas com um mesmo sentido;
depois e para quem anda cá há já alguns e anos e gosta de apreciar as políticas educativas, um misto de misceginação entre um discurso de Roberto C. e uma prática de política educativa de Marçal G.;
isto é, um discurso directo à sala de aula, com vertente política clara de prioridades e opções;
como resultado espero uma de duas coisas, por um lado, ver para crer, segundo, talvez seja esta a oportunidade de mexer na dinâmica organizacional da sala de aula, desde que haja capacidade para esse efeito - e, de acordo com as palavras da senhora, não é para delegar capacidades, mas reconhecer competências, resultados;
a ver vamos...
surpresa
segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010 | Published in blogues | 0 comentários
não fui convidado;
fico à espera que tenha sido um simples ataque de um qualquer haker e não uma opção da Sofia;
burocracia
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é certo que, de há uns anos a esta parte, são pedidas informações a torto e a direito, que impuseram uma outra sistematização de ideias e que temos de escrever mais coisas - actas, projectos, relatórios e coisas que tais;
o nível da burocracia é medido na escola e pela escola, entre o passado e o presente, e não entre diferentes organizações ainda que possam prosseguir fins próximos - de âmbito social, por exemplo;
como pedir ao ministério que reduza a burocracia é pedir aos santos um milagre;
a questão passa pela reorganização interna e funcional da escola e, aí, este e qualquer outro ministério, ainda não se atreveu a mexer, pelo menos explicitamente; está nas mãos dos senhores directores de cada escola e cada escola é um mundo de exemplos entre o que são as práticas burocráticas e os sentidos burrocráticos...
organização
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organizo dados, sistematizo uma árvore de escrita - um canal por onde a escrita possa fluir (duas metáforas numa só afirmação);
é engraçado ver as ideias a surgir, a perceber os sítios por onde me posso meter e aqueles que, por uma ou outra razão, devo evitar;
entrei numa outra fase de trabalho...
circunstância
sábado, 9 de Janeiro de 2010 | Published in educação | 0 comentários
há aqueles que, por muitos acordos que pudessem existir, gostariam de manter o diferendo, há aqueles que gostam e que ganham com as guerras, sejam elas quais forem;
há aqueles que, mesmo que aplicados os seus princípios e as suas ideias, conseguem descobrir defeitos e questiúnculas para continuar a bater no ceguinho; são aqueles que gostam muito mais de moer os problemas do que conviver com as soluções;
para esses os tempos são de transtorno...
guerra
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daqueles que são alvo pouco importa de quem ganhou ou quem perdeu, de quem cedeu mais ou cedeu menos;
a sensação com que se fica é a de descanso, acabou uma guerra, venha a paz, o interregno para novos desafios;
até lá, logo se verá...
opiniões
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prezo muito FJV mas não posso deixar de lhe apontar o óbvio, quando ele próprio discorda disso mesmo, do aparentemente fácil, do evidente;
ele que foi docente numa das novas universidades e que colaborou na formação de docentes, ele que até pactuou com a geração psi ou do eduquês;
é fácil dizer que a opinião de quem está com as mãos na massa é pertinente; é fácil dizer que as revoluções fizeram sentido e que hoje talvez não;
da sua opinião destaco uma ideia que não apresenta nem defende, a da autonomia das escolas e dos professores, a da sua capacidade reflexiva e crítica;
do mal o menos, mas é ruído quando o que se pretende é música...
modernices
sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010 | Published in banalidades | 0 comentários
mas este é diferente e bem que me aventurei para a sua compra, mas...
oportunidades
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mas sindicatos e tutela chegaram a acordo mostrando que o diálogo e o bom senso podem e devem imperar em educação - ou em qualquer lado;
mas não deixam de ser engraçados, para ser simpático, os comentários deixados neste espaço;
visita
quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010 | Published in banalidades | 0 comentários
interessante perceber que a senhora e a sua equipa querem conhecer as diferentes realidades, conhecer os diferentes contextos, perceber as diversas moengas;
já pensei em levar um livrito, daqueles de "uma aventura..." e pedir um autógrafo; talvez sim, talvez não...
paz
quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010 | Published in divagações | 0 comentários
paz que assentava na inexistência de qualquer conflito, pelo menos no velho continente, e podre pois tudo o que se sentia pressuponha a existência de um conflito;
as coisas hoje em dia, muito se parecem com esse clima;
há uma estabilidade apenas aqui e ali entre-cortada por um laivo de força ou manifestação de querer;
o que sinto, entre escolas e políticas várias, é um arrumar de expectativas para ver qual o tipo de guerra que se enceta;
mas isso sou eu, pois claro...
moengas
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é, manifestamente, um desvio para uma escrita mais académica, onde a opinião não vale e os argumentos contam muito;
como tenho dito, tenho-me desviado para a minha tese;
estou a gostar de arrumar as coisas, organizar os dados, estruturar o caminho, definir uma árvore de escrita, perceber o que tenho, o que me falta e como tenho as coisas;
devagar lá se irá...
sacrífico
domingo, 3 de Janeiro de 2010 | Published in tese | 0 comentários
desde logo a família que não conta com a companhia; é uma coisa que me irrita, é verdade, mas se quero cumprir objectivos e estabelecer um calendário, não há volta a dar;
mas que custa, lá isso custa...
tudo ou nada
sábado, 2 de Janeiro de 2010 | Published in tese | 0 comentários
de novo
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recomeça-se tão simplesmente como a mudança de folha do calendário;
de um dia para o outro, de um momento para o outro, encontro-me em 2010, início de nova década, de novos desafios, dos sempre adiados compromissos...

