terça-feira, 7 de janeiro de 2014

das dificuldades e das teimosias

sempre tive uma enorme dificuldade a matemática; desde o 2º ciclo que estou referenciado como aluno com dificuldades na disciplina; e não foi por questão de professores; daqueles que me lembro do básico e secundário a sua esmagadora maioria eram docentes de matemática - nem digo nomes, nem alcunhas, mas estão cá na memória;
apesar de tudo, das dificuldades e das contrariedades que a disciplina sempre representou para mim, lá fiz um 12º de matemática, à segunda, pois claro, que da primeira não fui nem capaz nem audaz;
contudo e apesar das dificuldades e de na sequência de todo o meu trabalho académico me ter dedicado a dimensões qualitativas (análise de conteúdos, ideias, valores, and so on) o quantitativo e a estatística de quando em vez puxam-me para a teimosia e para a curiosidade da sua análise;
até há pouco tinha um bimbo (privat joke, iac, iac) que me auxiliava na coisa; eu fazia perguntas e ele ia à procura dos gráficos; a juntar ao bimbo um chefe que me despertou curiosidade q.b. sobre a dimensão quantitativa;
agora, sozinho e teimoso quanto curioso, vá de brincar com a coisa, com os números, sabendo de antemão que a estatística tanto vale tudo como exactamente o seu contrário, que nos indica tendências, mas as causas e os efeitos podem estar à parte...
mas não deixa de ser engraçado perceber essas tendências; como mais engraçado, cá está o meu lado mais qualitativo, interpretar causas, apresentar proposta ou simplesmente trocar ideias de volta de uma imagem...

sábado, 4 de janeiro de 2014

tarefas

quase, quase a começar o segundo período dou conta que concluí as tarefas que (auto)agendei para esta pausa natalícia; para além de preparar aulas e organizar o trabalho lectivo, o que não foi pouco, ainda conclui o texto enviado, reorganizei e disponibilizo a minha página web pessoal, organizei papeis e papelada, preparei reuniões e estruturei o trabalho direi mais administrativo que me cabe e que me espera para este segundo período - assessorias, departamento e procedimentos pedagógico-administrativos; é certo que me ficou a faltar um relatório que gostava de ter feito, mas que, apesar dos meus pedidos a quem de direito lá pela minha escolinha ninguém me ligou, certamente por afazeres;
para além de tudo isso, descansei, recuperei e estou pronto para mais do mesmo;
assim até gosto

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

hoje escrevi por outros lados, com outras intenções e objectivos;
preocupação essencial, a de dar cumprimento aos requisitos do congresso e enviar o texto que para todos os efeitos suportou a comunicação que fiz - já aqui tinha deixado a apresentação, repesco o link para que se possa criar a associação entre texto oral e texto escrito;
teoricamente o texto ficará oportunamente disponível em edição digital do congresso; até lá ficam por aqui as linhas de escrita e a total disponibilidade para ouvir comentários, sejam eles quais forem e venham de onde vierem;

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

o povo é sereno

neste primeiro dia entre as expressões mais que batidas e as banalidades de sempre, não deixei de pensar nas palavras que ontem tive oportunidade de ver e ouvir - o povo é sereno;
mudar para quê, são todos iguais;
afinal fazem todos a mesma coisa, alimentam-se;
estamos bem assim, para pior mais vale assim;
afinal são os outros que beneficiam do tacho, a nós só nos restam os ossos;
o povo é sereno, aguenta estoicamente na sua ignorância comezinha, aquela mesma de trazer por casa e ter à mão como que de banalidade se tratasse; resiste à pressão e à opressão, afinal foi para isso que fomos educados e instruídos, a obedecer, a respeitar, a cumprir primeiro e depois, se assim for o caso, a reclamar;
o que nos trará este 2014? a folha está em branco, o livro vazio e só nos restam duas de muitas opções: esperar que alguém escreva em cada página, que definam os nossos dias, por nós, como se não tivéssemos opinião nem voto;
construir o texto, o nosso texto, seja ele em escrita criativa a muitas mãos e muitos pensamentos, seja individual na determinação nas nossas convicções;
criar o texto alternadamente entre imagens e coisas que nos dão ou impõem, onde o nosso pensamento se mistura entre o dado e o construído, o definido por nós ou decidido por outros;
mas a mediocridade, a mentira e, essencialmente, a hipocrisia impera e determina os dias...




O Primeiro Dia

mais que em qualquer outro este é mesmo o nosso primeiro dia do resto das nossas vidas;
o primeiro depois de todos os outros, o primeiro antes de todos os outros;
vale a pena recordar e não esquecer que é de frases batidas que a vida é feita, de lutas que não se esquecem, de vontades que não esmorecem;~
hoje mais que nunca, o primeiro dia

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

e vira o disco e vamos a mais do mesmo

e pronto, apesar de me parecer algo incrível, pela velocidade algo estonteante a que passou o presente ano, o certo, certinho é que estamos no último dia do dito cujo;
sem ser balanço, outros melhor que eu o farão, para trás ficaram dias inenarráveis, inesquecíveis, para esquecer e para o que der e vier em memória futura; regressei à minha escolinha e às aulas, candidatei-me a director de um agrupamento (fui recusado), tive razão nas eleições autárquicas, não tive razão em determinadas birras, senti-me despeitado e assumo que pretendo estar mais calmo, menos emotivo, mais racional (a idade tem das suas); fiz meio século, coisa com a qual nunca me imaginei; participei em dois congressos internacionais sobre coisas da educação, mantenho a vontade de estudar, conhecer e talvez compreender a escola, as políticas educativas, a acção dos professores, o sentido individual do trabalho colectivo; faleceu um dos poucos amigos da minha aldeia; passeei, desfrutei e fiz o que podia, mesmo quando não me queriam deixar;
pela frente teremos outro ano dos grandes, daqueles que, olhando em frente, parecem não ter fim - serão eleições europeia, mundial de futebol, renegociações com a troika, mais cortes e mais costura, o alinhar de personagens e perfis para eleições legislativas e para as presidenciais; quero continuar a escrever e, nesse ano de 2014, ver se publico em revista própria; quero ser feliz ou, melhor dito, construir momentos de felicidade com os meus, a minha família, os meus amigos, com alguns inimigos, pois a inveja também nos dá algum prazer; quero continuar a passear e a estudar, a ler e a escrever, a amar e a desfrutar da vida enquanto por cá ando;
BOM ANO, façam dele aquilo que cada considera que merece e que faz por merecer;
(imagem tirada daqui)

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

coisas da vida ou a estupidez da vida

nos tempos que correm a fé, aquela coisa em que se acredita sem questionar, que se aceita sem qualquer réstia de dúvida, aquela coisa que fazemos sem perguntar coisa alguma, nem duvidar, tem um espaço algo limitado;
a fé tem, nos dias de hoje, um espaço que está condicionado por coisas mais supérfluas mas mais à mão, como sejam os prazeres quotidianos, o materialismo que não seja o dialéctico, o imediatismo que não o meramente político ou partidário, o gosto pelo prazer de sentir e desfrutar e pronto;
depois temos estas surpresas, coisas que nos obrigam a questionar sobre coisas banais, frívolas, triviais, como sejam a existência de Deus, o papel do destino, o que nos está reservado, aquelas coisas banais que Camões chamou de fado, Pessoa de destino e nós, míseros seres efémeros, questionamos como se, por vezes, até acreditássemos;
mas que a vida nos prega partidas estúpidas, ou talvez a vida como a encaramos (ou como eu a encaro) seja apenas estúpida, isso, de quando em vez, até parece ficar gnosticamente provado,

a sala de aula do futuro




se há coisas em que sou assumidamente curioso, cusca, interessado (isto porque não sigo nenhuma linha organizada de pensamento e/ou estudo/pesquisa) uma é como será a sala de aula - ou a escola - daqui a 10, 15 ou 20 anos; não sei se será a escola - ou a sala de aula do futuro - e como será esse futuro, imagino que a tecnologia passe por ela de uma ponta a outra, que a sala de aula se cruze entre qualquer coisa que pode ser aquilo a que hoje alguns chamam de sala de aula, ao que em alguns sítios designam como biblioteca, ou um vago centro de recursos, ou e porque não - apesar de isso ofender puristas - um cibercafé;
(um aparte, não resisto mesmo: no decorrer das reuniões de avaliação ouvi alguém da minha escola, com responsabilidades de chefias intermédias, afirmar que se podia proibir a utilização de pc ou dispositivos móveis de acesso à net nas reuniões de profes, de modo a não prejudicarem o trabalho, e depois dizem que eu é que conto anedotas, tábém tá);
uma coisa para mim poderá passar pelo certo, para além da utilização e do papel que a tecnologia possa ter ou assumir, será a alteração da estrutura organizacional da escola, que muitos pensam que foi sempre assim, a alteração tecnológica de ensinar a muitos como se de um só se tratasse, um professor muitos alunos, resultados médios, em função de uma média, perspectivando-se a média estatística;
contudo e apesar de todo o papel que possa ser atribuído à tecnologia há uma dimensão que, pelo menos para mim, não deixa de ser incontornável à escola e que, por si só, a tecnologia não responde, refiro-me ao processo de socialização e de fabricação do sujeito, do cidadão; isto é, a escola recebe crianças e, para além de ter como objecto o que alguns designam de produzir creditações/diplomados, a escola também produz quasi adultos, homens e mulheres que, na sua juventude, se insurgem para o mundo do adulto, profissional, social, político (e não se prendam apenas aos partidos, é de intervenção de cidadania que refiro); provavelmente num tempo e em modos que a escola tecnológica poderá individualizar processos de aprendizagem, segmentar as necessidades educativas, o processo de construção/fabricação do adulto assume importância ainda maior; mas muitas escolas, muitos docentes chutam ao lado esta dimensão que a escola desde sempre teve e soube assumir;

das ideias, da concordância ou simplesmente a estupidez política no seu melhor

os professores contratados foram abandonados pelo PS, que apenas pediu uma pífia “suspensão” da prova, e os trabalhadores dos Estaleiros de Viana, que marcharam pelas ruas de Lisboa com as suas famílias, a caminho da miséria, não merecem nem um levantar de sobrancelhas dos doutos conselheiros económicos do “líder” Seguro. O PS, que tinha já enormes responsabilidades na situação actual de ambos os sectores profissionais, agora mostrou de novo por que razão não é confiável como partido de oposição, mas, pelo contrário, é confiável, pela mão de Seguro, para lá de muitas encenações, para os que mandam em Portugal, sempre os mesmos.
eu não escrevo coisas destas, apesar de as pensar;
eu não escrevo assim, apesar de o sentir;
eu não escrevo, nem digo que é assim por que todos vêem que é mesmo assim,
contudo, não deixam de existir labregos que apenas esperam pelo turnover para mamarem do mesmo e serem mais do mesmo;
e depois sou eu que ando indisposto, ah pois é...

da exigência ou da disposição

quando me penso, nestes últimos dias/tempos, fico na dúvida se ando exigente, se ando indisposto ou se efectivamente não pululam por aí ideias novas, diferentes e menos ainda originais; que os tempos que correm são uma seca, uma repetição bafienta e algo bolorenta, de outros tempos, continuidades, mais do mesmo;
seja na política, que mais parece um lodo, um pântano, seja no cinema onde as novidades mais interessantes conseguem ser um filme de animação, ou na literatura onde, pelo que pude apreciar, é um deserto;
recentemente fomos passear e, enquanto elas se entretinham a entrar e sair de lojas, optei por visitar a única livraria do sítio;
primeiro, num centro comercial da moda, elucidativa a circunstância de existir apenas uma livraria;
segundo, percorri o espaço das novidades prá'frente e para trás e nada me despertou a atenção; visitei as estantes minhas habituais - política, ciências sociais e humanas, história, pedagogia - e apenas reposições mais ou menos velhas, capas onde se nota o manusear alheio e algo descuidado e nada de novo;
as novidades, o que a livraria apresentava como top de vendas não deixou de ser menos elucidativo, Pessoa, Borges, Llosa, Joyce, Brown, Santos;
tá bom tá

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

ateus por acaso ou o acaso da fé

andei pela minha cidade, é certo que não consegui deixar de reparar que tudo continua na mesma, isto é, até parece que nada se alterou nas eleições autárquicas mais recentes; mas, acaso não se "alembrem" a gestão é comunista ou cdu, seja isso o que for (já agora, quem é o vereador verde? é que pela cor não vou lá) e tudo continua na mesma como se a gestão não se tivesse alterado por desígnios ditos democráticos;
tudo continua como lia em alguns blogues cá da terra, blogues agora passados ao esquecimento ou apenas a memórias do passado de lutas feito;
mas tudo continua envolto em alguma penumbra, com um cinzentismo q.b., a ausência de luzes e de enfeites de natal, a inexistência de uma estratégia comercial de afirmação do centro histórico como centro comercial a céu aberto, as conivências que sempre nos facilitam argumentos e políticas; ora porra que o pcp - ou a cdu, vá lá eu perceber quem é quem - continuam na mesma, será que aqui também há um bloco central autárquico local?....
é certo que o camarada sá pode ser entre o agnóstico e o ateu, que os seus camaradas se podem ficar pelos discursos, sempre convenientes como desculpabilizantes, da herança, do legado chosialista, do muito que já foi feito - como marx nas penumbras das estruturas profundas ou catacumbas; mas a merda toda é que évora continua como limbo, nem sei do quê, agora com gestão cdu ou pc ou verde, não sei...

do natal

tenho ouvido, por aí e por ali, os piores comentários ao natal; quase que por moda ou apenas por questões de merda e esquesitices idiotas há quem diga que já não gosta do natal, que o natal já não é como era, que o natal é muito comercial ou material, muito sei lá o quê, olhe, uma merda;
merda para os esquesitos, merda para os que gostam de modas mas se ficam sempre nas primeiras, merda para os adizeres críticos que mais não são que cretinices próprias de quem gosta de se afirmar apenas pela afirmação oca, vazia, despida de nada e vestida de tudo o que seja estupidez;
que me perdoem, que eu sei que não é coisa fácil, mas cá o je, este autor de escrita que assim se espraia, continua a gostar do natal, a gostar dos enfeites, das luzes, dos cheiros, das birras, do lufa lufa, das expectativas e ansiedades do que nos reserva a noite, do stresse da ceia, das políticas - políticas não, que isso é merda que por aqui não entra - de quem vem, quem está, quem faz o quê, quem traz o quê, chega-se a dizer que é família, mas qual delas, de sangue, de amizade, de amores e sentimentos ou apenas de acolhimento, qual família...
cá o je, para o bom e para o mau, continuo a gostar do natal como quando, eu criança, se convidava impreterivelmente o engraxador Farraxa, não sei se apelido se de nome, se apenas de alcunha, para comer qualquer coisa quente, pelo menos naquela noite, que o 53 se divertia mais que nos outros dias, que o meu pai chegava, como quase sempre, mais tarde que o habitual;
continuo a gostar do natal, não pela memória do que foi, nem por aquilo que ele é com os meus e a minha família, mas mais por aquilo que cada um nós dele pode e deve fazer; como tudo na vida, fazemos o que podemos ou apenas o que queremos e escondemo-nos no resto, na hipocrisia, na idiotice, na estupidez, seja ela argumentativa, justificativa ou apenas desculpabilizadora - depois perguntam-me se estou zangado, azedo ou apenas parvo, obviamente que azedo, isto é fora de prazo, e parvo como sempre, pois claro;
em altura de natal, altura em que aqueles que me educaram apelam à paz na terra e ao espírito de boa vontade entre os homens, faço minhas as palavras daquele em que acredito enquanto homem e líder político, paz na terra aos homens (e mulheres) de boa vontade; aos demais... a puta que os pariu...
FELIZ NATAL

domingo, 22 de dezembro de 2013

brincar a sério

houve uma afirmação, assim a modos que pretensamente maledicente ou insidiosa, que me foi atirada no decorrer das reuniões de avaliação; constou de afirmarem que nunca sabem se estou a brincar se a falar a sério; 
descobri, nestas palavras, o porquê de eu desencadear receios nas pessoas que comigo lidam fugazmente; a dificuldade de gerirem o imprevisível o inesperado o inopinado; 
as pessoas têm por hábito arrumar as coisas em gavetas mais ou menos definidas; gavetas de acordo com os mundos e esferas de acção em que se movimentam; são rótulos que auxiliam à identificação e referenciação das situações, desde as mais básicas (amigo/inimigo, próximo/distante, eu/tu, nós/vós, entre muitos outros) até às mais complexas (dimensões ou esferas profissionais, sociais, afectivas ou aquelas que se desenrolam no contexto das emoções); ora eu cruzo todas elas e, há muito que o afirmo, que gosto de brincar com coisas sérias, como falar a sério de coisas a brincar; 
ora estas reuniões de avaliação remeteram, em muito, para este campo de brincar a sério; eram a brincar, mas pareciam, alguém queria que parecessem coisa séria, formal, pesada, administrativa; disse a um colega que me fizeram lembrar aquelas brincadeiras de criança onde estas levam a brincadeira muito a sério, que se zangam quando alguém discute ou diverge do seu registo; assim foram estas reuniões; ora assim sendo, seria difícil que a minha postura de brincar com aquilo com que os outros levam a sério se fizesse sentir; 
as reuniões foram assim coisa de brincar que alguém, com vários tipos de pretensão ainda que se afirmem pela despretensão, levou muito a sério; como o meu registo é outro, claramente de criança agaiatado, então o pessoal não gostou;
paciência, eu gostei... oh se gostei, aprendi como há muito não aprendia em reuniões de docentes...

sábado, 21 de dezembro de 2013

dividir para reinar

há muitos que os políticos, em particular os da ala da direita, perceberam que para gerir (não é governar, é mesmo gerir) a escola pública, precisavam de dividir os docentes, criar fissuras por entre as quais introduziam políticas e criavam pontes para a sua acção;
foi assim nos idos anos 80 com aquele que é um dos engenheiros do sistema, roberto carneiro, mediante a divisão entre docentes profissionalizados e os demais; anos mais tarde, com ferreira leite, foi a disputa de protagonismos entre estágios integrados e estágios em serviço, entre universidades ditas clássicas (lisboa, porto, coimbra) e universidades ditas novas (aveiro, minho, évora) na formação de docentes; esses conflitos sempre se reflectiram nas políticas educativas, no estatuto da carreira docente, nas abébias que foram criadas para que nos pusessem abaixo de zero, uns contra os outros - ganhando assim espaço o ministério para criar pretensos compromissos com uns ou com outros;
recentemente, nuno crato opta e assume a mesma estratégia, afirmando que os professores não são todos iguais; coisa maravilhosa, que caiu que nem sopa no mel nas escolas para reforçar divisões, acentuar a estupidez profissional e criar, novamente, espaço para que façam o que entendam, da forma que entendem e como entendam;
na sua sequência aparecem os cães de fila que mais não fazem que aproveitar a onda para ladrar, para fazer ouvir os seus latidos que, de outro modo, passariam perfeitamente despercebidos; e há quem lhes dê espaço e palco, os reproduza com argumentos contrários que mais não servem como emissários que espalham a palavra missionária e que cada um entende como quer;
puta que os pariu

e pronto

e pronto este primeiro período, grande, comprido, desgastante e coisa que nunca mais tinha fim, acabou;
prova provada que tudo, apesar das suas dimensões ou das suas características, acaba, bom ou mau, assim assim ou antes pelo contrário mais cedo ou mais tarde acaba;
já o poeta o afirmava, jorge luís borges, tudo o que é biológico um dia acaba, pode levar um dia, um mês, um ano ou uma vida, mas acaba, e o poeta refira-se ao amor;
as reuniões de avaliação pelo meu burgo foram qualquer coisa de... especial;
gostei de observar novos protagonistas de poderes efémeros, novas lógicas de gerir o quotidiano em funções de vazios, de perceber como outros poderes \se insurgem por entre os dias de fugida que nos atravessam;
é engraçado ver e tentar perceber como esses pretensos vazios são ocupados; há muito que defendo que, tal como na natureza, as dimensões do social recusam o vazio do poder; quando ele não é assumido, exercido, promovido etc coisa e tal há sempre algo, alguém ou alguma coisa que assume o poder - pela forma de exercício, de protagonismo, de política, de acção ou de discurso, mesmo que seja na sua negação;
as reuniões de 1º período permitiram-me vislumbrar estes arranjos, que nem sei se serão arranjos e menos ainda perceber se estratégicos, o que tenho dúvidas, mas é o assumir as rédeas de outros por ausência deles mesmos;
é engraçado ver e ouvir os discursos que nos revestem de nós mesmos, muitas vezes de pura ignorância, alguma idiotice, mas dito com a convicção de quem raramente se engana e nunca tem dúvidas;
falta saber como irá ser este segundo período;
para já sei que grande, enorme, certamente desgastante; provavelmente de formação de novos equilíbrios lá pela escolinha; equilíbrios de interesses, de protagonistas, de vazios ou ausências, de incompetências e alguma estupidez; isto se o pessoal deixar pois claro...

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

hegemonia algo hegemónica

há autores e pensadores, escritores e outros que há muito se debatem contra o chamado pensamento hegemónico, isto é, formas de pensar que, consideradas algo entre o normal e o natural, mais não fazem que esgotar, fictícia e ideologicamente, caminhos e vias alternativas, reduzir a um pretenso sentido único as possibilidades e as direções que se podem assumir;
na generalidade dos casos ou das situações nem dá para pensar nessa hegemonia; são efetivamente dados, elementos criados e, pelos menos na sua aparência, de tal modo naturalizados e reificados que consideramos que não há outros modos, outras formas de fazer a mesma coisa - direi, há boa maneira tuga, que até parece que há só uma maneira de esfolar o coelho e sabe-se que não, que há mais que uma;
isto a propósito de um governo que nos quer impingir formas únicas de pensar e agir, fazer-nos sentir culpados por nos empurrarem para aquele que dizem ser o único caminho, por outros, sejam eles quais forem, nos terem aqui deixado; que o privado é virtude, o público vício; que o Estado não é o de gerir interesses, mas defender privilégios;
isto a propósito de considerarmos, em muitas, em excessivas situações, que não há alternativas, outras vias de irmos em frente, possibilidades de nos pensarmos e de nos vermos de outra forma que não como culpados do que não fizemos, do que não ousámos pensar, do que não ousámos ousar;
isto a propósito de uma educação que pensa e define caminhos únicos, vias de sentido único, que nos indica os becos mas não as alternativas;
isto a propósito de uma escola onde se considera que é assim por que sim, por que tem de ser, por que a inspeção o determina ou manda, porque nos querem fazer pensar que este é o único caminho, o único sentido, a única direção; porque é o deles, de alguns, de interesses ou de objetivos, porque não se discutiram ne se acertaram, apenas se decidiram, alguns, em algum lado, pelo interesse de algo;
é mentira, em todos eles, em todos os casos, em todas as situações, é mentira que exista apenas um modo, um pretexto, uma causa, uma razão; é mentira, é falso que exista apenas um sentido único, uma forma uma verdade para o que quer que seja, para o que se diga ou exija;
há tantos caminhos, opções e sentidos quantos aqueles  que estivermos dispostos a aceitar, tivermos a coragem de assumir, a ombridade de reconhecer; não é por que nos mandam ou ditam que é assim, que deve ser cozido ou por que outros, distantes mas gestores, nos impingem isso ou aquilo, interesse deles, objetivo de alguns;
é assim por que queremos que seja, porque há alguém que é capaz de interpretar o nosso destino, criar o nosso futuro, antecipar o nosso caminho;
balelas? é verdade,
divagações? certamente;
incompreensão sobre o pretexto, o contexto ou o objetivo? garantidamente
até ao ponto, até aquele momento em que uns decidem, por si ou pelos outros, que chega, dizem basta, se insurgem e se revoltam, mostram que há alternativas, que não somos nem formigas no carreiro, nem borregos dos senhores...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O demérito do rigor administrativo

Ele há rigores que contribuem para o destaque ao aluno, para os rankings escolares, para acelerar processos de demência e de incompetência;
Nesta minha escola, agradavelmente colocada na penúltima posição dos rankings distritais, há quem consiga pensar, com requintes de malvadez, em grelhas, matrizes e processos de modo a que se confirme a necessidade de estarmos em último lugar e não apenas em penúltimo;
Escrevi no outro lado, no fb, que, por esta minha "santa" escolinha, o rigor se mescla com descricionaridade, critérios administrativos escondem - ou procuram esconder - arbitrariedades, que a clareza de procedimentos mais não pretendem que varrer para debaixo do tapete incompetências e/ou ressabiamentos;
No meio das retóricas da centralidade do aluno este é, para todos os efeitos, a menor senão mesmo o ausente total das reuniões de avaliação;
corre-se o risco de insanidade docente antes do natal, já que o spprting até se safa não nos safamos nós, elementos do agrupamento de escolas de vendas novas;
Doidice pura, simples e recambolesca, mas devaneio meu, pois claro...

Igualdades desiguais ou as desigualdades igualadas

Andei em ameno passeio por fora das minhas portas à procura de aliviar o espírito das birras do quotidiano, das hipocrisias de uns, das invejas de outros e ganhar algum alento para aturar a certeza dos ignorantes, o convencimento dos idiotas;
Deu para descobrir que, um pouco por toda esta europa, predominam sentimentos algo partilhados, como se partilham os seus efeitos;
Nota-se, faz-se sentir o descontentamento, as manifestações de revolta, as queixas de todos; em particular dos públicos, do setor público, dos contextos mais sociais da europa que criou o estado previdente; com resultados iguais, indiferença, distancia, frieza;
Deu para registar o gap que existe entre os governos, mais ou menos consertados na sua ação, e as reivindicações, setoriais, pontuais, individuais; saiem claramente ganhadores os governos, todos os demais saem a perder, incluindo nós mesmo, os do meio...
Mas fomos nós que fizemos esta europa;

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

desculpem lá qualquer coisinha mas eu preciso da prova

realmente, chegados quase, quase ao final do primeiro período (longo, comprido, desgastante), na preparação das reuniões de avaliação fico a perceber que o senhor ministro da educação e ciência, nuno crato, até é capaz de ter razão na exigência de uma prova de admissão à carreira docente;
eu explico
apesar de ser possuidor de uma licenciatura com estágio integrado, daquelas que habilitavam (penso que ainda habilitam) diretamente para o exercício da função docente (e já não falo da formação complementar obtida e reconhecida por universidades portuguesas), assumo que não sei preencher as matrizes, grelhas, formulários e coisas que tais que me são dadas a preencher para as reuniões de avaliação; e, acreditem, não é pirraça minha, é mesmo ignorância, simples burrice minha, desconhecimento;
quando ouvi falar em grelhas onde devo expressar a avaliação do aluno pelas dimensões de atitudes e comportamentos e cognitiva, que devem ficar anexas à ata, ainda pensei que pudesse ser apenas uma questão de elaboração da fórmula em folha excel; apesar de evidenciar uma clara desconfiança, pessoal e profissional na minha pessoa, como prevaricador ou simples não cumpridor de normas e regulamento, percebo que nem sequer é isso; qual quê, preciso mesmo ou de uma nova licenciatura - agora em preenchimento de pintelhices - ou de fazer prova de acesso à carreira, pois efetivamente não sei preencher a coisa;
querem ver que o tipo terá razão!!??
ou será que há pessoal ressabiado com a coisa educativa e são mais papistas que o papa em tempos de reforma do francismo?
vá lá saber, eu é que não sei mesmo preencher a coisa

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

uma dimensão política


tenho tido cá as minhas divergências com o senhor,  mas reconheço-lhe pertinência na escrita, argucia nos argumentos, agilidade nas ideias e conhecimento suficiente para poder ser desconfiado dele;
é certo que foi passos coelho a prefaciar um dos seus últimos livros, é certo que foi putativo ministro da educação deste mesmo governo, é verdade que até pode estar ressabiado (há tantos por aí); é certo que cruza caminhos que passaram pela fenprof ou por outros que tais com posições mais à direita, pelo menos destes; 
mas a afirmação é, no meu entendimento, da mais simples e clara transparência; 
sempre que, na escola, numa reunião de profes, se fala em política, há logo uns quantos a saltarem da cadeira, a resfolarem o cu pelo tampo da dita cuja, a sentirem pruridos por isto e por aquilo, uma qualquer urticária de última hora;
política não, qual quê, vá de retro qual satanás;
santa hipocrisia, como se o pessoal não votasse, como se a maior parte não tivesse estado em manifestações contra as políticas de um ou de outro governo, como se não fizessem escolhas, assumissem opções, definissem, sempre que entendem, o seu caminho; como se não se pusessem na sua missionação evangélica de cariz quase sempre pedagógico; 
viva a hipocrisia daqueles que se distanciam da política educativa e apenas se dedicam à pedagogização das massas; viva aqueles que, ignorantes do seu papel, transmitem a palavra dos governos como se de verdades se tratasse; 
tenho pena que a hipocrisia de um povo não permita que se assuma a dimensão política da educação; aqui, os profes, são comidos como criancinhas ao pequeno almoço pelo lobo mau; 

coisas normais fora do normal mas que não são anormais

um apontamento da aula de hoje, aula de história, turma de 8º ano; foi dia de apresentação de trabalhos, troca e discussão de ideias, acertos e correções a uns e a outros;
não é um dia, nem são posturas ditas normais mas, em dia de apresentação, assume-se a discussão de ideias, uma postura menos rígida, atitudes de um outro à-vontade;
quem entra numa sala destas não reconhecerá, pelo menos de forma mais direta, que é uma aula;
mas os tempos empurram-nos para outros contextos, para um negócio algo diferente da tradicional formalidade de papéis entre aquele que é o aluno e aquele que é o professor;
estes tempos não devem servir para esbater os papeis, as funções, os objetivos ou as preocupações de uns ou de outros, mas devem servir para nos (re)pensarmos, (re)equacionarmos e, se for esse o caso, (re)definerem-se questões de formalidade entre uns e outros;

Parvo e distraido

Chego às escolas, pois são duas ainda que separadas por uma vedação que divide mundos e culturas, práticas e sentimentos;
Estaciono o carro e acompanho uma colega em amena cavaqueira matinal para a escola de cima;
De repente, quase a entrar na sala lembro-me que hoje começo na escola de baixo; deixo a minha colega fazer o resto do caminho sem mim, volto para trás e vou, afinal, para a escola de baixo;
Ontem escreevi que ando mais parvo, hoje digo que também ando esquecido;
Não é da idade, é dos dias frios...

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

preparativos do que poderá ser alguma coisa

o pca (a turma de percurso curricular alternativo) está seriamente entretida com a preparação do que poderá ser a mostra do seu trabalho, do trabalho realizado nas diferentes áreas disciplinares ao longo deste 1º período;
a seu tempo darei conta, mas agora dou conta do que pode ser um entusiasmo de se criar não apenas uma exposição, mas sentidos ao que se faz na escola, seja por via de trabalhos e tarefas que conduzem a produtos concretos, numa lógica de aprender a fazer, seja por se perceber que a matemática até tem sentido quando aplicada e/ou conjugada com medições, alturas, escalas, etc,
nestes dias de preparativos é vê-los, entusiasmados, empenhados, colaborativos e disponíveis, não apenas na montagem da exposição e na mostra dos seus trabalhos, naquilo que será para todos os efeitos, o reconhecimento do que por aqui fazem, mas também e há que reconhecer, no colmatar do que não fizeram, na negociação das notas com os docentes, na criação de argumentos onde possam dizer que fizeram, pelo menos nestes dias

trabalhos de "afinal" de período

ontem entreguei (devolvi) as fichas de trabalho a uma turma de secundário (não interessa o ano para não se ser muito cusca); perante o panorama em que apenas um aluno respondeu a questões de desenvolvimento, pus o pessoal a escrever sobre um tema dado, quase, quase como aquelas redações do meu tempo sobre o fim de semana, como se o profe de então quisesse cuscar como vivia o povinho e os outros; mas aqui o objetivo é começar a obrigar o pessoal a escrever, a trocar ideias por letras e não apenas sons, pretendo palavras escritas, de modo a sermos capazes de acompanhar a velocidade do nosso pensamento enquanto a mão desliza seja pela folha em branco, seja pelo teclado; são velocidades perfeitamente distintas, aquela que decorre da relação entre pensamento e voz e uma outra que decorre da relação, muito mais lenta, entre pensamento e escrita;
ao fim de pouco tempo uma aluna pede-me para que possa escrever sobre o que ela quer e não sobre o que tinha sido solicitado; tábém, pronto, desde que haja escrita, desde que se transcrevam pensamentos para o papel, pode ser;
desfiou-me emoções daquelas que apertam o coração a um qualquer, as razões e as suas emoções de ter sido e estar institucionalizada;
melhor redação não conseguiria; mas inverteram-se os objetivos e cumpri o que alguns profes de outros tempos e com outros modos, pretendiam, conhecer os alunos; e a esta eu fiquei a conhecer melhor...

ando mais parvo do que habitualmente

uma das minhas caraterísticas é reconhecer alguns (dos muitos) erros e defeitos que possuo;
neste momento, perante notícias, acontecimentos e merdas que tais dou comigo a reconhecer e a assumir publicamente que tou mais parvo do que o habitual;
passo a dar conta de algumas das evidências;
depois do fim de semana em que o fcp perdeu e os outros de lisboa ganharam, até parece que acabou a crise, que se resolveram todos os diferendos, que, afinal, a troika até são uns gajos mais ou menos porreiros;
depois surgem nomeações para organismos regionais, (é certo que em concurso, mas que porra...) se é certo que vazios, não me deixo de surpreender, numa altura, esta mesma do natal, onde nada nos devia surpreender, mas pronto tábém, eu é que tou mais parvo que o habitual;
depois, com a bagunça dos estaleiros de viana do castelo, processos daqui e prá'li então não é que o lider da oposição faz oposição a si mesmo e está calado? porque não fala ele?
de certezinha que o problema é mesmo meu

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

ausência da escrita mas atenção ao que sinto

não tenho escrito sobre évora, nem sobre a nova cor política das "gestões" das minhas próximidades;
primeiro, escrever para quê, não irei mudar nada nos próximos tempos e apenas acudir à manifesta falta de ideias - ou à predominância do cinzento - que carateriza a equipa de évora;
segundo, não posso comentar nem reforçar pois mal conhecço montemor e, pelo que oiço, as comparações são constantes, recorrentes e... "burrocidas", pois comparar uma cidade com... outra (será), enfim, enfim;
terceiro, a própria blogosfera local e alguma regional, calou-se, fala de banalidades e trivialidades, descansa sobre os louros conseguidos de destronar o ps e de dar (e receber, entenda-se) o lugar aos seus;
quarto, afinal escrever para quê, bastaria criar ligações a alguns posts não muito antigos do pessoal mais... mais vermelho para dar conta que nada se alterou .. errado, alterou-se a demagogia, aquela ideia do faz de conta, do parece que é mas não é;
finalmente, escrever para quê, se é certo que algumas vozes de burro até chegam aos céus, outras, como a minha, por exemplo, só alegram quem não sabe cantar...

de protesto em protesto até à derrocada final

sobre o protesto lá pelo burgo ocupacional nada de monta;
é certo que vi uns senhores de "cambra" em punho, outros, talvez dois, de lápis espetado com bola em cima, tipo microfone; uns quantos pais que não me apercebi se estavam a deixar os filhotes na escola se em protesto, uns quantos alunos, todos a chegar e esses sim a protestarem por estar na escola, que deviam estar na cama ou em casa, que a escola é porreira, as aulas é que são uma seca, nada de monta;
não vi o diretor a dar entrevistas nem sequer a acompanhar pais ou os senhores das "cambras", (é que eu estou lá e sou exemplo a não seguir - private joke, sorry);
de resto lá continuamos com uma gestão de funcionários que nem sequer é de merceeria, mas faz lembrar o gaspar; lá se ouviram comentários e informações que a delegada escolar está a par, mas a portaria (aquela que define o número de funcionários) dá muito jeito, dá um jeitão;
lá continuamos serenamente até que um dia aconteça uma das boas e o pessoal perceba que se devia ter mexido, mas não mexeu;

repetição dos complicómetros

tenho consciencia, apesar de, por vezes, não ter muitas certezas, que me repito; em ideias, em conceitos, em posturas, em opiniões;
esta blogosfera e o que ela pode representar, deixa-nos a ideia de quão somos, ou não, coerentes; coerentes no que defendemos, no que afirmamos, nas posições assumidas;
ora hoje fui à procura, neste meu cantinho, e só este, de uma ideia que sabia - ou desconfiava - que já tinha divagado sobre ela , a ideia do complicómetro, nem mais, cá está ela; e agora divago para repetir quase a mesma coisa;
que em vez de simplificar há quem goste de complicar, por questões de preceito, para se dar a ideia de trabalho, de conhecimento ou saberes, de organização; mas apenas para dar a ideia, pois as grelhas servem para quase tudo menos para isso que aparentam dar a ideia; complicam a vida, assumem-se como proformas burrocráticos, consideram as pessoas como acéfalas, etc, etc;
ontem foi mais do mesmo numa dita cuja reunião, um ptt (entenda-se plano de trabalho de turma) que era mais um plano de trabalho para esmifrar professores - em especial o diretor de turma; querem encaixotar a realidade, cada vez mais diversa, complexa e plural, numa matriz onde pedem tudo e nada encaixa; querem teorizar, sobre trabalho colaborativo, sobre criação de sentidos, mas não fazem a mínima ideia do que é isso e do que isso implica;
ora deixem-se estr sossegados, sff...

terça-feira, 26 de novembro de 2013

de barriguinha em punho

as coisas não acontecem por dá cá aquela palha, por que se decreta, porque alguém determina que deve ser assim ou assado;
as coisas acontecem por que alguém faz com que elas acontençam; no meu entendimento quase tudo é uma construção social decorrente de interesses, objetivos, preocupações, conhecimentos que se cruzam num momento e a pretexto de um contexto;
isto a propósito da agregação da minha escola - e, se calhar, de muitas outras;
fazer esta ou qualquer outra agregação é juntar mundos e culturas diferentes e distantes; é colocar debaixo da mesma gestão processos e procedimentos habitualmente separados; é aumentar o número de variáveis e de vozes que se fazem ouvir, que se expressam por uma qualquer razão ou, mesmo, sem razão;
requer uma estratégia de ação, isto é, ações delliberadas e provocadas sobre o que se quer, como se quer e para que se quer essa agregação; o que fazer às variáveis acrescidas, como ouvir tanta gente no meio da cacofonia, como acertar pontos de vista, ideias ou meras opiniões; uma qualquer agregação requer saberes e competências, conhecimentos que vão além daquilo que era hábito, isto se quisermos fazer alguma coisa;
ora pelos lados desta santa terrinha implantada e encrustrada a sul o que se nota nas agregações é a barriguita a empurrar os problemas como se eles, por falta de insistência e ausência de persistência, se desvanecessem;
era bom era...

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Protesto

Na próxima quarta feira, dia 27, a associação de pais tem protesto marcado para a porta da escola sede do agrupamento;
reivindicam-se mais funcionários, uma outra gestão do pessoal auxiliar que permita chegar, com razoabilidade, a mais sitios e de forma mais adequada;
Preve-se boicote às aulas e entrega de moção;
Mais nada...

Construção de sentidos

Na análise do rendimento do aluno e do seu empenho e intereesse perante o processo de escolarização, um dos elementos que se destaca como mais comum a todos os alunos de menor rendimento (mais insucesso) passa pela ausência de uma perspetiva de futuro;
Um bom aluno pode não saber o que estará a fazer daqui a 4 ou 5 anos, mas sabe que a sua vida e esse seu futuro passa pela escola; um aluno marcado pelo insucesso, muitos descritos pelos docentes como desinteressados, alheados, indiferentes, não conta com a escola, independemente dos futuros;
Direi que um aluno marcado pelo insucesso, desinteressado e alheado do processo de escolarizaçãoo não tem nem sonhos, nem ambições, nem ajudas de quem o possa incentivar a construir castelos nas nuvens;
E a escola não tem sido grande ajuda...

domingo, 24 de novembro de 2013

apresentação e discussão

esta foi a apresentação que fiz no congresso internacional de políticas educativas e eficácia das escolas;
reonheço, depois da apresentação e depois dos comentários, que carece de muito, muito trabalho, para estar num ponto que me permita a ousadia de tentar ou de experimentar publicar;
escrever e trabalhar sozinho, no meio dos muitos afazeres que rodeiam as vidas, não é tarefa fácil; a única possibilidade de crescer e melhorar passa mesmo pela publicitação do trabalho, de modo a que possa perceber por onde ando e como vou;
aceitam-se comentários;

sábado, 23 de novembro de 2013

da imaginação e da emoção

vim à pouco do encontro com gonçalo m. tavares a pretexto do lançamento do seu último livro - atlas do corpo e da imaginação;
gosto do autor (pela escrita, direta, simples, escorreita), pelo pensamento (claro, entre o tradicional e o moederno, entre o coletivo individual ou o individual coletivo), fiquei a gostar pela pessoa (simples, clara, conversadoura, disponível); um espanto, tal como os géneos;
alguém lhe colocou a questão que em doze anos, mais coisa menos coisa, editou 35 livros como será o futuro; para surpresa dos presentes, afirmou que tem mais, muitos mais por publicar do que aqueles que estão publicados;
é obra

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Dos pulhas e da putice

Sessão de abertura do congresso de políticas educativas e eficacai das escolas, auditório da UÉvora; presente o pulha do secretario de estado dos ensinos básico e secundário;
O dito começa a falar e nada, ninguém se mexe, ninguém diz nem fdaz nada; não consigo, não resisto, levanto-me e saio, insurjo-me como posso; cá fora e sei que não era à minha espera, um trio de policias à paisana; infelizmente estão sozinhos, trocam conversas' nada os ocupa, nada os incomoda, é pena...

entre salva vidas e vida salva

as notícias de hoje dão conta do encontro de muitos, da esquerda à direita, passando, obviamente por todos os que estão no meio;
tenho pena de não poder estar presente, mas esta iniciativa, que alguns do meu lado teimam a sussurrar entre dentes, entre a desvalorização e as conivências baixas, é reveladora de um vazio à esquerda, demonstradora da dificuldade de o ps se constituir como alternativa, da inexistência de liderança à esquerda que seja aglutinadora e não que faça esmorecer ideias ou vontades;
é o que temos...

Do desenrasca à colaboração

Trabalhar na escola é um processo que tem sido muito marcado pelos desempenhos individuais; por muito incrível que possa parecer a muitos, ser professor é trabalhar sozinho - nas planificações, na organização pedagógica, na definição das dinâmicas de trabalho, ainda que no meio de muitos, nas correções de fichas e trabalhos; 
Ontem estive num encontro - que não designo como reunião - que foi exatamente o contrário do trabalho individual, do isolamento de cada um, do fechamento distante, da compartimentação estanque e continuaria pois gostei do que ontem 4 docentes fizeram;
Pensou-se a construção de um sentido coletivo ao que cada um faz, debateu-se o que podemos fazer juntos e não sozinhos, discutimos como partilhar ideias em vez de nos desenrascarmos cada um para seu lado, trocamos experiencias em vez de dissecaremos problemas, pensamos em soluções em vez de moer constrangimentos;
Para mim, ontem no meio daquelas colegas, estive num ponto alto da minha profissão; e gostei...

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Estupidez

Nos tempos que correm, entre politicas de merda e atitudes a descambar para o estúpido por parte de muita gente, considero assustador, no mínimo, recomendarem-me ter cuidado com o que escrevo, com o que digo, a quem digo e onde o digo (ou escrevo);
Muito provavelmente quem me aconselha não me conhece o suficiente, conhecerá de mim apenas o que resulta de dois dedos de conversa entre as correrias ou de um intervalo ou das muitas coisas que há para fazer; certamente quem me aconselha terá alguma consideração por mim, alertando-me, querendo-me prevenido; será também alguém conhecedor de eventuais ou prováveis consequências que possam decorrer daquilo que escrevo ou do que digo;
Mas que é estúpido, é;
Mas é também exemplo (infeliz, diga-se) dos tempos que correm, dos sentimentos de impunidade, do poder das arbitrariedades e descricionaridades que caraterizam algumas pessoas; do medo que emerge e ressurge, como forma de gestão dos ignorantes, é estúpido;

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Da imaginação

Não é nem desafio nem convite, talvez seja apenas uma tolice;
Como é que um professor, independentemente do seu nível de ensino, imagina a escola? Que espaços tem, que organização implica, que fluxos pressupõe, quais as suas funções e os seus objetivos, o papel de uns e de outros, quem são uns e outros;
Como é que um professor imagina o trabalho dos outros professores? Em sala de aula, em casa, no seu departamento; como imagina um professor que deve ser uma sala de aula? Qual a sua dinâmica, quais os intervenientes, como seleccionar os alunos, que conteúdos trabalhar, que relações se definem?
Já pensaram nisso? O que é que já fizeram para isso?

entreténs e qualificações

no final da semana, entre 5ª e sábado estarei pela minha cidade a ouvir - e a falar - sobre sucesso, formas de organização escolar, diferenciação educativa entre outros assuntos do mesmo tema, o sucesso; é o congresso internacional "políticas educativas, eficácia e melhoria das escolas";
as escolas têm, cada vez mais, mais docentes com mais qualificações; docentes que por uma qualquer razão aprofundaram conhecimentos e competências,obtiveram novas qualificações; para já e pelo lado que me toca, o do alentejo, não tenho muito conhecimento sobre o que faz e como faz este novo corpo docente (alguns já com alguns aninhos) para que seja aproveitado no sentido da melhoria dos desempenhos escolares e educativos, seja por via de propostas organizacionais, seja pelo debate ou formação que se promova, pela elaboração de relatórios críticos de atividade ou outra ação; na generalidade sobressai o bom ditado tuga que santos da casa não fazem milagres - no que me diz respeito é verdadinha mesmo;
só que, se as competências não são aproveitadas em prol do coletivo, não paro e continuo a tentar estudar, analisar e compreender como os professores se organizam, como se estruturam respostas educativas, como se gerem diferenças, como se lida com a diferença, que conhecimentos são mobilizados, como é visto o papel da escola e dos docentes, que parceiros e que parcerias se instituem, entre outras coisas; assim irei falar sobre o PCA que tenho o privilégio de acompanhar desde o ano passado; entre outras dimensões ando a construir um conceito, o de biopedagogia, no cruzamento de M. Foucaul, no que se refere à biopolítica, e de N. Rose, da bioeconomia; biopedagopgia no sentido de cruzar uma dimensão escolar (pedagógica) com uma dimensão social (de governo do próprio e para o outro, de sujeição às regras daqueles que delas fogem);
entretenho-me

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Refúgio

Uma das muitas particularidades das politicas e da muita falta de tato que se regista por algumas escolas, diz respeito à circunstância de ter isolado o professor;
Perante as inúmeras solicitações de que o docente é alvo (desde as sexualidades ao novel empreendedorismo, há de tudo, como na farmácia), passando pelo acréscimo de tempos letivos, das dimensões da turma, dos trabalhos a que está sujeito, o docente, por estes lados, tem optado pela pior solução, resguardar-se na sala de aula, fugir para esse espaço de aparentes acalmias ou de, pelo menos, pretenso maior controlo;
Ali, pretensamente, o docente fica com alguma aparência de acalmia, de controlo, de sossego, de domínio das inúmeras variáveis que o rodeiam;
Mas é pura ilusão e as dinâmicas, os estados de espírito o cansaço manifestam-se ainda mais; sozinhos não somos nada nem ninguém e estamos muito mais vulneráveis às incidências alheias;
Mas é o que temos...

Dos conselhos

Sejam o que os conselhos sejam podem ser bons ou maus em função daquilo que deles fizermos;
Isto a propósito de o dia de hoje, pela escola ajuntada, ser dedicado à eleição para o conselho geral;
Tal como há sensivelmente um ano atrás, aquando da eleição do conselho geral transitório, também desta vez não houve conversas, apresentação de ideias ou de quais as razões (se é que têm de existir) ou orientações ( se é que se definem) que estarão na base de uma lista que tem lá quase tudo, o cão, o gato, o tareco e o piu-piu;
Assim sendo, este conselho será como os outros quase todos, será aquilo que dele fizerem, caso saibam para que é que lá estão ou porque la estão; mas isso são outras coisas....

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

do desnecessário ao rídiculo

ontem, no final de uma reunião intercalar, escrevi assim:
Na generalidade é mais uma como muitas outras; diz-se mal dos alunos, a culpa é dos alunos ou, quanto muito, dos pais, que não são obedientes, não são submissos, que são faladores essas coisas mais ou menos habituais; A DT ainda insinuou uma perspetiva de soluções, mas rapidamente se desvaneceu na mera retórica circunstancial e opinativa;esquecem-se, não sei se deliberadamente se por mera incompetência, que não há soluções individuais para grupos; vamos sair daqui cada qual com a sua, ligeiramente mais leves apenas pelo desabafo e sem soluções;
esta é uma das grandes moengas da escola e dos professores, caír-se com alguma facilidade na opinião, no lugar comum, esquecerem-se que as soluções têm de ser, cada vez mais, partilhadas, coletivas, de todos, ser-se conhecedor do que compete a cada um, de qual o papel de cada um, de quais os objetivos de cada um e de todos e não meros remendos individuais, sejam eles decorrentes da personalidade, por opção, determinação ou o que seja do docente;
no contexto da reunião a grande moenga passou também por se identificarem soluções (propostas disso) para problemas que são sociais mas que se repercutem e refletem na sala de aula; como? com que capacidade da escola e dos professores? com que envolvimentos? com que parceiros ou com que parcerias? 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Opções e as ditas duras

Quino tem uma tira, entre muuiiitas, onde a Mafalda fala das ditas duras;
Isto a propósito das opções de política educativa deste governo;
Relembrem-se aqueles que, por uma qualquer razão, se terão esquecido que as ditaduras sempre se apoiaram em duas dimensões incontornáveis: controlo da comunicação social, domínio da escola e dos valores que ela transmite;
O regime de Salazar percebeu-o desde muito cedo, criando desde a mocidade aos eventos escolares e definindo o papel da escola nacional, como o dos professores;
Relembrem-se que muitos do nossos valores, daquilo que consideramos "natural" e "normal" nunca deixou de ser uma construção política de um regime, desde o dia de Portugal, passando pelo respeito aos mais velhos ou às instituições, à subserviência e à ignorância planeada;
E o que se vê fazer a este governo? Qual a ideia que perpassa pelas medidas de política educativa deste governo? Qual o papel da escola e dos professores para este governo? Comecem a responder e verão que nada têm de natural, nem de normal, mas são uma deveras recambolescas construção política e ideológica deste governo;

Coisas do futuro

O correio da manhã de hoje titula na primeira página, ainda que num canto, que há ordem para despedir professores; direi que há ordens para comprometer o futuro, mas eles é que sabem, e sabem o que fazem, porque o fazem;
Não se caia na ideia que a coisa não é pensada e deliberada; estes senhores não estão grandemente preocupados com o presente mas sim com o futuro... Só que não é o nosso futuro, é o deles;
E nós cá vamos...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

sou o que escrevo ou escrevo o que sou - não me interessa nem quero saber

não me sinto zangado, mas sinto-me um pouco impaciente;
não estou lixado, mas sinto-me um bom bocado assim a modos que ... sem palavras;
ando azedo, é verdade, mas não é do prazo de validade (pelo menos assim espero eu) mas da vida que enfim, enfim;
a amargura que me pode caraterizar num contexto ou momento refere-se (ou pode-se referir) tão só a algumas expetativas furadas, guradas, escafedidas;
isto para anunciar, a plena escrita daqui figurada, que sou o que escrevo ou escrevo o que sou; sou o meu contexto, o meu espaço e o meu tempo, o meu saber e a minha incapacidade e ignorância de me escrever para além do que escrevo;
não sou poeta, mas divago entre linhas;
não sou escritor, mas escrevo o que penso;
sou eu, apenas eu, um homem de meia idade, farto de ignorantes sabedores, conhecedores cheio da estupidez alheia que preenchem discursos de frases feitas e lugares comuns, da hipócrisia de cada um da qual se reveste o sorriso eivado de fel, preenchido de banalidades diárias, vulgaridades, feitas letra de lei;
ou apenas da puta que os pariu,
sinceramente, sinceramente, não tenho é mesmo paciência

Coisas soltas

Depois do ajuntamento círculo rapidamente entre as duas salas de profes; por enquanto tenho essa possibilidade, a distância entre uma e outra permite-me apanhar ar, desanuviar, espairecer e preparar-me para a próxima aula;
As salas de profs destas duas escolas estão carregadas de silêncios ruidosos, sorrisos sociais, acenos de adeus, cumprimentos de obrigação; sinto a falta de afetos, de discussões e de comentários vazios; o pessoal, por estas escolas, refugia-se ou na sala de aula, no exterior da escola entre dois dedos de fumo ou circulando, pois circular é viver;
Nestas escolas sobrevive-see não é apenas profissionalmente...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

entre o idiota e o erro - ou apenas a tentativa de salvação do professor

como idiota que sou procuro, na medida das minhas próprias incapacidades e limitações, identificar estratégias que me permitam gerir a dinâmica de sala de aula; não direi, mas também não recuso, a associação desta dinâmica a processos ligados às didáticas ou ao currículo; mas isso serão coisas para outra escrita;
gerir turmas com 25 ou 30 elementos, de origens muito diferentes, com objetivos que, a existirem, serão tão diferenciados quanto as suas origens, onde a maior parte do pessoal não percebe o que anda ali a fazer, qual a relação que a restauração, por exemplo, ou a arte grega, outro exemplo, pode ter para a sua vida mais imediata, é deveras complicado, coloca desafios e obriga-me a pensar;
a estratégia já passou por trabalhos de âmbito mais prático, assente no cruzamento entre uma lógica de projeto e uma outra de diferenciação (fosse de produtos, processo ou calendário); não sei se por questões de dimensão das turmas este ano a coisa não estava a resultar tão bem, sentia que falhava uma maior ligação do aluno ao trabalho mais quotidiano, registava um encosto de dinâmicas, algo que não percebia o quê ou do porquê;
vai daí e defini uma dupla estratégia: por um lado, avaliação do produto que se apresenta, por outro avaliação do processo, portanto, das etapas que conduzem ao produto; uma e outra é clarificada logo à partida, quais os critérios, quais os indicadores de análise e avaliação, quais os procedimentos a desenvolver;
para já está a resultar, falta saber se por enquanto se durante quanto tempo...

medidas políticas

as políticas educativas, deste e de outros governos, são o que são;
umas para cumprir outras para admirar e outras para fingir que se cumprem; outras ainda apenas para chatear e outras como medidas de regulação quer das práticas profissionais (docentes ou gestionárias) quer das relações entre escola e outra coisa qualquer (pais, comunidade, município, and so on);
agora se as políticas são o que são, compete às pessoas que delas são alvo, não criar nem complicações, nem complicometros; seja por via do diálogo e da criação de um qualquer entendimento, seja por via de um qualquer processo de adaptação e contextualização;
o problema é quando a legislação, essas mesmas medidas de política, tanto servem para justificar procedimentos, como argumentar sobre opiniões, para que uns obedeçam ou para que outros as considerem como ponto de fuga - em função de objetivos, interesses mais ou menos particulares, ou incompetências próprias;
se há conhecimento, decorra ele da experiência ou de formação, do mal o menos; o problema é quando utilizamos a experiência adquirida num contexto e ela não se adapta áquela realidade que tanto desejamos que existisse, mas não existe; aí, surge aquela afirmação muito tuga e de todo em todo adequada, quando um tipo não sabe até os tomates incomodam...

domingo, 10 de novembro de 2013

blablablabla

tenho consciência que as conversas deste fim de semana rodam em torno de dois eixos, o benfca-sporting de ontem (grande jogo) e dos rankings escolares;
nada digo quanto ao jogo; já quanto aos rankigs nmão me estico, mas aproveito esta entrada que diz muito sobre a coisa e me reconheço quase que integralmente na sua escrita;
a grande questão não são os rankings, os culpados, as escolas, o sistema ou o que seja, a grande questão é mesmo política e educativa; onde nos conduzem as políticas, que fazemos nós (professores e pais) para obviar, minimizar, mitigar processos e resultados, qual o papel do local na construção da escola?
há dias, num desabafo comigo mesmo escrevi numa turma:
Na apresentação e reorganização dos grupos ponho-me a pensar nos desafios desta profissão, o que é tentar trabalhar com 31 pessoa numa sala de aula, onde se pulverizam interesses, onde se dispersam objetivos, onde convivem muitos e muitas coisas que em nada se relacionam com este mundo; dá para pensar o que será lidar e trabalhar com um t. que mais parece da raia que da cidade, a J que se descobre, nuns e noutros que nem se perguntam do porque nem para o que; com matérias algo descontextualizadas e, ainda que interessantes, desgarradas umas das outras, excessivamente individualizadas e atomizadas onde nem mesmo a maior partes dos profes consegue dar ou criar sentido; como envolver um conjunto tão díspar de alunos, onde confluem tantos interesses, ou que apenas não se perspetivam objetivos, nem sentidos; como trabalhar com alunos que não se reconhecem na ação educativa, que se dispersam por tudo e por nada; o que fazer e como fazer sozinhos que estamos, os profes, isolados de qualquer mundo, a partir pedra por nós mesmos, como se fossemos pedreiros, mas com ferramentas de alfaiate, a tentar mover montanhas, as mesmas que são estes alunos, como se fossemos Moisés e nem isso somos; é um mundo de desafios, de tentativas, de esforços, quase sempre solitários;


Regresso regressado

Não consigo resistir à tentação da escrita - nem de outras tentações, diga-se;
Regresso com os mesmos temas e a vontade de sempre, de escrever sobre o meu contexto, ou seja, educação, escola e coisas várias que por aí possam andar a pulular;
com a quase garantia que este blogar será muito parecido com twits, mas já tinha vontade e afinal vou ao encontro de novos leitores, alguns dos meus alunos ...