terça-feira, 19 de novembro de 2013
entreténs e qualificações
as escolas têm, cada vez mais, mais docentes com mais qualificações; docentes que por uma qualquer razão aprofundaram conhecimentos e competências,obtiveram novas qualificações; para já e pelo lado que me toca, o do alentejo, não tenho muito conhecimento sobre o que faz e como faz este novo corpo docente (alguns já com alguns aninhos) para que seja aproveitado no sentido da melhoria dos desempenhos escolares e educativos, seja por via de propostas organizacionais, seja pelo debate ou formação que se promova, pela elaboração de relatórios críticos de atividade ou outra ação; na generalidade sobressai o bom ditado tuga que santos da casa não fazem milagres - no que me diz respeito é verdadinha mesmo;
só que, se as competências não são aproveitadas em prol do coletivo, não paro e continuo a tentar estudar, analisar e compreender como os professores se organizam, como se estruturam respostas educativas, como se gerem diferenças, como se lida com a diferença, que conhecimentos são mobilizados, como é visto o papel da escola e dos docentes, que parceiros e que parcerias se instituem, entre outras coisas; assim irei falar sobre o PCA que tenho o privilégio de acompanhar desde o ano passado; entre outras dimensões ando a construir um conceito, o de biopedagogia, no cruzamento de M. Foucaul, no que se refere à biopolítica, e de N. Rose, da bioeconomia; biopedagopgia no sentido de cruzar uma dimensão escolar (pedagógica) com uma dimensão social (de governo do próprio e para o outro, de sujeição às regras daqueles que delas fogem);
entretenho-me
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Refúgio
Uma das muitas particularidades das politicas e da muita falta de tato que se regista por algumas escolas, diz respeito à circunstância de ter isolado o professor;
Perante as inúmeras solicitações de que o docente é alvo (desde as sexualidades ao novel empreendedorismo, há de tudo, como na farmácia), passando pelo acréscimo de tempos letivos, das dimensões da turma, dos trabalhos a que está sujeito, o docente, por estes lados, tem optado pela pior solução, resguardar-se na sala de aula, fugir para esse espaço de aparentes acalmias ou de, pelo menos, pretenso maior controlo;
Ali, pretensamente, o docente fica com alguma aparência de acalmia, de controlo, de sossego, de domínio das inúmeras variáveis que o rodeiam;
Mas é pura ilusão e as dinâmicas, os estados de espírito o cansaço manifestam-se ainda mais; sozinhos não somos nada nem ninguém e estamos muito mais vulneráveis às incidências alheias;
Mas é o que temos...
Dos conselhos
Sejam o que os conselhos sejam podem ser bons ou maus em função daquilo que deles fizermos;
Isto a propósito de o dia de hoje, pela escola ajuntada, ser dedicado à eleição para o conselho geral;
Tal como há sensivelmente um ano atrás, aquando da eleição do conselho geral transitório, também desta vez não houve conversas, apresentação de ideias ou de quais as razões (se é que têm de existir) ou orientações ( se é que se definem) que estarão na base de uma lista que tem lá quase tudo, o cão, o gato, o tareco e o piu-piu;
Assim sendo, este conselho será como os outros quase todos, será aquilo que dele fizerem, caso saibam para que é que lá estão ou porque la estão; mas isso são outras coisas....
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
do desnecessário ao rídiculo
Na generalidade é mais uma como muitas outras; diz-se mal dos alunos, a culpa é dos alunos ou, quanto muito, dos pais, que não são obedientes, não são submissos, que são faladores essas coisas mais ou menos habituais; A DT ainda insinuou uma perspetiva de soluções, mas rapidamente se desvaneceu na mera retórica circunstancial e opinativa;esquecem-se, não sei se deliberadamente se por mera incompetência, que não há soluções individuais para grupos; vamos sair daqui cada qual com a sua, ligeiramente mais leves apenas pelo desabafo e sem soluções;
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Opções e as ditas duras
Quino tem uma tira, entre muuiiitas, onde a Mafalda fala das ditas duras;
Isto a propósito das opções de política educativa deste governo;
Relembrem-se aqueles que, por uma qualquer razão, se terão esquecido que as ditaduras sempre se apoiaram em duas dimensões incontornáveis: controlo da comunicação social, domínio da escola e dos valores que ela transmite;
O regime de Salazar percebeu-o desde muito cedo, criando desde a mocidade aos eventos escolares e definindo o papel da escola nacional, como o dos professores;
Relembrem-se que muitos do nossos valores, daquilo que consideramos "natural" e "normal" nunca deixou de ser uma construção política de um regime, desde o dia de Portugal, passando pelo respeito aos mais velhos ou às instituições, à subserviência e à ignorância planeada;
E o que se vê fazer a este governo? Qual a ideia que perpassa pelas medidas de política educativa deste governo? Qual o papel da escola e dos professores para este governo? Comecem a responder e verão que nada têm de natural, nem de normal, mas são uma deveras recambolescas construção política e ideológica deste governo;
Coisas do futuro
O correio da manhã de hoje titula na primeira página, ainda que num canto, que há ordem para despedir professores; direi que há ordens para comprometer o futuro, mas eles é que sabem, e sabem o que fazem, porque o fazem;
Não se caia na ideia que a coisa não é pensada e deliberada; estes senhores não estão grandemente preocupados com o presente mas sim com o futuro... Só que não é o nosso futuro, é o deles;
E nós cá vamos...
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
sou o que escrevo ou escrevo o que sou - não me interessa nem quero saber
não estou lixado, mas sinto-me um bom bocado assim a modos que ... sem palavras;
ando azedo, é verdade, mas não é do prazo de validade (pelo menos assim espero eu) mas da vida que enfim, enfim;
a amargura que me pode caraterizar num contexto ou momento refere-se (ou pode-se referir) tão só a algumas expetativas furadas, guradas, escafedidas;
isto para anunciar, a plena escrita daqui figurada, que sou o que escrevo ou escrevo o que sou; sou o meu contexto, o meu espaço e o meu tempo, o meu saber e a minha incapacidade e ignorância de me escrever para além do que escrevo;
não sou poeta, mas divago entre linhas;
não sou escritor, mas escrevo o que penso;
sou eu, apenas eu, um homem de meia idade, farto de ignorantes sabedores, conhecedores cheio da estupidez alheia que preenchem discursos de frases feitas e lugares comuns, da hipócrisia de cada um da qual se reveste o sorriso eivado de fel, preenchido de banalidades diárias, vulgaridades, feitas letra de lei;
ou apenas da puta que os pariu,
sinceramente, sinceramente, não tenho é mesmo paciência
Coisas soltas
Depois do ajuntamento círculo rapidamente entre as duas salas de profes; por enquanto tenho essa possibilidade, a distância entre uma e outra permite-me apanhar ar, desanuviar, espairecer e preparar-me para a próxima aula;
As salas de profs destas duas escolas estão carregadas de silêncios ruidosos, sorrisos sociais, acenos de adeus, cumprimentos de obrigação; sinto a falta de afetos, de discussões e de comentários vazios; o pessoal, por estas escolas, refugia-se ou na sala de aula, no exterior da escola entre dois dedos de fumo ou circulando, pois circular é viver;
Nestas escolas sobrevive-see não é apenas profissionalmente...
terça-feira, 12 de novembro de 2013
entre o idiota e o erro - ou apenas a tentativa de salvação do professor
gerir turmas com 25 ou 30 elementos, de origens muito diferentes, com objetivos que, a existirem, serão tão diferenciados quanto as suas origens, onde a maior parte do pessoal não percebe o que anda ali a fazer, qual a relação que a restauração, por exemplo, ou a arte grega, outro exemplo, pode ter para a sua vida mais imediata, é deveras complicado, coloca desafios e obriga-me a pensar;
a estratégia já passou por trabalhos de âmbito mais prático, assente no cruzamento entre uma lógica de projeto e uma outra de diferenciação (fosse de produtos, processo ou calendário); não sei se por questões de dimensão das turmas este ano a coisa não estava a resultar tão bem, sentia que falhava uma maior ligação do aluno ao trabalho mais quotidiano, registava um encosto de dinâmicas, algo que não percebia o quê ou do porquê;
vai daí e defini uma dupla estratégia: por um lado, avaliação do produto que se apresenta, por outro avaliação do processo, portanto, das etapas que conduzem ao produto; uma e outra é clarificada logo à partida, quais os critérios, quais os indicadores de análise e avaliação, quais os procedimentos a desenvolver;
para já está a resultar, falta saber se por enquanto se durante quanto tempo...
medidas políticas
umas para cumprir outras para admirar e outras para fingir que se cumprem; outras ainda apenas para chatear e outras como medidas de regulação quer das práticas profissionais (docentes ou gestionárias) quer das relações entre escola e outra coisa qualquer (pais, comunidade, município, and so on);
agora se as políticas são o que são, compete às pessoas que delas são alvo, não criar nem complicações, nem complicometros; seja por via do diálogo e da criação de um qualquer entendimento, seja por via de um qualquer processo de adaptação e contextualização;
o problema é quando a legislação, essas mesmas medidas de política, tanto servem para justificar procedimentos, como argumentar sobre opiniões, para que uns obedeçam ou para que outros as considerem como ponto de fuga - em função de objetivos, interesses mais ou menos particulares, ou incompetências próprias;
se há conhecimento, decorra ele da experiência ou de formação, do mal o menos; o problema é quando utilizamos a experiência adquirida num contexto e ela não se adapta áquela realidade que tanto desejamos que existisse, mas não existe; aí, surge aquela afirmação muito tuga e de todo em todo adequada, quando um tipo não sabe até os tomates incomodam...
domingo, 10 de novembro de 2013
blablablabla
nada digo quanto ao jogo; já quanto aos rankigs nmão me estico, mas aproveito esta entrada que diz muito sobre a coisa e me reconheço quase que integralmente na sua escrita;
a grande questão não são os rankings, os culpados, as escolas, o sistema ou o que seja, a grande questão é mesmo política e educativa; onde nos conduzem as políticas, que fazemos nós (professores e pais) para obviar, minimizar, mitigar processos e resultados, qual o papel do local na construção da escola?
há dias, num desabafo comigo mesmo escrevi numa turma:
Na apresentação e reorganização dos grupos ponho-me a pensar nos desafios desta profissão, o que é tentar trabalhar com 31 pessoa numa sala de aula, onde se pulverizam interesses, onde se dispersam objetivos, onde convivem muitos e muitas coisas que em nada se relacionam com este mundo; dá para pensar o que será lidar e trabalhar com um t. que mais parece da raia que da cidade, a J que se descobre, nuns e noutros que nem se perguntam do porque nem para o que; com matérias algo descontextualizadas e, ainda que interessantes, desgarradas umas das outras, excessivamente individualizadas e atomizadas onde nem mesmo a maior partes dos profes consegue dar ou criar sentido; como envolver um conjunto tão díspar de alunos, onde confluem tantos interesses, ou que apenas não se perspetivam objetivos, nem sentidos; como trabalhar com alunos que não se reconhecem na ação educativa, que se dispersam por tudo e por nada; o que fazer e como fazer sozinhos que estamos, os profes, isolados de qualquer mundo, a partir pedra por nós mesmos, como se fossemos pedreiros, mas com ferramentas de alfaiate, a tentar mover montanhas, as mesmas que são estes alunos, como se fossemos Moisés e nem isso somos; é um mundo de desafios, de tentativas, de esforços, quase sempre solitários;
Regresso regressado
Regresso com os mesmos temas e a vontade de sempre, de escrever sobre o meu contexto, ou seja, educação, escola e coisas várias que por aí possam andar a pulular;
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
entendam como quiserem
terça-feira, 24 de setembro de 2013
entretido
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
coisas do pessoal
coisas do insucesso
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
coisa de dúvidas
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
o tempo
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
mais do mesmo ou uma espécie de uma qualquer análise social regional
das escolhas ou dos sentidos das escolhas
terça-feira, 27 de agosto de 2013
desafios tecnológicos
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
retoma
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
devaneios de um homem de meia idade
terça-feira, 20 de agosto de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
coisa a importar
aqui está um "belo" exemplo da concorrência entre escolas, do despique e do livre mercado educativo;
preparação da preparação
surpresa sem surpresa
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
política por sondagem
concordo na discordância
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
tempos difíceis
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
cada cavadela cada minhoca
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
públicas virtudes, vícios privados
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
campanha eleitoral virtual
sábado, 3 de agosto de 2013
de laracha em laracha
é verdade, a natureza humana não muda, apenas os modos se alteram. A liberdade de expressão ainda é entendida como a possibilidade de o outro dizer o que cada um gosta. Quando tal não acontece, quando se sai da cartilha, há uma alcateia de lobos disposta a trucidar o incauto. Fazem-no em nome de um princípio, de uma ideia, de uma verdade, e acham que esses nobres fins justificam a ação. Mas não era isso, palavra por palavra, que diziam inquisidores, fascistas e comunistas? (henrique monteiro, expresso)
estado e Estado
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
gostar eu gostava
dos macacos
quarta-feira, 31 de julho de 2013
agradecimento
serenidade
insuportável
sexta-feira, 26 de julho de 2013
da norma ao normal
sábado, 20 de julho de 2013
cratices ou cretinices
dúvidas - questões - curiosidades
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Carnival Is Over
e, se calhar, fruto da seally season, nós até somos capazes de acreditar
ou talvez não...

