sexta-feira, 2 de agosto de 2013

dos macacos

para quem passa férias por casa, em turismo rural, entretenho-me a organizar os meus afazeres para aquilo que penso vir a ter e a fazer a partir do próximo mês de setembro, aulas; 
dou uma vista de olhos no manual virtual adoptado lá na escola e confirmo que até um macaco, ou quase, poderia dar aulas, bastar-lhe-ia dizer onde carregar e coisa desenrolava-se; 
nessa medida o meu desafio (e de quase todos os docentes) está em pensar formas de envolver o aluno na dinâmica de trabalho, na sala de aula; como é meu hábito irei provocar alguma confusão, algumas expectativas e muita curiosidade, mas o desafio perante a organização de conteúdos que a editora propõe e os recursos que disponibiliza não me permitem ficar a olhar (ou a admirar) o e-livro; há que envolver o aluno, levá-lo a trabalhar, a participar no seu trabalho, a pensar nos seus objectivos, a negociar estratégias de envolvimento - diferenciação pedagógica e trabalho de projecto, vai ser a receita com que me irão criticar...

quarta-feira, 31 de julho de 2013

agradecimento

nunca aqui comentei os resultados do processo concursal a que fui opositor para director do agrupamento de escolas de arraiolos; foi o que foi, com o interesse de uns quantos, a motivação de outros, e a soberba de outros tantos - quando interessei fui chamado, quando me sentiram a mais fui descartado quem nem penso descartável (para ser simpático); 
como é muito meu hábito, há que encarar um mau resultado como uma oportunidade para dela retirar ensinamentos, alguma aprendizagem e, se possível e sem ser hipócrita, benefício das circunstâncias;
daí o meu agradecimento a quem não optou pelo projecto que apresentei, um agradecimento a todos e a todas que, no conselho geral (e fora dele) preteriram o meu currículo; um agradecimento por terem recusado (e alguns gozado) com  a ideia de escola que apresento e defendo; ao fim e ao cabo, um agradecimento por não me terem escolhidos e, dessa forma, por me terem proporcionado férias, uma clara fuga a moengas (das grandes), às contrariedades, ansiedades e angústias de gerir o impensável para mim, ser obrigado a dispensar pessoas, preterir competências e saberes, desmembrar uma história e uma cultura, porque as escolas são feitas disto mesmo, de pessoas, de histórias, de afectos; 
apesar de muito crente no meu agnosticismo há quem, com fé, me diga que deus escreve direito por linhas tortas; ufa, ainda bem, até quase que acredito e, pelo que vejo à minha frente nas políticas da educação e nos tempos de gestão na escola, safei-me de boa, obrigado; 
ao/à conselheiro/a que em mim votou, sozinho/a, isolado/a, o meu mais sincero agradecimento pela confiança que em mim foi depositada, mas, felizmente, há gente com tino e compostura e que me preteriu - e ainda bem, os tempos educativos, os tempos de escola não estão para tipos como eu, não gosto de ser asséptico, santo, e menos ainda indiferente ou desculpabilizante ao que muitos passam, sentem e sofrem; felizmente aqueles que embirram comigo, porque sou directo, coerente, digo verdades e nunca (ou quase nunca) minto, apesar de muitas vezes dizerem exactamente o seu contrário, fizeram-me um favor, um grande favor, obrigado; 

serenidade

enquanto o Estado social se desmembra a olhos vistos, enquanto grande partes das conquistas de abril são substituídas por precariedade, descricionaridade e arbitrariedade, lembrando, em muito, tempos antes de abril, o que fazem os nossos padrinhos e as nossas madrinhas? 
enquanto se despedem pessoas por incúria e má gestão, enquanto se desertifica o interior, enquanto vimos os jovens a imigrar, cabisbaixos como que envergonhados, que fazem aqueles que, nos partidos, têm posto e disposto a seu belo prazer e a contendo dos seus interesses?
enquanto vimos aldeias a ficarem desertas de gente, cheias de desempregados, campos queimados pela incúria ou o propósito de interesses particulares, que fazem aqueles que escolhem candidatos, que se vangloriam do seu vã poder, que negoceiam interesses e objectivos como quem troca tremoços e uma bejeca?
enquanto decorre a troca de galhardetes e piropos, ao som de uma pré campanha com resultados anunciados, que fazem aqueles que, em nome do povo, nos deviam orientar, servir (e não serem servidos), prestar contas (e não fazer de conta)?
não estou zangado, estou cansado da incúria de muitos, do silêncio de quase todos, do medo que nos preenche e, particularmente, defraudado com o estado a que temos votado a nossa aldeia, a nossa vila, a nossa cidade, a nossa região, o nosso país; 

insuportável

e não é o calor é o despedimento em massa pelo qual passam centenas, senão mesmo milhares de docentes dos ensinos básico e secundário; 
no meu agrupamento foram a destacamento por ausência de componente lectiva 22 docentes, todos do quadro; é um agrupamento de pequena/média dimensão, representará sensivelmente entre 15% a 20% do total de docentes; e os outros, os grandes, como será, quantos serão?
o insuportável não se refere ao calor mas à angustia que muitos e muitas estarão a passar sem saber qual o seu futuro, sem esperanças nem alternativas; 
é ingrato, é injusto, é desnecessário, nunca como agora concordei tanto com a expressão de um sindicato, não há professores a mais, há escola a menos...

sexta-feira, 26 de julho de 2013

da norma ao normal

há alguns anos atrás, década de 90 essencialmente, havia em cada conselho directivo um dossier organizado com a legislação educativa; disponibilizado pela tutela, ministério da educação, era apresentado com o argumento de sintetizar toda a legislação que então começava a ser produzida e disponibilizada às escolas decorrente da lei de bases; conhecido pelo acrónimo de LAL por estar relacionado com o lançamento de cada ano lectivo;
era, para todos os efeitos, uma orientação da tutela para a conformidade legislativa e normativa; perante o crescimento da escola, a sua massificação e a crescente entrada de jovens docentes, a tutela procurava salvaguardar a sua acção, normalizar a crescente diferenciação de gestão e homogeneizar práticas; foi abolido já no início deste século, fruto de se começar a disponibilizar às escolas a legislação em suporte informático; mas era também visto uma clara contradição à propalada autonomia que então jorrava por tudo quanto era política educativa;
actualmente e também à pala da sistematização e da autonomia, reaparece o LAL, e com ele a preocupação pela norma, pelo normativo em clara vantagem sobre a acção local de docentes e estruturas educativas, do pensar e reflectir as relações e a acção pedagógica e de organizar os recursos de acordo com as condições e ideias que se expressam num território; 
o Estado, isto é, a tutela educativa, acaba por revelar receio das suas próprias palavras, do seu discurso em torno da crescente autonomia das escolas e, não vá o povinho mijar fora do penico, vá de o condicionar impondo a norma como mecanismo de regulação da gestão; 
a merda toda é que em algumas escolas/agrupamentos agora como antes, vai ser bíblia (logo eu, que sou agnóstico)...

sábado, 20 de julho de 2013

cratices ou cretinices

o correio da manhã de hoje dá conta da pretensão de alargamento do número de alunos por turma; 
sempre desejei falar para grandes audiências, não sabia como, mas há quem saiba

dúvidas - questões - curiosidades

apenas isso, sei que dificilmente terei alguma resposta;

que razões existirão para que se afastem quase todos aqueles que há quatro anos atrás deram o corpo ao manifesto e às balas por arraiolos?

que circunstâncias terão levado a que, no processo de decisão dos elementos das listas do ps no concelho de arraiolos às próximas autárquicas, poucos sejam os militantes socialistas, menos ainda os que encabeçaram há 4 anos atrás e menos ainda os que então participaram?

só a título de curiosidade, o porquê de se constituir uma lista, concretamente à assembleia municipal, feitas de corpo presente, distantes do discurso e da acção política?

porque razão, sempre que o ps se apresenta como alternativa de consistência e coerência no concelho de arraiolos, as estruturas distritais do ps anulam, silenciam, dispersam essa alternativa? aconteceu em 1997, em 2002 e em 2009;

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Carnival Is Over



e, se calhar, fruto da seally season, nós até somos capazes de acreditar
ou talvez não...

coisas do feitio

ou da falta dele
ora estou zangado, ora é o sacana do meu feitiozito, mas há sempre qualquer coisa de menos bom a justificar ou enquadrar os meus adizeres, nunca é por eventualmente ter razão, possuir um qualquer sentido de razoabilidade ou pertinência, olhar e escutar a realidade sob outra perspectiva, não senhora, é mesmo de feitio e mau, não podia ser coisa boa; 
mas é caso de ser só por estas bandas, noutras há quem me escute, há quem troque argumentos, há quem troque ideias; há quem diga que até tenho bom feitio; 
só por estas minhas bandas tenho mau feitio; alguém gostaria que assim fosse, mas estou mais próximo dos malucos do que muitos (ou algumas) possam pensar, essa é que é...

da salvação

falam-nos e fala-se de salvação nacional como quem fala de ir ali beber uma mini e já venho;
falar de salvação nacional, no meu (des)entendimento implicaria:
1 - crise incontornável, irremediável e que colocaria em causa a soberania e os valores nacionais;
2 - ameaça externa, bélica ou política tal como no passado (e, só para referir alguns exemplos, os mais badalados, 1383/85, 1580/1640, 1820, 1921), onde se poderiam justificar acções ou procedimentos manifestamente extraordinários (como foi o caso em cada uma das datas assinaladas);
assim sendo, ou estamos mesmo assim e somos mantidos na santa ignorância, eles é que sabem o que é que devem dizer e quando dizer ao povinho, ou andam a amedrontar as hostes para que a salvação nacional seja apenas a salvação de alguns (interesses e interessados), daqueles pequenos (e grandes) oligarcas que exercem o interesse em nome da nação, dizem que é pelos outros, mas efectivamente o que interessa, são coisas muito, muito particulares, pois o povinho é estúpido e acredita em histórias da carochinha;
e depois perguntem-me se estou zangado; claro que não, estou é mais parvo e deve ser do calor...

quinta-feira, 18 de julho de 2013

contra o carreirismo

texto dado a conhecer ao presidente da federação distrital do ps, presidente da concelhia de évora e deputados do ps eleitos à assembleia da república e parlamento europeu em fevereiro deste ano;

PS – ambição, determinação, pluralismo, participação
Um conjunto de militantes do Partido Socialista, cientes dos enormes desafios que se colocam à cidade e ao país, resolveu expressar a sua opinião apelando à mobilização, abertura e participação o mais alargada de todos para a identificação das melhores propostas para a cidade e para o concelho e, consequentemente, para a região e para o País.
Desde 2001 que o PS exerce a governação da cidade. Reconhecemos que um longo e árduo caminho foi feito, de reorganização de serviços, de ultrapassagem de mitos, de um novo urbanismo, de uma outra participação cívica, no envolvimento de instituições e associações, na criação de redes de parceiros e de acção. No entanto também fruto de um conjunto de razões, nomeadamente maioria relativa no Executivo, quebra de receitas próprias e sucessivos cortes orçamentais, a acção do Município neste mandato tem revelado deficiente desempenho nos "cuidados básicos" da cidade bem como apatia e incapacidade de mobilizar as forças vivas da cidade.
Por essa ou por outras razões, nomeadamente, por sermos ambiciosos e exigentes, temos a consciência, que muito ficou por fazer e falta fazer. Por reconhecermos que é o PS que melhor pode corporizar os novos tempos, os desafios de uma nova contemporaneidade, apelamos às estruturas concelhia e distrital do PS para que promovam a abertura de ideias, o confronto de opiniões, a troca de argumentos e de pontos de vista, para que, colectivamente, possamos identificar as melhores propostas, as mais abrangentes e ambiciosas, os protagonistas mais adequados ao desafio.
Por estarmos conscientes dos enormes desafios que a governação das cidades coloca à população e aos partidos, por há muito defendermos a abertura e a pluralidade do debate, por entendermos o PS como plataforma de confluência de ideias e opiniões, de culturas e valores, reconhecemos que só o PS está em condições de promover o debate plural e ambicioso sobre o que se pretende que Évora seja nesta década no contexto regional e nacional.
Em tempos marcados por políticas de tendência ultraliberal, em que muitas das conquistas da democracia de Abril estão colocadas em causa, em que se exerce a governação de forma déspota e descricionária assente numa coligação com maioria, a reinvenção do espaço público local, por estar mais próximo das populações, é determinante na criação de formas sustentadas de participação, envolvimento, controlo e fiscalização democráticas. A governação local, sem ser contrapondo a nada nem a ninguém, deve criar o seu espaço de intervenção e mobilizar a sua população para a intervenção cívica e democrática.
No contexto da governação do espaço local, qualquer ideia ou proposta de governação de Évora não pode deixar de considerar o distrito e a região, como patamares também eles determinantes na e para a afirmação da cidade. Évora tem que reforçar a aposta na aeronáutica, na qualificação da sua população, na capacidade de atrair gente, de fixar investimento, de ser pólo central do turismo regional, zona de confluência entre a capital e a Extremadura espanhola.
Em síntese, há cerca de vinte anos - com a criação do FóRUM ALENTEJO, o PS abriu e soube criar uma onda que deu importantes contributos para o desenvolvimento do Alentejo. Neste momento particular onde os desafios são porventura mais complexos, o Alentejo necessita de um novo projecto político e social que lhe garanta riqueza e emprego. Necessitamos, por isso, de uma "nova onda" que crie novos desígnios e novos actores relembrando aos "surfistas do costume" que o caminho que o Alentejo necessita tem outro rumo. Por tudo isto, apelamos à abertura do PS ao debate e ao encontro de soluções maioritárias, amplas e plurais que permitam corporizar o espírito que Évora denotou ao longo dos tempos, de pluralismo, tolerância, integração, confluência, cruzamento. Espírito que em termos partidários reconhecemos prioritariamente ao Partido Socialista.

José Gazimba Simão - 21233
Agostinho Manuel Asper Banha - 16318
Manuel Dinis P. Cabeça - 42005


coisas da política ou do seu contrário

a acção política (os padrinhos e madrinhas que pretensamente mandam na acção política aqui desta terrinha) anda ocupada em arregimentar espingardas daqui e dali; há madrinhas e padrinhos preocupados em que, do seu lado, estejam mais, pretensamente vencedores, declaradamente yes qualquer coisa (homem ou mulher, jovem ou adulto, não importa); 
a acção política faz-se à distância do povinho, daquele que vota, convencido que com essa sua atitude contribui para a democracia; conheço melhores uns do que outros, mas eles estão nos diferentes partidos, dando conta que o país não mudou lá assim tanto desde finais do século XIX (dezanove); 
são pequenos (e grandes) oligarcas, que, com influência, persistência e muita filha da putice, põem e dispõem a seu belo prazer, trocam pessoas como peças de um qualquer xadrez, condicionam o mercado de trabalho ou, ao contrário, arranjam oportunidades inusitadas para alguns; dão espaço aos que com eles concordam e abanam subservientemente a cabecita, ou, pelo contrário, retiram todo o espaço, procurando remeter ao esquecimento e ao ostracismo aqueles que deles discordam, que os confrontam, que os questionam, directa ou apenas politicamente; 
a política tem sido assim, umas vezes mais insinuante, outras claramente desenvergonhada e óbvia; 
já acreditei poder contribuir para mudar alguma da sacanice, contudo, fui sempre engolido, umas vezes por amigos, outras por conhecidos, outras por aqueles que de mim se aproximavam apenas para serem putas desenvergonhadas; ele há de tudo, com todo o requinte ou sem requinte; e nós, ingénuos, benevolentes e crédulos, pensamos que, afinal, sempre assim foi... até nós deixarmos...

quarta-feira, 17 de julho de 2013

salvação

anda-se a discutir a governação à revelia do povinho, com o acordo e a concordância de alguns, o desinteresse de muitos e a bonomia de outros tantos - como se fosse coisa menor; 
pela minha aldeia, igrejinha, aparentemente já tá montado o estendal da salvação, não será nacional, certamente, pretensamente local; ou seja, perspectiva-se coligação entre ps e psd local para as próximas autárquicas; 
aproveito a onda e digo que se se formalizar a aliança entre ps, psd e cds, podem registar que ficarei muito contente por não fazer parte deste ramalhate; não me reconheço na coisa e ficarei contente por me deixarem de fora (porque fui empurrado para fora, deixado de lado como peça de fruta madura demais para alguns interesses ou interessados - ainda bem);
já agora não há "chuchialistas" pela igrejinha???? eu sei que não conto, mas há quem conte, ou devesse contar...

regresso

não totalmente farto da distância, porque efectivamente nunca estive muito distante desta coisa, nem sequer cansado de nada dizer nem opinar (ando a atravessar um período de alguma irritação comigo mesmo e com a minha própria cacofonia ou, de acordo com um colega, farto da minha incontinência verbal), regresso devagarinho, quase que de mansinho, a ver se digo alguma coisa, ocupo o tempo, me entretenho;

quinta-feira, 30 de maio de 2013

nas costas dos outros o que de mim oiço

ele há coisas que não deixam de ser engraçadas, ainda que não nos coloquem a rir à gargalhada, e que nos ajudam a crescer, a fortalecer, a ganhar calo;
isto a propósito de na minha escola ter concorrido, ao cargo de director, uma pessoa de fora, uma outsider; fruto desta circunstância certamente que oiço a propósito desta "estranha" aquilo que muitos dirão sobre mim mesmo num outro espaço e contexto, pois também sou um outsider numa candidatura; 
não tenho escrito sobre o processo a que concorri pois sei que tudo o que diga, ou mesmo aquilo que não diga, será utilizado de muitas maneiras - para além de todas aquelas que já ouvi, algumas das quais são mesmo engraçadas - a seu tempo; 
mas ouvir os comentários, quer aqueles que uns consideram como favoráveis quer outros claramente contra, oiço o que de mim dizem e falam; a alguns desses comentários faço o meu comentário, a outros limito-me a ouvir e a tentar perceber os seus sentidos e as suas dimensões;
entre uns e outros há uma coisa que se me afigura deveras interessante, diz respeito à dimensão política (de âmbito pedagógico prioritariamente, mas não só) da coisa à qual todos e quase todos os comentários querem fugir, evitar, salvaguardar mas onde, quase que de forma inevitável, acabam por cair...

terça-feira, 28 de maio de 2013

interesses [talvez] interessantes

terminou na passada 6ª feira o prazo para a apresentação de candidaturas para a direcção da minha escolinha, agora agrupada e agregada; 
sem surpresas aparecem as perspectiváveis, com surpresa aparece uma terceira; 
revelador do interesse daqueles que passaram pela gestão sentem pela coisa, para uns e, para outros, o risco de se poder ganhar para que se criem as pontes entre gregos e troianos, numa justiça algo salomónica;
não concorri, é longe e dirigir uma escola não é tarefa das 9 às 5 em dias mais ou menos úteis...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

entre o princípio do fim e o mito do eterno retorno

pela minha escolinha as coisas aproxima-se do finalmente; 
mais um ano virado e fica-se com aquela sensação de dúvida entre o merecido ou o receio de isto andar a passar depressa demais; 
olhamos em frente e ainda falta muito para o que for, olhamos para trás e temos um largo percurso feito, quase sem darmos por isso;
o certo é que os ânimos são disso mesmo, de finalmente, para alunos, que perspectivam exames ou simplesmente a pausa, para docentes que vêem chegado ao fim um ano de trabalho onde muito é para não esquecer, para os pais/encarregados de educação que talvez agora percebam qual o empenho dos descendentes na coisa educativa, apesar do negro do futuro, para os municípios que preparam para mais uma rodada;
chegados ao fim começamos a preparar tudo de novo, é que daqui a pouco há mais... do mesmo..

como o tempo, as alterações do hu/amor

ele havia tanto para que não se escrevesse ou se dissesse nada; 
outros, mais atroantes, dizem e escrevem aquilo que reconheço para mim:
Uma completa desmotivação, uma forma elegante de referir uma invisível greve de zelo, atravessa o Estado e a sociedade, resultado da perda de tónus social que vem do empobrecimento. Funcionários públicos aviltados que quereriam fazer greve, mas sabem que vão ser as "chefias" a decidir quem vai para o Sistema de Requalificação da Administração Pública, nome orwelliano para o despedimento
e ele há por aí tanta coisa digna de se pensar e, melhor ainda, de se escrever; por aí, por onde nós andamos todos os dias e não por aquilo que outros replicam como se de novidade se tratasse; coisas nossas, de nós e sobre nós, que nos dizem directamente respeito, que nos interessam e mexem com a vida de todos os dias; 
sejam eles os silêncios de uns que nada dizem sobre o silêncio dos outros, coisas de nada que ninguém escuta e alguns rotulam de normal, como se a normalidade não fosse ela também construída, um constructo político e social; a nomeação de uns, a indicação de outros, coisas que parecem novas e que são velhas agora que olhamos para trás e percebemos os percursos feitos, o dedilhar das cordas que ainda não percebo se da viola que nos dá música, se do bonecreiro que anima o final do dia; 
ele há por aí tanta coisa que mais vale o silêncio e só há silêncio porque alguém faz barulho...

sexta-feira, 24 de maio de 2013

mudança

ao fim de oito anos, exactamente oito anos, mudo a máquina de trabalho da secretária; 
obviamente que quando se muda será, quase sempre, para melhor, ou, pelo menos a pensar nisso; contudo há sempre alguns receios em qualquer mudança, de transtornos, de incómodos por se perturbar a zona de conforto do pessoal, por implicar mexidas naquilo a que estamos habituados; mas a máquina velhinha, que me fez companhia ao longo de toda a tese, precisava de reforma e, uma vez que por aqui ainda não existem constrangimentos à idade de reforma, foi reformada; 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

coisas da escola com a cabeça noutro lado

os tempos que correm, na educação, são marcados por aquilo que descrevo como sendo algo parecido com desalento, tristeza, desapego, frieza, desencanto, gorar de expectativas e o findar de alguns, ou muitos, dos sonhos que alimentamos - de uma sociedade mais equilibrada e justa, de um futuro progressivo e atingível, reconhecimento do esforço e do mérito; 
a coisa educativa sempre se pautou pelos afectos, pela partilha; recheada de críticas e de censuras, é verdade; nunca as políticas ou os políticos que vigoraram interessaram a todos, o que será normal, digo eu; todas as políticas foram alvo de críticas no contexto do tempo em que surgiram, desde a autonomia à gestão, passando por avaliação ou currículo, formação ou carreira, fosse o que fosse; 
na generalidade das situações apenas passado algum tempo - a necessária estabilidade e o necessário tempo de degustação - tínhamos e sentíamos condições de avaliar, talvez com alguma objectividade o que tinham sido políticas e opções;
contudo, mais do que em qualquer outro sector da administração pública, fizemos e construímos a democracia, se consolidaram valores e princípios de respeito, tolerância, liberdade e democracia; 
mais que em qualquer outro sector da sociedade portuguesa (talvez a par da saúde), não olhamos de onde se vem, mas qual o empenho para se fazer o caminho; 
hoje sinto o pessoal a duvidar do caminho percorrido e muito particularmente do caminho a percorrer; falta uma visão estratégica que permita compensar o empenho dos afectos que, com o assoberbar do trabalho, se esboroam no quotidiano; crescem as situações difíceis de resolver, não direi disciplinares, mas altera-se o sentido e o sentimento de uma ordem, seja ela qual for, para se cair num caos de discussão, negociação, disputa, confronto; a sala de aula tanto é espaço de aprendizagem de alguns, como de mero entretém de outros, de discussão e crítica para uns como de disputa e negociação para outros, um espaço de aprendizagem, formação e conhecimento como um espaço sem sentido nem utilidade; 
falta bom senso para se pensarem alternativas e se recusar a coisa que nos é apresentada (mais horas, mais alunos, mais turmas, mais objectivos, mais funções, tudo com menos condições) como inevitável e incontornável; pensar em conjunto, sabendo as diferenças, mas cultivando pontes e olhares comuns, que existem, com parceiros e parcerias, com actores e vontades; 
em tempos de globalização, em tempos marcados por culturas e redes globais e colectivas, o professor voltou a balcanizar-se, a isolar-se, a distanciar-se de si e de todos, acantonando-se na sua sala de aula na angustia de como gerir o conflito e a tensão de ter trabalhar para resultados com a escola para todos e que a todos tem de responder; os professores distanciam-se de si mesmos, as culturas profissionais, mesmo que débeis, esbatem-se na saída daqueles que tinham uma memória colectiva, na passagem de muitos que pouco se relacionam com a educação e com a angustia daqueles que por aqui andam sem saber o que o futuro les perspectiva;
no meio de tudo isto, pergunto, que geração estamos nós a formar? qual o papel que neste início de século se pede à escola, aos professores e à educação? o que esperam de nós professores, pais e encarregados de educação? como nos vêem eles a nós e à nossa acção/actuação? que queremos nós ser?

passantes

nem dei pelos passantes, mas há já algum tempo que aqueles que por aqui passam ultrapassaram os 20 mil; é obra;
fico contente, sinto-me algo lisonjeado pela atenção e pela curiosidade; para o bem ou para o que se entenda espero que corresponda, senão às expectativas, pelo menos à curiosidade; 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

o melhor ainda está para vir, não sei o que é, mas será verdade, pois claro

agora é que vai ser
a melodia levantou muita suspeita
mas a saudade ainda está para nascer, ah pois é

memórias do futuro recordando o adamastor

somos quase sempre uma combinação entre o que fomos, a nossa memória, e aquilo ou aqueles com quem estamos, o nosso presente; somos nós e o nosso contexto...
entre memória e presente aliam-se competências, saberes ou, como disse o poeta, conhecimento de experiência feito; recentemente escrevo e defendo, à luz de uma sociologia da acção pública, a aliança entre conhecimento e acção, uma dimensão cognitiva e uma dimensão social; contudo há que saber evitar dicotomias, sentidos estritos e restritos do que somos ou do que queremos ser; os tempos não se compadecem (alguns interesses sim) na disputa entre opostos e aparentemente contrários, como sejam o nacional e o local, o normativo ou o cognitivo, a indução ou o dedutivo, o macro ou o micro, o saber ou o poder; há que os considerar a todos, como se de um retorno a antes da revolução (1789), a antes das luzes e conseguirmos aliar pensamento e acção ir ao encontro, para todos os efeitos, da afirmação popular que não há uma boa teoria sem uma prática, nem prática que não tenha uma boa teoria; 
os tempos que correm, ao nível da escola e da educação, mas não só, precisam que os repensemos,  que sejamos capazes de combinar pensamento e acção, sejamos capazes de ultrapassar modelos e pensamentos fixos, pré-conceitos ou estereótipos sejam eles quais forem, até de nós mesmos que nos pensamos assim e somos assado; precisamos de voltar a pensar a escola e a educação como um todo, evitar compartimentações ou de segmentar o plural, de saber respeitar e integrar diversidades (de interesses, objectivos, de acção, de culturas, de perspectivas), temos que saber re-construir a escola à luz da articulação entre tolerância, técnica e competências, sabermos ser unos na diversidade e diversos na nossa unidade; temos de ter e assumir uma visão estratégica, que ultrapasse interesses mais imediatos, saber assumir as opções, ir em frente, enfrentar, de novo e com outra tenacidade, ventos e marés, adamastores e fantasmas, o desconhecido porque estamos certos das nossas convicções e, apesar de todas as dúvidas, sabermos ir em frente; temos de saber ser políticos, de assumir a dimensão política que a vida tem, isto é, de escolhermos, de irmos em frente, de enfrentar o desconhecido e saber arrepiar caminho, pois também é sinal de inteligência; 
ser diferente não custa o que custa é ser...


sexta-feira, 3 de maio de 2013

coisas do silêncio que ensurdecem

reparo aqui e ali, por onde passo e pelo que escuto, um conjunto de atitudes que me constrangem, enervam e assustam, tudo ao mesmo tempo; 
as atitudes dizem respeito a um silêncio adoptado por opção e não por imposição, um murmúrio de forma a que não nos oiçam, um sussurrar de forma a passarmos despercebidos, uma troca rápida de olhares e um falar em andamento de forma a que não nos vejam; 
ninguém nos manda calar, ninguém nos manda falar mais baixo, ninguém nos controla; assumimos, por que queremos, esse silêncio que mais não é que omissão;
assumimos nós mesmos a forma mais profunda e entranhada do despotismo e de censura, aquela em que calamos sem que nos digam, aquela em que omitimos, sem que nos perguntem; 
entramos, sinto por onde passo e por aquilo que vejo, formas de autocensura que julgava banidas, vejo silêncios que pensava ultrapassados; 
constrange-me, aflige-me este clima de autocensura, forma dérmica de nos corroermos por dentro, de nos amargurarmos e dizermos que está tudo bem, quando não está; brincamos com o inócuo, escrevemos coisas assépticas, bailamos, cantamos e divertimo-nos como se de fingimento se tratassse, enganamo-nos a enganar os outros; 
retomamos a ideia fatídica do destino, como algo inolvidável, inevitável; como se o destino nos definisse e não fossemos nós a definir o destino;
e ninguém nos manda calar, ninguém nos proíbe de nada, somos nós mesmos o produto e o produtor dos nossos fantasmas; 
aparentemente ainda não conseguimos 
abolir a divisão ao par poder-saber/pobreza-ignorância do tempo do salazarismo. Porque na sociedade actual, o medo, a reverência, o respeito temeroso, a passividade perante instituições e os homens supostos deterem e dispensarem o poder-saber não foram ainda quebrados por novas forças de expressão da liberdade. Numa palavra, o Portugal democrático de hoje é ainda uma sociedade de medo. É o medo que impede a crítica. Gil, J. (2005). Portugal Hoje - o medo de existir. Ed. Relógio D'Água. Lisboa. p.40

quinta-feira, 2 de maio de 2013

agregações ou a formalização da idiotice

cá pelo burgo alargado, isto é, esta minha região alentejo, formalizaram-se as agregações, junção de escolas básicas com escolas secundárias; 
de quase todas ficaram de fora teips e autonomias contratualizadas (se bem que estas não sejam exemplo para ninguém, pois existem duas - sec stª isabel e ae portel - e uma delas está sozinha, portel);
aparentemente nada se passou, pelo menos pelo que me consigo aperceber pelos corredores dos mentideros, pela praça da minha cidade ou pelos blogues, não encontro referências, não oiço comentários - certamente porque não terei propcurado ou nos sítios certos ou adequadamente; 
os directores das secundárias (gabriel pereira e andré de gouveia) foram afastados, claro que com a excepção da severim de faria, qual dinossauro da gestão escolar, que mantém o exercício da coisa; por outras cidades quem foi afastado foi o director do agrupamento, noutras foram todos afastados e pronto, não percebo quais os critérios, certamente porque não atinjo a iluminadura de algumas cabecitas;
aparentemente assumem-se as agregações como coisa intransponível, coisa certa, garantida e segura, incontornável, como se de destino se tratasse; nem as aleivosias da delegada escolar são comentadas, tudo se passa como se existisse uma qualquer pide, ou similar, fossemos parvos ou assumíssemos o destino como inevitável; 
será assim mesmo...

alterações e mudanças - para que tudo (ou quase) fique na mesma

alterei a lista de blogues, os que sigo, aqueles que leio, aqueles de quem gosto (pela escrita, pelas ideias, pela corrente, pela temática, and so on);
há quase 10 anos que por aqui ando e que acompanho a escrita dos outros, ajudam-me a pensar, a criar ideias e a formar a opinião, mesmo no meio de muita idiotice que se escreve, mesmo na confusão de uma cacofonia aparentemente caótica; 
tal como com os livros, os blogues que aqui estão ao lado, uns que visito mais que outros, mas pelos quais passo com regular frequência, dizem muito de mim e da minha pessoa; 
boa leituras

quarta-feira, 1 de maio de 2013

apresentação

ando entretido com o PCA, um grupo de percurso curricular alternativo;
o primeiro objectivo tem sido o de apoiar os docentes, em particular a sua coordenadora e uma colega que me solicitou a colaboração para dentro da sala de aula;
vai daí e depois de um longo percurso de investigação, comecei a estudar esta estratégia pedagógica nas suas dimensões curriculares e de formação; esta tanto na perspectiva do aluno enquanto sujeito, quer na perspectiva do docente, enquanto área de trabalho;
tenho estado de volta da coisa desde o primeiro período altura em que referenciei e apresentei uma proposta de trabalho ao I congresso internacional de envolvimento dos alunos na escola; perspectivas da educação e da psicologia, que se realizará em lisboa em julho no instituto de educação
a proposta que apresentei foi aceite e preciso agora de acelerar alguns processos e ver se apresento um texto digno dos alunos e dos docentes com quem tenho trabalhado; 
fiquei contente...

domingo, 28 de abril de 2013

entre o fim e o vazio - a ausência da educação

m. alves coloca no seu cantinho um texto de um outro autor com a qual estou perfeitamente de acordo;
e acrescento mais;
no tempo da democracia, desde que me lembro de dar atenção à coisa educativa, que me lembro de chavões, palavras, apelos, sentidos sentimentos que os políticos responsáveis pela área da educação utilizavam como mote; 
podiam ser vazias, ocas, despidas, podiam significar nada, mas existiam palavras que trocávamos, que ouvíamos, que aplaudíamos ou repudiávamos; 
mas existiam palavras, desde os tempos de sotto mayor cardia, as da gestão democrática, passando por r. carneiro, da autonomia ou de projecto educativo, das de f. leite relativamente à inclusão das crianças com necessidades educativas, as de m. grilo relativamente ao pré-escolar ou ao novo modelo de gestão, às de l. rodrigues, da escola a tempo inteiro; 
essas ou outras, muitas outras, eram palavras que davam aos profissionais da educação algum sentido, ânimo mesmo para discutir os sentidos que a educação ia ganhando com o tempo, com os modos e com as modas; 
hoje não temos nada, o vazio de palavras e de sentidos, a ausência de qualquer som que nos pudesse orientar; 

sábado, 27 de abril de 2013

seja bem vindo quem vier por bem

este meu cantinho, de escritas e divagações, ganhou alento mediante a publicitação da coisa via o meu mural  do facebook; 
rapidamente ultrapassou as 100 visitas diárias, coisa que em média costuma andar pelas 30/40; o contador de passantes ganhou dinâmica e da serenidade alentejana esta minha aldeia, até parece acelerado pela curiosidade passante; 
afinal, o pessoal escreve, aqui ou em qualquer outro lado, para ser lido, para dar a conhecer ideias e crenças, valores e meros pontos de vista; 
cá vou, cá me entretenho entre dizeres e adizeres, comentários e opiniões; 
como diria o poeta, traz outro amigo... pois é bem vindo quem vier por bem

sexta-feira, 26 de abril de 2013

a ordem do caos

ando a ler r. iturra, "o caos da criança";
preciso de algumas referências no âmbito da antropologia da educação, em concreto na área da etnometodologia, que me permita orientar no processo de análise do pca em que ando enredado; 
estou a gostar imenso da leitura, entre o ensaio e a empíria; 
percebo melhor como pode a educação hoje e em particular a sala de aula, ser um processo de atribuição de alguma ordem no caos contemporâneo, de atribuir alguma significação aos nossos quotidianos, de como tirar proveito das heterogeneidades e das diferenças; 

do dito que é dito e o que fica por dizer

registo nos comentários que oiço e que me fazem chegar que uma das críticas à minha pessoa no concurso a director do ae de arraiolos é, para além daquelas já habituais de quem não me conhece, eu estar ligado ao ps; 
e não dizes nada, pá, é importante que te demarques dessas ideias...
são os comentários ao meu silêncio; 
fico em silêncio pois fizeram-me o favor de me deixar viver em liberdade e democracia, fez ontem precisamente 39 anos; de a existência de partidos políticos e o livre associativismo ser uma das conquistas dessa liberdade e da democracia; que quem tem medo tem cães e eu, de momento, não tenho nenhum; 
por outro lado, quem faz afirmações desta não faz grande ideia do que é ser professor, do que é ensinar; desde sempre, desde os tempos da grécia clássica que ensinar é um acto profundamente político, enraizado em ideias e valores, crenças e modelos; 
ou então esqueceram-se porque certamente em tempos terão pelo menos ouvido falar de m. aple, educação e poder;

quinta-feira, 25 de abril de 2013

onde estava no 25 de abril

na altura tinha 10 anos e terminava aquela que era há altura, a escola primária; 
para mim, na ingenuidade do que pode conter a infância, não deixou de ser um ano normal; fiz os exames finais, para os quais fui todo vestidinho a rigor, inscrevi-me na nova escola, o então ciclo preparatório; 
o dia 25 de abril não deixou de ser algo diferente; primeiro porque não fui à escola; quando acordei lembro-me de sentir algum alvoroço que não era hábito àquela hora da manhã; os meus pais numa qualquer lufa lufa de dúvida, alguma ansiedade; de madrugada bem cedo, tinha ido lá a casa, bater à porta e pedir se o meu pai podia ir à loja e dispensar àquele militar alguma fita para isolar as zonas de intervenção; daí os meus pais saberem o que se estava a passar; 
como não fui à escola, mas os meus pais foram trabalhar, como se de um dia normal se tratasse, andei em cirandas e bolandas entre o largo de aviz e o largo de s. domingos onde era então o quartel general; no meio da correria passava pela praça de giraldo e pelas ruas e ruelas por entre a canalha se escoa como arei por entre os dedos; 
sinceramente não sabia o que se passava, mas gritava e esbracejava como todos os outros adultos que via pelas ruas; lembro-me de andar numa roda viva sem perceber a alegria daquele dia, mas partilhava como se fosse minha, mais não fosse porque tinha faltado à escola;

vontades

descobri apenas hoje e porque me foi solicitado o projecto de intervenção em suporte digital, que há 4 candidatos à gestão do agrupamento de arraiolos; 
sinal que afinal as coisas ainda não estão assim tão más que afaste plena e totalmente as pessoas; afinal e apesar dos ditos que se dizem, a gestão ainda atrai gente;
fico a aguardar desenvolvimentos

abril - sempre


terça-feira, 23 de abril de 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

antes de o ser já o era

dizem-me que para director/a de arraiolos há já nome e dono/a?
que, independentemente daquilo que apresento, currículo e projecto de intervenção, a coisa está decidida; afinal a delegada escolar não me quer em lado nenhum, os meus, longe da porta, os outros dizem que sou assim e assado, isto e aquilo, como se de papão se tratasse;
talvez as pessoas, antes de decidirem, resolvam falar com outros, com colegas, de viana do alentejo, de vendas novas, por exemplo, de mora, por exemplo, com funcionários, auxiliares e técnicos, ouvir antes de formularem uma ideia pré-concebida; 
é verdade que já acreditei na honestidade das pessoas, na justeza dos actos administrativos, na transparência de processos; 
a vida e as situações mostram-me que nem a água é transparente, e que verdade e justiça são coisas que ... enfim...
mas que fiquem descansados, não impugnarei nada, não injuriarei o que quer que seja; afinal não preciso nem de emprego nem de trabalho... e há quem precise efectivamente...

domingo, 14 de abril de 2013

dizeres que serão ditos

na passada 4ª feira entreguei a documentação relativa ao procedimento concursal para o agrupamento de escolas de arraiolos;
fico agora à espera dos próximos desenvolvimentos; sem qualquer tipo de expectativa, por saber que já fiz o que tinha a fazer, por saber que irão surgir bocas, comentários e observações - alguns dos quais certamente correctos - relativamente à minha pessoa; 
depois dos prazos terminados ele será aqui colocado...

terça-feira, 2 de abril de 2013

coisa séria a brincar

por duas semanas, mais coisa menos coisa, regresso à sala de aula; 
gosto de ali estar, trocar ideias, ajudar o pessoal, aprender com olhos iluminados pela dúvida e pela incerteza de quem se apresenta; 
obviamente que duas semanas não dão para tapar buracos mas, perante os tempos, aproveita-se a oportunidade e vá de trabalhar de maneira diferente; 
desta vez são turmas de 8º e de 10º, já só me falta este ano, para cumprir o sistema regular, o 7º e o 12º de resto já os percorri;
hoje, primeira sessão, definição da estratégia, apresentação das regras de trabalho e dos critérios de avaliação; prazo de trabalho, duas semanas...

quinta-feira, 28 de março de 2013

currículo vocacional

enquanto me entretenho a ler e a trabalhar sobre currículo alternativo, a partir do decreto-lei 6/2001, revisito um outro diploma, já deste governo, referente ao dito ensino vocacional;
o que nele encontro mais não é que uma proposta da tutela de ou para a flexibilização curricular que, se pode ser bem entendido pode ser mal praticado; 
os professores têm receio de fugir ao manual, à pretensa segurança e conforto da garantia do programa; a gestão não tem ideias para organizar a escola de outra forma ou de outro modo que não passe pela industrialização do grupo/turma sequencial; se caírem, como já aqui referi à altura, no aproveitamento das franjas criando uma diferenciação sectária, então perde-se uma oportunidade de as escolas serem espaço de acção e não já de reacção; 
tenho é dúvidas que consigam fugir aos argumentos da segurança e da funcionalização...

quarta-feira, 27 de março de 2013

projecto de intervenção

projectos de intervenção para escolas e agrupamentos é coisa que não falta por esta internet fora; 
faltam, isso sim, ideias de escola que incorporem e articulem pessoas e números, lógicas pedagógicas e lógicas administrativas; 
reconheço que não é fácil pensar e menos ainda escrever de forma mais ou menos clara uma ideia de escola que cruze as diferentes dimensões, a administrativa, que vai da acção social escolar ao processo de avaliação dos assistentes técnicos e administrativos, passando pela gestão financeira, pedagógica onde se cruza a sala de aula com ofertas complementares de educação e projectos pedagógicos, resultados escolares e participação social, ou e finalmente, funcional, onde se identifiquem elementos que reforcem ou promovam o simples funcionamento de uma escola sem ser autofágico, ou seja, que não olhe ao umbigo em detrimento de tudo o mais; 
pois é, para que saiba eu tento cozinhar um projecto de intervenção, mais cedo do que pensava, mas é mesmo a única alternativa em me aproximar de casa, pois estou afastado mas não o suficiente para recair em eventuais bonificações;
se não for aceite, sem problema, não reclamarei...

tacanho

as visões sobre o papel dos professores e da escola que nos vem da cinco de outubro é manifestamente tacanho; seja deste ou de outros governos e ministros que antecederam o actual;
não discuto se há professores a mais ou escola a menos, se recursos em excessos ou escassez de alunos, o que discuto é mesmo a visão tacanha da escola em que uns impõem e determinam o que outros devem fazer e como fazer, garantindo, independentemente do partido que gere a educação, a centralização, a mão na coisa, não vá ela descambar;
tenho sérias dúvidas que descambase, mas enfim...
não poderiam docentes que, colocados na escola, podem estar sem componente lectiva, assegurar trabalho na área dos apoios, na organização de projectos entre a escola e o meio, na estruturação e organização de ofertas complementares, em estratégias de informação e comunicação, no apoio a directores de turma ou a turmas? poder poderiam, mas ninguém os quer, nem os directores, que coitados não têm visão para tanto, nem o ministro em que reduzir e cortar são palavras de ordem...

(re)começo pelo lado menos bom

é verdade, digo que estou curioso por aquilo que poderá não ser dito na entrevista de josé sócrates, qual filósofo que aponta a luz no meio das trevas de uma primavera que tarda em nos dar a ilusão da claridade;
não tenho dúvidas que a fronteira entre bestial e besta desta figura é muito, muito ténue e que muitos irão dizer e falar apenas para não ouvir o que a figura terá para dizer...
é diferente, uma situação manifestamente diferente esta de termos um ex-primeiro-ministro que dá entrevistas; antes, com soares ou cavaco, assim não aconteceu, um e outro remeteram-se a estratégicos silêncios que os levaram, a um e a outro, a belém e à presidência da república; os demais foram para partes incertas com a certeza da sua tranquilidade conquistada longe de portas; 
hoje como será? mais do que hoje gostarei e apreciarei os impactos da coisa nos dias que se seguirão, para um lado, da actual posição e confortável maioria, e do outro, da presente oposição, nomeadamente do meu ps...

terça-feira, 19 de março de 2013

pensamento estratégico

no final do século passado houve um período que se anunciou a saída do actor, saída do palco da acção condicionado que estava pelas estruturas; posteriormente foi anunciado o seu regresso, como elemento fundamental e estratégico da acção organizacional;
durante longo tempo a sociologia assumiu, em diferentes contextos e sob diferentes perspectivas, o papel estratégico dos actores, na definição de objectivos, no seu pensamento estratégico, na definição da sua acção, na gestão tanto de objectivos como de interesses; 
há medida que observo o contexto educativo, isto é, as escolas, vou-me apercebendo da ausência dessa dimensão estratégica (não pretendo generalizações, sempre redutoras quanto abusivas, restrinjo-me aos contextos por onde ando e estudo, como em tudo, há excepções)
raramente se nota um pensamento estratégico, um pensamento que consiga ir além da ponta do nariz de quem o pensou; a gestão, habitualmente, anda preocupada com as moengas do dia a dia, os constragimentos do momento ditados que são pela inúmera papelada ou plataformas a preencher; as estruturas intermédias ocupadas em não fazerem nada mas darem sempre a ideia que andam muito ocupadas e atarefadas com coisas importantes que poucos conhecem e ninguém valoriza, a não ser os próprios; os docentes sempre atarefados com as suas aulas, as situações de indisciplina, os testes, as reuniões sempre parvas, tardias e desnecessárias; 
em termos de reuniões é um vazio quase que constrangedor; a economia de uma reunião é despendida entre informações que facilmente circulariam por caixas de correio electrónico (diga-se que não são tão generalizadas quanto se possa pensar, pelo menos na consulta e gestão), situações pontuais ou casuísticas que não matam mas moem e desgastam, consomem tempo e recursos, análises que podiam e deviam ser feitas noutros contextos mas que, por questões de protagonismo ou simples ineficácia são levadas a um colectivo que se questiona sobre a sua importância ou pertinência; 
o que resta? o dia a dia, a reacção em detrimento da acção, a resposta em vez da pergunta, a conformidade em vez da criação, a justiça em vez de se ser justo; marca-se passo...

"piquinino"


O miguel, talvez regressado, deixa uma boa repescagem de uma entrada sua; 
como não consigo deixar ali comentários, faço-o pelo meu cantinho;
há já algum tempo que defendo que as semelhanças do portugal contemporâneo com o portugal da segunda metade do século xix se deve a uma única razão: portugal não mudou; mudamos, é certo, roupa e tecnologias, gadjets e modismos, algumas terminologia, mas o essencial - mesquinhez, egoísmo, sobranceria, estupidez, falta de formação - está lá como no século xix;
agora também considero que a prosa do miguel, para além das características que sempre a marcaram, enforma de uma coisa, é demasiadamente rebuscada para a realidade, esta, a realidade escolar, é mais comezinha, mais "piquinina", mais rudimentar; o pensamento estratégico está, o mais das vezes, completamente afastado das tricas e baldrocas da sala de professores, o que impera é mesmo a mesquinhez e a estupidez embrulhada em feitios mais ou menos hipócritas, muito embutidos na ignorância de alguns licenciados; 

segunda-feira, 18 de março de 2013

da falta de formação à rigidez da "gramática escolar"

acompanho um processo de implementação de um percurso curricular alternativo (PCA); 
estou interessado, essencialmente, em perceber como as teorias e as práticas pedagógicas produzem pessoas ou, mais adequadamente, se lida com a diferença, com as franjas educativas; 
apercebo-me de:
  • das dimensões doméstica e familiar da relação pedagógica - os professores querem ser bem vistos pelos seus alunos, têm um trato afável, afectivo, direi familiar, quase que maternalista; [péssimo no contexto de um PCA];
  • há quem assuma que não foi "formatado" para aquilo, como se alguém tivesse sido formatado para alguma coisa -evidencia-se, por palavras próprias, a necessidade de formação docente, que não se fique pelo corte e costura, mas ajude os docentes a pensar;
  • a pensar, pois o professor vê-se e retrata-se, em grande parte dos casos, como um executante, alguém que implementa ordens, dá consequências a decisões tomadas por outros - daí (re)quererem-se, muitas vezes, soluções à medidas, milagres profiláticos da acção de sala de aula, a uniformização excludente, a redução do número de alunos por turma, o controlo possível das variáveis;
  • entre falta de formação e a execução o docente tem, no caso, manifestas dificuldades de gerir, lidar e organizar a imprevisibilidade - logo o docente que é dos poucos profissionais mandado tratar com dezena de clientes de uma só vez; 
  • entre umas e outras e perante o meu interesse/objectivo [como é que as teorias e as práticas produzem pessoas], o docente acaba por formar, nem sempre de forma deliberada, é certo, algumas vezes de modo claramente inconsciente, um aluno submisso, sub alterno, dependente, executante, obediente, passivo, operário; reduzem-se assim as possibilidades de futuro do aluno que fica manifestamente condicionado pela escola que cerceia e limita oportunidades e não, como devia ser, alargar horizontes e possibilidades, ampliar vontades e objectivos;
  • todas juntas evidenciam a rigidez daquilo que alguém definiu como "gramática escolar" isto é, as invariantes educativas que petrificam o pensamento e naturalizam o que sempre foi e é uma construção ideológica; 

Os resultados, ainda muito parciais, não podem ser generalizados e qualquer tentativa de enquadramento de outras situações neste contexto requer cautelas e muitas ressalvas; 

ausências e presenças

tenho estado ausente por opção, senti que começava a escrever para demasiados passantes, alguns curiosos, é certo, outros mais atentos; mas a quantidade inibiu-me de escrever, pelo menos de escrever o que quero;
agora, quase em pausa pedagógica, talvez regresse... ou não;
discorrer sobre a coisa educativa é interessante, mas é um exercício que, sem consequência, se pode facilmente transformar em masturbação intelectual, o que não pretendo; 
é certo que registo ideias e os meus sentidos, as minhas preferências e as minhas opções (sejam elas quais forem e para o que se quiser); mas e depois? escrever para dar conta de outras perspectivas, pode sempre ser aliciante, mas depois fico inibido pelos passantes;
são as minhas próprias contradições, entre ausências e presenças;

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

evolução suícida

há dias escrevi aqui e propus ao jornal da terra a publicação (que não aconteceu) de duas notas sobre elites e sociedade; retomo a escrita;
um pouco por todo o lado se mostram e evidenciam as notas do cansaço social, que leva a situações extremas, da impaciência, que conduz à intolerância, da insatisfação, que conduz ao repúdio; 
um pouco por todo o lado se nota o descontentamento, mas também a incapacidade de alternativas, sejam elas quais forem, políticas ou partidárias, pessoais ou profissionais, sentimentais ou afectivas, estamos enleados em nós mesmos, nas tramas do nosso desígnio, maios prosaicamente, deitamo-nos na cama que fizemos; 
os partidos debatem-se no lamaçal que criaram (razão teve guterres ao referir-se ao pântano), os governos evidenciam o seu esgotamento e a democracia corre o sério risco de se ressentir e trazer para a boca de cena tristes figuras míticas do apocalipse; 
não temos quem nos ajude a pensar, ou temos, mas estão de tal modo pulverizados por aí que se torna difícil distinguir o trigo do joio; a cacofonia é de tal modo ensurdecedora que os argumentos se fazem valer pela gritaria, pelo esbracejar, como se isso servisse de argumento ou justificação; 
quase todos se fecham, qual concha, na procura do seu espaço de conforto e segurança, na tentativa de, por um lado, ver passar os outros enquanto os cães ladram; por outro lado, procuram passar despercebidos como se nada fosse com eles, ignorando responsabilidades e enjeitando culpas; 
évora está assim; está assim a modos que... debilitada, frágil, insegura, inconstante;
o alentejo está assim, cinzento, frio, húmido;
o país está assim, insustentável, impaciente, cansado, senão mesmo esgotado;
a europa está assim, duvidosa, insatisfeita, incapaz, receosa; 
o mundo está assim, em corda bamba, no fio da navalha, à espera, a ver o horizonte;

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

coisas interessantes


coisas que por aí se encontram, algumas bem interessantes:
três olhares sobre a sala de aula: um primeiro, no qual o espaço sala de aula é tido como continente e o currículo pensado, igualmente, como um continente de conteúdos programáticos, regras metodológicas e didácticas; um segundo movimento, o espaço sala de aula é concebido como relacional, ou seja, é constituído nas e pelas relações [que aí se estabelecem entre os diferentes elementos presentes e ausentes]; um terceiro movimento, que entende o mundo como um espaço relacional, propõe o espaço sala de aula como relação de forças.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

da falência das elites à falência social

uma qualquer espécie de análise onde procuro relacionar a abulia nacional, ainda que disfarçada por espasmos sindicais ou sectoriais, com o progressivo esgotamento social;
entre uma e outra situam-se duas dimensões terríveis do panorama nacional; por um lado uma mentalidade colectiva criada, fomentada e impregnada por Salazar que temos de ser, à viva força, pobrezinhos, remediados, mas honestos e imbuídos de santa virtude; foi assim que Salazar criou o 10 de junho que não foi abolido mas que nada justifica, foi assim que se criou e fomentou a santíssima trindade de fátima, fado e futebol, que se difundiu a imagem do país retratada pela varina da nazaré, pelo pastor alentejano, pela sardinha ou pelo bacalhau com todos, como se a imagem tivesse estagnada e o interior espaço idílico de virtudes, contraponto ao urbano depravado e pecaminoso; não deixa de ser esta a imagem que se impõe actualmente ao país; de um país que não merecia ser nem rico nem feliz, espaço e condição reservada a apenas alguns; àqueles que se podem dar ao beneplácito de serem misericordiosos na condição dos outros; 
por outro lado, a ausência de elites, sejam elas intelectuais ou sectoriais que permitam tornar colectivo aqueles que possam ser sentimentos individuais, dizer ou escrever o que a maioria pensa e sente mas que não tem espaço ou condição de o fazer ou o de ser reconhecido enquanto tal; as elites andam ou deserdadas ou desfazadas; a desvalorização da dimensão social das ciências, reflectida de forma mais directa na valorização das chamadas ciências naturais (de que são exemplo as "disciplinas estruturantes"), provoca, com propensa intencionalidade, o vazio do pensamento social; alia-se a isso o facto de as ciências sociais que deviam estar na rua, ouvir as pessoas, construir os actores se refugiarem nos gabinetes e nos estudos estatísticos, criando séries onde deviam estar pessoas, definindo análise e rácios onde deviam estar sentimentos e emoções; 
entre algum retorno da mentalidade salazarista, ainda que revestido de outras roupagens, mais urbanas e aparentemente cosmopolitas, com o silênciamento das elites, acantonadas por vontades alheias ao radicalismo partidário, o país vê-se entregue a si mesmo, sem armas nem condições de contrapor alternativas ao sentido único, à verdade proclamada apenas por alguns, ao destino que nos impõem, ao momento do voto, como se a democracia se cingisse, como alguns querem fazer crer, ao voto;
como alternativa torna-se essencial que as chamadas redes sociais (facebook, blogues, twitter, entre outros) sejam utilizadas como espaços alternativos, mostrem outras imagens do filme que nos impingem; mas é no quotidiano, na vida do dia a dia, no convívio que temos de desconstruir as verdades absolutas, os sentidos únicos, o destino que alguns, por força de uma qualquer maioria, nos forçam a viver; 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

nomeações

ele há com cada coisa que não deixo de assinalar;
atão não é que foram hoje publicadas as nomeações, despachos nº. 2507, 2508 e 2509, respectivamente norte, centro e lisboa e vale do tejo, em regime de substituição, dos novos delegados escolares (regionais) e não aparece a do alentejo;
ele há com cada coisa que, daqui a pouco, começo a acreditar que deus existe...