domingo, 16 de dezembro de 2012

memória futura

será a primeira e última vez (digo eu hoje, pois claro) que escrevo sobre política regional; e faço-o apenas em termos de memória futura e a pretexto de mais um anúncio de candidatos autárquicos no distrito de évora;
o tempo o dirá se tenho razão ou se estou apenas ressabiado, zangado ou qualquer outra coisa dessas;
nas próximas eleições autárquicas o meu ps, o ps daqueles valores e das ideias pelas quais norteio a minha ação, poderá ficar na história por ser o responsável por desbaratar o trabalho dos últimos anos, em particular de 2001 para cá; 
de 2001 para cá o ps do distrito de évora passou e afirmou o seu protagonismo e os seus projetos municipais; no início do século o ps detinha a presidência de 6 municípios contra 8 do pcp; nas últimas eleições, 2009, o ps ficou com a presidência em 7 municípios contra 4 do pc, passando de 34% para 39% no distrito e o pc desceu de 41% em 2001 para 34% em 2009
nas próximas, outubro do próximo ano, vamos ver o que acontece mas tenho dúvidas em muitos dos concelhos sobre a capacidade do ps em se afirmar e mais ainda em ganhar novos espaços; há muitas variáveis em jogo que, nesta altura, não se conhecem, mas o que se augura não é bom, não é não senhor...
esperar para ver...

acefalia

se cruzarmos o despacho normativo 13-A/2012 (organização do ano letivo e dos que hão-de vir) com o 24-A/2012 (relativo à avaliação do ensino básico) facilmente se percebe que este governo pretende um grupo docente acéfalo, sem espaço de pensamento e menos ainda de crítica; entre um e outros dos despachos poderá ficar subentendido que o objetivo é retirar qualquer espaço de pensamento à classe docente, ocupar o pessoal para que não haja possibilidade de respirar, quanto mais pensar; fica-se restringido à ideologia ou à fé e pronto...
primeiro, são ambos despachos normativos, isto é, não pretendem deixar espaços de interpretação que não seja a definida pelo legislador; são normas onde, de acordo com o direito português, primeiro se cumpre e obedece e depois, só depois, se pode questionar;
segundo, ocupam de tal maneira o docente que não há espaço para qualquer forma de pensamento; em particular o docente do 2º ciclo para cima; ou seja, considerando um e outro dos despachos, define-se uma componente letiva doida, uma vez que aumenta a componente letiva e, por sua vez, o número de turmas e já aumentou o número de alunos por turma, determina-se a obrigatoriedade de elaboração de programas de apoio pedagógico individual e a elaboração de processos individuais (clínicos) do aluno e o docente não tem espaço para nada, nem para respirar; 
terceiro, poucos docentes ainda se terão apercebido, que a alocação de recursos (sejam eles quais foram, docentes, técnicos, horas ou outros) estão condicionados aos resultados no final de ano e que por esta via poucas escolas, muito poucas os irão atingir; 
quarto, entre um e outro dos despachos estão criadas as condições de justificação de retórica política para o final do ano, a escola não conseguiu melhor? os resultados não são os esperados? os pais reclamam? problema da escola (entenda-se dos professores e da gestão) pois tiveram a autonomia necessária para que se organizassem;
finalmente e sem ser o último, a avaliação de desempenho docente está indexada aos resultados escolares, independentemente das turmas ou dos alunos, das suas capacidades, competências ou contextos (sociais, familiares, económicos ou o que sejam) e este ano ir-se-á realizar avaliação; 

ligações

nunca percebi do por quê de este meu cantinho, ou outros que o antecederam, não estar referenciado noutros espaços, noutros cantos de escrita, sejam eles da educação (que eu conheça neste campo em apenas um), regionais ou outros; 
em todos aqueles que estão aqui ao lado e de acordo com o que percebo estou referenciado em dois, no do miguel e no largo das alterações cá da terra, nada mais;
nunca percebi se é por mero desconhecimento de que por aqui ando, se por simples ignorância da escrita e das divagações ou se por tentativa de silenciamento; 
tenho pena, reconheço, mais não seja por questões bloguistas - nada de confusões com boquistas, hann;

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

recheio

dia de chuva, vento e algum desencanto lá por fora, como consequência o espaço da biblioteca, já habitualmente utilizado como espaço lúdico e sala de convívio, cresce na procura

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

mais de acordo

outra afirmação com a qual concordo em absoluto e me atrevo a acrescentar mais uns bitaites;
não sei (já perdi um pouco o fio à meada) se já aqui o escrevi, mas digo, de vez ou de novo, a escola está a ser empurrada para um outro mundo, para um outro paradigma; é empurrada à força, sem que alguém lhe tivesse perguntado o que queria e sem que alguém, dentro dela, tivesse dito que sim ou talvez...
fui formado e comigo milhares de colegas (desde os anos 80 do século passado até bastante recentemente), numa lógica de escola cultural, marcada pelos afetos e pelas relações afetivas entre alunos, entre alunos e professores, entre a escola e a sua comunidade; uma escola que era caraterizada pela dualidade de situações (quando não mesmo dialéticas), professor/aluno, escola/comunidade, sucesso/insucesso, próximo/distante, particular/global, eu/tu, nós/outros; uma escola marcada pelos sentimentos, pelos valores de aprender e de ensinar, de nos relacionarmos e pela consideração que a todos  era possível aprender e que os problemas mais não eram que oportunidades de desafio ao professor, à sua imaginação e criatividade; fui formado numa escola que agora se desvanece, como relação velha, que não aguenta o passar dos tempos, o desgaste da proximidade, as rugas das agruras e das angústias;
hoje, a escola pública portuguesa é empurrada, à força e por contingências várias, para a meritocracia, para a eficácia e eficiência económicas, para o desapego social, para o salve-se quem puder, para o individualismo da desresponsabilização, para o confronto frio da negociação entre partes, para as percentagens que rotulam e definem entendimentos e médias; cada vez somos mais uma escola fabril onde a acefalia reina e impera a frieza de processos e a distância dos procedimentos e nos sentimentos peças numa qualquer engrenagem, um número no meio de muitos outros; esta escola é quantitativa, não tem fim, a outra era afetiva, tinha pessoas e conheciam um fim...

concordo

é ver aqueles que estão bem, ou querem estar bem, com deus e com diabo; que votaram psd ou pp e que agora respingam como flores debaixo da chuva de inverno; aqueles que são mais papistas que o papa e se agarram à letra da lei, à orientação legislativa e normativa por mera incapacidade de pensar diferente, de fazer por si, que inventam esquemas e grelhas, tabelas e coisas que tais apenas por mero prazer de malvadez alheia; 
são estes os principais culpados de a escola e a educação ser o alvo fácil de ministros despudorados... e não são tão poucos assim... ainda que resguardados em discursos simpáticos, quando não mesmo críticos;

agregações

as agregações, isto é, a junção de agrupamentos de escolas básicas com escolas com secundário dão água pela barba aqui pela minha terra;
ainda não conheço em detalhe os pormenores da coisas, mas percebo, pelo que leio e oiço, que a coisa não se afigura fácil; juntar numa cidade, capital de distrito, lógicas de organização e funcionamento muito distintas, culturas próprias, uma história muito individual é querer juntar deus com o diabo e dizer que temos fé;
é assim um pouco por todo o lado, e falo apenas no meu alentejo, que vou conhecendo ou ouvindo; perante isto (e couves) duas pequenas notas;
hás necessidade de algum discernimento para que se consiga perspetivar a quadratura do circulo, isto é, juntar e gerir escolas diferentes, culturas diferentes, modos de estar e pensar diferentes - e não basta a vontade e menos ainda o voluntarismo docente e muito menos o querer, há que saber o que se faz e como se faz; 
segunda nota, comigo foi o bom e o bonito, quando se soube que fui dispensado da gestão de um agrupamento por falta de confiança política por não acatar as ordens da agregação, poucos foram os diretores de évora que me disseram fosse o que fosse (apenas uma teve oportunidade de me dizer que isto é uma merda e nem sequer é do meu partido), qual receio que o processo fosse contagioso, atão não é que é mesmo contagioso... aguentem-se, que eu também me aguento; 

pela assembleia

ontem pela assembleia municipal, muito provavelmente a minha última participação, duas notas;
a saudade que já sinto do futuro; gosto da discussão, gosto do debate, gosto da troca de argumentos; gosto ainda mais quando os interlocutores são elevados e conseguem descer o discurso sem dar muito nas vistas; foi o que ontem aconteceu, com troca de piropos em que o presidente da câmara de arroiolos brincou ao toca e foge, isto é, à utilização do tempo de antena definido e gerido pelo presidente da assembleia, onde eu fico claramente perdedor, para trocar piropos com a minha pessoa; simpático, mas insuficiente nos argumentos;

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

europa

um pouco por todo o lado por onde se afirmam as opções mais conservadoras e liberais a educação está debaixo de atenção e de fogo; o objetivo é simples, cortar, poupar, mudar (para onde?);
uma atenção que decorre da necessidade de resultados (sempre muito imediatistas), dos índices de comparabilidade (entre europeus e/ou ocde), da sua instrumentalidade (ligada à economia ou aos índices de produtividade); 
o certo é que tem sido a escola dos últimos 20/30 anos que tem formado a massa cinzenta que percorre a europa, que nos (des)governa, mas também que emigra para os states, que se sente ameaçada pelo desemprego e pela precariedade; no meio de tudo isto, os professores são alvo a abater, por que trabalham pouco (conheço médicos que trabalham bem menos, quando trabalham, e que ganham bem mais), que rendem ainda menos (já não falo nos juízes),  que são uns privilegiados (e atão os tropas?), etc...
e o que fazer...

natal

afinal é natal, afinal tristezas não pagam dívidas, afinal lágrimas não criam rios;
nunca fui otimista, mas também não posso assumir nenhuma espécie de pessimismo - para isso já basta a minha mãe; ontem, pela minha escolinha, queixaram-se da minha escrita; boa, gostei, atão vamos lá falar do sol que espreita por entre nesgas de cinza, dos gritos da maralhada, do espaço de lazer que é a biblioteca, das moengas do mestre zé ou da boa sopinha da minha cozinha....

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

reforma

o número de docentes que tem antecipado a reforma coloca em destaque a educação como um dos sectores que mais tem contribuído para a redução da despesa pública por via do pessoal;
o número de docentes que antecipam a reforma serão ilustrativos do desencanto (da passagem de uma escola de afetos e emoções para os números e rácios), do esgotamento (por via do persistente e insistente bombardeamento que a educação tem sido alvo, para o bem ou para o mal, desde 2005), do cansaço (poucos, para além dos docentes poderão perceber o que é estar com turmas com mais de vinte alunos numa sala de aula), da frustração e alguma incapacidade (de mobilizar e sensibilizar o pessoal para o trabalho educativo e escolar); 
para que escola e para que educação caminharemos nós...

mais

a educação - e os docentes - continuam a ser almofada das marretadas da crise e do governo;
as notícias dão conta do aumento de horas letivas; crescem as solicitações, as obrigações e as imposições; não tenho dúvidas que a educação, mais que a escola, se ressentirá num futuro próximo;
gostava de ouvir as consciências daqueles que, apenas por raiva aos socialistas, votaram nesta coligação, o que esperariam eles, que expetativas teriam e como se sentem...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

participação

um colega sindicalista do norte do país, dava conta no seu espaço no facebook da pouca participação dos professores, do envolvimento de apenas alguns para resultados em muitos;
os professores estão como o país e o país como os professores; não falamos na coisa porque, ao não falarmos, ignoramos a coisa, ao não nomear ela não existe e, assim, não nos preocupamos, não é problema; nada de mais errado; 
não sei se é generalizável mas, pelo meu cantinho dá para perceber como fingimos que não é com connosco, que não passamos aflições, que disfarçamos, assobiamos para o lado como se não fossemos vistos nem achados, como se este natal fosse igual a todos os outros;
nada de mais errado, espero que não seja tarde quando começarmos a agitar a malta

conhecimento

basta uma pessoa sair um pouco da posição em que está, seja ela qual for, para logo ficarmos a conhecer mais uns quantos episódios da série que nos levará às autárquicas do próximo ano; 
é engraçado, logo para mim retirado da coisa, conhecer como se movimentam peças e interesses, as pessoas são peões e os objetivos estratégias; como, no mesmo partido, se conduzem situações, se movimentam conhecimentos, se procuram protagonismos; 
meias palavras, é verdade, muito provavelmente pouco entendíveis para a maioria dos passantes, mas percetíveis para outros tantos;
olha, entendam-se...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

convocatória

não vou de fim de semana sem dizer que por estupidez ou simplesmente inveja do papel do senhor ministro das finanças e o pcp, por estas minhas paragens (arraiolos), faz exatamente a mesma coisa que o idiota do rei mago, chama-me estúpido e outras coisas que tal;
uma convocatória com 11 (onze) pontos na ordem de trabalho alguns dos quais mera brincadeira, é certo, mas outros a resvalar para os requintes da malvadez, é manifestamente de quem brinca às democracias, quem desfruta da representatividade dos outros, de quem tem mais que fazer do que aturar os chatos da oposição, de quem gosta, adora, viver em demagogia quando não mesmo em ditadura;
e a merda toda é que sei que, a experiência me o diz que se não forem um ou dois malucos, um dos quais sou eu mesmo, pois claro, a reunião em uma hora e pouco está terminada; 
perfeita falta de consideração, demagogia pura e, se não gostarem, não comam, mas têm de papar aquilo que cozinharam, ah pois têm...

chamem-me nomes

perante estas notícias
O presidente da Comissão de Recrutamento e Selecção da Administração Pública (CRESAP) disse hoje à Lusa que a meritocracia passou a ser a regra nas nomeações de topo na função pública, concordando que acabaram-se os 'jobs for the boys
o senhor certamente que ou vive num outro planeta, muito provavelmente nem sequer da nossa constelação, ou acabou de chegar dos confins do raio que o parta; 
chamem-me nomes que eu gosto, puta que os pariu, s.f.f.


farto

tenho de reconhecer que ando com muito pouca, ou mesmo nenhuma, paciência para muita da merda com que me rodeio;
desde as questões de política nacional, que despertam em mim o radicalismo ideológico algo adormecido, ao local em que se mantém panaceias de amiguismos, clientelismos e outros caceteiros, à lógica mais profissional onde a administração pública é desvalorizada e sacaneada os chefes valorizam a incompetência, o carneirismo e a acefalia como se, para além do senhor ministro das finanças, todos, mas todos, fossemos muito burros e parvos; os chefes, esses mesmos, são burros velhos feitos de bocados de nada e cheios de coisa nenhuma, receosos pela concorrência da jovialidade quando não mesmo da superior competência dos dependentes que procuram isolar como se de vírus se tratasse; não gerem, deixam andar como se assim ninguém os notasse, assumindo o seu papel técnico quando lhes dá jeito; 
neste início de século, no meio das crises que nos assolam, portugal redescobre o seu pior e mais mesquinho feitio coletivo, o da hipocrisia do fingimento, da soberba estupidez, da arrogância despudorada  da incompetência individual, da deslealdade sorridente, tudo embrulhado na por vezes até sofisticada crítica maledicente vazia de argumentos e cheia de fel; 
de quando em quando apetece-me mandar tudo às urtigas, à merda...

avaliação

publicada mais uma peça no edifício da meritocracia crateza, o regime de avaliação do ensino básico, o despacho normativo 24-A/2012
algumas notas depois de uma leitura, ainda que atenta preciso sempre de algum tempo para a digerir, aqui ficam as ideias mais diretas e óbvias;
manifesto referencial retórico assente na meritocracia, na horizontalização de procedimentos e organização escolar, na judicialização de processos (vejam-se os artº 17º a 19º), na prescrição da ação local e do professor;
autonomia e local são invocadas em apenas dois momentos e, ainda assim , condicionados por lógicas distintas, art 4 na referência ao regulamento interno e 20º no âmbito da autonomia - são processos e responsabilidades bem diferentes;
 afinal, acabam-se os planos de recuperação mas definem-se os planos de acompanhamento (artº 24º) e , ainda por cima, com referências aos serviços de orientação e psicologia que muitos agrupamentos, muitos mesmo, não têm; 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

recuperação

o público de hoje traz na capa que a partir do próximo mês de janeiro acabam os planos de recuperação dos alunos; 
inevitável à luz dos normativos que enquadram o currículo e a avaliação dos alunos; 
inevitável à luz da meritocracia defendida por quem de direito; há quem regozije com a coisa, outros perguntam sobre o que se segue, o que esconderá a medida; 
entre a inevitabilidade da coisa, serviram apenas, na lógica do então legislador, para que os docentes pensassem o aluno, definissem instrumentos de recuperação de apoio, se responsabilizassem as partes envolvidas, ou, do lado de alguns docentes que ouvi eram os símbolos de uma escola cosmética, exemplos do facilitismo, moengas para ocuparem o professor, é certo que há alguma razoabilidade no seu fim; não acredito contudo, pelo que conheço da gestão das escolas - por estas bandas, pois claro - que exista capacidade de pensar para além da ponta do nariz, ir além do que outros definem e determinam ou, antes pelo contrário e à boa moda sindicalista, defenderem o que agora acaba com unhas e dentes como se da bíblia se tratasse; 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

atentado

não consigo colocar comentários no espaço de um amigo destas lides, daqui lhe digo que concordo com a opinião - faltou mesmo uma bolinha vermelha; 
da reportagem de ontem da tvi destaco o não dito relativamente ao ensino regular público decorrente da legislação - tal como na pornografia, há sexo a mais e sentimentos a menos; 
por que não investigar das consequências do dito 13-A/2012 na vida profissional dos docentes, na organização educativa, nas dimensões organizacionais do insucesso, as suas implicações na dinâmica de trabalho de sala de aula, no rendimento do aluno, nos resultados escolares, nos desempenhos dos envolvidos; 
o tal despacho terá sido, mascarado de autonomia, um dos maiores argumentos naquilo que se pretende fazer à escola pública - privatizar, ainda que se privatizem os lucros e se estatizem os estigmas sociais; 
estamos, docentes e alunos, família e sociedade, a assistir ao caminhar sereno da escola pública para o buraco dos tempos, um regresso aos tempos do darwinismo social mascarado de mérito e meritocracia; 

bagunça

a avaliação de desempenho docente nasceu, nos seus diferentes momentos, torta e, assim sendo, tarde ou nunca se endireitará;
a confusão lançada por diferentes diplomas que procuram definir diferentes processos e procedimentos, articular diferentes momentos e diferentes situações são um caos de interpretação; acresce que o próprio ministério e muita das vezes as suas múltiplas estruturas, criam interpretações da interpretação interpretada aumentando a confusão;
é assim que estamos com a avaliação onde os professores são os últimos a serem ouvidos e há uns que gostam de ser mais papistas que o papa aumentando, ainda mais, a confusão e os índices de ansiedade do pessoal;
isto tá giro tá...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

da terra

tenho um alerta semanal no google alerts para referências sob o concelho de arraiolos;
já fiquei a saber que existem diferentes atletas de nome arraiolos entre outras coisas; agora fiquei também a saber que até em gaia, pese embora as notícias do passado dia 27, se fabricam tapetes;
sinais do que a câmara não tem feito...

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

diferenciação

não é a primeira vez que uma colega apela à diferenciação salarial entre docentes do básico e do secundário; 
não seria original, considerando que no período do estado novo existia essa diferenciação; decorria, nesse período, de duas ordens de razão, uma diferente formação (os do básico tinham dois anos de formação, os do secundário licenciatura) e diferentes conteúdos funcionais numa estrutura administrativa que diferenciava pela catergorização; apesar disso o reconhecimento social do docente, em particular nas zonas do interior, era em quase tudo idêntico; 
hoje o que se pretende da educação, da escola ou dos docentes; 
guerras perfeitamente desnecessárias ...

às sortes

engraçado que em tempos de azar o meu filhote tenha ido às sortes; noutros tempos - que me ultrapassam - os pais esperavam em casa com o coração nas mãos na expetativa do azar que calhasse em sorte ao seu filho; hoje esperamos apenas que o dia passe e o filhote regresse com algumas estórias para contar...

por arraiolos

os tempos que correm correm, em termos autárquicos, para o delta, para a foz, isto é, aproximam-se tempos de decisão; 
por arraiolos o senhor presidente chega ao fim, por força da legislação e com a mudança abanam-se consciências, sentem-se inquietações, os ratos, de muitos lados e dos principais partidos locais, sacodem-se na procura das melhores posições; 
mais do que por outros lados, a disputa por arraiolos vai ser complexa, multifacetada e desafiadora; para o pc onde alguns se colocam em bicos de pés, outros se retiram conhecedores da coisa e outros ainda ficam na corda bamba a ver para onde cair; para o psd certo da sua menorização local e autárquica; o ps poderá ir à descoberta do seu lugar, de arranjos locais e distritais que ultrapassam partidos e em particular a minha pessoa; por estas e por outras muito provavelmente não estarei na disputa, retiro-me e enviam-me para o sossego dos que, na primeira fila, observam a coisa... e há tanta coisa a observar que isto é um regalo...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

passos

da entrevista do pm retiro apenas as referências à área da educação, cortes, redução, despesa, propinas;
damos passos atrás, querendo esta gente convencer-nos que estamos a ir em frente - não estamos e, mesmo que possamos ir em frente, é para o buraco; 
este ano bissexto tem sido uma merda mas o próximo não se afigura melhor; desbarata-se o estado social e continuamos a pensar que assim é que tem que ser, que é inevitável (pela dívida doutros, pela falta de alternativas, políticas e pessoais), que morrer seria pior; 
nada de mais errado e que tudo o que se diga, enquanto justificação ou racionalização, mais não são que pregos no caixão do estado social; morto não seria pior, que me enterrassem, vivendo assim sobrevive-se e mal;
este ano, ao nível legislativo da educação, foram produzidas um conjunto de orientações que deixarão a escola, e os professores em particular, de língua de fora quando chegados ao final do ano; mas são apenas os alicerces do que se pode perspetivar: cheque ensino, redução de quadros docentes, mobilidade docente (interna e externa), mais agregações (paralelismo à saúde, uma administração para mais que um conjunto de escolas), afunilamento curricular com predomínio das "disciplinas estruturantes", maior uniformização pedagógica pelos exames, maior seriação dos alunos e mais cedo com a definição de caminhos duais a que chamarão vocacionais mas mais não será que uma "seleção" (alguns dirão natural, uma merda), taxação (entre plafonamento e/ou propina) do ensino (dúvido que seja apenas no secundário), maior dependência aos resultados escolares na clara afirmação predatória do interior e do pequeno; 
não é meter medo, nada disso, não é anunciar o papão, não senhor, é reconhecer um caminho e que a maioria decida se o quer trilhar por que muitos do que votaram foram enganados e o homem mentiu com todos os dentes que tinha na boca - o pec IV que chumbaram era santo ao pé disto que nos espera...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

perfeito

hoje não foi um dia perfeito, à boa maneira tuga, talvez amanhã, talvez um dia..

espaço

a educação, a escola em particular é o meu mundo, um espaço sob o qual tenho, aparentemente, algum domínio, algum controlo; mesmo que seja apenas na aparência e seja ela, a escola, a exercer e a determinar o total domínio sob o meu ser, gosto da coisa, da escola, das pessoas, mesmo quando me magoam, mesmo quando são feias, porcas e mesquinhas, gosto, pronto, sei lá porquê, talvez por que me faça sentir o tempo de estudante, da qual não tenho saudades, jovem, que não tenho o mínimo interesse em regressar; talvez pelos olhares, pelas perspetivas que cada qual coloca na coisa; talvez goste pela frieza e pela crueza pura e singela dos miúdos, dos alunos, dos estudantes nas suas afirmações, nos seus adizeres; 
foi tudo isso que ontem me levou a sair de casa e a participar numa coisa onde os pensantes e mandantes faltaram; conversa, política e partidária, sobre educação; foi uma conversa deveras interessante onde, para além do debate, dos contributos e da participação de muito boa gente deu para perceber que, sobre educação, todos temos a resposta, a solução; alguns de caráter prescritivo, outros nem por isso, mas que nenhuma proposta irá agradar a todos, disso não tenho dúvidas...

coisas da escrita

ando assim a modos que... talvez dos dias, do tempo, da idade, do raio que me parta, mas ando...
opto, neste estado, por não escrever, por vezes limitar-me a estar por aqui, por este lado da blogosfera e evitar espaços manifestamente mais concorridos, mais frequentados, a escrever coisas de nada, simples divagações de modo a não chamar os bois pelos nomes; e ser mais um no meio dos outros todos; 
de quando em quando até me apetece deixar este espaço de alguma modorra e ser um pouco, apenas um pouco, aquilo que sempre fui, algo destemperado, de palavra fácil e argumento ágil, desbocado, mesmo; particularmente quando penso naquilo que defendo, deixar-me de lamurias e ir à luta; e a luta hoje faz-se, como quase sempre, de palavras, escritas ou ditas, de dizer que esta merda está uma merda e parece que a culpa, como quase sempre - excepto talvez na dívida pública - não é de ninguém, que este é o único caminho, como se mesmo entre a espada e a parede não existisse alternativa entre um ou outro; 
empobrecemos a olhos vistos, mas esperamos para ver como irá ser o recibo de... fevereiro; aí é que irão ser elas, até lá... logo se vê; enquanto profissionais deixamos de ter paciência para as relações que temos, para os miudos, para os colegas; regista-se um destempero fácil, alguma impaciência, quando não mesmo intolerância a raiar a fricção; o volume sobe nas aulas, uns falam outros gritam, uns gesticulam, outros apontam qual arma em riste; não registo grandes conversas, mas negociações, não nos ouvimos, berramos; gritamos como se fosse argumento útil, válido, não é; 
até nos miudos se nota a efervescência dos dias e dos tempos; as brincadeiras são mais rudes, imprevistas e intempestivas, o som mais alto, os gestos mais rispidos, há menos sorrisos,mais rápidos e mais secos, as crianças crescem mais depressa, são obrigadas a isso;
como seremos no próximo ano, como reagiremos há medida que a tensão cresce e se sente não apenas no bolso, não apenas no fim de cada mês mas no dia a dia, nas relações familiares e delas para as profissionais e sociais; como reagiremos quando percebermos que o estado previdente não assegura nem um cagagésimo daquilo para a qual trabalhamos; como iremos reagir quando percebermos que não são apenas os outros os alvos da gula devoradora do gaspar e que o gaspar não é rei e menos ainda mago...

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

autonomia

a propósito do parecer do conselho nacional de educação relativamente ao processo de autonomia das escolas e agrupamentos de escolas duas breves notas, depois de uma leitura na diagonal;
a autonomia não se decreta nem se delega, isso é constatação há muito assumida; dentro desta ideia, a autonomia exerce-se é assumida pelos protagonistas locais em função das ideias que se implementam, dos objetivos que se desenham, da ação do coletivo; para esse efeito necessita-se de perceber e conhecer quais os límites da responsabilidade que se pode e deve assumir em função dos espaços de autonomia; entre o exercício da autonomia e a assunção de responsabilidades por parte dos atores locais a minha experiência diz-me que se costuma ir pelo lado dos interesses mais imediatistas e, quando se alargam estes espaços de autonomia, há quem procure cercear, qual funcionário público zeloso, as suas margens de ação; 
finalmente nunca foi revogado o famoso "decreto da autonomia" o decreto-lei 43/89 de fevereiro desse ano; mais que qualquer outro é este que configura as balizas da autonomia; configurar aqueles que dele dependem (no caso presente o decreto lei 137/2012) sem mexer nas suas origens é acertar os retrovisores quando o problema está no motor;

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

agradecidos

perante as notícias e em face da constatação da coisa, teremos de estar agradecidos - como alguns nos querem fazer crer - pela simpatia, amabilidade e disponibilidade dos senhores da troika; 
como se não fossem, também eles e talvez em primeira instância, interessados no preço praticado; como se não fossem eles a determinar o preço praticado;
este agradecimento apenas me faz lembrar os chás caritativos de alguns setores sociais...

terça-feira, 20 de novembro de 2012

faces

pela biblioteca da minha escola, por onde me encontro, dou com um título de há perto de vinte anos, editado pelo ministério da educação era ministra manuela ferreira leite; dá conta de uma outra face da escola, outra relativamente à ideia e à face que então circulava, marcada que era pelo descontentamento, pela falta de recursos e de condições, pelo insucesso, abandono e absentismo, pelos cortes que a tutela implementava a tordo e a direito; 
a questão que coloco é quantas faces constituem a escola? que faces tem a escola?
faço a questão e adianto uma resposta, a minha, afirmando que a escola tem tantas faces quantos os rostos que a compõem, de alunos, professores, funcionários, pais, munícipes, parceiros;
são faces que oram reluzem de esperança e contentamento, como se contraem na expressão da dúvida, da ansiedade, do trabalho;
são faces de nenhuma moeda, pois não são apenas duas, mas muitas as faces qual poliedro por onde perpassam sentimentos e sentidos, dúvidas e anseios, esperanças e receios; 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

cinza

o dia está em tons de cinza, do cinzento que cobre o céu;
confesso que já gostei mais destes dias; mesmo quando por casa apetecem-me outros tons, mais quentes;
não sei se será da idade, se do tempo se apenas por vontade do espírito;

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

espera

pelas restantes capitais de distrito alentejanas já há fumo branco; 
e em évora...

rescaldo


fiz greve; preciso do dinheiro, como todos, ao fim do mês, mas fiz greve; dizer que preciso do dinheiro é uma evidência, mas é também uma atitude individual, remete para o particular aquela que é e deve ser uma luta coletiva, ao fazer greve alinho com o coletivo, deixo de lado os individualismos particulares; 
não entro em balanços de números, muitos, poucos, antes pelo contrário; quem faz greve são pessoas, por convicções e ideias, por interesses que vão além do mero umbiguismo e que partilham o coletivo colocando em causa o individual, o custo de cada um; 
foi dia algo violento, as televisões andam parcimoniosas nas notícias, mas a net não deixa mentir; quem semeia ventos colhe tempestades, é um risco...

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

dia e noite

em tempos de luta e perseverança um toque que divide entre a noite e o dia, entre a luta e a opressão, a defesa e a intransigência dos tempos;

EM GREVE

ah pois é, estou de 
GREVE
contra:
as políticas que me roubam no fim de cada mês
me atrasam a vida
me moem o juízo
roubam o futuro aos meus filhos, 
tornam incerto o nosso presente
desbaratam a escola pública
destroem o Estado social
despedem professores
tornam precários os vínculos adquiridos
retornam à saudade passadista
querem fazer crer que mais vale pobrezinho e honesto 
nos impõem o caminho único 
a falta de alternativas

estou de GREVE

terça-feira, 13 de novembro de 2012

pitada de sal

o sal deve estar presente na gastronomia, sem excessos; 
dei com este produto, numa simpática e transferível opinião sobre o aparentemente cessante presidente do município de montemor-o-novo; 
simpática porque, aparentemente, não deixa de veicular a opinião e o sentimento de gratidão - não sei se por quem cessa se pelo desempenho cessante; 
transferível porque não deixa de ser adequada a arraiolos e ao presidente deste município, jerónimo loios; já não é tão adequada ao seu vice-presidente, de acordo com o protagonismo que lhe foi outorgado uma perfeita nulidade; o mesmo já não se poderá dizer da vereadora, será???
mas isto sou eu a divagar, pois claro...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

valorização

enquanto o ensino profissional for ou não deixar de ser um qualquer parente pobre do sistema educativo, duvido que as metas, algumas delas ambiciosas, sejam cumpridas; 
para além da necessária valorização do sistema profissional, não como degenerescência do sistema regular, mas em clara complementaridade, torna-se ainda essencial não esconder o gato deixando-lhe o rabo de fora, isto é, não pode ser uma panaceia ao desemprego jovem, nem formas mais ou menos simplistas de prolongamento (algo forçado) da escolarização;
o ensino profissional tem de ser uma alternativa, complementar, ao sistema regular; deve permitir a dupla opção no seu final, a continuação dos estudos ou a integração no mercado de trabalho; deve ainda permitir a permutabilidade entre áreas e não serem excessivamente estanques umas das outras nem entre o ensino profissional e, se assim se entender, o ensino regular; não deve ser visto nem considerado com de segunda pois o regular manifestamente não é de primeira; 
e não é o sistema de ensino profissional que precisa de ser revisto, é o dito regular que precisa de ser repensado, quer em organização, quer em currículo...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

refundação

cá querem a refundação do Estado, por outras bandas são mais parcimoniosos e apenas se apela à refundação da escola;
esta refundação, pegue-se-lhe por onde der, diga-se o que quiser, faça-se o que se pensar, é uma necessidade senão mesmo uma inevitabilidade; 
a escola pública - e não se entenda aqui por exclusivo estatal - tem de criar mecanismos de apoio e compensação educativos, de integração social e profissional, de definição de projetos pessoais, de articulação entre esferas de ação (escolar e profissional, sem dúvida, mas também sociais e culturais, entendendo a educação como um dos elementos culturais de desenvolvimento económico), de apoio a elementos com necessidades especiais ou simplesmente diferenciadas; o próprio trabalho docente tem de ser repensado, no sentido de ir ao encontro de alternativas, de uma maior flexibilidade profissional e concetual, de maior adaptação e integração, de articulação e colaboração - mas não pode nem deve ser entendido como pau para toda a obra (como tem acontecido, por parte de docentes e da tutela); 
o como não é o busílis da questão, está muito dependente de cada contexto, dos seus recursos, dos seus objetivos; regulamentar em excesso é cercear capacidades, por defeito limitar competências; 

regulação

um dos meus elementos de regulação profissional são os meus filhos; oriento muita da minha prática por aquilo que dizem da sua relação com os professores; o objetivo é simples, fazer-me entender, tornar mais claros procedimentos, regras, orientações, critérios de atuação;
tal situação leva-me, algumas das vezes, a fazer coisas de maneira diferente, a assumir o aluno como um parceiro de trabalho e não o mero objeto da ação educativa;
tenho pena que outros, também pais e mães não façam ou não pensem o mesmo, levem em consideração o que os filhos dizem;
isto a propósito de uns crómios docentes entregarem um teste com banalidades e generalidades como elementos de correção, onde apenas eles, os crómios, são conhecedores dos critérios de avaliação e de classificação; mas enchem a boca que tudo é claro aos professores, é a alguns professores, pois nem eu, da área percebo a coisa, e não é aos alunos nem aos pais dos alunos;
pôem-se a jeito, pois claro...

autonomia

diferentes jornais e com insistência em rádios e televisões as notícias dão conta de crianças a passar fome nas escolas;
primeiro, elas não passam fome nas escolas, passam fome em casa e trazem-na para a escola, já presenciei e apoiei algumas dessas situações;
segundo, área deveras interessante para opercionalizar a autonomia, caso ela não fosse mera e simples retórica, deixem as escolas, os agrupamentos, as pessoas da direção tomar conta do que se passa, agilizar procedimentos que permitam minimizar ou enfrentar estas situações, não é necessário regulamentar a coisa - a não ser com o objetivo de veicular o assistencialismo tão caro a uma direita pacóvia e bafienta;
entre muitos exemples este é mais um onde o local decide e atua bem melhor se fora das garras procedimentais da tutela;
mas compreendo, mas não aceito, a lógica assistencialista e algo miserabilista com que nos querem brindar, qual governo de salvação dos coitadinhos;

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

agregação

não são apenas as escolas que se agregam, também e por propostas de simples tugas nacionais (talvez por falta de "especialistas" internacionais), as freguesias se agrupam, independentemente da opinião ou dos pareceres locais;
por arraiolos a assembleia municipal pronunciou-se contra a agregação (ou extinção) de freguesias, onde defendi que o documento apresentado pelo pc aponta ao passado e não ao futuro, fica à espera da desgraça e não cria nem promove alternativas; independentemente dessas circunstâncias surge a "proposta" (só para rir, pois claro) de agregar s. gregório e stª. justa e s. pedro e sabugueiro; de 9 passam-se a 7 freguesias (que o documento considera de início);
no nacional eles que se entendam, por arraiolos estou certo que, há semelhança de vimieiro, a câmara criará um espaço municipal para atendimento; 

dual

bem que começaria, qual dual qual carapuça...
mas pronto
perante as notícias referente às opções das políticas educativas coloco duas questões:
os alunos escolhem ou são orientados para a escolha;
qual o papel dos professores e a sua articulação com formas complementares de formação;
pela comunicação social, pelos fazedores de opinião e mesmo por algumas salas de professores, até parece existir um certo consenso em torno deste sistema dual; ninguém reparará que é o regresso ao ensino técnico e ao liceal? ao ensino para uns e ao ensino para os outros, sejam eles os ricos, burros ou desinteressados? que até os parvos da ocde consideram desadequada a opção? são as coisas engraçadas da relação entre política e conhecimento, os técnicos internacionais da troika até dão jeito na reorganização do papel e das funções do Estado, venham eles, os parvos da ocde são parvos deixem-nos ao longe...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

diário

este meu cantinho e os outros que se acrescentam são, para todos os efeitos, uma forma de diário; diário sobre mim mesmo mas, acima de tudo, sobre aquilo que me rodeia, o meu mundo e, nesse, o da educação;
acho engraçado ir atrás e ver o que escrevi sobre isto ou sobre aquilo, a repetição de temas, de abordagens, a irritabilidade que sinto sobre alguma coerência do meu pensamento, os afazeres, preocupações, entre outros;
no meio de uma revista referencio um tema que considero absolutamente maravilhoso, os dários de aula;

terça-feira, 6 de novembro de 2012

maningâncias

maningâncias, teimosias, coisas esquisitas e de difícil rotulação;
as escolas foram agrupadas por vontade de algo, disposição de alguém e conivência de quem de direito;
coexistem no processo e num mesmo agrupamento, dois pedagógicos, dois conselhos gerais uma comissão administrativa; os documentos precisam de ser aprovados num e noutro dos palcos;
sucede que um mesmo documento, por mero acaso estratégico à ação educativa e aos apoios educativos, foi aprovado num dos lados e recusado no outro;
e agora? quem desempata? 

prioritário

parece, segundo se sussurra pela sala de professores tanto da escola de riba com da de bajo, que houve - ou há - uma proposta do agrupamento cá do ge passar a território educativo prioritário; 
bom ou mau ou antes pelo contrário?
não sei, qual será a intenção, o objetivo? é instrumental ao agrupamento ou funcional à tutela? ou seja, a quem interessa a coisa?
concordará o município ou o conselho municipal de educação ser rotulado de prioritário, ao qual está associada uma conotação pejorativa? 
que áreas se intervenção se definem, que dimensões de ação se equacionam?
isto de serem os pensantes a decidir para que os demais papem sem interjeições tem muito que se lhe diga; mas eu não digo nada...
uma dupla proposta oriunda dos tempos difíceis italianos, os presentes tal como os nossos;
primeiro, passar a designação de ministério da educação para da instrução; não é novo, menos ainda original mas,  provavelmente,  mais adequado aos tempos que correm
segundo e pode inviabilizar a proposta anterior, acabar simplesmente com a coisa; afinal em tempos eramos bem mais ignorantes e sobrevivemos, no meio de uma ditadura é certo, mas sobrevivemos;
a brincar a brincar...

futuro

hoje é dia decisivo para os estados unidos como, um pouco e de diferentes modos,  para o planeta terra, dia de eleições;
apesar de mais parra que uva há um conjunto de medidas de política económica da administração obama que teimam em dar resultados, mas que poderão ser um balão de salvação para muitos, incluindo tuguinhas;
do outro lado, romney será a outra face da senhora merkel, porventura mais grave e mais hediondo que com w. bush, o que não augura grandes futuros;
para onde penderá o voto, qual a posição dos nossos tuguinhas que apoiam a (des)governação de nós mesmos?

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

dinâmicas

com o aumento do número de turmas por professor, o aumento do número de alunos por turma pergunto como é possível manter o tradicional teste? que pachorra existe e resiste a ver 100, 150 ou 200 testes como é o caso de muitos docentes; 
a manter esta dinâmica o aluno é um ponto no processo de trituração da escola, o professor um operário classificador e a escola algo como... um triturador, pois claro...