sábado, 5 de fevereiro de 2011

sol e azul

dia bonito, com sol e muito azul no horizonte;
ficar por casa não foi a vontade, optei por andar de volta da courela, moto-enxada nas unhas e vá de andar de um lado para o outro até que a gasolina se acabou;
ainda assim aproveitei a nesga de bom tempo que se afirma e andei a podar árvores;
é cansar o corpo, pois a cabeça, essa, já deu o que tinha a dar...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

política

que é fim de ciclo que se trata parece que é de consenso, ainda que varie o tom, entre a boca pequenina e as expectativas que foram criadas e algumas alimentadas;
que tudo aponta para que o tempo socialista tenha chegado a um ponto de indecisão e se regresse ao confronto eleitoral tudo assenta na dúvida do quando e do como;
contudo, nem tudo é mau, nem tudo deve ser diabolizado; talvez os fazedores de opinião possam falhar, pelos prazos, pelas condições, pelos desejos; como se devem aguentar expectativas e não criar castelos no ar;
o que faz falta, nesta altura, diz respeito à política, à capacidade de apresentar ideias, defender opções, justificar orientações, ouvir as pessoas, trocar argumentos, alimentar ideias; coisa que tem sido pouca e muito fraca, seja no nacional, seja no regional, onde, entre uns e outros, se denotam interesses instalados e que condicionam, ou procuram condicionar a acção;
se existir mais política, no pleno sentido grego do conceito, estou convencido que este fim de ciclo se prolongará;
resta saber se é um estado comatoso recuperável ou se final, o tempo o dirá...

stresse

reconheço que gosto de algum stresse, da pressão de ter coisas para fazer, calendários para cumprir e sentir essa pressão sobre mim;
faz-me trabalhar, obriga-me a organizar as tarefas, a priorizar as acções, a definir objectivos;
como alentejano que sou quando não tenho coisas para fazer, ou elas são poucas e se estendem pelo tempo, relaxo, não ligo;
agora quando a pressão é excessiva, o físico já se começa a sentir;
ando em stresse com o meu trabalho, pedi mais um ano de prorrogação, aguardo resposta, mas envolvo-me naquilo que me falta e, como consequência desta pressão, também a tensão sobe, ando tenso, mais irascível, mais inconstante, o humor ressente-se;
é de stresse e este não é lá muito bom, mas terei de o aguentar, pois claro... 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

reorganização

a possibilidade de se rever o mapa municipal nacional é, entre ousadias e temeridades, qualquer coisa que provocará discussão, conflito, confronto, uma arrumação entre bons e maus;
por um lado, ninguém, ou quase ninguém, coloca em causa a necessidade de se repensar o mapa autárquico, manifestamente desadequado dos anos 60 altura em que aquilo que temos foi criado; o crescimento urbano, os desquilibrios interior litoral, norte sul, urbano e rural ditam a necessidade de se repensar esta realidade que terá de ir muito além do que pontualmente tem sido feito com a criação de concelhos ou freguesias;
contudo e por outro lado, tenho sérias dúvidas que se consigam arranjar pontos de consenso ou sequer de equilíbrio, pois ninguém aceitará mudar;
ficarei atento, defensor que sou da reorganização do mapa de portugal...

insinuações

progressivamente, fruto das vontades de acesso ao poder, começam-se a vislumbrar as linhas de orientação de política educativa dos concorrentes;
já nem falo dos debates televisivos, basta tomar em conta notícias, como esta, ou comemorações como ontem tive oportunidade de participar aqui pela minha terrinha;
se, no meio das confusões até podem existir algumas boas ideias, o certo é que se corre o sério risco de se descambar no liberalismo do mercado onde o Estado apenas é sal diluído no mar;
comecem-se a perspectivar as alternativas, pense-se naquilo que se tem e naquilo que se quer;
aquilo que se insinua por entre conversas e discursos é um retomar de políticas que certamente irão destacar algumas dores profissionais;
se de crescimento, se de consolidação, isso é o que se verá...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

socialismo

inevitavelmente ao fim de praticamente 6 anos de governo, a imagem do ps, do primeiro ministro e do partido que apoia o governo estão desgastadas;
sou defensor de mexidas no governo, no sentido de se ganhar uma outra dinâmica, um novo vigor;
mas, para além disso, torna-se essencial que os protagonistas socialistas desçam do seu pedestal e se faça política;
política de proximidade, que se evite o autismo, que se oiça este povo que paga crises e se sente preso ao destino; que se sejamos capazes de mostrar as diferenças, pois elas existem, se afirmem alternativas e se façam apostas marcadamente sociais, a imagem de marca do ps que tem estado senão esquecida, pelo menos pouco visível;

afiados

apesar de alguns dos discursos pós presidenciais procurarem destacar que não é de acesso ao poder que se trata, as notícias, nuns e noutros dos jornais, tratam de dizer o contrário;
é de facas afiadas que se trata, de acesso ao poder;
e não fico surpreendido, de um lado, à direita, ou do outro, no ps, o que se procura é o poder, saiba-se jogar a democracia e todos teremos a ganhar com isso;

frio

hoje, último dia do mês de janeiro, aberta a porta da rua e o cenário era branco;
uma geada daquelas de fazer estalar os ossos, um frio gelado;
e ainda não aqueci...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

professor

encontrei o texto num blogue brasileiro;
vale a pena pelo caso sério que revela...

O PROFESSOR SEMPRE ESTÁ ERRADO


Quando...
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um "coitado"
Tem automóvel, chora de "barriga cheia"
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta às aulas, é um "Caxias"
Precisa faltar, é "turista"
Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara dos alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.


A prova é longa, não dá tempo.
A rova é curta, tira as chances dos alunos.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "lingua" do aluno, nao tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".
É, o professor esta sempre errado, mas,

se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!
Parábens a todos os nossos grandes professores.
Fonte - www.portaldafamilia.org

análise

os dias seguintes às eleições, àquelas que ocorreram ou a quaisquer outras, são dias interessantes para ouvir os comentários, a análise, a avaliação que uns e outros fazem, nos cafés, no local de trabalho, enquanto se espera pelo autocarro ou pelos filhos à porta da escola,
são inúmeros adizeres que ou repetem o que por outros foi dito, ampliando e amplificando discursos e disseminando ideias sem nada acrescentar, ou, simplesmente, criticam o sistema, os políticos, o país, tudo e todos menos eles mesmos, impolutos que são das suas convicções; 
sentarmo-nos numa mesa de café e ouvir as análises eleitorais é escutar um país que se sente magoado, triste, senão mesmo revoltado, amargurado; um país que tem aparecido muito pouco na voz e nos discursos dos políticos nas soluções possíveis;
e políticos e partidos têm de se saber reposicionar perante estes analistas, pois muitos já fazem mais parte do problema do que da solução e isso é grave, muito grave em democracia...

estórias

ontem foi dia de vista, concretamente uma manhã, à capital;
objectivo, tratar de procedimentos administrativos nos serviços comuns do instituto;
foi uma manhã repleta de pequenas estórias - para um quotidiano contar;
primeiro, os serviços comuns, fruto da reorganização, encerram à terça de manhã; ups, e agora; lá me insinuei por entre o segurança e a porta e perguntei como seria, ainda por cima vindo de fora; felizmente há civilidade, aceitaram-me os papeis, tratei do processo e regressei cheio de contente; vá lá;
depois, ao descer a avenida, páro para me perguntar onde comer qualquer coisa, de repente um violento estrondo que me obriga a encolher institivamente; mesmo à minha frente, a dois três metros de mim mesmo, um carro parou e quem o seguia atrás não; resultado, frontaria destruída, traseira embutida;
aproveito, tomo café e troco uma nota, pois precisaria de trocos para o eléctrico; conto o dinheiro certo enquanto espero; assim que o amarelo chega entro e... surpresa, o dinheiro não chega, esqueci-me dos aumentos, só me restam duas situações, ou desço na próxima paragem ou arrisco, passa a primeira e arrisco, passo a segunda e arrisco; mas não tenho feitio para prevaricar, saí na seguinte e lá fiz uns quantos metros a pé; mais aliviado, mas tenso pela idiotice;
foi um quotidiano diferente, uma ida à capital... estórias

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

eleições

apetecia-me dizer sem comentários e ficar-me por aqui;
tá tudo, ou quase tudo dito e dissecado;
contudo, duas notas curtinhas;
resolveram-se dois problemas, um à esquerda, com a ultrapassagem de alegre, um à direita, o fantasma de cavaco fica a pairar mas sem determinações no seu partido;
mas criaram-se outros, a inexistência de futuros candidatos, terão que ser criados...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

coisas

coisas e contradições e simples opções;
há dias a ministra da educação inaugurava uma escola no interior alentejano;
espaços amplos, coloridos, de encher o olho;
mas há quem diga que mais valia terem construído um lar para os velhos do que uma escola para os novos;
alguém retorquiu que o lar está em construção e de pronto ouviu o comentário, para quem, não cabe lá ninguém;
ficamos sempre a desejar mais, outra coisa, de maneira diferente;
são coisas, pois claro...

pois

já disse onde votarei, para não haver dúvidas, mas, agora que a campanha termina, duas notas soltas;
foi chocha a campanha, pouco empolgada, muito restringida ao boneco televisivo onde, os profissionais, conseguem fazer quase maravilhas;
quero acreditar na segunda volta, com alegre ao lado de cavaco, mas não tenho grandes esperanças; o povo é o que é a lógica colectiva sempre se tem imposto a fazedores de opinião ou a simples processos de racionalidade;
mais cinco anos de cavaco vai ser duro, primeiro porque não tenho grandes dúvidas que muitos se colocarão à sua sombra, depois porque eles mesmo quer ganhar um espaço que há muito está esgotado, depois ainda porque se sentirá que há um governo em belém e outro em s. bento;
e logo cavaco que defendeu os funcionários públicos, os servidores do estado, logo ele que defendeu em tempos, pois claro, o seu extermínio;
é o que temos, e pronto... pois...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

presidenciais

na recta final da campanha presidencial o assumir de uma posição que defendo há muito;
voto manuel alegre;
não por seguidismo político, nem por oposição - ou contraposição - ao que ou quem quer que seja;
cavaco representa para mim tudo aquilo que o antigo regime nos legou, hipócritas na abordagem política, comezinhos na pobreza, conservadores arreigados de tradições decrépitas, homens másculos na afirmação das suas fraquezas;
os demais pouco mais muito obrigado;
a democracia não estará em risco, mas assentuar-se-á, isso garantidamente, a vontade das instabilidade políticas, o acesso ao confronto mais óbvio e menos simpático do poder;
vamos ver o que dá e se será suficiente para a segunda volta - o que tenho dúvodas, mas pronto, somos o que somos...

capa

em dias de crise, de campanha eleitoral onde se fala muito e se discute pouco, dos apertos e dos constrangimentos financeiros do Estado e das famílias, de revoltas e manifestações, é bom que apareça uma capa em contraciclo;
uma capa que apela a um esforço que, nos tempos que correm e fruto de muitas coisas, é um esforço quase que titânico;
mas vale a pena, estão de parabéns...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

arbitrariedade

se há coisas que me incomodam e que mexem com os meus figados, uma diz respeito à arbitrariedade na gestão da coisa pública;
reconheço que não me incomodam as questões de política, as opções por vezes manifestamente isto ou aquilo, desde que sejam orientadas pelos mesmos critérios, ainda que para diferentes situações;
agora ajuizar de acordo com conveniências aí, desculpem lá, não me aguento e não consigo fechar a matraca;
faz parte de uma observação que de quando em quando ouvia aos miúdos, na sua imensa sapiência ingénua, de falta de justiça;
tratar sob critérios diferentes situações que até são idênticas, desculpem lá mas não;
fico a aguardar os desenvolvimentos e, como é meu hábito, não irei ficar calado;
afinal, quem defendo até não é da minha cor, apesar de benfiquista...

consequências

perante as notícias e os apontamentos que dão conta do descontentamento de muitos dos directores, há duas ideias que se podem afirmar;
por um lado, uma acção conjunta e colectiva, situação que poderá desencadear alguns sentimentos, por vezes não muito abonatórios, para os senhores directores;
outra diz respeito a reacções individuais, talvez pontuais, daqueles que até não se chateiam de regressar às aulas, fruto do seu plano de acção se encontrar senão comprometido, pelo menos seriamente condicionado - afinal não deixa de ser uma alteração de regras a meio de um jogo para o qual apresentaram propostas e planos;
dentro destes dou conta de uma demissão na zona; director/a perspicaz e de sentido estratégico, opta por deixar o barco - com argumentos perfeitamente pertinentes, que me deixaram sem palavras de contra-argumentação, logo eu que estimo e prezo a pessoa;
são as primeiras consequências, se ficam por aí... a ver vamos...

domingo, 16 de janeiro de 2011

alternativas

de acordo com os fazedores de opinião, são sérias as hipóteses de irmos a votos ainda este ano, como sérias serão as hipóteses de reformulação quer do governo, quer das políticas;
em termos educativos, quais as alternativas, é uma das questões que deve ser colocada;
não partilho a ideia que para pior basta como está; também não defendo o simples voto crítico onde a emenda pode ser pior que o soneto;
em que ficamos;
há várias perspectivas que coloco em termos de mudança de governo, entre elas a escola instituir-se como centro de custos, tal como já acontece na saúde, segurança social e no ensino superior; a abertura da gestão escolar aos não docentes, como perspectivo uma maior centralização das políticas educativas, ainda que alicerçadas no chavão da autonomia; se existir alguma estabilidade, acredito também na reformulação dos grupos de recrutamento, na gestão por objectivos (reforço das metas de aprendizagem); o fim de alguns projectos assentes no reforço dos resultados de aprendizagem e o aparecimento (melhor, na generalização) de outros;
e isto são meras perspectivas, que deixo escritas para depois ver o que acontece... o tempo o dirá...

directores

as notícias, progressivamente, revelam o que pode ser uma ponta do icebergue - o descontentamento dos directores das escolas públicas;
o motivo tem sido alicerçado nas compras, mas é revelador de mais, de muito mais;
até há pouco os directores tinham sido dos poucos docentes a passar um pouco ao lado das circunstâncias; 
ultimamente têm sido eles o alvo de várias políticas - desde as metas de aprendizagem, à avaliação quase siadap, passando por todo um conjunto de exigências que abordam a gestão escolar tem sido uma roda viva;
fruto do descontentamento há diferentes hipóteses que se colocam, ou se reformulam nos modelos de organização, que muitos pura e simplesmente não fazem ideia, ou é aberta a hipótese de os gestores não serem exclusivamente docentes;
depois não digam que não somos nós, docentes, a fazer a cama onde nos deitamos...

sábado, 15 de janeiro de 2011

compras

esta notícia dá conta do descontentamento dos directores;
é, por si, contraditória; a centralização das compras permite ganhos significativos, contudo perde-se a dimensão local, até há pouco muito apoiada nos serviços existentes para sobreviver;
pretensamente ganha-se em clareza e transparência - eu comecei por escrever, pretensamente - perde-se em capacidade de resposta, na sua adequação, ou seja, o que se pode ganhar em eficácia pode-se perder em eficiência;
mas fica uma coisa evidente, é que há perguntas a mais onde faltam respostas e hoje, sorrateira e paulatinamente, a escola transforma-se em centro de custos à custa daqueles que lá estão...

resposta

o miguel levanta a dúvida, procuro, por este mesmo meio, trocar ideias, sem que nenhuma possa ser uma resposta definitiva e fechada, pois considero que não as há neste domínio;
primeiro se alargamento = intensificação, não; considero é aquilo que pode e deve ser equiparado a trabalho lectivo deve ser alargado e não circunscrito à sala de aula; há inúmeras funções, tarefas e acções que desempenhadas por docentes em contexto escolar podem e devem ser equiparadas ao serviço lectivo; por exemplo, agora que se apela à transferência das fontes de financiamento para alçada do poph - fundo social europeu (CEF, TEIPs, cursos profissionais), o trabalho aí desenvolvido podia ser considerado lectivo; o trabalho em clubes, desde que avaliados e devidamente justificados, e não apenas para entretém de meninos ou docentes, podia ser considerado trabalho lectivo, acresce que é o próprio ministério a propor, apresentar e pedir às escolas que integrem projectos, que desenvolvam acções; 
globalmente direi que diferentes acções que possam colaborar no reforço e consolidação dos resultados, primeiro das aprendizagens, depois escolares, podiam ser considerados trabalho lectivo;
este alargamento já foi possível, desde que não encarecesse o funcionamento da escola; 
retirar esta dimensão é querer fazer omeletes sem ovos;

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

estratégias

entre revoluções, grandes ou pequenas, com muitos ou poucos danos colaterais, há duas ideias quanto à escola que se são necessárias equacionar em tempos revoltos;
uma assenta nos modelos de organização da escola; organização seriamente dependente do trabalho docente, onde, muitos, são pau para toda a obra que por ali se manifesta e expressa; e estes modelos, apesar de não serem rígidos, dependem excessivamente do trabalho de professores, se não há docentes disponíveis, em número ou vontade, o trabalho escolar ressente-se imediatamente;
uma outra diz respeito ao trabalho docente, muito relacionado com o anterior; o trabalho docente tem estado excessivamente circunscrito ao espaço de sala de aula, se é certo que é aí que se trabalham resultados, também é certo que muito do trabalho necessário para esse efeito decorre do que é feito fora da sala de aula; e desde os idos anos 80 do século passado que todos, todos os ministros da educação têm procurado mexer nessa componente, uns sorrateiramente outros de forma mais deliberada;
no entanto torna-se essencial equacionar a ligação entre os processos de organização da escola, hoje cada vez mais virados para os resultados e para toda uma componente administrativa, com o trabalho docente sabendo que sem docentes não há trabalho escolar que nos valha;
precisam-se de estratégias e elas, a este nível, não estão na escola...

riscos

para quem ainda não se tenha apercebido do que aí vem um breve apontamento em jeito de notícia:
poderá não ser pequena a dita, com implicações sérias no modelos mais tradicional da escola sem que existam grandes alternativas em termos de regime, fucionamento ou organização;
e no meio desta revolução noto algumas incoerências, quando não mesmo contradições;
as políticas educativas, aquelas que visam a escola na sua organização, vão em sentido manifestamente contrário às políticas que visam os docentes;
não questiono a necessidade de alargamento do trabalho lectivo, mas tenho dúvidas sobre os impactos desse alargamento tanto em resultados como em processos;
não será por se fazer mais do mesmo e quase sem tempo, que há possibilidades de melhorar resultados;
não é por aí que a revolução devia ir... mas, aparentemente, é por aí que vai...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

cena

ver na televisão é uma coisa, ver ao vivo e a cores a poucos metros de nós mesmos é outra completamente diferente;
eram 8h15 desta manhã, entre o largo camões e a rua de aviz, um homem procurava fugir ao polícia que o conseguiu deitar ao chão; foram voltas e reviravoltas entre a rua e o passeio, esbracejar aflitivo de ambos, um a fugir outro a procurar que o outro não fugisse; chega um carro com mais um polícia, os dois têm dificuldades em imobilizar o homem que, estendido no chão, se debatia por entre mãos e braços;
um dos polícias ainda consegue agarrar o rádio e pedir ajuda;
entretanto juntam-se os olhares, os avaliadores da sociedade, aqueles que julgam por tudo e por nada; a fila de carros, impossibilitada de se movimentar em virtude da briga, estende-se, há quem buzine, há quem apenas aprecie o espectáculo;
cena do quotidiano...

feira

a feira está montada; conhecem-se os protagonistas, as profesias e os desejos, as promessas e as ofertas;
a conjugação da campanha eleitoral presidencial, a juntar à conversa do lider do psd deixa claro duas situações: por um lado, se o fmi entrar teremos eleições garantidas; por outro, que os próximos tempos as relações entre presidente e governo irão ser de cortar à faca à espera do mínimo deslize;
a feira, de vaidades e promessas, está montada, aguardam-se desenvolvimentos;

tese

o fim-de-semana foi passado de volta da tese, escrita, organização e conceitos;
três dimensões essenciais que se colocam como pririotárias nesta fase;
escrita que se pretende clara, objectiva, académica sem ser pretensiosa, afirmativa sem ser arrogante, e não é fácil;
organização das ideias, do fluxo de escrita, da orientação da leitura perante argumentos, objecto e objectivos;
conceitos que tenho de mostrar que domino, coerentes e articulados, pertinentes;
é um desafio...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

imprensa

os jornais, de resto como muita outra coisa, têm sérias dificuldades em singrar na região de évora;
desde há muito muitas e diversificadas foram as tentativas de criar e impor um jornal que pudesse ir além, senão mesmo disputar, o espaço ao sempre omnipresente e algo oficioso diário do sul;
vi a notícia, como ouvi comentários não sei se de mentideros que circulam pela cidade a propósito da nova orientação do registo - aguardo;
é pena, como tive pena do imenso sul no qual colaborei activamente;
ao perder-se um jornal perde-se um pouco do pluralismo e da livre opinião, mesmo que possa não concordar com ela;
não sei se a falência ou o esgotamento das tentativas jornalísticas - de resto como de vãs tentativas editoriais - se deve a opções de gestão se ao mero confronto dos espaços de mercado;
mas que é pena, lá isso é...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

fininho

de mansinho, como quem não quer a coisa e em dia que todos estavam virados para outros interesses, foi publicada a portaria de avaliação dos directores de escolas e centros de formação - portaria 1333/2010 de 31 de dezembro
à luz do sistema integrado de avaliação da administração pública, destaca duas áreas de avaliação, dois parâmetros, os objectivos, traduzidos em indicadores de eficácia, eficiência e qualidade, e as competências, assentes em processos de gestão estratégica, liderança e coisas que tais;
se é certo que muita tinta irá correr, pois as situações são muitas, diversificadas e deveras distintas, não deixo de me congratular por um dos referentes assentar no programa de intenções apresentados aquando da candidatura ao cargo e de o parecer do conselho geral ser necessário em face dos respectivos relatórios;
não é perfeita a dita cuja, mas é um dos passos essenciais para uma maior credibilização da gestão e, acima de tudo, das escolas;
nem mais...

dúvidas

ao pessoal da educação não restam grandes dúvidas que a educação está muito mais complicada;
mais complicada pelas políticas, pelas orientações, pela informação, pela oferta, por aquilo que se transmite e exige aos pais, pelas notícias, enfim, apenas por duas razões, por tudo e por nada;
para os pais e para todos aqueles que se relacionam com a educação por intermédio dos seus filhos e com as suas memórias próprias do seu tempo de escola, então as coisas estão deveras complicadas;
um colega e pai de um filho no 1º ciclo, pediu-me recentemente ajuda para o esclarecer da informação recebida sobre um plano de recuperação proposto para o seu filho;
lá tentei descodificar o eduquês, traduzir a coisa para linguagem comum e, eventualmente, mais simples; penso que o terei serenado um pouco, mas, enquanto técnico, não consigo perceber como, numa turma com 15 meninos e que tem mais docente em apoio a dois alunos, se torna necessário um plano de recuperação, acrescido do facto que a própria docente diz que o aluno até responde quando solicitado, apenas manifesta alguma desatenção;
dúvidas...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

retorno

esta coisa de escrever por estes lados da blogosfera permite-nos, com uns simples cliques, ir buscar aquilo que escrevemos há tempos atrás - direi que é uma espécie de dissecação das ideias;
como escrevo por aqui desde 2003 já tenho uma quantidade significativa de memórias - espalhadas pelos diferentes blogues que estão assinalados ao lado;
por mera curiosidade, e não é mórbida, fui ver o que tinha escrito nesta mesma altura em anos diferentes;
há traços de continuidade, nuns e noutros, preparo o semestre, procuro organizar tarefas e distribuir as acções; nuns e noutros há o pleno reconhecimento daquilo que domino como daquilo que não depende da minha pessoa e que pode condicionar o trabalho, o rendimento, os objectivos; nuns e noutros há boas intenções (das quais o inferno está repleto) e uma ou outra tentativa de pragmatismo;
mas é engraçado retornar a essas escritas e perceber o que nos fica daquilo que por nós passa...

segundas

as segundas-feiras costumam ser dias pesarosos cá para o meu lado;
nunca percebi porquê, se por ter nascido a uma segunda-feira se, mais simplesmente, ser o início de mais uma semana de trabalho;
mas esta segunda-feira, não sei se por mero acaso se por obra e graça vá lá eu saber de quem, até comecei bem o dia, algo activo, bem disposto, com energia;
situação que não augura grandes efeitos para o resto da semana em que irei, quase de certeza, perdendo energias...

domingo, 2 de janeiro de 2011

objectivos

não foi preciso um siadap e menos ainda uma avaliação docente para me habituar a trabalhar por objectivos; há muito que o faço; 
faço-o para me obrigar a organizar, coisa em que careço um bom bocado; 
para definir as minhas prioridades, tantas vezes trocadas por coisa pouca; 
para me orientar na profusão da minha própria confusão, dos dias sempre escassos para tanta coisa;
de há uns anos a esta parte passei também a registar os meus próprios objectivos para cada ano que  começa; 
faço o balanço do que consegui realizar no anterior e volto a escrever novos; 
são marcos que me orientam de modo a não perder o rumo nem a desvalorizar prioridades; 
vamos ver o que dão...

novo

passou-se o ano, passaram-se as festas, o dia-a-dia retoma a sua aparente normalidade;
as coisas deixam de ter razão de festejo e de sorriso simpático, para as voltarmos a olhar com traços de desconfiado, de descrença, de expectativa, de rezingão, qual anão indisposto com tudo e com todos;
do ano passado pouco há a registar, tanto que foi para esquecer - ou talvez não;
para o que agora se inicia apenas os votos de trabalho, persistência e alguma teimosia q.b. que me permita concluir a tese, um longo, muito longo trabalho...
a ver vamos, assim diz o cego da minha terra...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

passou-se

e chegamos ao fim de mais um ano;
nem bom nem mau, assim-assim ou talvez não;
foi duro, no meio da crise, dos cortes, do aumento dos preços, da tensão do déficit, da estabilidade muito instável da política, de um fim-de-ciclo que parece retornar ao ponto de partida, das notícias de despedimentos, dos números sempre no vermelho, dos sorrisos que apenas disfarçam a angústia do dia-a-dia;
o próximo a deus pertence, ou a nós mesmos, o que dele fizermos e não nos limitarmos a esperar que as coisas aconteçam;
este ano até a minha escrita se ressentiu; escrevi menos que em anos anteriores, já estive para suspender a coisa, mas o vício da escrita é maior que a vontade de parar;
vamos ver como é o próximo; espero entregar a tese, espero e tudo farei para que isso aconteça ainda no primeiro semestre do novo ano; tenho saudades da normalidade, de não pensar, das coisas simples, de ter tempo a mais e de não saber o que com ele fazer;
este já se passou, venha o próximo, bom ano...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

ofertas

as ofertas de natal de tão insistentes, levaram-me à descoberta de um novo autor em língua portuguesa;
de novo apenas a minha referência, pois é prolixo na produção; em pouco tempo, qualquer coisa como10 anos, escreveu e editou 10 livros, uma média bem forte e significativa da sua capacidade de escrita;
os comentários que li davam conta de auras e laudas significativas;
bem que os pedi no natal, não houve hipótese pois não existe na cidade de évora; assim que pude comprei dois dos seus títulos, aqueles que estavam presentes na livraria;
um já se foi, matteo perdeu o emprego; história urbana entre mitos e rotinas, taras e ensaio;
vale a pena... acreditem...

passeio

entre o natal e a passagem de ano, sem abranger esta, opto por passear pelo meu país;
o passeio faz-se pelo interior, seja no centro ou no norte, a desculpa é descansar, mudar de sítio e de ares;
desta feita fui até à cidade de bandarra, trancoso, no lado norte da serra da estrela;
há duas coisas que saltam à vista; 
o interior, de norte a sul, desvanece, esmorece, morre em lenta agonia; não são suficientes as estradas construídas, as acessibilidades; é preciso muito mais e não sei realmente o quê;
como segunda nota pelo interior adentro, a referência que o alentejo é moda; não apenas pelo vinho, também pela gastronomia;
entramos num restaurante na zona da Guarda e a ementa dava conta de diferentes referências ao alentejo; o empregado, solicito quanto baste, bem insistiu que optássemos por uma das suas ofertas alentejanas, quando lhe dissemos que do alentejo vinhamos nós, a opção foi outra; 
foi passeio de reconforto e descoberta sempre permanente do meu país... de um interior que lentamente se vai...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

já foi

vivem-se, na generalidade, intensamente os 24 dias que antecedem a ceia de Natal para, de repente como que em estalar de dedos, já se ter ultrapassado esse momento de rasgar embrulhos, fazer cara de espanto e desejar festas felizes;
o Natal já foi, mais um ...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

manifestação

andava eu pelas ruas da cidade quando, um pouco ao longe e no meio das gentes, dou com uma cara conhecida, um antigo aluno meu; depois dois, depois três;
na generalidade das situações fico-me por um olá, não sabendo como reagem os rapazes e raparigas, fruto das idades;
de repente, no entanto, vi-me rodeado de gente, autêntica manifestação; eles não eram três ou quatro, eram duas turmas inteirinhas em visita de estudo à cidade;
fiquei rodeado de pessoal entre conversas de saudades e recordações de uma relação;
faz bem ao ego, dá jeito no reconhecimento do trabalho que se faz...

ortodoxia

ainda na última assembleia municipal ficaram bem evidentes as opções retrógadas, passadista, ortodoxas do município de arraiolos, em clara reviravolta ideológica onde se assentuam dimensões antes remetidas para segundo plano;
no ano passado o documento referente ao orçamento e às opções apresentava um sentidos político, direi natural, normal, decorrentes de opções técnicas e políticas; nada a discutir, a não ser o confronto das opções; este ano, opta por marcar terreno ideológico, utilizando termos e conceitos que fariam inveja, hoje em dia, a fidel e corariam o grande irmão il sung;
o senhor presidente não gosta do reconhecimento da sua ortodoxia, mas fica bem evidente no seu próprio discurso que diz mudar porque a isso é obrigado, critica opções administrativas mas afirma que muda para que tudo fica na mesma;
afinal as atitudes ficam sempre com quem as pratica... as palavras também...

estratégia

a reunião da última assembleia municipal de arraiolos até tinha começado mais ou menos;
o conjunto de pontos na ordem de trabalho davam oportunidade a, por um lado, se procurarem alguns pontos de concenso, por outro, a existir discussão considerando as opções políticas e ideoloógicas ali presentes;
é assim que entendo esta e qualquer assembleia, espaço de discussão, debate e confronto ideológico; não é um espaço de silêncios ou de mera ratificação da vereação, é o espaço privilegiado de participação da democracia;
assim não o entende o senhor presidente de arraiolos, pouco ou nada habituado a ter que trocar ideias, apresentar argumentos, numa claríssima lógica do eu quero, posso e mando;
terá legitimidade para isso mesmo, mas não se poderá furtar ao confronto ideológico, à identificação de outras perspectivas ou ideias;
desta vez, apesar de me atribuirem as culpas, quem não foi correcto foi o senhor presidente, mas decorrente de uma clara alteração estratégica que ele lá saberá explicar...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

confusão

em tempos de crise, de persistente instabilidade e alguma perenidade, de manifesta confusão torna-se essencial o despertar dos lideres e, acima de tudo, das lideranças;
não sou defensor do líder iluminado ou sapiente, aquele que tudo pode ou sabe; defendo, preferencialmente, as lideranças que apelam ao bom senso, ao tacto, à gestão dos interesses colectivos sabendo respeitar circunstâncias particulares ou individuais, à possível colaboração na identificação de soluções;
e isto porque anda tudo num claro alvoroço um pouco por todo o lado; nem o dito espírito natalício apazigua as hostes ou nos traz bom senso;
e bem que precisamos de bom senso...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

coboiada

há muito que não ouvia falar destes senhores, têm novo disco, ainda por cima;
fizeram-me companhia em noites de adolescência, regressam agora com influência orientais em álbum que, pelo que já ouvi, repesca toda a força interior de um grupo marcado por vastos espaços acanhados pelo som;

serviços

o meu serviço é pior que o teu;
sempre que dois funcionários se encontram e trocam ideias sobre as organizações, o mais certo é surgir este tipo de afirmação; 
áh o teu é isso, pois tu nem imaginas o meu;
mas ele há coisas que me incomodam, que mexem com as minhas entranhas republicanas e socialistas;
uma delas é perguntar por um determinado processo que, pretensamente, digo eu, terá dado entrada lá para julho - sendo simpático;
dizem-me que está despachado, boa, pensei para os meus botões, e já foi dado conhecimento do despacho, pergunto eu, não vá... enfim, que não; modestamente pergunto porquê, por que não houve tempo, é a resposta;
certo, mas não houve tempo de agosto até agora?
pronto, tábem, por aqui me fico...

azáfama

ando numa azáfama que nem dou por isso, preocupado que ando com as prendas de Natal;
afinal, o que nos apetece dizer nestas alturas é que Natal é sempre que uma pessoa quiser;
tábem, tá, sabe-se que este tipo de afirmação mais não é que desculpa esfarrapada para a falta de imaginação, para a ausência de ideias ou simplesmente na procura de evitar o desconforto de andar de um lado para o outro à procura da melhor prenda, da lembrança mais carinhosa, do gesto mais simples;
ele há sempre muitas ideias; pergunto à esponjinha ou à filhota e elas descartam logo ali um vasto rol de oportunidades, das mais óbvias diga-se;
claramente o Natal parece talhado para as mulheres, pelo menos para as cá de casa, sempre disponíveis a uma voltinha pelas lojas, um entra e sai, um arrumar de ideias;
já os homens cá de casa são muito mais secos em ideias; e eu lá continuo sem grandes ideias de natal... essa é que é essa...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

quinta

tem estado um dia entre o sim e o não, isto é, ente o cinzento, com umas pingas à mistura, e umas nesgas de sol;
resultado, hoje não me apetece estar por aqui, vou aproveitar a nesga de sol que se insurge por entre as nuvens e dedicar-me à quinta, a fazer aquilo que não sei, entre muitas outras coisas, pois claro...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

companhia

hoje, para variar e descansar um pouquito do jazz, porque também é preciso, a companhia tem sido de uma rádio on-line de música clássica, um mimo;
qual cotonete qual carapuça;
e não se fica pela música clássica como não se fica por nos dar música apenas; pode-se criar o nosso canal ou apenas seleccionar um conjunto de coisas que nos façam companhia;
a mim tem sido a música barroca;

produção

já que estamos em maré de números, reparei agorinha mesmo que o mês de novembro foi, a par de maio e junho, dos meses menos produtivos que tive este ano na blogosfera;
coincidência, talvez, de ter aproveitado para escrever para mim mesmo, para os meus botões e não me apetecer repetir ideias - da remodelação, do tempo, da crise, das políticas educativas;
para além disso estou e ficar-me-ei muito longe da produção do ano passado;
obviamente que efeitos da crise que todos chega e a tudo toca...

questões

no meio da escrita com que me entretenho, da tese, pois claro, é engraçado perceber como o capítulo que considero que melhor estruturei e organizei antes de escrita é aquele que mais trabalho me tem dado exactamente por uma questão de organização, ele há coisas...

desculpas

apetece-me pedir desculpas a quem por aqui passa e não encontra nada de novo;
já é hábito, é certo; por aqui é quase sempre tudo muito igual, divagações, coisas de nada e coisas que tal, pois claro;
mas não me tem apetecido escrever, mero apetite; os dias têm estado frios ou cinzentos, entretenho-me entre o aconchego do lume de chão ou o sossego de dias em descanso; 
e é tão bom ter um livro para ler e não o fazer...