neste processo de avaliação, também são de considerar os procedimentos e, acima de tudo, as conclusões da auto-avaliação das escolas;
as escolas têm sido convidadas a obrigatoriamente desenvolver processos de auto-avaliação; à falta de melhor a maioria das opções tem recaído em procedimentos funcionalistas, caso do comonn acess framework, vulgo caf, ou em parâmetros oriundos da análise swot, constrangimentos, problemas, oportunidades e potencialidades;
algumas conclusões são interessantíssimas de análise, algumas delas traduzidas numa tese de doutoramento de uma colega - bem mais adiantada que eu...
terça-feira, 19 de outubro de 2010
comparação
a eventual comparação entre resultados da avaliação externa, realizada pela ige e os resultados dos exames nacionais é um bom tema de conversa; concordo;
como os diferenciais existente entre os resultados da avaliação interna e a avaliação externa, decorrente dos exames se poderão imiscuir nessa conversa;
será que entre uns e outros é possível de perceber o nível de coerência da escola? ou será o sistema que é avaliado? o porquê de tão significativas diferenças entre processos de avaliação, como é o caso da ige e os exames nacionais onde, afinal, parece que os resultados se contradizem? será que há entre um e outro apenas o mascarar de situações, aquela que alguns designam como escola cosmética? será que também a escola vive de aparências?
são questões em que, estou certo, serão debatidas internamente...
como os diferenciais existente entre os resultados da avaliação interna e a avaliação externa, decorrente dos exames se poderão imiscuir nessa conversa;
será que entre uns e outros é possível de perceber o nível de coerência da escola? ou será o sistema que é avaliado? o porquê de tão significativas diferenças entre processos de avaliação, como é o caso da ige e os exames nacionais onde, afinal, parece que os resultados se contradizem? será que há entre um e outro apenas o mascarar de situações, aquela que alguns designam como escola cosmética? será que também a escola vive de aparências?
são questões em que, estou certo, serão debatidas internamente...
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
tempos
os tempos que correm, marcados que são pela crise, pelos apertos, pelos constrangimentos, são tempos que se prestam a uma fácil e insidiosa demagogia, à banalização do contra pela palavra fácil em argumentos vulgares:
são riscos, os dos tempos que se correm, que devem ser assumidos por quem exerce cargos públicos, por aqueles que denotam algum senso na opinião veiculada;
não é uma questão de se estar a favor ou contra - é fácil estar-se contra, é manifestamente difícil senão mesmo hipócrita estarmos a favor dos constrangimentos - mas deve-se evitar o extremar de posições, o confundir a árvore com a floresta;
os tempos que correm são de risco, mas são também de evidência das lideranças...
são riscos, os dos tempos que se correm, que devem ser assumidos por quem exerce cargos públicos, por aqueles que denotam algum senso na opinião veiculada;
não é uma questão de se estar a favor ou contra - é fácil estar-se contra, é manifestamente difícil senão mesmo hipócrita estarmos a favor dos constrangimentos - mas deve-se evitar o extremar de posições, o confundir a árvore com a floresta;
os tempos que correm são de risco, mas são também de evidência das lideranças...
domingo, 17 de outubro de 2010
base
agora que está na moda consultar a base de dados nacional sobre contratação pública, também não deixei de por lá passar e colocar o descritor "arraiolos" apenas para ver o que dali saía;
duas referências aos resultados;
ficamos a saber que a câmara de arraiolos adjudicou, por ajuste directo, uma coisa como
SERVIÇOS ESPECIALIZADOS NA ÁREA DA ANTROPOLOGIA E ETNOGRAFIA PARA INVESTIGAÇÃO NO ÂMBITO DO PROJECTO IDENTIDADE E MEMÓRIA COLECTIVA
pela módica quantia de quase 70 mil €; compreensível se conhecermos quem desenvolve o estudo e qual a sua filiação; percebe-se a utilidade;
que pagou praticamente 20 mil euros por luz e som;
que terá o contribuinte a dizer: certamente ficamo-nos pelos planos de contenção... dos outros, pois claro...
duas referências aos resultados;
ficamos a saber que a câmara de arraiolos adjudicou, por ajuste directo, uma coisa como
SERVIÇOS ESPECIALIZADOS NA ÁREA DA ANTROPOLOGIA E ETNOGRAFIA PARA INVESTIGAÇÃO NO ÂMBITO DO PROJECTO IDENTIDADE E MEMÓRIA COLECTIVA
pela módica quantia de quase 70 mil €; compreensível se conhecermos quem desenvolve o estudo e qual a sua filiação; percebe-se a utilidade;
que pagou praticamente 20 mil euros por luz e som;
que terá o contribuinte a dizer: certamente ficamo-nos pelos planos de contenção... dos outros, pois claro...
extintos
considero que, em tempos, se perdeu uma óptima oportunidade de não utilizar algumas das conclusões daquilo que foi designado como programa de reestruturação da administração central, prace;
muito do trabalho então produzido esbarrou em interesses, lobings e coisas que tais;
felizmente algumas das conclusões, ou outras que tais, são hoje recuperadas em face do aperto e conhecidas algumas das extinções de serviços e coisas que são, senão redundantes pelo menos questionáveis;
na área da educação são alguns serviços, muitos, dentro e fora da educação, ficam ainda de fora, até um dia...
muito do trabalho então produzido esbarrou em interesses, lobings e coisas que tais;
felizmente algumas das conclusões, ou outras que tais, são hoje recuperadas em face do aperto e conhecidas algumas das extinções de serviços e coisas que são, senão redundantes pelo menos questionáveis;
na área da educação são alguns serviços, muitos, dentro e fora da educação, ficam ainda de fora, até um dia...
quo vadis
apetece-me perguntar, quo vadis europa, para onde caminhas tu europa;
portugal está como está, de garrote apertado; a espanha não está melhor, muito obrigado, a islândia debate-se na sua banca rota, a irlanda afunda-se, aquele que foi em tempos o tigre celta, exemplo a seguir inclusivamente por partidos nacionais, a grécia está paralisada, como está a frança em face das contestações; a itália junta aqueles que são os menos esperados fruto das aflições; a leste tudo na mesma, polónia, roménia, hungria viram as expectativas da união europeia irem pelo cano das dificuldades económicas;
safam-se, em princípio e salvo melhor oportunidade, a alemanha, motor europeu que dita regras e define normas, a inglaterra, fora do euro, com margens próprias de acção;
aparentemente a europa está sem lideres, os que existem nem no nacional conseguem sobreviver, resistir; faltam ideias, formas de afirmação de outras alternativas;
a união europeia é um enorme flope, uma desilusão, um vazio; seja ele a comissão que, aparentemente esbraceja no lodo económico, seja o parlamento, onde a democracia tem manifestas dificuldades em se afirmar como alternativa; houve uma revisão, uma espécie de preparação federalista, com o nome de lisboa e tudo, mas que de onde nada resulta ou sai, coisa que o comum dos mortais não percebe as implicações ou consequências;
o modelo social europeu, conquista do pós 2ª guerra está declaradamente colocado em causa pelos extremismos e radicalismos de direita, na suécia, na holanda, na dinamarca; a noruega nem quer ouvir falar de união europeia; a filandia, outrora icon europeu, desvanece no meio da confusão;
um qualquer zapping pelas notícias europeias e apercebemo-nos do cinzentismo, da confusão, do caos;
resta perguntar o que restará deste caos, da confusão e da dúvida do estado social europeu...
portugal está como está, de garrote apertado; a espanha não está melhor, muito obrigado, a islândia debate-se na sua banca rota, a irlanda afunda-se, aquele que foi em tempos o tigre celta, exemplo a seguir inclusivamente por partidos nacionais, a grécia está paralisada, como está a frança em face das contestações; a itália junta aqueles que são os menos esperados fruto das aflições; a leste tudo na mesma, polónia, roménia, hungria viram as expectativas da união europeia irem pelo cano das dificuldades económicas;
safam-se, em princípio e salvo melhor oportunidade, a alemanha, motor europeu que dita regras e define normas, a inglaterra, fora do euro, com margens próprias de acção;
aparentemente a europa está sem lideres, os que existem nem no nacional conseguem sobreviver, resistir; faltam ideias, formas de afirmação de outras alternativas;
a união europeia é um enorme flope, uma desilusão, um vazio; seja ele a comissão que, aparentemente esbraceja no lodo económico, seja o parlamento, onde a democracia tem manifestas dificuldades em se afirmar como alternativa; houve uma revisão, uma espécie de preparação federalista, com o nome de lisboa e tudo, mas que de onde nada resulta ou sai, coisa que o comum dos mortais não percebe as implicações ou consequências;
o modelo social europeu, conquista do pós 2ª guerra está declaradamente colocado em causa pelos extremismos e radicalismos de direita, na suécia, na holanda, na dinamarca; a noruega nem quer ouvir falar de união europeia; a filandia, outrora icon europeu, desvanece no meio da confusão;
um qualquer zapping pelas notícias europeias e apercebemo-nos do cinzentismo, da confusão, do caos;
resta perguntar o que restará deste caos, da confusão e da dúvida do estado social europeu...
sábado, 16 de outubro de 2010
quinta
não me engano nos dias da semana, sei que hoje é sábado, mas foi dia de quinta;
não de feira, mas mesmo de quinta; aproveitei o dia solarengo e vá de andar de volta das coisas da terra;
cansa-se o corpo, descansa-se o espírito...
não de feira, mas mesmo de quinta; aproveitei o dia solarengo e vá de andar de volta das coisas da terra;
cansa-se o corpo, descansa-se o espírito...
alentejo
os rankings educativos, valham eles o que possam valer ou fazer com que valham, dizem um coisa atroz, as escolas do alentejo estão na cauda da classificação;
falta de recursos e de condições que outros, como a damaia, barreiro, arrabaldes do porto, se calhar até têm; contextos sociais mais desfavorecidos como provavelmente outros, da belavista ou da boavista, em setúbal, do freixo, no porto, ou aqueles guetos nos arredores de lisboa, muito provavelmente não terão; ou, então, a ausência de responsabilidade e participação dos encarregados de educação, como os de castelo branco, bragança ou vila real assumirão e que, por aqui, se distanciam;
por muitas razões, factores ou simples desculpas que se possam apontar, há uma questão incontornável, o porquê do alentejo ficar no fim da cauda dos rankings de exames nacionais;
falta de recursos? falta de condições? situações sociais influenciadoras? desinteresse? alheamento?
seja qual for a razão apontada há uma evidência em qualquer uma delas, a escola pública, da integração, da inclusão, aquela que procura colmatar diferenças e handicaps pura e simplesmente não existe ou não é assumida por estas bandas;
digam o que disserem, justifiquem como entenderem, é um facto...
falta de recursos e de condições que outros, como a damaia, barreiro, arrabaldes do porto, se calhar até têm; contextos sociais mais desfavorecidos como provavelmente outros, da belavista ou da boavista, em setúbal, do freixo, no porto, ou aqueles guetos nos arredores de lisboa, muito provavelmente não terão; ou, então, a ausência de responsabilidade e participação dos encarregados de educação, como os de castelo branco, bragança ou vila real assumirão e que, por aqui, se distanciam;
por muitas razões, factores ou simples desculpas que se possam apontar, há uma questão incontornável, o porquê do alentejo ficar no fim da cauda dos rankings de exames nacionais;
falta de recursos? falta de condições? situações sociais influenciadoras? desinteresse? alheamento?
seja qual for a razão apontada há uma evidência em qualquer uma delas, a escola pública, da integração, da inclusão, aquela que procura colmatar diferenças e handicaps pura e simplesmente não existe ou não é assumida por estas bandas;
digam o que disserem, justifiquem como entenderem, é um facto...
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
confiança
tenho sido, há vários anos e sob diferentes perspectivas, um sério crítico do funcionamento da direcção regional de educação, este mesmo espaço onde, há pouco mais de um ano trabalho, mas que não é por isso que deixo de pensar e, se necessário, criticar;
continuo a dizer e a afirmar, perante quem de direito, que nem tudo são rosas, que há muitos espinhos, que há lógicas funcionais que se sobrepoem ao interesse colectivo, às orientações estratégicas, aos sentidos políticos da acção educativa - valha isto o que se entender...
mas há uma coisa que, para quem lida directamente com esta administração educativa, não pode ser colocado em causa sob nenhum aspecto ou facto, seja ele político, técnico, pedagógico ou pessoal, consiste na confiança depositada nas escolas, na sua capacidade de acção, intervenção, pensamento, autonomia;
foi esta confiança que fez com que, de 150 escolas que reuniam os requisitos para encerrar, tenham apenas encerrado 30; foi esta confiança que fez com que, à revelia do nacional, se agregassem apenas 3 ditos mega agrupamentos e todos consensuais localmente e não aqueles quase 30 que são óbvios até para quem lá está; é esta confiança que faz com que se segurem alguma acções claramente contraproducentes à lógica da escola a tempo inteiro, das orientações de política educativa ou aos sentidos pedagógico regionais;
não se desvie a atenção do essencial com capatazes ou coisas que tais; isso é minimizar, senão mesmo desvalorizar, o papel das autonomias locais, das capacidades dos professores, por intermédio dos seus órgãos, assumirem as suas responsabilidades, as suas opções e os seus sentidos estratégicos;
e o que está em causa é isso mesmo, são as opções locais que, mediante desculpabilizações estapafúrdias, colocam em causa a confiança;
continuo a dizer e a afirmar, perante quem de direito, que nem tudo são rosas, que há muitos espinhos, que há lógicas funcionais que se sobrepoem ao interesse colectivo, às orientações estratégicas, aos sentidos políticos da acção educativa - valha isto o que se entender...
mas há uma coisa que, para quem lida directamente com esta administração educativa, não pode ser colocado em causa sob nenhum aspecto ou facto, seja ele político, técnico, pedagógico ou pessoal, consiste na confiança depositada nas escolas, na sua capacidade de acção, intervenção, pensamento, autonomia;
foi esta confiança que fez com que, de 150 escolas que reuniam os requisitos para encerrar, tenham apenas encerrado 30; foi esta confiança que fez com que, à revelia do nacional, se agregassem apenas 3 ditos mega agrupamentos e todos consensuais localmente e não aqueles quase 30 que são óbvios até para quem lá está; é esta confiança que faz com que se segurem alguma acções claramente contraproducentes à lógica da escola a tempo inteiro, das orientações de política educativa ou aos sentidos pedagógico regionais;
não se desvie a atenção do essencial com capatazes ou coisas que tais; isso é minimizar, senão mesmo desvalorizar, o papel das autonomias locais, das capacidades dos professores, por intermédio dos seus órgãos, assumirem as suas responsabilidades, as suas opções e os seus sentidos estratégicos;
e o que está em causa é isso mesmo, são as opções locais que, mediante desculpabilizações estapafúrdias, colocam em causa a confiança;
debate
estes espaços, os da blogosfera e das chamadas redes sociais virtuais, são espaços de partilha, de debate;
permitem veicular opiniões pessoais e individuais mas, acima de tudo, incentivam à troca de ideias, ao confronto de opiniões, à troca de perspectivas;
são espaços plurais que, salvaguardadas algumas hipócrisias decorrentes do anonimato, saúdo, aplaudo e são forte contributo para o pluraismo que, aparentemente e na opinião de alguns, escasseia;
bem visível fica na troca de ideias, na promoção do debate que, felizmente e sem o querer, se promove neste meu espaço;
bem vindos os contributos do debate...
permitem veicular opiniões pessoais e individuais mas, acima de tudo, incentivam à troca de ideias, ao confronto de opiniões, à troca de perspectivas;
são espaços plurais que, salvaguardadas algumas hipócrisias decorrentes do anonimato, saúdo, aplaudo e são forte contributo para o pluraismo que, aparentemente e na opinião de alguns, escasseia;
bem visível fica na troca de ideias, na promoção do debate que, felizmente e sem o querer, se promove neste meu espaço;
bem vindos os contributos do debate...
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
o outro
temos por hábito culpabilizar o outro no meio da confusão, de tal forma que dizemos que a culpa morre quase sempre solteira, coitada;
não percebemos que, com esta atitude, de desresponsabilização individual e pessoal, nos atiramos para debaixo do comboio, nos trucidam;
é o que acontece com muitos - não todos - os senhores directores de escolas e agrupamentos que, em face dos constrangimentos, a coisa mais fácil, mais à mão e mais óbvia é dizer que a culpa é da direcção regional, do governo, dos deuses mas nunca, por nunca deles, da sua incapacidade de pensar e agir de forma diferente, de equacionar outras formas de trabalhar ou, como muita das vezes acontece, da sua incompetência;
a culpa é quase sempre do outro... coitadinho do outro...
não percebemos que, com esta atitude, de desresponsabilização individual e pessoal, nos atiramos para debaixo do comboio, nos trucidam;
é o que acontece com muitos - não todos - os senhores directores de escolas e agrupamentos que, em face dos constrangimentos, a coisa mais fácil, mais à mão e mais óbvia é dizer que a culpa é da direcção regional, do governo, dos deuses mas nunca, por nunca deles, da sua incapacidade de pensar e agir de forma diferente, de equacionar outras formas de trabalhar ou, como muita das vezes acontece, da sua incompetência;
a culpa é quase sempre do outro... coitadinho do outro...
real
nas notícias oiço, com alguma insistência, a preocupação de credibilizar a economia nacional perante os mercados internacionais;
é nesta afirmação, de credibilidade, que parecem apostar tanto ps como psd no jogo do gato e do rato relativamente ao orçamento;
desculpem lá, mas que me interessa a mim uma credibilidade de virgem em casa de putas, que os mercados internacionais desconfiem de quem não é de confiança se a mim e a muitos como eu, cortam ordenados, comparticipações, entre outros e que as coisas que aumentam, para além da minha dor de cabeça, são o irs, as despesas, o gás, a electricidade, a água, os combustíveis e um sem fim de coisas...
é nesta afirmação, de credibilidade, que parecem apostar tanto ps como psd no jogo do gato e do rato relativamente ao orçamento;
desculpem lá, mas que me interessa a mim uma credibilidade de virgem em casa de putas, que os mercados internacionais desconfiem de quem não é de confiança se a mim e a muitos como eu, cortam ordenados, comparticipações, entre outros e que as coisas que aumentam, para além da minha dor de cabeça, são o irs, as despesas, o gás, a electricidade, a água, os combustíveis e um sem fim de coisas...
festa
há, na cara das pessoas, nas conversas que se ouvem, nas notícias que se lêem, um certo ar de fim de festa;
um ar cansado, de descoincidência entre expectativas e objectivos, como se um não tivesse batido com o outro, tivéssemos gasto mas não estivéssemos ainda satisfeitos;
a crise, o avolumar de expectativas de termos, ou não, orçamento, tem provocado um ar algo entre o incauto, o surpreendido e aquela expressão tipo não se estava mesmo a ver onde íamos cair;
não sei se este fim de festa preconizará o cair na real, como diriam os brasileiros, se um pontapé para as angústias do futuro...
um ar cansado, de descoincidência entre expectativas e objectivos, como se um não tivesse batido com o outro, tivéssemos gasto mas não estivéssemos ainda satisfeitos;
a crise, o avolumar de expectativas de termos, ou não, orçamento, tem provocado um ar algo entre o incauto, o surpreendido e aquela expressão tipo não se estava mesmo a ver onde íamos cair;
não sei se este fim de festa preconizará o cair na real, como diriam os brasileiros, se um pontapé para as angústias do futuro...
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
defeitos
à medida que cresço tenho-me apercebido de muitos dos muitos defeitos que possuo;
alguns ficam expressos nesta escrita, outros espraiam-se por aqui e por ali;
há muito que aprendi a dizer que não sou fácil de me fazer entender; este um dos meus defeitos;
tenho, como todos os demais, as minhas ideias e convicções, princípios e valores; mas são feitos, também como todos os demais, de um mix complicado, entre saberes e competências adquiridas, vivências e experiências, contextos e momentos, etc;
o problema é quando esta complicação - que muita das vezes não chega a ser complexidade - se reflecte na escrita de uma tese;
logo eu que gosto de coisas simples, complico o que é simples, complexifico o que não devo e corro riscos perfeitamente desnecessários;
mais não são que defeitos, pois claro...
alguns ficam expressos nesta escrita, outros espraiam-se por aqui e por ali;
há muito que aprendi a dizer que não sou fácil de me fazer entender; este um dos meus defeitos;
tenho, como todos os demais, as minhas ideias e convicções, princípios e valores; mas são feitos, também como todos os demais, de um mix complicado, entre saberes e competências adquiridas, vivências e experiências, contextos e momentos, etc;
o problema é quando esta complicação - que muita das vezes não chega a ser complexidade - se reflecte na escrita de uma tese;
logo eu que gosto de coisas simples, complico o que é simples, complexifico o que não devo e corro riscos perfeitamente desnecessários;
mais não são que defeitos, pois claro...
mudanças
em termos de escolas e de educação há vários remédios, sempre apontados quando se pensa em alternativas, em reformas, em mudanças;
ao fazer o balanço na transição de anos lectivos há duas ideias que me ocorrem quanto a eventuais possibilidades de mudança da escola portuguesa;
uma assente na criação de cada escola/agrupamento enquanto centro de custos, com fórmulas já pensadas e propostas ou à semelhança do que acontece com o financiamento do ensino superior;
uma outra assente nos processos de avaliação dos directores das escolas/agrupamentos que continuam em roda viva e onde os conselhos gerais mais não são que caixas de ressonância de coisa nenhuma;
ao fazer o balanço na transição de anos lectivos há duas ideias que me ocorrem quanto a eventuais possibilidades de mudança da escola portuguesa;
uma assente na criação de cada escola/agrupamento enquanto centro de custos, com fórmulas já pensadas e propostas ou à semelhança do que acontece com o financiamento do ensino superior;
uma outra assente nos processos de avaliação dos directores das escolas/agrupamentos que continuam em roda viva e onde os conselhos gerais mais não são que caixas de ressonância de coisa nenhuma;
auto-gestão
ainda não temos orçamento, nem sabemos se ele virá efectivamente a existir;
temos governo, pelo menos durante mais algum tempo, pois é inconstitucional haver eleições quando se esperam eleições presidenciais;
mas a sensação que tenho é a de auto-gestão, de compasso, de dúvidas e angústias quanto ao futuro;
o país está em águas turvas, num qualquer pantano que coloca em causa todos os estados de espírito;
a ansiedade, as dúvidas e as expectativas quanto ao futuro reflectem-se em todos nós, nas escritas dos blogues, nas caras de todos os dias;
é a auto-gestão, nada pior do que o compasso para um país que tarda em se re-encontrar...
temos governo, pelo menos durante mais algum tempo, pois é inconstitucional haver eleições quando se esperam eleições presidenciais;
mas a sensação que tenho é a de auto-gestão, de compasso, de dúvidas e angústias quanto ao futuro;
o país está em águas turvas, num qualquer pantano que coloca em causa todos os estados de espírito;
a ansiedade, as dúvidas e as expectativas quanto ao futuro reflectem-se em todos nós, nas escritas dos blogues, nas caras de todos os dias;
é a auto-gestão, nada pior do que o compasso para um país que tarda em se re-encontrar...
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
escolinha
tive oportunidade de ajudar a pessoa que se tornou directora da minha escolinha;
enganado, perguntam uns enquanto outros o afirmam;
talvez, mas acreditei que era possível, sem rupturas nem grandes conflitos, fazer mais, melhor e, acima de tudo, diferente;
fui enganado e muitos me o apontaram como se de evidência se tratasse - para mim era evidente;
outros, por outros motivos, me seguiram as pisadas e acreditaram que, com estas pessoas, era possível fazer diferente; assumiram lugares, nomeadamente o de presidente do conselho geral;
chegaram à mesma conclusão que eu, que há manifesta falta de bom senso, senão mesmo falta de chá
enganado, perguntam uns enquanto outros o afirmam;
talvez, mas acreditei que era possível, sem rupturas nem grandes conflitos, fazer mais, melhor e, acima de tudo, diferente;
fui enganado e muitos me o apontaram como se de evidência se tratasse - para mim era evidente;
outros, por outros motivos, me seguiram as pisadas e acreditaram que, com estas pessoas, era possível fazer diferente; assumiram lugares, nomeadamente o de presidente do conselho geral;
chegaram à mesma conclusão que eu, que há manifesta falta de bom senso, senão mesmo falta de chá
perspectivas
quem está na escola e apenas sente as políticas educativas por entre conversas, sejam elas de colegas ou dos meios de comunicação social, mediadas pelas respectivas direcções fica, quase sempre, com uma perspectiva que, se não for enviesada será, pelo menos, distorcida;
há medidas de política que decorrem de orientações nacionais e que, fruto de diferentes opções, acabam por ser mediadas no contexto regional, fruto de leituras próprias, interpretações pessoais, opções individuais;
mas é ver, mesmo esta, delapidadas por uma clara falta de bom senso;
no contexto do alentejo, foi opção não agrupar escolas, como foi opção não encerrar aquelas que tivessem mais de 11 alunos, a não ser por clara e assumida opção local;
mas o que se tem em troca é um manifesta falta de bom senso, uma quebra das confianças depositadas, um justificar das opções que outros assumem;
e é pena, pois perdem-se perspectivas como se perdem oportunidades...
há medidas de política que decorrem de orientações nacionais e que, fruto de diferentes opções, acabam por ser mediadas no contexto regional, fruto de leituras próprias, interpretações pessoais, opções individuais;
mas é ver, mesmo esta, delapidadas por uma clara falta de bom senso;
no contexto do alentejo, foi opção não agrupar escolas, como foi opção não encerrar aquelas que tivessem mais de 11 alunos, a não ser por clara e assumida opção local;
mas o que se tem em troca é um manifesta falta de bom senso, uma quebra das confianças depositadas, um justificar das opções que outros assumem;
e é pena, pois perdem-se perspectivas como se perdem oportunidades...
domingo, 10 de outubro de 2010
ordenamento
no passeio pelo centro norte dá para perceber a desorganização de um ordenamento territorial;
é uma das poucas vantagens do sul interior; um maior ordenamento, uma maior coerência na gestão dos espaços;
fruto, eventualmente, do tipo de propriedade, as localidades cresceram em perfeita desarmonia, entre vivendas, casas rústicas, prédios de vários andares e barracas;
é uma lástima poder verificar o carácter sinuoso de cada rua que, entre vielas e casas espampanantes se cruzam com arquitectura futurista num misto que deixa mais dúvidas e inquietações que qualquer outra coisa...
é uma das poucas vantagens do sul interior; um maior ordenamento, uma maior coerência na gestão dos espaços;
fruto, eventualmente, do tipo de propriedade, as localidades cresceram em perfeita desarmonia, entre vivendas, casas rústicas, prédios de vários andares e barracas;
é uma lástima poder verificar o carácter sinuoso de cada rua que, entre vielas e casas espampanantes se cruzam com arquitectura futurista num misto que deixa mais dúvidas e inquietações que qualquer outra coisa...
crítica
fim-de-semana, desde 6ª feira, passado em aveiro num encontro de jovens investigadores;
os desafios eram, foram, aliciantes;
primeiro de natureza teórica e metodológica; apresentar ideias, criar desafios, perspectivar quadros de análise em processos de investigação tão diferentes quanto plurais é sempre desafiante;
mas também desafiante por, num espaço de pouco mais de 1500 palavras se procurar resumir todo um percurso investigativo e de em apenas 15 minutos podermos seleccionar o que dizer;
foi deveras interessante, mas também deu para ver que misturar diferentes estadios de investigação pode provocar algumas dores em quem está mais atrás;
da minha parte referência para um beijo de quase morte de uma colega que me questiona duramente;
talvez tenha razão e sirva para, com limões, fazer limonada;
os desafios eram, foram, aliciantes;
primeiro de natureza teórica e metodológica; apresentar ideias, criar desafios, perspectivar quadros de análise em processos de investigação tão diferentes quanto plurais é sempre desafiante;
mas também desafiante por, num espaço de pouco mais de 1500 palavras se procurar resumir todo um percurso investigativo e de em apenas 15 minutos podermos seleccionar o que dizer;
foi deveras interessante, mas também deu para ver que misturar diferentes estadios de investigação pode provocar algumas dores em quem está mais atrás;
da minha parte referência para um beijo de quase morte de uma colega que me questiona duramente;
talvez tenha razão e sirva para, com limões, fazer limonada;
parentocracia
a fragilidade e a pequenez de algumas equipas faz com que alguns poderes se afirmem como determinantes no condicionamento da acção política, na interferência das opções;
queira-se ou não, goste-se ou não, assuma-se ou não o certo é que a inacção, a hesitação e a atribulação provoca, sempre, o aparecimento de espaços que são ocupados por quem também tem interesses nos assuntos tratados;
no campo da educação, pejado de interesses e interessados, é fácil perceber quando oscilam entre docentes e pais, entre alunos e políticas, autarquias ou outros;
deixar o espaço aberto por manifesta inacção é dar a oportunidade para que outros se insurjam;
e os pais, por que directamente interessados na coisa, são os primeiros a exercer e a manifestar a sua parentocracia;
e só têm razão porque o espaço fica livre para a sua acção...
queira-se ou não, goste-se ou não, assuma-se ou não o certo é que a inacção, a hesitação e a atribulação provoca, sempre, o aparecimento de espaços que são ocupados por quem também tem interesses nos assuntos tratados;
no campo da educação, pejado de interesses e interessados, é fácil perceber quando oscilam entre docentes e pais, entre alunos e políticas, autarquias ou outros;
deixar o espaço aberto por manifesta inacção é dar a oportunidade para que outros se insurjam;
e os pais, por que directamente interessados na coisa, são os primeiros a exercer e a manifestar a sua parentocracia;
e só têm razão porque o espaço fica livre para a sua acção...
semana
as diferenças óbvias entre quem é da economia da educação e da sociologia política de quando em quando provoca confrontos de perspectiva, troca de ideias e um questionar de situações;
esta semana a equipa está de parabéns, sem carácter definitivo, pois isso é sempre exagerado, conseguimos que o chefe se questionasse e aproveitasse algumas ideias que, depois de muito trabalho, lhe pusemos nas mãos;
ajuda a pensar o espaço de acção e de intervenção, a compreender algumas situações e, acima de tudo, a perspectivar sentidos;
mais não seja a perguntar o porquê da inacção de algumas chefias;
é sempre interessante quando nos questionamos...
esta semana a equipa está de parabéns, sem carácter definitivo, pois isso é sempre exagerado, conseguimos que o chefe se questionasse e aproveitasse algumas ideias que, depois de muito trabalho, lhe pusemos nas mãos;
ajuda a pensar o espaço de acção e de intervenção, a compreender algumas situações e, acima de tudo, a perspectivar sentidos;
mais não seja a perguntar o porquê da inacção de algumas chefias;
é sempre interessante quando nos questionamos...
impressões
foi uma semana e pêras, cheia de e coisas e loiças que deixaram várias impressões e pouco tempo para esta escrita;
cá ficam algumas delas, em tons de desabafo...
cá ficam algumas delas, em tons de desabafo...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
leituras
há dias, em espera, optei por não escrever (é meu hábito sempre que espero aproveitar para escrever) e, antes, por andar pela cidade de évora;
era noite, um pouco depois do jantar para a maioria dos eborigenes; caminhei, por entre as ruas, travessas e largos, bem mais de uma hora;
passo lento, sem destino, apenas com o propósito de me pensar e de admirar esta cidade, como se alteram os sons, os ruídos urbanos, como se mistura a luz e a escuridão, como se alteram as silhuetas na noite;
em duas livrarias parei para apreciar as montras; vi, em cada uma delas, dois títulos que me apeteceu comprar e ler;
felizmente estavam fechadas, não tenho ainda possibilidades de ler fora do penico das políticas públicas;
e nunca mais é sábado...
era noite, um pouco depois do jantar para a maioria dos eborigenes; caminhei, por entre as ruas, travessas e largos, bem mais de uma hora;
passo lento, sem destino, apenas com o propósito de me pensar e de admirar esta cidade, como se alteram os sons, os ruídos urbanos, como se mistura a luz e a escuridão, como se alteram as silhuetas na noite;
em duas livrarias parei para apreciar as montras; vi, em cada uma delas, dois títulos que me apeteceu comprar e ler;
felizmente estavam fechadas, não tenho ainda possibilidades de ler fora do penico das políticas públicas;
e nunca mais é sábado...
sem
amanhã a república fará 100 anos (foi propositado o sem);
é dia internacional do professor;
entre a república comemorativa e o dia do professor serão inauguradas cem escolas - as novas da parque escolar, os novos centros escolares, as requalificadas por municípios;
será um périplo governativo pelo país, na inauguração, nas referências à república, ao papel do ensino na velha e na nova república;
espero para ouvir se há referência ao professor, na velha e na nova república...
é dia internacional do professor;
entre a república comemorativa e o dia do professor serão inauguradas cem escolas - as novas da parque escolar, os novos centros escolares, as requalificadas por municípios;
será um périplo governativo pelo país, na inauguração, nas referências à república, ao papel do ensino na velha e na nova república;
espero para ouvir se há referência ao professor, na velha e na nova república...
chuva
o fim-de-semana, em particular o domingo, foi de chuva;
nada melhor do que aproveitar para tratar da terra algo abandonada em que se encontra a minha quinta;
prefiro o frio e a chuva para andar nesta estrufega ao calor que impede o pensamento;
com o outono há mais tempo para a terra...
nada melhor do que aproveitar para tratar da terra algo abandonada em que se encontra a minha quinta;
prefiro o frio e a chuva para andar nesta estrufega ao calor que impede o pensamento;
com o outono há mais tempo para a terra...
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
hino
claramente evidente daquilo que escrevi abaixo esta música dos deolinda que bem poderia ser um hino nacional - o confronto entre aqueles que puxam e desafiam e aqueles que, entre coisas, têm de ver o benfica ou aos quais falta um impresso...
um hino
um hino
gerações
em conversas de café, de quando em quando, surgem boas ideias;
hoje, em conversa pós almoço afirmo que a geração à minha frente, a dos 50, está desiludida com a coisa, viveu a revolução de abril, o prec e os anseios de novos mundos, caiu, dizem, na real;
a minha geração, a dos 40, há um mix confuso, entre aqueles que ainda acreditam ser possível mais e melhor e aqueles que simplesmente desistiram, que caíram na inacção;
a que me antecede, a dos 30, noto-lhes falta de ousadia, ausência de entusiasmo e uma manifesta falta de criatividade;
a outra anterior, a dos 20, está ainda muito moldada e enformada pela formação recente, certa das suas certezas, garantida nas suas convicções inabaláveis;
o que nos resta...
hoje, em conversa pós almoço afirmo que a geração à minha frente, a dos 50, está desiludida com a coisa, viveu a revolução de abril, o prec e os anseios de novos mundos, caiu, dizem, na real;
a minha geração, a dos 40, há um mix confuso, entre aqueles que ainda acreditam ser possível mais e melhor e aqueles que simplesmente desistiram, que caíram na inacção;
a que me antecede, a dos 30, noto-lhes falta de ousadia, ausência de entusiasmo e uma manifesta falta de criatividade;
a outra anterior, a dos 20, está ainda muito moldada e enformada pela formação recente, certa das suas certezas, garantida nas suas convicções inabaláveis;
o que nos resta...
mimos
soube hoje, via um colega director, do envio de um autêntico mimo, uma preciosidade por parte dos recursos humanos do ME;
um ppt sobre como conduzir uma reunião (envio da ordem de trabalhos, duração, hora e local, os agradecimentos), bem como os tópicos sobre a possibilidade de uma reunião correr mal (não ser necessária, ser mal conduzida, não ter pontos de interesse), etc;
das duas três, ou alguém naquela direcção geral descobriu que a maioria dos directores é recente e não tem formação, sendo necessárias estas orientações, ou, por outro, terão ensandecido de vez fruto do PEC local ou, finalmente, ninguém sabe o que anda a fazer;
acresce que o director geral da coisa ainda no ano passado era director de uma escola;
será que decorre da sua experiência?
um ppt sobre como conduzir uma reunião (envio da ordem de trabalhos, duração, hora e local, os agradecimentos), bem como os tópicos sobre a possibilidade de uma reunião correr mal (não ser necessária, ser mal conduzida, não ter pontos de interesse), etc;
das duas três, ou alguém naquela direcção geral descobriu que a maioria dos directores é recente e não tem formação, sendo necessárias estas orientações, ou, por outro, terão ensandecido de vez fruto do PEC local ou, finalmente, ninguém sabe o que anda a fazer;
acresce que o director geral da coisa ainda no ano passado era director de uma escola;
será que decorre da sua experiência?
formas
apesar das medidas anunciadas e de todas as cabeças terem a sua sentença, não fujo à regra, continuo a pensar que boa parte da emorragia financeira da administração pública, decorre da má gestão, da ausência de uma estratégia consertada e coerente da acção pública;
a lógica instalada há muito nos modelos de gestão nacional deixam importantes e significativas franjas de desperdício;
ou é pelo lado do assistencialismo, ou é pelo lado da ineficácia e ineficiência da gestão;
e não vejo grandes alternativas - nem pelo lado do siadap, que já foi engulido pelo sistema, nem pela formação em que vejo chegar recém licenciados e mestres com vícios de forma...
a lógica instalada há muito nos modelos de gestão nacional deixam importantes e significativas franjas de desperdício;
ou é pelo lado do assistencialismo, ou é pelo lado da ineficácia e ineficiência da gestão;
e não vejo grandes alternativas - nem pelo lado do siadap, que já foi engulido pelo sistema, nem pela formação em que vejo chegar recém licenciados e mestres com vícios de forma...
música
no meio das vicissitudes do PEC(cado) original quase que nos equecemos daquilo que afinal alimenta o espírito, a música;
e hoje é dia internacional da música;
e hoje é dia internacional da música;
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
sucesso
fui buscar a filhota à escola e logo ali houve oportunidade de, na posição de técnico da direcção regional cá do sítio, trocar ideias com um colega, em tempos sindicalista, hoje apenas sindicalizado;
conversa sobre o sucesso, da necessidade de colocação de psicólogos nas escolas, aparentemente impedida pela direcção regional;
não sou defensor da psicologização das estratégias de sucesso, prefiro antes que o sucesso passe por uma análise da relação pedagógica e por eventuais alterações das dinâmicas de trabalho em sala de aula; só se estas forem insuficientes se deverá apostar em estratégias complementares à sala de aula;
mas não isto é discurso político;
tábém, pronto...
conversa sobre o sucesso, da necessidade de colocação de psicólogos nas escolas, aparentemente impedida pela direcção regional;
não sou defensor da psicologização das estratégias de sucesso, prefiro antes que o sucesso passe por uma análise da relação pedagógica e por eventuais alterações das dinâmicas de trabalho em sala de aula; só se estas forem insuficientes se deverá apostar em estratégias complementares à sala de aula;
mas não isto é discurso político;
tábém, pronto...
PEC(cado)
perante tão agressivo ataque o que dizer?
logo eu, socialista, militante e defensor?
uma pessoa fica sem palavras, apenas as mais óbvias entre o vasto leque de banalidades;
pela parte que me toca nada nem ninguém fica minimamente satisfeito com a coisa, por muito que nos esforcemos por a racionalizar;
por mim fico mais uns quantos anos congelado, há 6 que estou no mesmo escalão, mais de 100€ a menos no vencimento mensal;
fico contente, tenho emprego e ganho mais de 1.500€ mês...
logo eu, socialista, militante e defensor?
uma pessoa fica sem palavras, apenas as mais óbvias entre o vasto leque de banalidades;
pela parte que me toca nada nem ninguém fica minimamente satisfeito com a coisa, por muito que nos esforcemos por a racionalizar;
por mim fico mais uns quantos anos congelado, há 6 que estou no mesmo escalão, mais de 100€ a menos no vencimento mensal;
fico contente, tenho emprego e ganho mais de 1.500€ mês...
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
mobilidade
como em muitas outras coisas, a semana europeia da mobilidade passou perfeitamente incólume pelo município de arraiolos;
afinal a coisa não é assim tão importante que por aqui possa ser merecedora de um qualquer tratamento discriminativo, ainda que o centro chamado histórico esteja claramente condicionado (e bem) à circulação automóvel;
o trânsito continua a circular pela EN4 e os arraiolenses a vê-lo passar;
nem mais, é uma questão de mobilidade...
afinal a coisa não é assim tão importante que por aqui possa ser merecedora de um qualquer tratamento discriminativo, ainda que o centro chamado histórico esteja claramente condicionado (e bem) à circulação automóvel;
o trânsito continua a circular pela EN4 e os arraiolenses a vê-lo passar;
nem mais, é uma questão de mobilidade...
hierarquia
dentro das minhas funções respondo directamente ao director regional cá do sítio;
para o bom e para o mau é a ele que presto contas, dou satisfações do que faço e procuro, dentro das minhas capacidades, influenciar nas interpretações;
hoje houve um senhor director de serviços que me quis puxar as orelhas, eu até deixo, mas não se fica sem resposta, logo eu que sempre gostei de ser um outsider e que não receio do lugar;
talvez ele até o sinta em estado periclitante ou então procure adivinhar mudanças de estado;
hierarquias só reconheço aquelas que me são impostas, das restantes sempre dei conta, mesmo sendo despedido, como já me aconteceu...
para o bom e para o mau é a ele que presto contas, dou satisfações do que faço e procuro, dentro das minhas capacidades, influenciar nas interpretações;
hoje houve um senhor director de serviços que me quis puxar as orelhas, eu até deixo, mas não se fica sem resposta, logo eu que sempre gostei de ser um outsider e que não receio do lugar;
talvez ele até o sinta em estado periclitante ou então procure adivinhar mudanças de estado;
hierarquias só reconheço aquelas que me são impostas, das restantes sempre dei conta, mesmo sendo despedido, como já me aconteceu...
lógicas
sou coordenador de uma equipa de apoio às escolas;
chamam-lhe de tudo, desde controleiros a caceteiros, passando por inspectores do governo há de tudo;
para mim as coisas são claras, mesmo que dentro do carácter nublado que as políticas possam ter, apoio as escolas;
é certo que na implementação das políticas educativas, mas também é certo que no contexto das suas autonomias;
sou o primeiro a defender a necessidade de avaliação dos directores, impunes na sua autocracia, mas sou também o primeiro, se necessário, a não deixar cair quem, no seu pleno juízo e fruto dos seus contextos, inova, faz diferente, interpreta criativamente as suas opções;
logo eu que sempre gostei de ser um criativo dentro das lógicas do sistema...
chamam-lhe de tudo, desde controleiros a caceteiros, passando por inspectores do governo há de tudo;
para mim as coisas são claras, mesmo que dentro do carácter nublado que as políticas possam ter, apoio as escolas;
é certo que na implementação das políticas educativas, mas também é certo que no contexto das suas autonomias;
sou o primeiro a defender a necessidade de avaliação dos directores, impunes na sua autocracia, mas sou também o primeiro, se necessário, a não deixar cair quem, no seu pleno juízo e fruto dos seus contextos, inova, faz diferente, interpreta criativamente as suas opções;
logo eu que sempre gostei de ser um criativo dentro das lógicas do sistema...
outono
sinto o outono a insurgir-se por entre as nesgas de um verão que dá as últimas;
as manhãs estão bem mais frescas, algumas pedem já um casaco, ainda que de meia estação, as noites fazem sentir o vento, o rebuliço das árvores;
o sol esconde-se bem mais cedo que o habitual;
os cheiros, nesta planície, alteram-se e do fresco da relva dão lugar aos tons de chão molhado, quase que apelar a chuva;
mas ainda não é de chuva que se trata, apenas de vento que traz os odores do outono, a minha estação do ano...
as manhãs estão bem mais frescas, algumas pedem já um casaco, ainda que de meia estação, as noites fazem sentir o vento, o rebuliço das árvores;
o sol esconde-se bem mais cedo que o habitual;
os cheiros, nesta planície, alteram-se e do fresco da relva dão lugar aos tons de chão molhado, quase que apelar a chuva;
mas ainda não é de chuva que se trata, apenas de vento que traz os odores do outono, a minha estação do ano...
domingo, 26 de setembro de 2010
ritmo
há praticamente um mês que não mexo, por aí e além, na minha tese de doutoramento;
é um risco assumido, pois o ritmo quebra-se e insurgem-se outras dinâmicas, mais passivas e resistentes ao trabalho;
não foi completamente desperdiçado, pois sempre reorganizei uma ou outra parte de uma componente, de um texto;
mas sinto comprometido o timming que a mim mesmo impus;
tenho de lhe regressar, nem que para isso tenha de "adoecer"...
é um risco assumido, pois o ritmo quebra-se e insurgem-se outras dinâmicas, mais passivas e resistentes ao trabalho;
não foi completamente desperdiçado, pois sempre reorganizei uma ou outra parte de uma componente, de um texto;
mas sinto comprometido o timming que a mim mesmo impus;
tenho de lhe regressar, nem que para isso tenha de "adoecer"...
luta
soube no final da semana que um camarada que se insurge comigo sempre que lhe chamo camarada, tem a sua mais forte e decisiva luta, contra um cancro, fascista e truculento;
sei que o irá vencer mais não seja por manifesta teimosia do camarada e desistência da doença;
vamos a isso camarada, estamos nessa luta...
sei que o irá vencer mais não seja por manifesta teimosia do camarada e desistência da doença;
vamos a isso camarada, estamos nessa luta...
depois
depois de uma semana de pausa, em que manifestamente a vida não me correu bem, regresso para divagações e coisas de nada;
essas mesmas de que é preenchida a minha vida...
essas mesmas de que é preenchida a minha vida...
domingo, 19 de setembro de 2010
Estado
está em cima da mesa, por via das diferentes propostas de revisão constitucional, o papel do Estado;
há quem o procure reduzir ao estado social, ocupando os domínios da educação, saúde, justiça e segurança social;
há quem procure estender este patamar aos desideratos da economia, fiscalidade e contas públicas;
poucos são aqueles que procuram uma terceira via, por muito que o conceito custe a alguns, na ligação e articulação entre uma e outra das vertentes;
o estado que temos decorre, em termos europeus, de uma construção do pós II guerra, em termos nacionais dos mimetismos que uns quiseram imprimir pós revolução de 74;
entre um e outro, muito há para actualizar, redefinir e re-elaborar;
todos, ou quase todos, nos queixamos do estado do Estado, maus serviços públicos, lentos, morosos, complicados, complexos, burocráticos;
mas quando a tendência é para lhe mexer, ai jesus que pode cair o carmo e a trindade do sacrossanto papel do Estado;
esta é uma discussão que gosto e na qual assumo a minha curiosidade sobre a reconstrução do Estado, hoje à luz da cidadania e participação, do civismo e da democracia, da pluralidade e flexibilidade, da tolerância quanto da abertura económica e social, do carácter não compartimentado da coisa pública;
para onde caminhamos, é a questão que se deve colocar à sociedade e aos partidos...
há quem o procure reduzir ao estado social, ocupando os domínios da educação, saúde, justiça e segurança social;
há quem procure estender este patamar aos desideratos da economia, fiscalidade e contas públicas;
poucos são aqueles que procuram uma terceira via, por muito que o conceito custe a alguns, na ligação e articulação entre uma e outra das vertentes;
o estado que temos decorre, em termos europeus, de uma construção do pós II guerra, em termos nacionais dos mimetismos que uns quiseram imprimir pós revolução de 74;
entre um e outro, muito há para actualizar, redefinir e re-elaborar;
todos, ou quase todos, nos queixamos do estado do Estado, maus serviços públicos, lentos, morosos, complicados, complexos, burocráticos;
mas quando a tendência é para lhe mexer, ai jesus que pode cair o carmo e a trindade do sacrossanto papel do Estado;
esta é uma discussão que gosto e na qual assumo a minha curiosidade sobre a reconstrução do Estado, hoje à luz da cidadania e participação, do civismo e da democracia, da pluralidade e flexibilidade, da tolerância quanto da abertura económica e social, do carácter não compartimentado da coisa pública;
para onde caminhamos, é a questão que se deve colocar à sociedade e aos partidos...
relativo
andamos sempre tão ocupados e preocupados com coisas pequeninas que, perante a doença de amigo ou familiar, percebemos como tudo é relativo, se redefinem prioridades e se re-constroem sentidos;
a vida é curta e temos de perceber quais as suas prioridades e preocupações;
cá por casa esse é sempre o sentimento, quando desabafo das minhas preocupações há quem me situe na vida e nas prioridades, fruto de trabalhar nos paliativos, o fim de vida...
a vida é curta e temos de perceber quais as suas prioridades e preocupações;
cá por casa esse é sempre o sentimento, quando desabafo das minhas preocupações há quem me situe na vida e nas prioridades, fruto de trabalhar nos paliativos, o fim de vida...
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
alvo
um dos meus alvos favoritos, nesta escrita de divagação e coisas de nada, é declaradamente o município de arraiolos;
irrita-me o atavismo daqueles vereadores, a manipulação caceteira de intenções, as dependências tanto políticas como sociais, o constrangimento da opinião;
este meu espaço não chegará, como costumo dizer, a um cagagézimo dos interessados, mas vejo que as visitas oriundas do concelho que escolhi para me acolher, são cada vez mais e mais constantes;
ainda bem...
irrita-me o atavismo daqueles vereadores, a manipulação caceteira de intenções, as dependências tanto políticas como sociais, o constrangimento da opinião;
este meu espaço não chegará, como costumo dizer, a um cagagézimo dos interessados, mas vejo que as visitas oriundas do concelho que escolhi para me acolher, são cada vez mais e mais constantes;
ainda bem...
lugares
as câmaras municipais do interior do país são, na generalidade dos casos, os principais empregadores do concelho;
como a demais administração pública cresceram em função dos lugares, de diferentes formas de dependência que, ao nível municipal, se fazem sentir com acuidado;
de acordo com o último relatório e contas, a câmara municipal de arraiolos apresentava um total de 151 funcionários, para um quatro total de 271 elementos; portanto, com claríssima margem de crescimento;
agora e para a próxima assembleia municipal, dá-se conta de mais um acrescento, do aproveitamento político e partidário dessas margens de crescimento;
o certo é que e de acordo com o último relatório apresentado pelo município, há um funcionário para cada 50 habitantes do concelho;
mas permanecem as queixas da morosidade de procedimentos, da falta de limpeza, dos buracos que fazem anos no meio das aldeias, dos espaços verdes que não existem, etc, etc, coisa e tal;
mas salvaguardam-se sempre as companhias e as amizades, as dependências políticas como sociais...
como a demais administração pública cresceram em função dos lugares, de diferentes formas de dependência que, ao nível municipal, se fazem sentir com acuidado;
de acordo com o último relatório e contas, a câmara municipal de arraiolos apresentava um total de 151 funcionários, para um quatro total de 271 elementos; portanto, com claríssima margem de crescimento;
agora e para a próxima assembleia municipal, dá-se conta de mais um acrescento, do aproveitamento político e partidário dessas margens de crescimento;
o certo é que e de acordo com o último relatório apresentado pelo município, há um funcionário para cada 50 habitantes do concelho;
mas permanecem as queixas da morosidade de procedimentos, da falta de limpeza, dos buracos que fazem anos no meio das aldeias, dos espaços verdes que não existem, etc, etc, coisa e tal;
mas salvaguardam-se sempre as companhias e as amizades, as dependências políticas como sociais...
?
começa-se a comprovar que o sporting, para obter bons resultados, tem de jogar no estrangeiro;
primeiro foi a viragem do resultado com o brondby, agora com o lille;
felizmente que domingo jogam apenas do outro lado da rua;
talvez assim se sintam em casa e o glorioso possa vencer...
primeiro foi a viragem do resultado com o brondby, agora com o lille;
felizmente que domingo jogam apenas do outro lado da rua;
talvez assim se sintam em casa e o glorioso possa vencer...
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
brechas
desvio da educação para me imiscuir na política mais dura, a autárquica;
são visíveis algumas brechas no muro de silêncio e de constrangimento do pc de arraiolos;
há já quem questione algumas medidas, ainda que à boca pequenina;
há quem aponte críticas à acção do executivo municipal, mas à socapa não vá o presidente tece-las;
há gente que levanta dúvidas sobre as competências dos vereadores, mas em surdina para não espantar fantasmas;
esta é a democracia do pc de arraiolos, coacção, constrangimento, medo, insinuação, manipulação, claramente no seu melhor...
são visíveis algumas brechas no muro de silêncio e de constrangimento do pc de arraiolos;
há já quem questione algumas medidas, ainda que à boca pequenina;
há quem aponte críticas à acção do executivo municipal, mas à socapa não vá o presidente tece-las;
há gente que levanta dúvidas sobre as competências dos vereadores, mas em surdina para não espantar fantasmas;
esta é a democracia do pc de arraiolos, coacção, constrangimento, medo, insinuação, manipulação, claramente no seu melhor...
centro
face às metas de aprendizagem e de competência, três apontamentos rapidinhos;
como se repercutirão elas (as metas) no processo de avaliação dos directores e das próprias escolas - questão curiosa que poderá causar alguns embaraços a muitos directores de escola e de agrupamento; mas ainda neste contexto, como equacionar elementos fulcrais da equidade do sistema educativo e concretamente da escola pública, no sentido de salvaguardar especificidades e características endógenas próprias de algumas escolas e territórios;
segunda questão, como vão as escolas e agrupamentos verter estas metas, claramente no contexto das chamadas políticas públicas da educação, para os seus projectos educativos, que muitas têm apenas como figurino, e para os documentos estratégicos que os então candidatos a director apresentaram, muitos dos quais parecidos a pão sem sal;
finalmente como se procederá à reorganização do trabalho docente no sentido de dar respostas de qualidade, traduzida em resultados, sem defraudar competências de alunos e docentes; o trabalho colaborativo é coisa falada mas muito pouco esmiuçada, a pedagogia diferenciada estará presente em quase todos os planos mas fica-se por aí, as competências são valorizadas à boca cheia, mas continuam-se a avaliar conhecimentos; como equilibrar conhecimentos e competências no contexto da escola pública;
há pois é, agora isto está a ficar interessante, está sim senhor...
como se repercutirão elas (as metas) no processo de avaliação dos directores e das próprias escolas - questão curiosa que poderá causar alguns embaraços a muitos directores de escola e de agrupamento; mas ainda neste contexto, como equacionar elementos fulcrais da equidade do sistema educativo e concretamente da escola pública, no sentido de salvaguardar especificidades e características endógenas próprias de algumas escolas e territórios;
segunda questão, como vão as escolas e agrupamentos verter estas metas, claramente no contexto das chamadas políticas públicas da educação, para os seus projectos educativos, que muitas têm apenas como figurino, e para os documentos estratégicos que os então candidatos a director apresentaram, muitos dos quais parecidos a pão sem sal;
finalmente como se procederá à reorganização do trabalho docente no sentido de dar respostas de qualidade, traduzida em resultados, sem defraudar competências de alunos e docentes; o trabalho colaborativo é coisa falada mas muito pouco esmiuçada, a pedagogia diferenciada estará presente em quase todos os planos mas fica-se por aí, as competências são valorizadas à boca cheia, mas continuam-se a avaliar conhecimentos; como equilibrar conhecimentos e competências no contexto da escola pública;
há pois é, agora isto está a ficar interessante, está sim senhor...
metas
hoje foi uma geraldina de trabalho entre a senhora ministra da educação e as direcções das escolas e agrupamentos da região;
quase nada de novo, se não fossem as metas de aprendizagem, os indicadores de medida do sucesso e as medidas que permitam aferir a eficácia e a eficiência do sistema;
mas as questões que os senhores directores colocaram nada se orientaram para esse campo, nem mesmo para aqueles que muitos têm apontado como de constrangimento em início de ano;
os discursos e as questões centraram-se, uma vez mais, em torno da avaliação docente, processos e procedimentos, como se fosse o docente o centro das preocupações; ou se calhar até é...
quase nada de novo, se não fossem as metas de aprendizagem, os indicadores de medida do sucesso e as medidas que permitam aferir a eficácia e a eficiência do sistema;
mas as questões que os senhores directores colocaram nada se orientaram para esse campo, nem mesmo para aqueles que muitos têm apontado como de constrangimento em início de ano;
os discursos e as questões centraram-se, uma vez mais, em torno da avaliação docente, processos e procedimentos, como se fosse o docente o centro das preocupações; ou se calhar até é...
peso
tem sido uma semana algo pesada, entre atribulações e afazeres, moengas e coisas do género, o espaço e a oportunidade para escrever tem sido nulos, como se tem visto;
depois de um início rodeado de manifestações os meninos de santana do campo recuperaram a sua rotina de regresso às aulas; o descontentamento de alguns mantém-se, como se mantém alguma desconfiança que, estou certo, se irá desvanecendo com o tempo...
depois de um início rodeado de manifestações os meninos de santana do campo recuperaram a sua rotina de regresso às aulas; o descontentamento de alguns mantém-se, como se mantém alguma desconfiança que, estou certo, se irá desvanecendo com o tempo...
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
coacção
face ao encerramento das escolas de 1º ciclo é compreensível a manifestação de desagrado dos pais;
compreendem-se os afectos, os sentimentos que prendem as pessoas a um espaço; é de memória que se trata e como tal deve ser preservada e respeitada;
procuro-o fazer, no diálogo, na conversa e na escuta das preocupações;
mas quem se apercebe das movimentações do pc por estas bandas e a respeito do encerramento das escolas, vê o pc no seu pior, retrogrado, estalinista, ortodoxo, a coagir as pessoas e a definir pensamentos; a condicionar a acção colectiva e a interferir no sentimento das pessoas;
por muito que me digam que estão no seu direito, não estão, não aceito a coacção, a ingerência particular, o jogar com os sentimentos e com os afectos;
na política não pode valer tudo... mas para o pc de arraiolos parece que vale...
compreendem-se os afectos, os sentimentos que prendem as pessoas a um espaço; é de memória que se trata e como tal deve ser preservada e respeitada;
procuro-o fazer, no diálogo, na conversa e na escuta das preocupações;
mas quem se apercebe das movimentações do pc por estas bandas e a respeito do encerramento das escolas, vê o pc no seu pior, retrogrado, estalinista, ortodoxo, a coagir as pessoas e a definir pensamentos; a condicionar a acção colectiva e a interferir no sentimento das pessoas;
por muito que me digam que estão no seu direito, não estão, não aceito a coacção, a ingerência particular, o jogar com os sentimentos e com os afectos;
na política não pode valer tudo... mas para o pc de arraiolos parece que vale...
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