sexta-feira, 30 de julho de 2010

dito

nos blogues, na comunicação social, nas páginas pessoais já foi quase tudo dito, algumas bem pertinentes;
tudo a propósito da morte de antónio feio;
mais do que qualquer referência apenas a indicação que a cultura portuguesa fica bem mais pobre...

turno

hoje foi dia de passagem de turno;
na próxima 2ª feira regresso à estrofeca normal e o pessoal estará, na sua totalidade, de férias;
em vez de me deixarem recados, optei por passar por lá, reconhecer o trabalho realizado e pegar nas pontas que terei de alinhavar;
nada de significativo, pois o pior está ultrapassado, turmas feitas, matrículas realizadas, condicionantes assumidas;
ao fim de um ano de estar na direcção regional é mais perceptível o trabalho que há para fazer, os objectivos alcançar;
vamos trabalhar por objectivos, seja isso o que for; para além de assumir o carácter manifestamente contingencial das solicitações...

mosquitos

comer fora, em tempo de calor e perto de muita água, é sinal de mosquitos;
hoje, ao jantarmos no meio do pátio, apesar da corrente de vento feita por duas casas, foi sinónimo disso mesmo, de mosquito;
tenho várias mordeduras, sinal que sou apetecível aos ditos cujos;
eu que me aguente, pois claro...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

oportunidade

as políticas nacionais têm sido um óptimo condão para que a câmara de arraiolos e a sua vereação tenham uma excelente oportunidade de disfarçar as suas incompetências, a sua falta de ideias, a sua inacção;
da câmara de arraiolos há muito, muito tempo que não se vê uma ideia, uma coisa nova, uma coisa diferente, uma aposta onde ou sobre o que quer que seja, nem laivos de uma qualquer tentativa de contrariar o marasmo, a apatia ou definhamento de um concelho;
temos uma mancha de água soberba, pelo divor e não só, aos deus dará;
temos caminhos e trilhos por entre planícies e serras inigualáveis, mas apenas de quando em quando animadas;
temos uma gastronomia polvilhada de coisas boas, típicas do concelho, regionais, mas esquecidas ou só lembradas nas semanas tradicionais e promovidas pela região de turismo;
temos hotéis rurais, pousadas em quintas, casas típicas capazes de fazer admirar o melhor turista, mas apenas a pousada é animada por si mesma;
temos freguesias em proximidade efectiva e afectiva à capital regional, mas esquecidas por infraestruturas caducas, uma urbanização que interessa apenas a alguns;
somos atravessados por um dos mais importantes eixos viários do sul do país, a estrada nacional 4, mas apenas como ponte;
mas as energias da câmara concentram-se no centro de saúde onde apenas os mais velhos recorrem para receituário, onde, de acordo com os técnicos de serviço, a maior parte evita ir ou espera pelo seu encerramento para poder ir a Évora; esquecem-se dos velhos que morrem com o calor, que definham em hall de espera pela morte lenta que tarda em chegar;
as energias da câmara concentram-se em manifestações, que mais não fazem que desviar a atenção do essencial, no encerramento de uma escola que se encontra na sede de freguesia a 5 minutos de um novo centro escolar e que apenas tem 9 alunos;
as políticas nacionais têm sido uma oportunidade para que a câmara de arraiolos assobie e olhe para o lado e procure disfarçar as suas incompetências e o seu atavio;
falta saber até quando...

pausa

uma pausa pedagógica de trazer por casa, são estas as minhas férias - e que tão bem me têm sabido;
uma pausa dedicada à escrita da tese, ao refazer de ideias e argumentos, à leitura e ao pensamento crítico sobre aquilo que tenho feito e escrito;
à minha esquerda uma pilha de livros, são aquelas referências incontornáveis no contexto da minha escrita, estão ali canguilhem, foucault, giddens, r. gomes, jorge do ó;
à minha direita praticamente duzentas páginas impressas, referentes aos dois primeiros capítulos; não estão terminados nem finalizados; tenho consciência que, sempre que me ponho a ler ou a reler, me surgem novas ideias, outros argumentos, mais pistas de escrita; mas quero perceber, em leitura lenta, o que dali pode sobressair;
é um trabalho em pausa pedagógica, sem horas nem compromissos, apenas com a vontade de me ir aproximando de um qualquer fim...

terça-feira, 27 de julho de 2010

parecenças

a câmara de arraiolos cada vez mais dá parecenças ao presidente do FCP;
todos estão contra eles, todos apontam armas e bagagens contra os seus interesses;
apenas para disfarçar as suas inépcias, as suas incapacidades de contrariar argumentos dos adversários mostrar alternativas, construir diferenças;
a câmara de arraiolos publicou uma posição contra o encerramento de uma escola; nem uma palavra sobre o facto de uma outra, ou outras, continuarem abertas;
a câmara de arraiolos constrói casas mortuárias mas desvia o olhar dos inúmeros milhares de euros que o estado português tem investido no concelho, em escolas, em centros de dia, de equipamentos sociais;
a câmara de arraiolos disfarça mal a sua incapacidade ou afirma bem a sua estratégia de isolamento...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

explicação

fico sempre contente quando, entre palavras e gestos, consigo explicar o que ando a fazer com uma tese de doutoramento às costas;
e explicar aquém nada percebe disto, disto de escola ou de investigação, quais os objectivos, a minha tese, os afazeres, o gosto e as angústias;
mais não fosse por isto e o fim-de-semana teria valido a pena...

cá dentro


em tempo de pausa pedagógica não há horas, nem tempo, agenda ou compromissos;
apetece e vamos;
o fim-de-semana foi uma escapadinha, fomos para fora cá dentro, para zonas mais frescas que este meu alentejo;
este é o casario e as gentes que ontem procuraram a praia da nazaré para fugir ao tempo quente;

sexta-feira, 23 de julho de 2010

política

e não resisto a trazer para estes apontamentos este concelho que me acolheu o de Arraiolos;
há quem destaque o trabalho já citado da Visão;
destaco, uma vez mais, a incapacidade de dar resposta aos desafios e à concorrência dos concelhos vizinhos;
neste fim-de-semana decorre um festival na praia fluvial de Mora, Montemor-o-Novo anunciou novos investimentos; no final do mês é Évora que se procura afirmar nos festivais de verão, para além de Estremoz ter assumido uma dinâmica deveras interessante;
Arraiolos fica no meio, sem nada, sem instrumentos nem mecanismos de afirmação ou de concorrência, limita-se a definhar, a atirar a culpa para os outros, enredado que se encontra na teia dos interesses de alguns, de algumas famílias;
por opção democrática, é certo...

noite

as férias, a pausa pedagógica, leva-me a desfrutar daquilo que sempre gostei, de que me está no sangue, a noite;
seja para as companhias e amenas cavaqueiras, seja para o trabalho, a noite é uma findável companhia;
e os filhos, que não saem às pedras da calçada, vão atrás, particularmente ele que passa noites inteiras de volta disto e daquilo, prolonga o dia pela noite, estende a noite pelo dia;
se saísse ao leiteiro é que me admiraria, avô, pai e filho...

livros

mas não são apenas as melomanias a fazer os meus dias;
a filhota, que partiu hoje para o Açores, levou-me a uma livraria e, quase sem querer, dei de frente com um título de um filósofo vasco, D. Innerarity do qual gosto particularmente;
escreve entre o ensaio e a crítica, o argumento opinativo e a tese fundamentada, sempre assente noutros autores, não fosse ele filósofo, com a particularidade de ter uma perspectiva direi muito latina;

sons

entre melomanias e coisas musicais hoje, quando circulava pela A6 pensava para os meus botões que a minha tese tresanda a cerveja, jameson e a jazz;
são companhias inseparáveis da escrita, de pensar o meu trabalho e de afogar as mágoas do cansaço desta coisa;
uma das companhias assenta nos diversos álbuns deste Pat Matheney group; som diferente, entre o jazz e qualquer outra coisa, que descobri, por intermédio de um amigo que não vejo à anos, mas do qual não esqueço;

opções

entre uma pausa pedagógica e trabalho de casa, a opção tem sido a de estar ausente deste meu cantinho;
procuro dar descanso aos amigos bem como aos poucos leitores que, em tempos de seally season bem podem prescindir de outras banalidades, coisas de nada ou simples diatribes;

sexta-feira, 9 de julho de 2010

dúvidas

as dúvidas, em tempo de cansaço e de saturação, assolam-me quais mosquitos sem vento de roda da transpiração do pessoal;
o ME, vulgarmente designado por o polvo, parece sem rumo, uns dias é assim, outros assado e outros ainda cozido;
diz uma coisa aos directores, outra à comunicação social e outras ainda aos parceiros;
quem se amola é quem está no meio e não consegue perceber qual o rumo ou o sentido das políticas educativas;
e eu estou no meio, entalado, entaladinho... e que me aguente, pois claro...

vida

somos feitos com ideias simples, que complicamos;
gostamos das coisas a preto e branco, de distinguir o certo do errado, o bom do mau;
há um conjunto de ideias feitas, de k7 criadas relativas ao encerramento das escolas; reproduzem-se como se de grandes afirmações se tratassem, fosse a única verdade, sem pinga de reflexão e menos ainda de qualquer espírito crítico;
a afirmação que reproduzo, oriunda da revista visão de 8 de Julho é um claro sentido de demarcação às ideias feitas, aos pré-conceitos; pelo contrário, é uma afirmação clara do falhanço de muita das políticas municipais;
os jovens, os mais pequenos não votam, os adolescentes geralmente abstém-se e os mais crescidos andam para fora ou têm outras ideias; em Arraiolos, nunca houve uma afirmação da vida...

devia

devia estar, mas não estou, em Lisboa a ouvir E. Mangez;
pelo contrário estou pelo meu cantinho, sem vontade de nada e a sentir o peso de uma semana atribulada, mais uma;

estranho

entre notícias disto e daquilo, comentários de um amigo ou de simples conhecidos, observações sobre qualquer coisa ou coisa nenhuma, parece-me que vivemos tempos estranhos;
tempos em que as análises não batem umas com as outras, os diagnósticos são cinzentos e obscuros, as medidas incertas e periclitantes, as opções inconstantes;
os tempos são de incerteza, há muito que se sabe isso, mas da incerteza à dúvida e desta à estranheza, são passos curtos nos dias que correm...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

contra-ciclo

para além das notas de exame não terem sido grande charuto, ao olhar as notas de transição, desde o 2º ano de escolaridade até ao 11º, há uma nota que parece ir em contra-ciclo;
ou seja, os alunos, este ano e apenas num conjunto de escolas, não devo generalizar, ficou retido preponderantemente nos inícios de cada ciclo, isto é, 2º ano, 5º e 7º;
ao invés, as taxas de transição em final de cada ciclo até foram bastante razoáveis;
das duas uma, ou há efectivamente um contra-ciclo em que o aluno fica retido quando não deve - no meu entender, pois claro - ou, em face das taxas de transição em final de ciclo, alguém pensará que outros poderão resolver aquele problema...

impaciência

o calor, o cansaço, as moengas de um fim de ano lectivo, a saturação de um projecto de investigação sem fim, tudo se acumla e se junta para que me sinta impaciente;
disso dão conta por casa, a família, e no local de trabalho, os mais próximos que se apercebem que, por dá cá aquela palha, revelo os contornos da minha impaciência;
são os dias…

agonia

a visão de hoje traz um apontamento sobre a lenta morte do concelho de Arraiolos, assente na desertificação, na incapacidade de responder à dinâmica dos concelhos limitrofes como Montemor, Estremoz, Mora ou Évora;
é certo que existirão aqueles que remeterão as culpas e a responsabilidade para outros, para o governo, para as políticas nacionais, para os deuses do céu e da terra esquecendo-se propositada e deliberadamente da sua própria culpa, da incapacidade daqueles que há mais de trinta anos gerem - e mal - os destinos do concelho em agonia;
os modelos em que têm assentado as opções políticas de Arraiolos estão caducos, desfazados, gastos, todos os diagnósticos, pagos pela autarquia, demonstram isso mesmo, afirmam-no à exaustão, mostram factos que vão para além da mera opinião;
mas há alternativas...

surpresa

tenho de confessar alguma surpresa em face do resultado de Espanha ir à final do mundial;
contava mais com a Alemanha, mas esta jogou qual Portugal, na retranca, com pézinhos de lã, com receio;
deu-se mal, pois claro, há que ousar, arriscar, obrigar o adversário a cometer erros e, no meio das alturas, um golo fez toda a diferença...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

água

não resisto e tenho de dar conta, uma vez mais, da falta de água na minha aldeia de igrejinha;
chega-se a casa e a torneira nem pinga;
certamente que a desculpa, sempre esfarrapada e por demais esgotada, será uma qualquer avaria numa qualquer conduta;
mas é evidente que quem foi mandatado para resolver os problemas colectivos não resolve nada e nesta altura cria mais problemas que soluções...

raposas

olhar o sistema a partir de patamares diferentes confere-nos outras perspectivas;
este ano e apesar dos programas de apoio ao sucesso, as taxas de retenção em anos de início de ciclo foram disparatadas;
disparatadas pois em alguns casos apresentam valores na casa dos 10% e 20%, valores algo incompreensíveis quando existem tantos programas, apoios, projectos e estratégias orientadas para o sucesso;
já tinha sentido isso em face dos comentários da filha onde, numa turma que fruto de diferentes processos ficou pequena e onde quase metade ficou retida no 7º ano;
razões para isso é elemento a identificar...

boas

felizmente também há coisas boas nos dias agrestes que correm por todo o lado;
finalmente, em face da publicação do novo estatuto da carreira docente, vou mudar de escalão;
faço parte daqueles que há praticamente seis anos estão congelados, mortificados, estagnados no índice 245;
agora basta-me respirar a 1 de setembro, cumpridos que se encontram os requisitos, para poder transitar de escalão;
já não era sem tempo... espero eu...

domingo, 4 de julho de 2010

inveja

repito, inveja, pura, crua, dura quanto objectiva;
inveja é aquilo que sinto de uma colega ter entregue a tese, toda em papel, ao chefe, para confirmação e verificação;
e eu por aqui ando, entre soluços e manifesta falta de vontade;
até quando...

inverdades

os espaços sociais, do qual prescindo de chamar redes, são o que são e valem o que valem - ou aquilo que queremos que possam valer;
há dias tive oportunidade de ler, num dos espaços mais consultados quanto reputados, aquilo que são barbaridades;
é certo que o texto não era do editor, que já limpou e retirou, tratava-se de um pretenso mail que, sem ponta de reflexão ou perspectiva crítica, afirmava que as escolas de santana e sabugueiro também já tinham sido fundidas, ambas no concelho de arronches; santana e sabugueiro são escolas de 1º ciclo do concelho de arraiolos;
felizmente, para o insigne editor, a afirmação foi retirada - nem corrigida;
fica apenas a consciência que estes espaços devem ser lidos com parcimónia e alguma desconfiança, pelo menos que se procurem cruzar as informações;
talvez assim se acerte um pouco mais e o espaço da blogosfera ganhe mais credibilidade...

festas

um pouco por todo o interior, de norte a sul, de leste a oeste, os tempos de verão são de feiras e festas, romarias e arraiais;
um pouco por todo o lado o povo se junta para beber e confraternizar;
um colega que progressivamente se torna amigo, está de volta das festas de lavre;
talvez, dirá ele, as melhores de quase sempre...

feira

apresta-se a terminar a feira de s. joão e e s. pedro ou, mais recentemente, as festas populares da cidade de évora;
na feira, entre quinquilharias e sons estridentes, encontramos quase tudo e quase todos;
encontramos quem não vimos há anos ou quem simplesmente perdemos de vista;
a feira, à falta de melhor, é um espaço de passeio e reencontros, até com nós mesmos;
as mesmas conversas, os mesmos ambientes em tempos que estão diferentes e em que somos diferentes;
para um eborense a feira é a feira, o resto são conversas...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

água

chegou o Verão e os problemas da água na minha aldeia de Igrejinha voltam a marcar presença;
não são apenas os problemas da qualidade, são também os problemas da quantidade - há dias em que o chuveiro mais parece nos mijar para cima;
em Setembro passado, obviamente antes das eleições, ainda se iniciaram as obras de reforço, até hoje, sem fim à vista;
até quando... e depois dizem que é o encerramento das escolas que desertifica o mundo rural, não é, é a ausência de condições de qualidade de vida...

assembleia

ontem foi noite de assembleia municipal;
permanecem os mesmos erros e vicíos de quase sempre, uma montra que alguns aparentam ser perfeitamente desnecessária quando não mesmo um entrave a alguns e não um espaço de exercício da democracia;
um espaço que uns procuram condicionar e limitar para além do seu próprio regimento, e não um espaço de debate de ideias;
foi interessante ver o senhor presidente da câmara a reconhecer que o concelho está mais sujo, senão mesmo imundo, que há problemas de higiene e limpeza pelas aldeias, que o lixo se acumula um pouco por todo o lado;
como foi interessante perceber, face às propostas apresentadas, que as freguesias são verbo de encher na máquina partidária, pouco contam, para quase nada valem, a não ser fixar votos, coisa que algumas já não estão a conseguir;

exausto

estou perfeitamente exausto, extenuado, carente de pausa pedagógica, impaciente por um momento de descanso;
a escrita ressente-se, tal como o trabalho em que me envolvo;
ontem foi uma reunião de manhã, duas à tarde e uma à noite;
hoje tou que na posso, mas volto à escrita, como forma de descanso e pensamento reflexivo que os dias exigem...

terça-feira, 22 de junho de 2010

acesso

estar sem acesso à net em serviço público hoje em dia coloca mais e maiores dificuldades que em tempos a falta de luz;
sem luz ainda se podem utilizar os portáteis, pelo menos enquanto durarem as baterias; agora sem net, em tempos em que a informação está dispersa por múltiplos servidores em inúmeros sítios do planeta, então o serviço torna-se praticamente impossível;

encerramento

a propósito do encerramento de escolas de pequenas dimensões três notas soltas;
concordo em absoluto, com o encerramento de escolas de reduzidas dimensões, qual o número, isso é discutível; por causa do isolamento de alunos e docente, pela ausência de equidade, pela falência de políticas locais, pela quebra de princípios salazarentos com que ainda hoje se olha a escola do 1º ciclo;
segunda nota, a redução de alunos está directamente relacionada com muitas das falhas de políticas locais, ou simplesmente da sua ausência, que sempre, ou quase, se limitaram a replicar políticas nacionais de concentração e centralização na sede de concelho, ainda que com bandeiras e pretextos diferentes;
por último, ainda em processo negocial é possível de ver a ausência de soluções, de medidas que visem contrariar o encerramento, a não ser o simples não porque não;

sexta-feira, 18 de junho de 2010

peso

em final de semana sinto o peso dos dias e dos quotidianos em cima dos ombros;
ando mais dobrado, mais encarquilhado, reflexo do peso da semana que se apresta para terminar;
e os fins-de-semana nunca são grande coisa, preenchidos que são com múltiplos afazeres...

condução

os eborigenes a conduzir são qualquer coisa de... assustador;
as rotundas fazem-se a direito, as mudanças de direcção raramente são sinalizadas, acontecem inesperadamente;
as buzinas mais parecem vuvuzelas, num claro despique de sons;
a cordialidade de as entradas se fazerem intercaladamente é mentira;
é cá uma condução...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

desfolhada

há já algum tempo que não coloco por aqui melomanias;
entre dúvidas e suspeições fica sempre algo por colocar;
hoje, opto por Simone, a nossa, em desfolhada, com uma voz que faz impressão;

consumo

isto de fazer uma tese pouco tem que se lhe diga, mas muito fica por dizer;
não é nada do outro mundo, há quem faça a coisa com uma perna às costas;
não é o meu caso, que tenho suado as estopinhas para conseguir avançar milímetros;
mesmo quando não estou a trabalhar, ou a fingir que trabalho, penso na coisa, constantemente, sucessivamente;
é de um consumo perfeitamente estonteante;
aquando da dissertação de mestrado não me senti tão empenhado, tão absorvido, tão consumido;
mas agora isto tá demais...

esforço

em final de dia, que têm sido deveras complicados, onde tenho deitado abaixo a bateria do télélé, a vontade de estar de volta da tese é praticamente nula;
mas é de esforço que se trata e não de vontade ou de apetites;
entretanto divago por aqui...

organização

sou um rapaz algo confuso que, quando não me conhecem, até podem dizer que gosto de complicar - o que não é de todo verdade;
um dos meus muitos problemas, assenta na organização do raciocínio, seja na conversa, seja na escrita;
tenho por defeito misturar alhos com bugalhos e aquilo que na minha cabecita é claro e escorreito por vezes torna-se confuso e de difícil decifração;
tenho dado com isso na escrita da tese, onde misturo argumentos que deviam estar separados, onde confundo ideias que deviam ser claras, onde complico que aquilo que devia ser fácil;
tenho procurado corrigir o erro e o defeito, mas não tá fácil...

terça-feira, 15 de junho de 2010

na hora

hoje entramos em campo e de acordo com a tradição nós paramos para ver - estou na expectativa de saber se consigo ver o jogo;
antes do jogo, durante as expectativas escrevo e fica escrito;
ao contrário da maioria do fazedores de opinião considero que temos um bom treinador e uma equipa mediana - pelo menos para um campeonato do mundo;
do que resulta da mistura, vamos ver, cá estamos para ver...

escrita

no meio de um processo de investigação há várias coisas que vamos aprendendo;
uma delas é saber parar de ler;
ler é sempre um desafio, encontramos novas ou pelo menos diferentes linhas de pensamento, outras perspectivas, novos argumentos;
mas se continuamos a ler, corre-se o risco de a escrita não acabar;
estou na fase dos finalmentes, seja de escrita como de leitura, mas de quando em vez não resisto a um título que chama por mim e dou de pantanas com mais acrescentos de escrita;
o risco que corro é o da incoerência dos argumentos ou, pelo menos, da sua pouca consistência;
há que saber parar...

domingo, 13 de junho de 2010

regresso

depois de quase duas semanas sem tocar no trabalho de investigação retomar a dinâmica e a vontade de escrita é coisa séria que mói;
nesta altura já reconheço, como outros, que este trabalho, nesta fase é 10% de inspiração e 90% de transpiração, de esforço;
o que se lhe há-de fazer...

novidades

este ano na quinta há uma novidade espalhada pelos sítios mais frescos e mais macios da terra;
são as toupeiras ou ratos cegos como há quem lhes chame;
fazem autênticas crateras de mini vulcões, deixam o espaço todo esburacado;
se há sítios onde não me incomodam, outros há que são uma clara chatice como é a relva;
combatê-los é um autêntico desafio

morte

parar é morrer;
apesar de andar cansado desta escrita e de considerar que muitos dos seus objectivos estão ultrapassados, nada melhor que um refresh para ver o que pode dar;

sexta-feira, 11 de junho de 2010

fartura

fartura até de escrita, mas não é disso que se trata;
numa quinta com múltiplas árvores de fruto, fica evidente que a fartura não é para esta casa;
as árvores florescem quanto têm de florescer, como resultado em determinados períodos há muito de tudo, ele são nêsperas, alperces, pêssegos, ameixas, pêras, maças e outras coisas que tais;
e acham que o pessoal as comes, não senhor, gosta-se é da fruta fora de época, quando há muito fica dependurada nas árvores;
é como a escrita, fica por aqui dependurada...

números

para o bom e para o mau tenho um catedrático de ciências de educação que é licenciado em economia;
a casa produz muitos números, poucos são aceitáveis para uma gestão estratégia;
nos tempos mais recentes se me falarem em números tenho-os quase todos na ponta da língua, e não se trata de destacamentos, de considerar coisas fingidas ou encapotadas, trata-se da realidade de cada escola da minha zona de trabalho;
não sou contra o rácios, médias, modas, e coisas que tais; desde que existam resultados; e, pela minha zona de trabalho, os números não batem uns com os outros, isto é, os rácios, incrivelmente baixos nuns casos, não têm resultados compagináveis;
é insustentável manter estas situações e não é por questões economicistas, mas sim por meras questões éticas...

desculpas

ainda a educação e o encerramento de escolas;
os jornais cá da terra trazem os abaixo assinados dos pais, as declarações das juntas e as considerações daqui e dali;
esquecem-se tão somente que o encerramento de muitas das escolas decorre apenas da falência das políticas locais, da clara ausência de uma estratégia de desenvolvimento, do esgotamento dos modelos políticos de fixação das populações, das desculpas de mau pagador quanto às capacidades de atrair gente ao mundo rural; foram anos de isolamento, de desprezo, de desconsideração;
agora é aproveitar a onda, para esconder erros próprios;
nem tudo é perfeito, longe disso, mas as incompetências também têm de ser reconhecidas...

marchas

cá pela minha terra também é dia de marchas;
vésperas de stº. antónio e é ver as freguesias engalanadas, as senhores vestidas a preceito e os senhores todos pimpolhos nas suas indumentárias;
são as marchas senhores...

assobios

o nosso primeiro foi assobiado, apupado dizem alguns jornais;
existirão razões, algumas das quais até eu me apetece corroborar;
contudo, há que pensar um pouco naquilo que somos e perceber o porquê de algumas assobiadelas;
não vou mais atrás, mas mário soares foi apelidado de cobras e lagartos em tempos em que o país atravessou crise aguda; dizem agora que foi um dos salvadores da pátria;
a seguir a ele, cavaco foi isto e aquilo, depois o pior de todos, depois ainda, eleito presidente e perdoado o mal que fez;
a. guterres também foi apupado numa qualquer cerimónia no pavilhão atlântico, dizem que se foi, hoje muitos dizem que terá sido o melhor primeiro ministro da democracia;
até durão barroso ou mesmo p. s. lopes, hoje que, há luz das sondagens, muitos dizem que seriam os salvadores;
reconheçamos, quem quer que seja ou esteja como primeiro ministro é alvo a abater, seja pelo que for, está dentro de nós mesmos;
não há assobiadela que aguente...

coisas

coisas que são óptimas histórias de vida, daquelas que iluminariam qualquer telenovela;
uma senhora apaixonou-se pelo seu actual marido em face do modo como ele conversava, descrevia a sua anterior esposa, ele agora viuvo;
a filha que agora esperam terá o nome dessa sua primeira mulher, por opção da actual;
são coisas da vida...