sexta-feira, 19 de março de 2010

evidências

aparentemente estão todos e está tudo de acordo com a distinção entre faltas justificadas e faltas não justificadas;
até eu concordo, uma vez que uma criança que ande em tratamentos ambulatórios, ou não, é merecedora de justificação da sua ausência, enquanto o pelintra que apenas se anda a baldar já não;
contudo, duas questões:
e a escolaridade obrigatória, não se aplica a todos, os que faltam e os que não faltam, os que faltam justificadamente e os que faltam apenas por que sim;
e os planos de recuperação, também desaparecem, e com eles um outro conjunto de medidas de apoio, compensação e recuperação;
há excessivos ziguezagues para que as evidências não sejam tão evidentes...

rotina

a minha rotina das sextas-feiras está alterada e custa-me um pouco;
habitualmente, os filhotes ficam no treino e os pais vão amenizar cavaqueiras para uma cervejaria da cidade;
hoje não é possível;
paciência...

quinta-feira, 18 de março de 2010

sossego

sossego, precisa-se, face ao número de notícias e de pontos de situação que a educação merece no contexto mediático, manifestamente alargado contemplando jornais, rádios, televisões e, também, blogs, twitters, buzz e coisas que tais;
manifestamente sinto que o mundo da educação está cheio de ruídos, de sons diversos, de preocupações que vão do marcadamente fútil ao aprendiz de feiticeiro (comigo incluído, pois claro);
neste mundo feito de ruídos e de desassossego quase que não há tempo para que o professor pense as suas práticas, as escolas os seus sentidos, os pais/encarregados de educação descubram o seu espaço, os serviços ministeriais produzam com parcimónia ou adequação, os pensadores pensem;
todos falam, todos emitem a sua opinião, quase ninguém escuta, fartos e saturados que andamos (pelo menos eu ando) com tanta balbúrdia;
no meio de todo este desassossego gostava de perceber o que é que efectivamente tem mudado - desde as práticas às aprendizagens, da organização aos tempos, dos resultados aos anseios, das expectativas sociais às ambições profissionais;
apesar dos temas que se abordam, das políticas educativas à indisciplina, passando pela autonomia ou pelos currículos, carreira ou programas, o que efectivamente se anda a discutir é o papel da escola nesta sociedade e no contexto do século xxi;
mas, apesar dessa discussão acontecer agora, neste preciso momento pelo menos pela blogosfera, os modelos que trazemos para discussão são velhos, ultrapassados, desadequados, são do final do século xix, são do tempo de uma escola para alguns, dos liceus elitistas, do mestre escola, do aluno passivo, obediente e submisso, do expulsar da escola por faltas, dos grupos de nível, formados pelas famílias assim-assim ou esta que tais, das mnemónicas dos rios e caminhos de ferro, da tele-escola a preto e branco, das réguadas, das orelhas de burro, dos pais analfabetos;
mas discute-se isso à luz de uma sociedade digital, da redes de banda larga a 200Mb, da centena de canais televisivos, dos inúmeros cartões multibanco ou de crédito que os alunos trazem no bolso, junto de ipods, iphones, ipad, das roupas de marca, da afirmação social ou no simples clan, dos pais que cada vez mais têm maiores níveis de instrução e, senão o têm, pelo menos de reivindicação;
afinal, no meio do desassossego, o que se discute...

terça-feira, 16 de março de 2010

prémio

foi manhã de entrega de prémios aos professores, carreira, inovação, mérito e coisas que tais;
nada a assinalar, a não ser uma coisa esquesita que antecedeu a cerimónia, uma pretensa palestra do chefe da ydreams, sobre o papel do professor no século xxi, que mais parecia marx, o grande irmão marx, a falar no final do século xix, que há necessidade de formar jovens para as empresas, operários para o século xxi;
manifestamente deslocado...

indisciplina

no meio dos relatos de indisciplina, dou por mim a questionar os meus botões sobre o que ando a fazer para uma eventual tese de doutoramento;
o meu ponto de partida são exactamente as situações de indisciplina, a alteração dos comportamentos;
o objectivo, tentar perceber como se processa a ligação entre processos de subjectivação, que remetem para o indivídual a acção colectiva, e processos de socialização, que pretendem integrar o individuo no contexto colectivo;
estes mecanismos têm como suporte duas ou três ideias, que se discutem nos artigos de opinião como se fossem dados adquiridos e não o são;
as questões de poder e autoridade, dos professor, do Estado, dos alunos, das famílias, da escola;
o papel que compete a cada entidade envolvida na questão, o aluno, a famíliam, a escola, o professor, o Estado, as políticas educativas;
finalmente mas não último, as ideias sobre o que temos e o que queremos, como queremos, este cidadão que educamos e formamos;
a ligação entre as diferentes dimensões desta trilogia efectua-se por mecanismos muitas das vezes quase imperceptíveis, mas tão evidentes que nos obrigam a pensar o nosso próprio papel - mecanismos como o currículo, os modelos de avaliação ou de formação, os contextos sociais, ou os projectos ou programas curriculares ou extra-curriculares;
a minha entrada para os perceber é exactamente pelos projectos extra-curriculares...

ausência

de repente, por causa do bom tempo, não me apetece escrever;
tenho mais coisas para fazer, algumas bem menos interessantes que a escrita que alimenta os meus dias e aconchega os meus devaneios; mas não escrevo;
ando pela courela, de um lado para o outro, aprecio o sol, admiro um passáro que ainda não tinha ouvido, empoleirado nos fios da electricidade - sempre me espantou como não são fritos;
é a ausência...

quinta-feira, 11 de março de 2010

entrevistas

no âmbito da minha tese as entrevistas ocupam um papel determinante, porventura central;
ao princípio realizei duas entrevistas, apenas para verificar das suas potencialidades e das oportunidades que me ofereciam;
descobertas ou identificadas as possibilidades avancei para outras tantas; dei por mim a estruturar excessiva e desnecessariamente a conversa e as entrevistas pouco valem a não ser para apontamentos soltos;
fui obrigado a refazer entrevistas, agora mais comedidas, mais claras;
ontem realizei a primeira; pensava eu que demoraria entre 15 a 30 minutos, qual quê, uma hora e troca o passo de conversa e, aparentemente, dentro dos objectivos e da centralidade que lhe conferi;
assim vale a pena...

parentocracia

já aqui escrevi que aos pais e às escolas (leia-se directores) compete identificar novas e diferentes formas de relacionamento social e institucional, criar pontes e estruturas para um entendimento coerente e sustentado, para a identificação de soluções, mais que moer problemas;
mal vai a volta quando os pais, por intermédio de uma qualquer associação de pais, procura instaurar a parentocracia, o poder por intermédio dos pais;
é não perceber qual é o seu papel no contexto da educação e misturar alhos com bugalhos;
isto para não escrever que há associações e associações, aqueles que procuram o interesse colectivo e social e aquelas outras que apenas procuram a afirmação do seu interesse, de situações umbilicais e devarios pessoais;
equilibrar tudo é que é difícil...

terça-feira, 9 de março de 2010

sorrisos

depois de noite de chuva intensa, de dias seguidos e consecutivos em tons de cinzento, sem o azul do céu nem o brilho do sol, foi ver os rostos hoje do pessoal;
sorriso estampado, fazendo figas para que a coisa continue;
mas parece que é sol de pouca dura...

exemplos

deixaram-me um exemplo de práticas de bulyng de tempos em que se procurava a separação dos géneros naquilo que era a escola pública em início de democratização;
também ali andei, também à sucapa subia pelas escadas das raparigas, pois a sala ficava mais próxima e, para todos os efeitos, era um desafio;
desafio à autoridade dos funcionários, à autoridade de quem decidiu que as escadas tinham género, ao nosso crescimento;
grampos nunca atirei, mas, como nunca fui santo, papelitos dobrados isso sim, atirei...

dúvida

sou agnóstico com crença, como costumo dizer, entre brincadeira e coisa séria;
como agnóstico fui à missa, não me converti a qualquer prática, nem interiorizei qualquer acto de fé;
mas vim com a necessária dúvida que alimenta o meu agnostícismo;
a senhora ministra parece ser uma excelente pessoa; de trato fácil e simpático, ouvinte e curiosa, atenta e preocupada;
se serão atributos suficientes para se ser ministro isso é outra coisa;
mas, ao contrário dos últimos anos, sente-se que se pretende fazer e construir um rumo, definir um sentido e, se possível e desejavelmente, em parceria;
a ver vamos, diz a minha dúvida...

missa

a caminho de Beja para ouvir missa pela senhora ministra da educação;

pec

pois, para um socialista como eu torna-se difícil entender os sacríficios pedidos sempre aos mesmos;
porque não o combate à fraude e à evasão fiscal;
porque não acentuar a fiscalidade sobre os dividendos e mais valias financeiras;
porque não tocar nos lucros da banca e seguros;
torna-se difícil entender que a dimensão redistributiva do Estado retire aos mesmos para dar sempre aos mesmos;
se, no período do pec, tivermos ainda que aturar a subida das taxas de juro e dos combustíveis, então este país vira efectivamente um país de ladrões, temos de roubar para pagar impostos...

segunda-feira, 8 de março de 2010

propostas

desde os tempos em que passei pelo ipj que não ouvia propostas oriundas da juventude, ideias que se apresentam, argumentos que se desenham;
hoje, fruto do parlamento dos jovens ter passado pela casa, tive oportunidade de voltar a ouvir ideias, a apresentação de moções, a troca de argumentos;
reforço o que quase sempre pensei, a pertinência das ideias, o valor reivindicativo das propostas;
destaque maior, a proposta de alargar o voto para os 16 anos;
bem dito...

estranheza

os filhos saem aos pais, não há volta a dar;
de modo explicito ou implicitamente está lá, na cabeça dos filhotes, quase tudo aquilo que os adultos (os pais) promovem, valorizam, destacam, criticam, pensam;
desde os comportamentos do quotidiano às coisas mais comezinhas dos pequenos nadas;
aos meus, que não fogem à regra, é vê-los a mostrar estranheza perante a comida, quando se altera uma textura, se modifica um aroma, se altera uma cor;
exemplo do pão da manhã, feito agora lá por casa e que com farinhas mais tradicionais fica escuro; já não gostam, já estão fartos deste pão, bem melhor, diga-se de passagem...

bulyng

com o infeliz caso de Mirandela e agora, em qualquer esquina, de uma qualquer escola se descobrem e revelam cenas de bulyng, de violência entre iguais, de formas de coacção e intimidação entre alunos;
mas, ao contrário do que se possa pensar, não é um caso nem novo, nem recente;
no âmbito do meu processo de investigação, sobre a alteração dos comportamentos, a primeira referência que identifiquei sobre violência entre iguais data do início dos anos 70, uma aluna que participa de 4 colegas que a infernizam;
por outro lado, a escola, a nossa escola, ainda persiste em modelos e lógicas que remontam de há décadas e não é apenas em modelos organizativos, também nas práticas de socialização, dos rituais de passagem da meninice para a adolescência;
a escola, a nossa escola, está manifestamente desfazada dos tempos, dos modos e das circunstâncias; é uma escola analógica num mundo digital, é uma escola moderna, em tempos pós-modernos, é uma escola colectivista em tempos de individualização, é uma escola de resistência em tempos de consumismo...

sábado, 6 de março de 2010

pais

da indisciplina ao respeito, não há cão nem gato que não defenda uma maior intervenção e responsabilização dos pais, incluindo e como primeiros interessados, os pais;
e não têm sido poucos aqueles que, quando confrontados com o comportamento ou as atitudes dos seus filhos e educandos me questionavam mas o que posso mais eu fazer? já lhe bati, já o castiguei, já o penalizei, e não consigo fazer nada dele;
entre tudo o que se discute, há, no meu entendimento, uma situação que não é clara e padece de muitas dúvidas, a da relação entre a escola (entenda-se essencialmente os senhores directores) e os pais;
habitualmente os pais são chamados para discutir problemas, raras vezes são chamados a participar na solução, apesar de apontados como tal;
habitualmente os pais são chamados à escola por questões de formalidade e oficialidade e não para reflectir e contribuir para a prevenção de situações ou a definição de estratégias de acção;
habitualmente os pais são colocados no seu lugar, distante da escola e do eduquês, e não num patamar de igualdade de interesses perante aqueles que são filhos ou alunos;
toleram-se os pais enquanto se persiste num discurso de partenariado e de parceria de interesses, mas se os pais questionam e levantam dúvidas, então passam a ser entendidos como também um problema, um obstáculo à acção do professor; os pais fazem falta fora dos portões da escola, calados e mudos;
enquanto esta visão persistir e não se entender, por exemplo, o conselho geral como um conselho de administração, não há volta a dar e os atritos e fricções persistirão...

obesidade

o expresso trás hoje um apontamento sobre a eventual reforma curricular do ensino básico, prioritariamente o 3º ciclo, com uma designação deveras sugestiva, a da obesidade curricular;
é certo que à escola tem sido pedido que, para além das disciplinas, eduque e ensine sobre as mais variadas matérias, desde a formação cívica, os comportamentos de risco, a prevenção rodoviária, as diferentes literacias, etc, etc;
dentro desta parafernália curricular, os professores nunca souberam lá muito bem - há honrosas excepções, obviamente - lidar com esta diferente oferta; habitualmente e na generalidade acabou-se por tornar curricular o que era de complemento, integrar nas disciplinas o que é curricular e a mistela poucas vezes deu em alguma coisa de útil, de pertinente e de onde, tanto professores como alunos, retirassem pertinência e interesse;
caso da célebre área de projecto ou o trabalho de projecto, que, por onde tenho andado, muita confusão e diferentes interpretações tem dado e promovido;
sou defensor das autonomias mas tenho dúvidas que a inclusão desta opção ao nível das escolas venha a dar alguma coisa de útil; as interpretações são tantas, os interesses tão variados que tudo acaba, quase sempre, por se restringir ao mais óbvio, o cumprimento dos programas, a ensinar a ler, escrever e contar, contexto onde persistem as nossas mentalidades profissionais...

sexta-feira, 5 de março de 2010

candidatura

estou certo que à revelia de muitos e contra a opinião de outros tantos, estou com Manuel Alegre, venha quem vier, esteja quem estiver;
reconheço que, apesar do reconhecimento que faço da sua figura, não seria o mais agradável e desejado, seja pela sua aristocracia, seja pela filiação em famílias que em muito se relacionam com a política, mas pouco lhe desejam;
mas é o meu candidato, desde a última eleição presidencial;

açorda

por mero acaso, e indisponibilidade do chefe, tive oportunidade de passar a manhã no IV Congresso das Açordas, este sob a temática do pão;
para além do apetite que se cria, de acordo com as apresentações, a curiosidade que se alimenta com as histórias, permite despertar os sentidos - e os sentimentos - para o gosto de ser alentejano;
decorre este fim-de-semana em Portel...

farto

reconheço e assumo, estou farto dos dias cinzentos, da chuva persistente, da humidade irritante, do ar carrancudo e cizudo do pessoal, dos abafos quentes que já incomodam;
tenho saudades do sol, do azul do céu, do sorriso das pessoas, das roupas leves;
irra que inverno grannnnnnndddddeeeee este...

quarta-feira, 3 de março de 2010

imprensa

tenho recebido, via e-mail, um apontamento de imprensa sobre o que se diz e escreve sobre o Alentejo, em particular o meu distrito de Évora;
é interessante e engraçado perceber quem escreve sobre esta terra, como escreve, sobre o que escreve, quando escreve;
como é interessante perceber aquilo sobre o que não se escreve, aquilo que não é dito ou que simplesmente é omitido;
percebe-se, com relativa facilidade quem se insinua como fazedor de opinião, protagonista disto ou daquilo, como quem se pretende pôr em bico de pés;
coisas da imprensa...

interesse

não sou pessoa de números, estatística, quantidades;
gosto mais de perceber e compreender o porquê das coisas, como funcionam e se organizam;
mas reconheço a importância e determinância que os números têm e não é de hoje;
a arrumação quantitativa permite criar alguma coerência e sistematicidade no que é diversos e está disperso, simplificar o plural;
há dias referenciei este sítio, vale a pena para perceber o que somos, de onde vimos, como temos feito esse percurso, onde estamos;
interessante...

terça-feira, 2 de março de 2010

poder

os professores têm uma fraca, quando não mesmo ausente, noção do poder que detêm;
não direi poder de conquista do Estado ou de afirmação de uma soberania, na versão mais funcionalista do que é o poder;
mas se pensarmos na capacidade de moldar, influenciar, determinar, impingir determinadas ideias ou situações às crianças, então o professor tem um poder que não considera mas é determinante;
um exemplo, um pai ou mãe, professores, que experimentem apoiar ou ajudar os filhos com os trabalhos da escola; são banidos, rejeitados, recusados, o que o professor na escola disse é que é, não o que o pai/mãe professores dizem;
isto é incontornável...

cozinha

cá por casa somos dados à cozinha;
entre um dedo de conversa e uma garfada aqui e ali, um trago disto ou daquilo e é um regalo; momentos bons de desabafo e alivio;
já muito me falaram na bimbi, na senhor, ainda não fui nessa, gosto de ver o tempo a passar na cozedura, molhar o dedo e provar, acertar paladares, divagar entre molhos;
como me falaram na máquina de fazer pão; depois de algumas hesitações e pimba, lá está ela, a fabricar pão diariamente, companhia quase que inseparável de um petisco, não fossemos nós alentejanos...

segunda-feira, 1 de março de 2010

mudanças

não sei de nada, mas perspectivam-se mudanças no meu cantinho, diria chafarica;
bons regressos, algumas mexidas e alguns incómodos;
de tudo um pouco, para mim, alguém com quem posso brincar e discutir coisas menos sérias...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

velhão

o meu pai, o meu velhão, faz mais um aniversário;
cá chega, de mansinho, com dúvidas e todas as certezas do aproximar de um fim...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

assembleia

ontem foi noite de assembleia municipal do concelho de Arraiolos;
é impressionante como os elementos do PC se parecem com caixas de ressonância, trombones orientados por quem de direito; chegam a apresentar declarações, moções e outras que tais que chocam com os tempos, com o próprio discurso oficial do partido;
sentidos retrógados, passadistas, decrépitos, decadentes;
foi interessante ouvir o senhor presidente a gaguejar em face das perguntas colocadas;
um apoio à Trilho, uma associação local de interesses particulares, para desenvolver estudos e projectos que ninguém percebe, poucos entendem e é raro ver resultados, um valor de mais de 60 mil euros, para quêm com que objectivos, qual o interesse local e municipal, o que se pretende;
como a supresa que evidenciou por a marca tapetes de Arraiolos ter sido registada por outros, as dúvidas entre um centro interpretativo, que ninguém percebe o que interpreta, e um centro de reconhecimento qwue nada reconhece;
como foi interessante ouvir as ofensas pessoais que algumas k7 evidenciam na falta de argumentos...

trabalho

imprimo uma parte significativa do trabalho de tese que ando a desenvolver;
olho para ele - ocupa um largo dossiê;
alinhado, organizado, quantidade, resultado de praticamente 5 anos de trabalho persistente, hesitante, duvidoso e angustiante;
ainda tenho muito por fazer, há muito pela frente;
o que tenho diz respeito exclusivamente à primeira parte, falta-me iniciar a escrita da segunda parte, apesar de já estar na minha cabecita;
amanhã vou a oral, trocar ideias com o orientador, perceber dos sentidos, pertinência e adequação do que tenho feito; não tenho dúvidas que existirão acertos, comentários, observações algumas que me deixarão as orelhas a arder, um aperto no peito, outras talvez não;
ouviremos...

tapetes

vivo num concelho mundialmente conhecido pelos seus tapetes, os tapetes de Arraiolos;
há anos que se ouve dizer e se vê escrito que a câmara procura a sua certificação;
balelas;
esqueceram-se (?????) do mais simples e prosaico, registar a marca, agora registada por outros;

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

simples

sempre gostei de coisas simples, cada vez gosto mais de coisas simples;
depois de uma média por cada golo, apetece-me gritar pelo glorioso;
como me lembro de um senhor professor galês de dizer, num seminário do doutoramento, make it simple, make it easy; 
e não há meio de aprendermos a fazer isso mesmo, a fazer coisas simples, a deixar divagações de lado, teorias à parte, cosmogonias para quem de direito;
não gostamos de complicar o que é simples, de mostrar dificuldades como se fosse um arranjo sei lá do quê...

chuva

continua a chover como na rua;
tenho a quinta como nunca a vi nestes 12 anos em que aqui ando, alagada - há zonas que só de barco;
os humores ressentem-se, como se ressente a saudade das nesgas de sol, do abraço caloroso do astro rei;
mas é tempo disso mesmo, ou não...

glorioso

não tenho sport tv, o meu pai chama-lhe a televisão dos ricos;
para ver um ou outro jogo não compensa a mensalidade, claramente exagerada;
mas se vou ver o jogo ao café acabo por, num jogo, gastar mais que a mensalidade;
opto então por a ver via on-line, virtudes da banda larga, feitos daqueles que compreendem todos aqueles que gostam de desporto mas que não suportam as prestações;
hoje desfruto do glorioso e vale mesmo a pena...

responsabilidade

há sectores que, apesar de mexidos e remexidos, pouco têm adiantado à responsabilidade social da escola pública;
caso da gestão; alterado em 1998 e em 2008, para além de outras coisitas pontuais, a responsabilização de quem exerce funções de gestão permanece incólome;
o anterior processo de avaliação foi algo incipiente, para não dizer perfeitamente asséptico;
torna-se urgente repensar a avaliação e a consequente responsabilização da direcção de uma qualquer escola ou agrupamento;
sem esse instrumento corre-se o risco de se ficar no vazio da doce indiferença...

irritante

há um banner associado a este meu cantinho que é, no minímo, irritante;
já alterei o lay out por mais do que uma vez de modo a procurar evitar que salte a publicidade; já procurei pesquisar no fraco html que domino para ver se impeço a sua abertura;
qual quê o bicho persiste em abrir sem ter sido convidado;
irritante...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

exames

nada que não se esperasse - já se fala dos exames;
tenho-o dito em troca de conversa de sala de professores ou com colegas com quem partilho os discursos;
não sou apologista nem defensor dos exames; o seu sentido de regulação pelos resultados do trabalho desenvolvido (particularmente dos professores) deixa sempre alguma coisa a desejar, como é bem evidente nas análises efectuadas desde 2001;
mas é medida quase incontornável nas orientações europeias onde predominam as orientasções neoliberais;
mas podem também ser um elemento de reforço das autonomias profissionais desde que não existam receios...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

alinhamento

nunca percebi, sinceramente, as razões daqueles que afirmam não se tornar militantes por questões de alinhamento ou simples questões de afirmação e opinião - temos que pensar o mesmo, temos k7 alinhada;
mesmo antes de ser militante, já o era, defendia posições, assumia a minha opinião de militante;
depois de me tornar militante senti ainda mais e maiores responsabilidades em contribuir com a minha opinião;
se me a solicitam cá estou eu, sempre pronto, de opinião artilhada pronta a disparar, independentemente dos sentidos e dos alvos;
não é por ser militante que sinto cerceada a minha opinião; posso não ser alvo de méritos ou destaques, mas tal circunstância não me incomoda - gosto do faço, gosto do que sou;
não abdico é de pensar pela minha cabecita, ainda que pequenita e disforme, e de defender os princípios e valores daquilo que designo como socialismo social democrata;
há quem não goste, há quem se reveja apenas nas elites, na corrente dominante;
por mim só vou atrás de quem aprecio e valorizo; o resto são cantigas...

cheio

domingo cheio de trabalho;
felizmente o tempo não me dá tréguas e a chuva impede-me de andar de volta da courela;
sobra-me tempo para me dedicar a outras obrigações, à escrita, aos devaneios de uma masturbação intelectual de volta daquilo que designo como síntese entre processos de socialização e processos de subjectivação;
tenho um dossiê cheio de coisas, apenas escritas, apontamentos e algumas coisas oriundas do trabalho de campo;
algumas delas terão de ser refeitas, entre esta altura e a Páscoa, sintoma claro que há muitas rectificações a fazer e algumas reapropriações a efectuar;
nada de mais em face do que se pretende;
mas fico sempre admirado quando imprimo e organizo os documentos e sinto as suas dimensões;
exige, para o mínimo, conversa com o patrão de modo a saber - objectivamente - o que tenho e aquilo que me falta...

currículo

num jornal da terra há dias atrás dava-se conta do currículo de duas das nomeadas para importante decadente cargo da administração pública;
conheço ambas, de modo diferente; estimo ambas, por razões diferentes; não sou defensor de técnicos para cargos políticos; aos técnicos o que é técnico, aos políticos o que são opções e sentidos estruturais; uns e outros são precisos;
mas, pelo menos, seria de esperar algum nível de adequação do currículo às funções;
não existindo, desgasta-se a pessoa, desbarata-se capital partidário e diminuem-se as opções políticas;
vá lá a gente compreender a coisa...

mais

não sei se será mais do mesmo;
espero para ver e sentir quais as repercussões, a re-organização de dinâmicas e, acima de tudo, as flexibilidades prometidas;
mas não tenho dúvidas que o habitual coro, a favor e contra, se manifestará, qual ai Jesus de se mexer na estrutura da escola e da educação, no quase sacrossanto currículo;
a uns, bastará o nome de J. Formosinho, há muito que escreve, debate e pensa a escola básica; a outros, bastará a ousadia de mexer no currículo, pelo menos no expresso, deixando as margens necessárias e sempre insuficientes do currículo oculto;
para mim não discuto as mexidas, gostaria de perceber o que com elas se pretende, quais as intencionalidades, quais as margens das escolas e dos professores, quais as possibilidades de ajuste em face das aprendizagens, dos resultados, das práticas docentes;
mas haverá sempre quem clamará com os exames;
mais do mesmo? a ver vamos...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

triângulo

numa série televisiva passava, quase que de mansinho, uma referência à santíssima trindade dos poderes - sexo, política e religião;
em qualquer lado, um destes vértices expressa uma dimensão do poder, formas e modos de afirmação;
seja pelo lado do sexo, cada vez mais explicito e frontal, das relações mais ou menos explícitas ou simplesmente interesseiras, da política, sob o ponto de vista do protagonismo e mediatismo de alguma vanglória social, à religião, ainda que traduzida, em determinados contextos, por uma qualquer associação agnóstica,  são pontas onde os poderes se afirmam e se defendem;
e não há volta a dar, são eles os elementos estruturadores da nossa sociedade;
o problema é que sempre andaram subsumidos e os tempos os tornam visíveis, o problema é que se restringiam a alguns e hoje até mesmo o poder se tende a democratizar; o problema é que antes era apenas de alguns iniciáticos onde a pretensa democratização faz com que muitos o queiram ser;
e, corrijo, não é um problema, é uma inevitabilidade..

notícia

ontem fui apanhado perfeitamente desprevenido face à notícia da morte de um companheiro de tempos atrás;
um jovem, 43 anos, que depois de muitas e muitas vicissitudes deixou a vida e com ela as amizades de há muito;
pessoa pacata e de poucas cerimónias, apesar da ostentação do seu nome, convivemos em tempos, em amenas cavaqueiras e confraternizações;
apesar das muitas preocupações que o rodeavam e acompanhavam, a sua mais premente atenção ia quase sempre para o tempo, se chovia e quando chovia, se fazia sol ou se a terra secava;
lembro-me de uma passagem de ano colectiva, feita de muitas e diferentes amizades, onde, apesar da inexistência de neve, teimava em andar com os skis colocados, em chamar a tche e em desfrutar as amizades;
fico com saudades...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

pseudo

a pseudo crise institucional, da face oculta ao domínio dos media, apenas vem confirmar duas coisas, em minha opinião;
por um lado, que à justiça ainda não chegou Abril e persiste arreigada em processos algo kafkianos e enleada em interesses múltiplos;
por outro, que o coro de comentaristas e analistas que têm dissecado o domínio dos media mais parecem (desculpem lá qualquer coisinha) putas a fingir de virgens que fazedores de opinião que se dividem entre o pretenso assepticismo técnico e a crença da neutralidade informativa;
entre um ponto e outro o sentimento que se instala varia entre a indiferença e a crença que este é um país de loucos;
mas é o nosso...

soarismo

quem tinha pensado que a corrente soarista estaria adormecida no PS terá de rever algumas ideias;
a candidatura de Fernando Nobre, por muito que se queira afirmar o contrário, reafirma exactamente isso;
desculpem lá qualquer coisinha, mas nunca fui soarista e não consigo perceber o porquê de se pretenderem criar divisões em zona restrita, criar fracturas onde deviam existir pontes, quebrar lógicas onde devia existir coerência...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

maduro

o tempo passa; ganhamos experiência e cabelos brancos;
ultrapassamos ilusões e deixamos sonhos para trás;
amadurecemos, passamos a ver o mundo com uma perspectiva diferente;
a garrafa não está nem meio cheia nem meio vazia, está como está, ponto...
os prazeres têm um outro prazer, os sabores um gostinho diferente e até as teimosias ou as simples aleivosias ganham outras perspectivas, outras dimensões;
envelhecemos de maneira diferente dos velhos que conhecemos; vivemos um outro tempo, vimos outros mundos, ganhamos outras experiências;
de devagar, devagarinho aproximamo-nos do fim, mas com prazer...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

dúvidas


recebi a imagem à dias, via correio electrónico; elucidativa da necessidade de descanso aos meus amigos...

enleio

o partido socialista criou o seu próprio enleio, a trama onde agora se debate;
face à situação fico entre o surpreendido e o entediado;
se não consigo perceber o porquê da história se repetir nas suas linhas mais comuns, desde sempre os governos tentaram recriar a comunicação social, desde sempre se deram mal, não deixo de ficar também de olhos arregalados quando dou pela manifestação da necessidade de abanar as bases, logo estas que têm estado esquecidas e votadas a si mesmas, numa qualquer espécie de morna de banho-maria;
não recrimino as estratégias nacionais, são o que são e valem o que valem; mas não deixo de apontar a escrita a quem, pelas minhas bandas deveria saber um pouco mais de história, ser mais politizado e não tão partidarizado;
aguardam-se desenvolvimentos...

após

depois da pausa, em que nada fiz de útil, regressa-se ao quotidiano;
o pensamento recai na tese, preocupação central deste meu ano de vida e na análise de conteúdo onde ando empancado;
há que ultrapassar esta fase, que é crucial para toda a segunda parte da escrita;
e há muitas dúvidas...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

love

all we need is love;
isn´t it...

crise

crise, mas qual crise?
reconheço que não consigo perceber os contornos daquilo que todos afirmam ser uma crise política e institucional;
apenas as segundas figuras, ou nem isso, dos diferentes partidos políticos se afirmam; apenas aqueles que querem ser lideres do PSD se chegam à frente, em declarações de circunstâncias, com palavras de momento;
no PS, entre pequenas notícias onde se dá conta do pensar o após este líder e rechaços mal entendidos, tudo é excessivamente cinzento, duvidoso para que qualquer crise tenha sentido...