nada que não se esperasse - já se fala dos exames;
tenho-o dito em troca de conversa de sala de professores ou com colegas com quem partilho os discursos;
não sou apologista nem defensor dos exames; o seu sentido de regulação pelos resultados do trabalho desenvolvido (particularmente dos professores) deixa sempre alguma coisa a desejar, como é bem evidente nas análises efectuadas desde 2001;
mas é medida quase incontornável nas orientações europeias onde predominam as orientasções neoliberais;
mas podem também ser um elemento de reforço das autonomias profissionais desde que não existam receios...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
alinhamento
nunca percebi, sinceramente, as razões daqueles que afirmam não se tornar militantes por questões de alinhamento ou simples questões de afirmação e opinião - temos que pensar o mesmo, temos k7 alinhada;
mesmo antes de ser militante, já o era, defendia posições, assumia a minha opinião de militante;
depois de me tornar militante senti ainda mais e maiores responsabilidades em contribuir com a minha opinião;
se me a solicitam cá estou eu, sempre pronto, de opinião artilhada pronta a disparar, independentemente dos sentidos e dos alvos;
não é por ser militante que sinto cerceada a minha opinião; posso não ser alvo de méritos ou destaques, mas tal circunstância não me incomoda - gosto do faço, gosto do que sou;
não abdico é de pensar pela minha cabecita, ainda que pequenita e disforme, e de defender os princípios e valores daquilo que designo como socialismo social democrata;
há quem não goste, há quem se reveja apenas nas elites, na corrente dominante;
por mim só vou atrás de quem aprecio e valorizo; o resto são cantigas...
mesmo antes de ser militante, já o era, defendia posições, assumia a minha opinião de militante;
depois de me tornar militante senti ainda mais e maiores responsabilidades em contribuir com a minha opinião;
se me a solicitam cá estou eu, sempre pronto, de opinião artilhada pronta a disparar, independentemente dos sentidos e dos alvos;
não é por ser militante que sinto cerceada a minha opinião; posso não ser alvo de méritos ou destaques, mas tal circunstância não me incomoda - gosto do faço, gosto do que sou;
não abdico é de pensar pela minha cabecita, ainda que pequenita e disforme, e de defender os princípios e valores daquilo que designo como socialismo social democrata;
há quem não goste, há quem se reveja apenas nas elites, na corrente dominante;
por mim só vou atrás de quem aprecio e valorizo; o resto são cantigas...
cheio
domingo cheio de trabalho;
felizmente o tempo não me dá tréguas e a chuva impede-me de andar de volta da courela;
sobra-me tempo para me dedicar a outras obrigações, à escrita, aos devaneios de uma masturbação intelectual de volta daquilo que designo como síntese entre processos de socialização e processos de subjectivação;
tenho um dossiê cheio de coisas, apenas escritas, apontamentos e algumas coisas oriundas do trabalho de campo;
algumas delas terão de ser refeitas, entre esta altura e a Páscoa, sintoma claro que há muitas rectificações a fazer e algumas reapropriações a efectuar;
nada de mais em face do que se pretende;
mas fico sempre admirado quando imprimo e organizo os documentos e sinto as suas dimensões;
exige, para o mínimo, conversa com o patrão de modo a saber - objectivamente - o que tenho e aquilo que me falta...
felizmente o tempo não me dá tréguas e a chuva impede-me de andar de volta da courela;
sobra-me tempo para me dedicar a outras obrigações, à escrita, aos devaneios de uma masturbação intelectual de volta daquilo que designo como síntese entre processos de socialização e processos de subjectivação;
tenho um dossiê cheio de coisas, apenas escritas, apontamentos e algumas coisas oriundas do trabalho de campo;
algumas delas terão de ser refeitas, entre esta altura e a Páscoa, sintoma claro que há muitas rectificações a fazer e algumas reapropriações a efectuar;
nada de mais em face do que se pretende;
mas fico sempre admirado quando imprimo e organizo os documentos e sinto as suas dimensões;
exige, para o mínimo, conversa com o patrão de modo a saber - objectivamente - o que tenho e aquilo que me falta...
currículo
num jornal da terra há dias atrás dava-se conta do currículo de duas das nomeadas para importante decadente cargo da administração pública;
conheço ambas, de modo diferente; estimo ambas, por razões diferentes; não sou defensor de técnicos para cargos políticos; aos técnicos o que é técnico, aos políticos o que são opções e sentidos estruturais; uns e outros são precisos;
mas, pelo menos, seria de esperar algum nível de adequação do currículo às funções;
não existindo, desgasta-se a pessoa, desbarata-se capital partidário e diminuem-se as opções políticas;
vá lá a gente compreender a coisa...
conheço ambas, de modo diferente; estimo ambas, por razões diferentes; não sou defensor de técnicos para cargos políticos; aos técnicos o que é técnico, aos políticos o que são opções e sentidos estruturais; uns e outros são precisos;
mas, pelo menos, seria de esperar algum nível de adequação do currículo às funções;
não existindo, desgasta-se a pessoa, desbarata-se capital partidário e diminuem-se as opções políticas;
vá lá a gente compreender a coisa...
mais
não sei se será mais do mesmo;
espero para ver e sentir quais as repercussões, a re-organização de dinâmicas e, acima de tudo, as flexibilidades prometidas;
mas não tenho dúvidas que o habitual coro, a favor e contra, se manifestará, qual ai Jesus de se mexer na estrutura da escola e da educação, no quase sacrossanto currículo;
a uns, bastará o nome de J. Formosinho, há muito que escreve, debate e pensa a escola básica; a outros, bastará a ousadia de mexer no currículo, pelo menos no expresso, deixando as margens necessárias e sempre insuficientes do currículo oculto;
para mim não discuto as mexidas, gostaria de perceber o que com elas se pretende, quais as intencionalidades, quais as margens das escolas e dos professores, quais as possibilidades de ajuste em face das aprendizagens, dos resultados, das práticas docentes;
mas haverá sempre quem clamará com os exames;
mais do mesmo? a ver vamos...
espero para ver e sentir quais as repercussões, a re-organização de dinâmicas e, acima de tudo, as flexibilidades prometidas;
mas não tenho dúvidas que o habitual coro, a favor e contra, se manifestará, qual ai Jesus de se mexer na estrutura da escola e da educação, no quase sacrossanto currículo;
a uns, bastará o nome de J. Formosinho, há muito que escreve, debate e pensa a escola básica; a outros, bastará a ousadia de mexer no currículo, pelo menos no expresso, deixando as margens necessárias e sempre insuficientes do currículo oculto;
para mim não discuto as mexidas, gostaria de perceber o que com elas se pretende, quais as intencionalidades, quais as margens das escolas e dos professores, quais as possibilidades de ajuste em face das aprendizagens, dos resultados, das práticas docentes;
mas haverá sempre quem clamará com os exames;
mais do mesmo? a ver vamos...
sábado, 20 de fevereiro de 2010
triângulo
numa série televisiva passava, quase que de mansinho, uma referência à santíssima trindade dos poderes - sexo, política e religião;
em qualquer lado, um destes vértices expressa uma dimensão do poder, formas e modos de afirmação;
seja pelo lado do sexo, cada vez mais explicito e frontal, das relações mais ou menos explícitas ou simplesmente interesseiras, da política, sob o ponto de vista do protagonismo e mediatismo de alguma vanglória social, à religião, ainda que traduzida, em determinados contextos, por uma qualquer associação agnóstica, são pontas onde os poderes se afirmam e se defendem;
e não há volta a dar, são eles os elementos estruturadores da nossa sociedade;
o problema é que sempre andaram subsumidos e os tempos os tornam visíveis, o problema é que se restringiam a alguns e hoje até mesmo o poder se tende a democratizar; o problema é que antes era apenas de alguns iniciáticos onde a pretensa democratização faz com que muitos o queiram ser;
e, corrijo, não é um problema, é uma inevitabilidade..
em qualquer lado, um destes vértices expressa uma dimensão do poder, formas e modos de afirmação;
seja pelo lado do sexo, cada vez mais explicito e frontal, das relações mais ou menos explícitas ou simplesmente interesseiras, da política, sob o ponto de vista do protagonismo e mediatismo de alguma vanglória social, à religião, ainda que traduzida, em determinados contextos, por uma qualquer associação agnóstica, são pontas onde os poderes se afirmam e se defendem;
e não há volta a dar, são eles os elementos estruturadores da nossa sociedade;
o problema é que sempre andaram subsumidos e os tempos os tornam visíveis, o problema é que se restringiam a alguns e hoje até mesmo o poder se tende a democratizar; o problema é que antes era apenas de alguns iniciáticos onde a pretensa democratização faz com que muitos o queiram ser;
e, corrijo, não é um problema, é uma inevitabilidade..
notícia
ontem fui apanhado perfeitamente desprevenido face à notícia da morte de um companheiro de tempos atrás;
um jovem, 43 anos, que depois de muitas e muitas vicissitudes deixou a vida e com ela as amizades de há muito;
pessoa pacata e de poucas cerimónias, apesar da ostentação do seu nome, convivemos em tempos, em amenas cavaqueiras e confraternizações;
apesar das muitas preocupações que o rodeavam e acompanhavam, a sua mais premente atenção ia quase sempre para o tempo, se chovia e quando chovia, se fazia sol ou se a terra secava;
lembro-me de uma passagem de ano colectiva, feita de muitas e diferentes amizades, onde, apesar da inexistência de neve, teimava em andar com os skis colocados, em chamar a tche e em desfrutar as amizades;
fico com saudades...
um jovem, 43 anos, que depois de muitas e muitas vicissitudes deixou a vida e com ela as amizades de há muito;
pessoa pacata e de poucas cerimónias, apesar da ostentação do seu nome, convivemos em tempos, em amenas cavaqueiras e confraternizações;
apesar das muitas preocupações que o rodeavam e acompanhavam, a sua mais premente atenção ia quase sempre para o tempo, se chovia e quando chovia, se fazia sol ou se a terra secava;
lembro-me de uma passagem de ano colectiva, feita de muitas e diferentes amizades, onde, apesar da inexistência de neve, teimava em andar com os skis colocados, em chamar a tche e em desfrutar as amizades;
fico com saudades...
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
pseudo
a pseudo crise institucional, da face oculta ao domínio dos media, apenas vem confirmar duas coisas, em minha opinião;
por um lado, que à justiça ainda não chegou Abril e persiste arreigada em processos algo kafkianos e enleada em interesses múltiplos;
por outro, que o coro de comentaristas e analistas que têm dissecado o domínio dos media mais parecem (desculpem lá qualquer coisinha) putas a fingir de virgens que fazedores de opinião que se dividem entre o pretenso assepticismo técnico e a crença da neutralidade informativa;
entre um ponto e outro o sentimento que se instala varia entre a indiferença e a crença que este é um país de loucos;
mas é o nosso...
por um lado, que à justiça ainda não chegou Abril e persiste arreigada em processos algo kafkianos e enleada em interesses múltiplos;
por outro, que o coro de comentaristas e analistas que têm dissecado o domínio dos media mais parecem (desculpem lá qualquer coisinha) putas a fingir de virgens que fazedores de opinião que se dividem entre o pretenso assepticismo técnico e a crença da neutralidade informativa;
entre um ponto e outro o sentimento que se instala varia entre a indiferença e a crença que este é um país de loucos;
mas é o nosso...
soarismo
quem tinha pensado que a corrente soarista estaria adormecida no PS terá de rever algumas ideias;
a candidatura de Fernando Nobre, por muito que se queira afirmar o contrário, reafirma exactamente isso;
desculpem lá qualquer coisinha, mas nunca fui soarista e não consigo perceber o porquê de se pretenderem criar divisões em zona restrita, criar fracturas onde deviam existir pontes, quebrar lógicas onde devia existir coerência...
a candidatura de Fernando Nobre, por muito que se queira afirmar o contrário, reafirma exactamente isso;
desculpem lá qualquer coisinha, mas nunca fui soarista e não consigo perceber o porquê de se pretenderem criar divisões em zona restrita, criar fracturas onde deviam existir pontes, quebrar lógicas onde devia existir coerência...
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
maduro
o tempo passa; ganhamos experiência e cabelos brancos;
ultrapassamos ilusões e deixamos sonhos para trás;
amadurecemos, passamos a ver o mundo com uma perspectiva diferente;
a garrafa não está nem meio cheia nem meio vazia, está como está, ponto...
os prazeres têm um outro prazer, os sabores um gostinho diferente e até as teimosias ou as simples aleivosias ganham outras perspectivas, outras dimensões;
envelhecemos de maneira diferente dos velhos que conhecemos; vivemos um outro tempo, vimos outros mundos, ganhamos outras experiências;
de devagar, devagarinho aproximamo-nos do fim, mas com prazer...
ultrapassamos ilusões e deixamos sonhos para trás;
amadurecemos, passamos a ver o mundo com uma perspectiva diferente;
a garrafa não está nem meio cheia nem meio vazia, está como está, ponto...
os prazeres têm um outro prazer, os sabores um gostinho diferente e até as teimosias ou as simples aleivosias ganham outras perspectivas, outras dimensões;
envelhecemos de maneira diferente dos velhos que conhecemos; vivemos um outro tempo, vimos outros mundos, ganhamos outras experiências;
de devagar, devagarinho aproximamo-nos do fim, mas com prazer...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
dúvidas
recebi a imagem à dias, via correio electrónico; elucidativa da necessidade de descanso aos meus amigos...
enleio
o partido socialista criou o seu próprio enleio, a trama onde agora se debate;
face à situação fico entre o surpreendido e o entediado;
se não consigo perceber o porquê da história se repetir nas suas linhas mais comuns, desde sempre os governos tentaram recriar a comunicação social, desde sempre se deram mal, não deixo de ficar também de olhos arregalados quando dou pela manifestação da necessidade de abanar as bases, logo estas que têm estado esquecidas e votadas a si mesmas, numa qualquer espécie de morna de banho-maria;
não recrimino as estratégias nacionais, são o que são e valem o que valem; mas não deixo de apontar a escrita a quem, pelas minhas bandas deveria saber um pouco mais de história, ser mais politizado e não tão partidarizado;
aguardam-se desenvolvimentos...
face à situação fico entre o surpreendido e o entediado;
se não consigo perceber o porquê da história se repetir nas suas linhas mais comuns, desde sempre os governos tentaram recriar a comunicação social, desde sempre se deram mal, não deixo de ficar também de olhos arregalados quando dou pela manifestação da necessidade de abanar as bases, logo estas que têm estado esquecidas e votadas a si mesmas, numa qualquer espécie de morna de banho-maria;
não recrimino as estratégias nacionais, são o que são e valem o que valem; mas não deixo de apontar a escrita a quem, pelas minhas bandas deveria saber um pouco mais de história, ser mais politizado e não tão partidarizado;
aguardam-se desenvolvimentos...
após
depois da pausa, em que nada fiz de útil, regressa-se ao quotidiano;
o pensamento recai na tese, preocupação central deste meu ano de vida e na análise de conteúdo onde ando empancado;
há que ultrapassar esta fase, que é crucial para toda a segunda parte da escrita;
e há muitas dúvidas...
o pensamento recai na tese, preocupação central deste meu ano de vida e na análise de conteúdo onde ando empancado;
há que ultrapassar esta fase, que é crucial para toda a segunda parte da escrita;
e há muitas dúvidas...
domingo, 14 de fevereiro de 2010
crise
crise, mas qual crise?
reconheço que não consigo perceber os contornos daquilo que todos afirmam ser uma crise política e institucional;
apenas as segundas figuras, ou nem isso, dos diferentes partidos políticos se afirmam; apenas aqueles que querem ser lideres do PSD se chegam à frente, em declarações de circunstâncias, com palavras de momento;
no PS, entre pequenas notícias onde se dá conta do pensar o após este líder e rechaços mal entendidos, tudo é excessivamente cinzento, duvidoso para que qualquer crise tenha sentido...
reconheço que não consigo perceber os contornos daquilo que todos afirmam ser uma crise política e institucional;
apenas as segundas figuras, ou nem isso, dos diferentes partidos políticos se afirmam; apenas aqueles que querem ser lideres do PSD se chegam à frente, em declarações de circunstâncias, com palavras de momento;
no PS, entre pequenas notícias onde se dá conta do pensar o após este líder e rechaços mal entendidos, tudo é excessivamente cinzento, duvidoso para que qualquer crise tenha sentido...
valentim
dia de s. valentim, tal como o natal, é sempre que os namorados quiserem;
basta querer, basta sentir aquele sentimento que nos compromete e obriga sem obrigação;
lembramos-nos disso mas o dia passou, de mansinho, por entre os dedos e os sentimentos...
basta querer, basta sentir aquele sentimento que nos compromete e obriga sem obrigação;
lembramos-nos disso mas o dia passou, de mansinho, por entre os dedos e os sentimentos...
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
fantasmas
com a idade conquistam-se sentimentos, ganham-se afectos;
progressivamente tudo muda, até a nossa apreciação do mundo e dos afectos, dos sentimentos e do sexo;
mas os fantasmas podem condicionar as vivências e os ganhos podem-se desvanecer como areia presa na mão;
o que fazer...
progressivamente tudo muda, até a nossa apreciação do mundo e dos afectos, dos sentimentos e do sexo;
mas os fantasmas podem condicionar as vivências e os ganhos podem-se desvanecer como areia presa na mão;
o que fazer...
autonomia
a autonomia é um bico d'obra inquestionável; falo de autonomia das escolas;
primeiro, há autonomia das pessoas que se reflecte, face ao seu pensamento e à sua acção, numa dada autonomia organizacional;
não se delega a autonomia, exerce-se, fruto da capacidade de acção e da definição de um rumo;
autonomia implica responsabilidade, individual e colectiva e é contrária à desculpabilização, ao sacudir a água do capote, a apontar o outro como responsável;
isto porque a autonomia das escolas é uma claríssima contrariedade; quanto mais clara e objectivas forem as orientações menor autonomia, mas quanto maior a margem de acção considerada, maiores as dúvidas e os receios, os pedidos de ajuda e colaboração;
se isto não é contraditório...
primeiro, há autonomia das pessoas que se reflecte, face ao seu pensamento e à sua acção, numa dada autonomia organizacional;
não se delega a autonomia, exerce-se, fruto da capacidade de acção e da definição de um rumo;
autonomia implica responsabilidade, individual e colectiva e é contrária à desculpabilização, ao sacudir a água do capote, a apontar o outro como responsável;
isto porque a autonomia das escolas é uma claríssima contrariedade; quanto mais clara e objectivas forem as orientações menor autonomia, mas quanto maior a margem de acção considerada, maiores as dúvidas e os receios, os pedidos de ajuda e colaboração;
se isto não é contraditório...
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
tradição
aparentemente não há volta a dar e por muitas políticas educativas que se promovam o fim é quase sempre o mesmo, o eterno retorno à ideia de uma escola de características liceais, sequenciais, homogéneas e lineares;
quase ninguém concorda com a escola tradicional, a maior parte facilmente afirmam que a escola é muito diferente;
tudo retórica, a prática manda que a trandição educativa ainda é o que é...
as notícias assim o dizem - e existirão muitos que se congratularão com tal...
quase ninguém concorda com a escola tradicional, a maior parte facilmente afirmam que a escola é muito diferente;
tudo retórica, a prática manda que a trandição educativa ainda é o que é...
as notícias assim o dizem - e existirão muitos que se congratularão com tal...
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
incorrecto
politicamente incorrecto, mas não resisto à tentação que hoje utilizei em diversas situações;
Jesus é mesmo judeu, não é!!!???....
Jesus é mesmo judeu, não é!!!???....
surpresas
há surpresas e surpresas;
há dia dei com uma destas surpresas que me deixou perfeitamente surpreendido;
uma antiga chefe, daquelas que me pôs no lugar e me mostrou, sem palavras nem ditos, que quem mandava era a senhora, telefonou-me a solicitar colaboração em iniciativa a desenvolver pelas minhas bandas;
fiquei, entre o surpreendido e o estupefacto, deveras admirado, mas disponível, pois o feitio é aquilo que dele fazemos e não tenho por hábito guardar rancor de ninguém;
mas que foi surpresa, lá isso foi, não apenas o contacto mas até a simples referência de ter guardado o meu número de telefone, depois de alguns anos passados...
há dia dei com uma destas surpresas que me deixou perfeitamente surpreendido;
uma antiga chefe, daquelas que me pôs no lugar e me mostrou, sem palavras nem ditos, que quem mandava era a senhora, telefonou-me a solicitar colaboração em iniciativa a desenvolver pelas minhas bandas;
fiquei, entre o surpreendido e o estupefacto, deveras admirado, mas disponível, pois o feitio é aquilo que dele fazemos e não tenho por hábito guardar rancor de ninguém;
mas que foi surpresa, lá isso foi, não apenas o contacto mas até a simples referência de ter guardado o meu número de telefone, depois de alguns anos passados...
buzz
ora aí está mais um artefacto para a minha googlemania, o google buzz;
se é certo que se procura imiscuir num vasto mundo de redes sociais, tem a particularidade de, para quem é adepto do mundo google, como eu, não se dispersar, não obrigar a entrar e sair, a utilizar mais esta ou aquela palavra passe;
vamos ver o que dá...
se é certo que se procura imiscuir num vasto mundo de redes sociais, tem a particularidade de, para quem é adepto do mundo google, como eu, não se dispersar, não obrigar a entrar e sair, a utilizar mais esta ou aquela palavra passe;
vamos ver o que dá...
sábado, 6 de fevereiro de 2010
companhia
os filhos crescem e ganham asas;
a diferença etária, três anos entre eles, faz com que uns voem e outros fiquem;
o filho, do qual já esperava que a passagem para o secundário viesse a dar em descobertas e novas conquistas, quer outras companhias e um outro envolvimento;
resta-me, por enquanto, a filha, que aqui fica, na amena companhia do pai;
fins-de-semana entre a companhia e a vontade de ganhar asas;
tempos, filhos, idade...
a diferença etária, três anos entre eles, faz com que uns voem e outros fiquem;
o filho, do qual já esperava que a passagem para o secundário viesse a dar em descobertas e novas conquistas, quer outras companhias e um outro envolvimento;
resta-me, por enquanto, a filha, que aqui fica, na amena companhia do pai;
fins-de-semana entre a companhia e a vontade de ganhar asas;
tempos, filhos, idade...
escrita
escrever uma tese de doutoramento tem sido para mim uma dupla experiência;
por um lado, confirmar que cada vez percebo menos da coisa, a escrita da tese, as leituras obrigatórias são excessivamente limitativas, condicionam-me a determinadas áreas e perco o sentido global que sempre gostei de ter relativamente à escola e à educação;
por outro, dê-lhe por onde der, a escrita vai sempre, ou quase sempre, no mesmo sentido, perde-se a criatividade e ganham-se argumentos, perde-se oportunidade, mas ganha-se coerência;
mas é um processo de conquista e reconquista, de ganhos lentos e progressivos...
por um lado, confirmar que cada vez percebo menos da coisa, a escrita da tese, as leituras obrigatórias são excessivamente limitativas, condicionam-me a determinadas áreas e perco o sentido global que sempre gostei de ter relativamente à escola e à educação;
por outro, dê-lhe por onde der, a escrita vai sempre, ou quase sempre, no mesmo sentido, perde-se a criatividade e ganham-se argumentos, perde-se oportunidade, mas ganha-se coerência;
mas é um processo de conquista e reconquista, de ganhos lentos e progressivos...
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
brancos
de manhã, frente ao espelho da casa de banho, apercebo-me que cada vez tenho mais cabelos brancos;
dá um toque distintivo, é certo, mas é também uma clara evidência do passar dos tempos, do amadurecimento, do enfrentar a idade;
tem-me dado oportunidade de descansar sobre as minhas próprias diatribes pessoais, de boca grande, de irreflectido e emotivo; como me tem dado oportunidade de descansar sobre a minha própria experiência de vida;
mas que cá estão, lá isso estão, para o bom e para o der e vier...
dá um toque distintivo, é certo, mas é também uma clara evidência do passar dos tempos, do amadurecimento, do enfrentar a idade;
tem-me dado oportunidade de descansar sobre as minhas próprias diatribes pessoais, de boca grande, de irreflectido e emotivo; como me tem dado oportunidade de descansar sobre a minha própria experiência de vida;
mas que cá estão, lá isso estão, para o bom e para o der e vier...
história
MMCarrilho tem uma peça no DN que, devidamente descontextualizada, fará todo o sentido na crise que se vive hoje no país e nos tempos que se sentem pela nossa terra;o carácter aleatório da informação, a conjuntura marcadamente contingencial faz com que hoje não consigamos pensar de modo linear e funcional, racional e lógico, por muita lógica que queiramos impor ao que fazemos ou pensamos;
não é de crise, ou pelo menos eu não lhe chamo crise, mas de perfeita alteração das lógicas de significação e relacionamento social e profissional, económico e político, que significativas implicações nos modos de nos pensarmos e organizarmos, agirmos e estruturarmos; é a clara contradição (quase existencial) entre os princípios de autonomia e dependência funcional, da capacidade de acção individual mas com pedido de autorização, é a reacção dentro do controlo, seja ele qual for;
onde é que isto nos levará é a grande questão, à qual não é isenta a procura incessante de lideres (nacionais ou locais, partidários ou organizacionais) que já não existem, de figuras que se desvaneceram com a própria história;
é maravilhoso, quanto angustiante, viver estes tempos...
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
manifestação
os alunos do básico e secundário fazem hoje manifestação nacional, contra o estatuto do aluno, a favor da educação sexual;
por estas bandas as coisas seguem entre a normalidade e o dia de folga que se aproveita em dia de chuva...
por estas bandas as coisas seguem entre a normalidade e o dia de folga que se aproveita em dia de chuva...
confiança
quem a tem chama-lhe sua;
quem a teve sente-a como uma mão cheia de areia, algo que por aqui passou e que não conseguimos segurar, sabemos que aqui esteve, deixou vestígios mas torna-se difícil saber o que temos...
quem a teve sente-a como uma mão cheia de areia, algo que por aqui passou e que não conseguimos segurar, sabemos que aqui esteve, deixou vestígios mas torna-se difícil saber o que temos...
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
credo
poucos acreditam que gosto da escola e das aulas como poucas coisas na vida;
é certo que ao longo dos meus mais de vinte anos de carreira docente tenho andado pé dentro e pé fora, mas o gosto, o sentimento, o prazer do confronto de uma sala de aula é insubstituível e muitos pensam que ando fora por desprazer, falta de convicção ou qualquer outra coisa; nem de perto nem de longe acertam;
como gosto de conhecer pessoas, ideias, professores, e práticas que me enriquecem e fortalecem na convicção que a escola é um mundo;
não sei se regresso no próximo ano, mas que sinto saudades, lá isso sinto...
é certo que ao longo dos meus mais de vinte anos de carreira docente tenho andado pé dentro e pé fora, mas o gosto, o sentimento, o prazer do confronto de uma sala de aula é insubstituível e muitos pensam que ando fora por desprazer, falta de convicção ou qualquer outra coisa; nem de perto nem de longe acertam;
como gosto de conhecer pessoas, ideias, professores, e práticas que me enriquecem e fortalecem na convicção que a escola é um mundo;
não sei se regresso no próximo ano, mas que sinto saudades, lá isso sinto...
amizade
o que me vale, dentro do meu feitio, são as amizades, os amigos que fiz e que, de quando em quando, se lembram cá do ge;
amigos da escola, com peso essencial, mas amigos acima de tudo;
vale a pena ler um mail de um amigo que, vá lá saber-se do porquê, se lembra que existo, que me faz sentir importante, que dá notícias;
há amigos, que não são meros companheiros nem conhecidos, de quem gosto, que me lembro e de quem tenho saudades...
amigos da escola, com peso essencial, mas amigos acima de tudo;
vale a pena ler um mail de um amigo que, vá lá saber-se do porquê, se lembra que existo, que me faz sentir importante, que dá notícias;
há amigos, que não são meros companheiros nem conhecidos, de quem gosto, que me lembro e de quem tenho saudades...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
mundos
quem anda pelas escolas - e não apenas aqueles que por cá passaram em tempos - reconhecerão com facilidade que cada escola é um mundo;
mundo de desafios, oportunidades e de tudo o que um e outro implicam, de anseios a dúvidas;
ontem, depois do jornal nacional da tvi um excelente apontamento sobre uma escola tolerante e integradora, hoje uma notícia sobre os desafios de alunos do secundário;
excelentes exemplos para dizer que nem tudo vai mal neste reino da educação;
mundo de desafios, oportunidades e de tudo o que um e outro implicam, de anseios a dúvidas;
ontem, depois do jornal nacional da tvi um excelente apontamento sobre uma escola tolerante e integradora, hoje uma notícia sobre os desafios de alunos do secundário;
excelentes exemplos para dizer que nem tudo vai mal neste reino da educação;
refém
a alteração da conjuntura política, governativa e partidária saída das últimas eleições legislativas trouxe consigo o verso e o reverso de si mesmo;
se, por um lado, serviu para serenar ânimos e estabilizar as expectativas, pelo menos as dos professores, por outro, o mesmo ministério corre o risco de ficar refém das suas próprias posições e medidas, correndo o risco de tudo e todos exigirem este e o outro mundo, por muita razão e pertinência que possam ter as medidas...
se, por um lado, serviu para serenar ânimos e estabilizar as expectativas, pelo menos as dos professores, por outro, o mesmo ministério corre o risco de ficar refém das suas próprias posições e medidas, correndo o risco de tudo e todos exigirem este e o outro mundo, por muita razão e pertinência que possam ter as medidas...
bio
tenho a certeza que já aqui escrevi o que vou escrever;
os primeiros meses do ano, são um contraciclo no meu bio ritmo, uma tendência claramente negativa;
ando cansado, durmo mal porque ando cansado, sinto alguma impaciência, uma irascibilidade mais sensível que o usual;
o problema é que faltam apenas duas semanas para um dos prazos de trabalho expirar e ainda me falta um capítulo;
há que aguentar, pelo menos até dar...
os primeiros meses do ano, são um contraciclo no meu bio ritmo, uma tendência claramente negativa;
ando cansado, durmo mal porque ando cansado, sinto alguma impaciência, uma irascibilidade mais sensível que o usual;
o problema é que faltam apenas duas semanas para um dos prazos de trabalho expirar e ainda me falta um capítulo;
há que aguentar, pelo menos até dar...
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Estatuto
o regime disciplinar dos alunos do ensino não superior esteve em banho maria durante praticamente 20 anos, entre o primeiro diploma, datado de 1977, e o segundo, de 1998, foi um longo período de pausa;
posterior a este último as propostas e as revisões têm-se sucedido de forma mais ou menos continua - 2002 e 2008;
agora há nova proposta para rever o estatuto há luz da autoridade e do poder que uns têm e outros não;
a focalização dos interesses no regime disciplinar do aluno é apenas um pretexto para não perceber que tudo mudou na escola portuguesa, menos a escola...
posterior a este último as propostas e as revisões têm-se sucedido de forma mais ou menos continua - 2002 e 2008;
agora há nova proposta para rever o estatuto há luz da autoridade e do poder que uns têm e outros não;
a focalização dos interesses no regime disciplinar do aluno é apenas um pretexto para não perceber que tudo mudou na escola portuguesa, menos a escola...
calma
aparentemente, pelas bandas da minha região, da minha cidade e do meu serviço há aquilo que designarei por um caos calmo;
uma aparente serenidade que pode indiciar apenas a existência de um profundo caos, um desnorte de sentidos e de opções, uma atabalhoada confusão que em tudo cria inércia;
mas deve ser só impressão minha...
uma aparente serenidade que pode indiciar apenas a existência de um profundo caos, um desnorte de sentidos e de opções, uma atabalhoada confusão que em tudo cria inércia;
mas deve ser só impressão minha...
domingo, 31 de janeiro de 2010
gestão
a gestão do documento anda a complicar-se;
essencialmente pela sua dimensão, pelas dúvidas que se me colocam na sua execução;
há ideias que gostaria de complementar, há argumentos que gostaria de reforçar, contudo, fico na dúvida se estou a fugir ao meu quadro referencial, se estarei a polvilhar de conceitos as ideias que devem ser claras e escorreitas;
sei que não poderei fugir muito ao canal pelo qual optei, mas há sempre dúvidas...
essencialmente pela sua dimensão, pelas dúvidas que se me colocam na sua execução;
há ideias que gostaria de complementar, há argumentos que gostaria de reforçar, contudo, fico na dúvida se estou a fugir ao meu quadro referencial, se estarei a polvilhar de conceitos as ideias que devem ser claras e escorreitas;
sei que não poderei fugir muito ao canal pelo qual optei, mas há sempre dúvidas...
vazio
ando a trabalhar, como há muito devia, no meu projecto de investigação;
depois da recolha de elementos de campo, depois de uma organização de dados, a escrita corre mais facilmente;
mas dou por mim a ficar vazio depois de algumas horas de trabalho;
sinto-me esgotado, definhado entre argumentos e escrita;
fico incapaz de olhar o trabalho e de tentar perceber o que fazer...
depois da recolha de elementos de campo, depois de uma organização de dados, a escrita corre mais facilmente;
mas dou por mim a ficar vazio depois de algumas horas de trabalho;
sinto-me esgotado, definhado entre argumentos e escrita;
fico incapaz de olhar o trabalho e de tentar perceber o que fazer...
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
tempo
ao ver as variações deste dia, do cinzwento carregado ao sol envergonhado, ainda pensei em alguma alegria de fim-de-semana, isto é, tentar fugir aos trabalhos da quinta com a desculpa do tempo;
parece que não tenho por onde fugir e a terra espera por mim...
parece que não tenho por onde fugir e a terra espera por mim...
típico
a flutuação de exigências, o assumido carácter contingencial do meu presente trabalho faz com que as solicitações flutuem entre o premente e o já devia ter sido feito;
é algo típico, digo eu, pois claro, a um momento de profunda confusão se seguirem outros de alguma acalmia;
vá lá saber-se do porquê o certo é que atravesso mar chão, pacatez serena que dá para retemperar forças, pois não acredito que isto continue assim por muito tempo...
é algo típico, digo eu, pois claro, a um momento de profunda confusão se seguirem outros de alguma acalmia;
vá lá saber-se do porquê o certo é que atravesso mar chão, pacatez serena que dá para retemperar forças, pois não acredito que isto continue assim por muito tempo...
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
corrente
em sentido da corrente ou contracorrente, sejamos claros, o orçamento, este ou qualquer outro nunca ou raramente agrada a quem quer que seja, mesmo àqueles que o fizeram;
desde o orçamento familiar, sempre parco face às necessidades, para já não falar das ambições, ao do Estado, ele é uma manta de retalhos que não dá para nada, menos ainda para o que queremos e precisamos;
qual é a hipótese? congelar ordenados ou subir impostos? vender serviços públicos ou garantir a solidariedade social? deixar o mercado agir, cego e esfomeado como sempre, ou garantir um mínimo, sempre muito mínimo, de equidade social?
há muitas hipóteses a considerar, muitas variáveis para equacionar, mas o certo é que um orçamento reflecte uma imagem e uma ideologia do e para o país;
pessoalmente prefiro esta...
desde o orçamento familiar, sempre parco face às necessidades, para já não falar das ambições, ao do Estado, ele é uma manta de retalhos que não dá para nada, menos ainda para o que queremos e precisamos;
qual é a hipótese? congelar ordenados ou subir impostos? vender serviços públicos ou garantir a solidariedade social? deixar o mercado agir, cego e esfomeado como sempre, ou garantir um mínimo, sempre muito mínimo, de equidade social?
há muitas hipóteses a considerar, muitas variáveis para equacionar, mas o certo é que um orçamento reflecte uma imagem e uma ideologia do e para o país;
pessoalmente prefiro esta...
inverno
o inverno faz das suas;
insinua-se por entre as frestas de uma porta ou de janela mais antiga;
traz consigo a morte dos desprevenidos, como se a vida se restringisse a uma corrente de ar;
isto porque pela minha aldeia tem sido um ver se te despachas, pois a morte tem andado por aqui;
insinua-se por entre as frestas de uma porta ou de janela mais antiga;
traz consigo a morte dos desprevenidos, como se a vida se restringisse a uma corrente de ar;
isto porque pela minha aldeia tem sido um ver se te despachas, pois a morte tem andado por aqui;
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
greve
a cara metade, enfermeira, está de greve;
entre todas as razões que lhe possam assistir há uma da mais elementar justiça, mas com custos orçamentais, pois claro, o facto de se exigir a licenciatura para o desempenho de funções e serem pagos enquanto bacharéis;
viva a greve...
entre todas as razões que lhe possam assistir há uma da mais elementar justiça, mas com custos orçamentais, pois claro, o facto de se exigir a licenciatura para o desempenho de funções e serem pagos enquanto bacharéis;
viva a greve...
orçamento
ora aí está uma notícia que nos vai arrefecer, mais ainda, em dia frio;
um aumento redondinho que não tem ponta por onde se lhe pegue;
vai ser giro assistir às manifestações, reivindicações e coisas que tais;
um aumento redondinho que não tem ponta por onde se lhe pegue;
vai ser giro assistir às manifestações, reivindicações e coisas que tais;
sábado, 23 de janeiro de 2010
pai
o meu pai é tipicamente um homem alentejano;
não é nem nunca foi dado a grandes afectos, pelos menos aqueles mais expressivos, do apego, do carinho, da atenção;
apenas depois de algumas moengas (de saúde, pois claro) se revelou na relação com o filho único, com os netos;
antes era seco, carinhos q.b., relação amigável mas distante, sempre muito atarefado nas suas pequenas vicissitudes;
agora, já com idade e depois das moengas, é vê-lo a reconhecer a família, a demonstrar o carinho que nunca teve oportunidade ou simplesmente tempo para o efeito;
ganhamos outra relação, ganhamos razões de futuro, ainda que incerto e, eventualmente, curto...
não é nem nunca foi dado a grandes afectos, pelos menos aqueles mais expressivos, do apego, do carinho, da atenção;
apenas depois de algumas moengas (de saúde, pois claro) se revelou na relação com o filho único, com os netos;
antes era seco, carinhos q.b., relação amigável mas distante, sempre muito atarefado nas suas pequenas vicissitudes;
agora, já com idade e depois das moengas, é vê-lo a reconhecer a família, a demonstrar o carinho que nunca teve oportunidade ou simplesmente tempo para o efeito;
ganhamos outra relação, ganhamos razões de futuro, ainda que incerto e, eventualmente, curto...
família
já o ano passado aconteceu, a reunião da família de apelido Cabeça;
em Évora, nesta minha cidade, já são uns quantos;
a família, a minha família essa tem diminuído a olhos vistos;
mas este ano aumentou; já o ano passado no ajuntámos, para apenas dizer que estamos vivos e que temos o mesmo apelido; este ano aumentou porque o filhote, o meu, participou na coisa;
é bonito, sabe bem, vale a pena...
em Évora, nesta minha cidade, já são uns quantos;
a família, a minha família essa tem diminuído a olhos vistos;
mas este ano aumentou; já o ano passado no ajuntámos, para apenas dizer que estamos vivos e que temos o mesmo apelido; este ano aumentou porque o filhote, o meu, participou na coisa;
é bonito, sabe bem, vale a pena...
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
gestão
há muito que me perguntam porque não assumo a gestão de uma escola, logo eu que tenho ideia feita, opinião construída sobre a escola, o que é e o que deve ser, o papel de uns e de outros, a acção individual e o movimento colectivo;
quando estava na escolinha colegas incentivaram-me a avançar, a assumir uma ideia que há muito defendo e promovo sobre a escola;
hoje, um colega, insiste no tema como se fosse conhecedor das possibilidades e das vontades, de fazer diferente, de procurar outros sentidos, de assumir outras atitudes;
o problema é apenas um, a minha incapacidade de reconhecer que posso fazer melhor; diferente sei que sim, melhor é que tenho dúvidas...
quando estava na escolinha colegas incentivaram-me a avançar, a assumir uma ideia que há muito defendo e promovo sobre a escola;
hoje, um colega, insiste no tema como se fosse conhecedor das possibilidades e das vontades, de fazer diferente, de procurar outros sentidos, de assumir outras atitudes;
o problema é apenas um, a minha incapacidade de reconhecer que posso fazer melhor; diferente sei que sim, melhor é que tenho dúvidas...
ideias
trabalhar distante da escola mas muito próximo das direcções das escolas, dá para perceber muita coisa, ou, pelo menos, alguma coisa;
ter, no final do anos 90, trabalhado nas mesmas funções e praticamente 10 anos depois regressado, dá para perceber outra componente da coisa;
dá para perceber quem, pretensamente, parou no espaço e no tempo, quem deixou de pensar a coisa educativa, quem perdeu dinâmica e assentuou quotidianos, quem persiste em pensar o seu quotidiano e quem se viu submergido por ele, consumido por esse dia a dia perfeitamente absorvente;
dá para mudar ideias feitas, perceber como outras se constroem e definem; como dá para perceber o papel do sistema, o porquê de algumas políticas;
dá para perceber muitas ideias da coisa e sobre a coisa educativa...
ter, no final do anos 90, trabalhado nas mesmas funções e praticamente 10 anos depois regressado, dá para perceber outra componente da coisa;
dá para perceber quem, pretensamente, parou no espaço e no tempo, quem deixou de pensar a coisa educativa, quem perdeu dinâmica e assentuou quotidianos, quem persiste em pensar o seu quotidiano e quem se viu submergido por ele, consumido por esse dia a dia perfeitamente absorvente;
dá para mudar ideias feitas, perceber como outras se constroem e definem; como dá para perceber o papel do sistema, o porquê de algumas políticas;
dá para perceber muitas ideias da coisa e sobre a coisa educativa...
morte
nunca me senti constrangido a falar ou a lidar com a morte;
provavelmente por que, quando pequeno, acompanhava uma velhota a inúmeros velórios ou, com sentido mais mórbido, à capela do hospital onde, na altura (hoje com um sentido bem diferente) ficavam aqueles que pouco ou nada se relacionavam com a cidade; tenho, desse tempo, memórias entre o saudável e o sentimento de pesadelo;
mas hoje essas memórias e esses momentos ajudam-me a lidar com este sentimento, com o reconhecimento da sua inevitabilidade; por isso e talvez por isso, li Ariés e muitos outros de fio a pavio;
mas não deixo de sentir algum constrangimento em lidar com a morte; a de hoje foi a de um porquito da índia, figura recente cá em casa que hoje, vá lá saber-se do porquê, encontrámos sem vida;
antes andava de mão em mão, suave e amena brincadeira; hoje, morto, ficaram à espera do enterro para que o companheiro pudesse ser tratado;
a morte é tabu, vergonha, nojo...
provavelmente por que, quando pequeno, acompanhava uma velhota a inúmeros velórios ou, com sentido mais mórbido, à capela do hospital onde, na altura (hoje com um sentido bem diferente) ficavam aqueles que pouco ou nada se relacionavam com a cidade; tenho, desse tempo, memórias entre o saudável e o sentimento de pesadelo;
mas hoje essas memórias e esses momentos ajudam-me a lidar com este sentimento, com o reconhecimento da sua inevitabilidade; por isso e talvez por isso, li Ariés e muitos outros de fio a pavio;
mas não deixo de sentir algum constrangimento em lidar com a morte; a de hoje foi a de um porquito da índia, figura recente cá em casa que hoje, vá lá saber-se do porquê, encontrámos sem vida;
antes andava de mão em mão, suave e amena brincadeira; hoje, morto, ficaram à espera do enterro para que o companheiro pudesse ser tratado;
a morte é tabu, vergonha, nojo...
confusão
a realidade social varia entre o brando e sossegado e o tempestuoso e tumultuoso, raramente existem meios pacíficos, por muito que se procurem ou desejem;
as realidades organizacionais, se é certo que muito dependentes de lideranças com sentidos e estratégias, vão atrás das flutuações, particularmente quando têm dinâmicas políticas por detrás;
a minha santa casa não foge à regra, insere-se nela de corpo e alma, qual crente moribundo à procura de fios de sentidos;
de um momento para o outro, não interessa o como nem o mas, apenas que se dê cumprimento às orientações;
o resto do tempo aguarda-se, serenamente, que chegue a confusão...
as realidades organizacionais, se é certo que muito dependentes de lideranças com sentidos e estratégias, vão atrás das flutuações, particularmente quando têm dinâmicas políticas por detrás;
a minha santa casa não foge à regra, insere-se nela de corpo e alma, qual crente moribundo à procura de fios de sentidos;
de um momento para o outro, não interessa o como nem o mas, apenas que se dê cumprimento às orientações;
o resto do tempo aguarda-se, serenamente, que chegue a confusão...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
ponto morto
as discussões sobre o sistema educativo português eternizam-se, fazendo lembrar as redondas discussões sobre o atraso português, em tudo o resto, ou sobre os painéis de S. Vicente - não há cão nem gato que se designe de intelectual que não escreva pelo menos sobre um dos temas;
o i de hoje reforça a discussão, com números em comparação, com taxas e com percentagens;
como se o processo fosse numérico e não social, como se o sistema educativo se reduzisse a percentagens e não em opiniões;
tudo isto quando internamente não nos conseguimos aproximar uns dos outros;
o i de hoje reforça a discussão, com números em comparação, com taxas e com percentagens;
como se o processo fosse numérico e não social, como se o sistema educativo se reduzisse a percentagens e não em opiniões;
tudo isto quando internamente não nos conseguimos aproximar uns dos outros;
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