terça-feira, 22 de dezembro de 2009

programas

a estrutura mais dura da educação tem sido mexida de alto a baixo;
é certo que o essencial e crucial, aquela dimensão pela qual é reconhecida a escola, caso da organização dos espaços e dos tempos educativos, essas ainda não foram mexidas na sua essência;
as notícias dão conta de uma eventual mexida na estutura curricular do ensino básico, perspectivo, a partir daqui, as eventuais mexidas nos programas (tantas vezes confundidos com o currículo), como nos processos de avalição dos alunos;
volto à minha tese, espero que se configurem margens necessárias e suficientes para o trabalho contextual, de diferenciação de escola para escola, futo das suas populações, dos seus projectos e do seu ideário, ainda que se possa configurar uma zona colectiva  nacional onde permaneça  se afirme a escola pública;

currículo

o currículo e falo do currículo do ensino, é algo contraditório em si mesmo;
é constituido por um misto algo difuso quando não mesmo confuso;
tem a sua componente de invisibilidade (o currículo oculto), tem a sua componente de dinâmica (adapta-se aos tempos e aos contextos), mas é também estático (construído para o futuro), impressionista nos valores que se reconfiguram;
dizem que vai ser alterado, fico à espera que sejam consignadas maiores margens de possibilidade contextual, de adaptabilidade fruto do desafios, de construção local ainda que, nas suas vertentes mais contraditórias, respeite o nacional...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

adolescência

parece que não, mas os filhos crescem e aprendem a conviver com novas realidades;
pelo contrário, os pais aprendem a viver com novos e outros receios;
a descoberta da adolescência traz os inevitáveis receios das companhias, como se fossem os outros todos os males, dos excessos, como se não os tivessemos avisado o suficiente, dos amores de uma noite, como se nunca tivessem existido conversas sobre isso;
mas crescer é isso, também é isso, é descobrir os receios e os espaços das possibilidades, é saber enfrentar tanto a autonomia como a responsabilidade dos nossos actos;
os pais esses reaprendem a viver os seus temposm de adolescência, agora no outro lado da pele;
e não é fácil...

emoção

custou mas foi;
desta o meu Benfica ganhou e soube sofrer;
não há desculpas (esfarrapadas ou legítimas) que aguente uma vitória, ainda para mais sobre o FCP;
termina a jornada de Inverno, vamos ver o que a Primaver nos reserva...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Natal

estamos em cima do Natal, o tempo favorece a recordação e a memória;
deixo o som de uma balada de Natal, do melhor que já ouvi...


dúvidas

o dia está como eu ou eu estou como o dia, vá lá saber-se

estúpido

não é muito meu hábito, mas sinto uma leve sensação de estupidificação;
procuro contrariar, sempre que possível, este meu estado de espírito, seja pelas leituras que procuro fazer, pelas amizades que partilho, pelas conversas que acontecem, pelas dinâmicas profissionais, sempre recreativas;
contudo, ultimamente, sinto que nem uma nem outras me consegue satisfazer, que me sinto parar em cada esquina, que as conversas ou não existem ou são chochas, em mim e por mim mesmo;
sinto que cada vez mais estou a estupidificar...

soltas

à medida que os dias passam, uns atrás dos outros, de forma paulatina como intempestiva, sinto os meus dias a aprofundar sentimentos e estados de espírito, modos e formas de ser e estar, comigo e com os outros;
em tempos ainda pensei corrigir algumas atitudes, rectificar algum do meu comportamento, aquele mais emotivo, apaixonado, irreflectido, assumir outras posturas, eventualmente mais assertivas, procurar alguns equilíbrios, quando não mesmo deixar cair algumas das minhas ideias;
os dias passam, os meses sucedem-se e os anos fazem com que me esteja nas tintas, quem gosta gosta, quem não gosta da carne coma as batatas;
já não sinto vontade e menos disponibilidade ainda para alterar uma forma de estar que se consolida com o tempo e com as experiências que por mim passam;
o resto...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

tremor

senti o tremor de terra e ainda pensei que pudesse ser eu a ressonar;
mas não; era mesma tremor de terra;

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

vicios

por este meu serviço concentradamente desconcentrado, confirmo algumas das ideias pré-concebidas (reconheço) que trazia;
não há hábito de se discutirem soluções, moem-se problemas;
por vezes compreendo as caras constrangidas do chefe;
até dá vontade de mandar tudo para Lisboa e, por lá, que se desenrasquem...

visões

o público de hoje traz um artigo que, face às opiniões ali presentes, considero desconcertante;
atão não é que até o senhor prof. nuno crato considera a possibilidade de não haver retenções;
assunto interessante que traz para a ribalta a discussão das inúmeras visões que se têm ou imaginam para a área da educação;
uns consideram a não existência de retenções como facilitismo e laxismo do sistema, outros como processo pedagógico de aprendizagem e correcção; tudo como se um e outro fossem temas "naturais" (ou naturalizados), sendo apenas e só visões, perspectivas que se detém sobre o sistema e o seu papel;
mas ter uma dada perspectiva sobre a escola e educação e persistir em modelos organizacionais desconjuntados é marcar passo...

misto

fico com a sensação que educação e política regional estão assentes no mesmo caldilho;
entre um e outro, reinam expectativas, uma paz tensa, um clima de nervoso miudinho;
quase que parecem os meus filhos, não querem mostrar ansiedade, mas estão desejosos que a noite de Natal aconteça e se desvelem as prendas...

passado

ontem escrevi sobre memórias, hoje sobre o passado, começa a ser história a mais;
mas eu conhecia aquela cara, não me lembrava de onde; o senhor até é um novel presidente de um município deste meu espaço;
conhece-lo-ia das andanças políticas, das aglumerações por onde todos andamos e somos quase sempre os mesmos;
mas não, conhecia o senhor por termos andado juntos no secundário;
irra, já passou tanto tempo que o passado se desvanece e as memórias se soltam...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

memória

um companheiro de trabalho trouxe-me hoje um agradecimento que lhe dirigi quando delegado regional do ipj;
papel timbrado com as cores e a identificação do instituto, palavras escritas por uma das colaboradores e assinatura cá do ge;
tempos engraçados e estimulantes que me permitiram conhecer realidades e dinâmica das quais agora estou afastado mas que prezo como desafios de futuro;
memórias, das quais somos feitos...

oportunidades

as novas oportunidades parecem que se dedicam às velhas situações;
depois das eleições Arraiolos esmorece na modorra das indiferenças, na passividade da pasmaceira, na incapacidade de contornar o óbvio;
aparentemente a poucos interessa outra coisa que não a manutenção desta indiferença, da desculpabilização pelos outros, como se os outros fossem os donos do nosso destino;
é uma gestão da ignorância alheia e da incompetência própria que define que nada se faça, que as obras permaneçam estagnadas, que nada aconteça...

jornadas

por terras alentejanas prosseguem as jornadas parlamentares do PS;
oportunidade óptima para a afirmação de diferentes interesses e interessados, da disputa de objectivos e de protagonistas;
no meio de tudo é de perceber como fica a afirmação de uma região que se degladia entre três pólos políticos e institucionais e carece da união entre eles...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

bocas

sou inimputável, ou talvez palhaço;
digo o que penso e, por vezes, nem penso o que digo...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

discursos

as negociações entre sindicatos e ministério da educação permite evidenciar como os discursos, as palavras criam os conceitos e definem uma dada realidade - e não o seu contrário;
depois de um impasse excessivamente longo, os discursos (1 e 2) são ligeiramente diferentes, temperados que os sinto pela expectativa de mais negociação e de uma gestão, sempre delicada, de interesses, capacidades e objectivos...

observação

a partir do meu ponto de observação não me consigo aperceber nem do trabalho dos professores nem do trabalho dos alunos;
há todo um restante misto, que mete famílias e autarquias, das quais me consigo aperceber;
contudo, entre o trabalho de uns e de outros, é perfeitamente possível percepcionar como se desenrola o trabalho dos professores;
e são poucas as escolas que vão para além do tradicional enclausurar do docente na sua sala de aula, sem mais, nem retoques nem perspectivas críticas de pensar o seu trabalho;
mas que as há, lá isso há...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

ditos

os blogues são parte essencial da construção de uma opinião ou de simples ideias;
pela parafernália de temas e assuntos que por aí abundam, torna-se fácil encontrar outras perspectivas, outros pontos de vista sobre a mesma coisa;
desde a opinião mais extensiva dos habituais colunistas, até contributos perfeitamente descomprometidos é possível encontrar tudo, literalmente tudo;
contudo, quando assente no anonimato e naquilo que designo de toca e foge, torna-se um instrumento de vil argumento;
será por isso que os blogues de e sobre évora não vingam, ainda que alguns com visitas bastantes? que razões existirão para que o tempo de vida dos blogues eborenses seja tão curta quando o bater de asas de uma borboleta?

doces

gosto da cozinha q.b.;
entre a obrigação e os pequenos devaneios, de quando em vez sozinho ou em companhia, fico de volta de tachos e panelas, tigelas e coisas que tais;
foi o que aconteceu hoje de manhã; há já algum tempo que me apetece bolo rei; hoje, entre a chegada da esposa e o almoço, foi um vê se te avias de roda de uma receita de bolo rainha;
saiu há pouco do forno, mas tempo suficiente para percebermos que a massa ficou mal ligada mas que é experiência para repetir...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

ocasião

mãe fora, filhos ocupados, tempo de espera e um conjunto que se conciliou para que a oportunidade fizesse o momento de me dedicar ao Natal;
andei pelo centro histórico da minha terra, vi montras e construí algumas ideias e acabei mesmo por comprar três prendas que já se encontram debaixo da árvore de Natal;

promessas

o ano apresta-se para terminar e, com esse fim, o eterno retorno de um novo ano;
para além de procurar as devidas e necessárias correcções, de modo a não cometer nem os mesmos erros nem as mesmas asneiras, penso adoptar alguns novos desafios, promessas que logo verei se serão execuíveis;
desde a conclusão da tese, à eventualidade de deixar de fumar, a diversidade é longa e o leque ambicioso...

amizades

há dias atrás re-encontrei um colega que não via há 20 anos;
de uma penada, em breves instantes, a conversa ficou em dia;
entre o que se fez e a família, fiquei com a sensação que a separação foi curta ou que a conversa é suficiente;

domingo, 6 de dezembro de 2009

boliço

mas é também tempo de reboliço;
nesta época do ano sinto um outro reboliço pelas ruas da minha e das outras cidades, um corre-corre diferente, uma azáfama que não se prende apenas com a pressa quotidiana;
os carros parecem diferentes, as luzes, em fim de tarde, dão um outro tom ao Inverno que se aproxima, ao cinzento dos dias;

tempo

tempo de Natal, tempo de criar os enfeites, adornar a árvore e desejar desejos;
de prendas, de dias felizes, de companhia, de prazeres, de desejos, de aquilo que entendermos...

sábado, 5 de dezembro de 2009

destino

temos, nós portugueses, uma cultura assente e arreigada no judaico-cristianismo;
talvez por isso, uma ou outra vez, num ou noutro momento, ateus ou agnósticos, como eu, nos questionamos sobre o destino;
se é fado ou fatídico, se crente ou construído, mas questionamo-nos sobre o destino;
ou será ele aquilo que dele fazemos? ou, independentemente do que fazemos, estará ele escrito, determinado?
será isto o destino...

planura

as coisas sucedem-se e, pelo menos aparentemente, quem as devia controlar não controla, quem devia ter voz não tem, quem devia defender interesses colectivos enleia-se em questões individuais;
a substituição de dirigentes regionais à revelia dos interesses políticos e partidários regionais é disso claro exemplo;
a planície vai calma e serena...

rapidez

tudo anda excessivamente rápido, os dias que passam de repente, as semanas que voam num ápice, os meses que se seguem abruptos, os anos;
fico com a sensação que não desfruto do suficiente dos dias e dos tempos fruto da rapidez, da velocidade com que o tempo se escoa...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

suave

face à imensa minoria que governa o país, as coisas acontecem e sucedem-se quase que devagarinho, de modo suave, muito suave;
é certo que as repercussões se fazem sentir mais nuns lados que noutros, que os ruídos se ouvem mais aqui do que ali, como é certo que apenas valorizamos as coisas quando por elas passamos ou as vivemos;
isto para dizer que o meu camarada e amigo (?) zé-tó foi substituído no seu lugar de dirigente regional;
se é certo que as substituições são normais e naturais, digo eu pois claro, já assim não o considero quando a pessoa substituída até é (era) uma figura pacata e de pouco vulto e, ainda por cima, substituída por elemento que tem dado a cara, o corpo e não só ao manifesto pelo psd local;
fará parte de eventuais acordos do centrão? incluir-se-á na partilha de poderes? se sim, quem se seguirá? se não, então como ficamos...

propostas

afinal, depois de dois anos de intransigência, parece-me ver chegado algum momento de bom senso por parte do ministério da educação;
é certo que muito parece mudar, para que muito (ou quase tudo) fique na mesma;
são suprimidos alguns dos mais acentuados constrangimentos com a classe docente, mas mantém-se, pelo menos aparentemente, os mesmos constrangimentos e limitações;
simplificam-se processos, mas não se abolem estratagemas;
o ambiente parece mais calmo, mas só aparentemente, há expectativa no ar...

estreia

na semana passada tive a minha estreia como deputado municipal;
já tinha assistido a algumas sessões numa outra assembleia municipal, num outro concelho;
reconheço que estranhei e me fiz estranhar;
faço parte da minoria, respeito os vencedores, mas não abdico de deixar o meu comentário, a perspectiva política e partidária em que me enquadro;
aparentemente estava-se habituado a entrar mudo, a dizer que sim (Amén) e a dar por concluída a sessão;
coisa rápida, quase que de fugida, pois os senhores presidentes, tanto o da assembleia como o da câmara, tinham coisas para fazer, certamente que mais importantes;
já me chamaram de cromo (designação agora até engraçada, face à caderneta de cromos da comercial), certamente terão pensados outros epítetos que, pelo menos até agora, não me chegaram;
mas quero debater, quero trocar ideias, quero destacar outras dimensões das opções;
não gostam? comam as batatas e deixem a carne de lado, mas aturar-me-ão...

muitas

muitas seriam hoje as entradas, as trocas de ideias sem esperar receber comentários, apenas para me pensar, apenas com o objectivo de me ajudar a compreender e interpretar o meu dia a dia, igual ao de todos, diferente do de todos;
hoje estou naqueles dias em que os meus dedos fluem pelo teclado e quando dou por isso comi palavras, saltei pensamentos, a escrita fica sem sentido, tal a pressa que sinto em escrever, em debitar coisas soltas, pensamentos e coisas de nada;

partilha

mantenho as mesmas temáticas, as de sempre de resto, educação, escola, política e divagações, muuuuiiiiiiitas;
coisas de nada, afinal;
agora para comentar a falta, ausência ou simples carência de uma cultura de partilha, de troca, de toma lá sem pensar em dá cá;
sente-se nas escolas, mais se sente quando perspectivo tantas, todas juntas como pontos individuais onde se sente a falta de um denominador comum;
pensamos os problemas, esquecemo-nos de pensar as soluções, perspectivamos sempre contradições e dificuldades, esquecemo-nos de pensar nas possíveis partilhas, nas formas do partilhar, nos modos de trocar coisas uns com os outros sem pensarmos em contrapartidas;
é de partilha que falo, é do partilhar é do desinteresse, mas estou (ou estamos) tão longe disso...

combate

não desapareci, mas quase, não desisti, mas vontade não me faltou;
ausente por questões de combates profissionais, dos desafios que a vida nos coloca e que pouco me motiva para a escrita;
até há pouco considerei que pouco ou nada tinha a dizer neste espaço; depois considerei ainda que de nada adianta escrever sobre a minha pessoa, poucos interessados, pouca ou nenhuma motivação, falta de objectivos;
mas... regresso, com vontade do mesmo, escrever sobre tudo e, acima de tudo, para nada, sempre comigo em fundo...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

face

já muito se disse e escreveu sobre o processo face oculta;
re-escrevo apenas que o processo foi muitissimo bem nomeado, de face pouco tem, de oculto muito revelador;

do lagar

de há anos a esta parte houve uma aposta forte na cultura do olival e na produção da chamada fileira olivícula, desde a azeitona ao azeite, passando por tudo o que o olival pode produzir;
contudo, por estes lados, apesar da aposta não há sítio onde entregar a azeitona;
ando eu na lufa-lufa da apanha para ela se estragar; nem pensar não há azeite, faz-se conserva;
vende-se azeitona, retalhada ou de conserva, variedade redondil (ou maçanilha) potes de 5 kg = €7,50

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

boa

fim-de-semana engraçado;
entre a confusão de amadores na apanha da azeitona, a prova de vinhos de amigo e os anos da esposa, foi um vez se te avias que de repente já estamos na 2ª feira, pois claro

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

observatório

a criação, recriação e, por vezes, a proliferação de organismos e institutos que muita das vezes perseguem os mesmos fins, têm os mesmos objectivos servem, quanto muito, para ocupar tempo e pessoas;
contudo, face a objectivos ou interesses mais particulares, podemos retirar dele coisas engraçadas, para ser minimalista;
é o caso deste observatório que, de nome pertinente e interesse essencial, se fica à espera de desenvolvimentos fruto da curiosidade académica, mas também pessoal...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

pais

em reunião intercalar, entre a directora de turma e os pais, ficamos a perceber que todos se sentem aflitos, incomodados e sem soluções;
os professores porque não conseguem controlar uma turma de 7º ano; os pais porque não gostam de ver o insucesso dos filhos;
resta-nos a solução de, entre pais e professores, pensarmos conjunta, colectiva e colaborativamente, algums propostas de solução;

estórias

a história não se repete, mas tem repetições;
a minha filha, a mais nova, segue as pisadas do irmão, mais velho e, de uma turma equilibrada e razoável, passa para uma daquelas que nenhum professor gosta ou, sequer, quer ter;
as avaliações ressentem-se, as aprendizagens evidenciam os reflexos de um ambiente tumultuoso; o pior não será ela, pois apresenta margem suficiente para oscilar, serão outros que no límite das avaliações correm o risco de serem exluídos;

terça-feira, 10 de novembro de 2009

sésamo


hoje o google está mais giro que o habitual;
de quando em vez traz-nos e brinda-nos com ideias simples, práticas e que se revelam como oportunas;

conversa

habitualmente nas reuniões de trabalho há mais conversa de café que tema de reunião;
na maior parte as reuniões em que participo, perde-se tempo em assuntos e temas colaterais e desperdiça-se o tempo dos temas essenciais;
ainda não aprendemos a gerir a economia de uma reunião, seja porque conversamos pouco, apesar de falarmos muito, seja por que damos de barato aquilo que nos é caro...

sintomas

as notícias dão conta do esperado, reuniões e negociações entre Ministério da Educação e organizações sindicais; objectivo, rever o estatuto da carreira docente, reavaliar o modelo de avaliação e desempenho docente;
entre conversas e negociações fico com o receio de se atacarem os sintomas e não os problemas, o estatuto e o modelo de avaliação são apenas o claro reflexo da profunda desadequação organizacional de que padece o sistema educativo...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

metáforas

o fim-de-semana foi dedicado à apanha da azeitona;
sozinho, panos esticados, baldes à disposição, vontade q.b. e lá andei eu a apanhar os pequenos frutos;
entre o varejar as árvores e a andar à sua volta a apanhar aquelas que persistiam em ficar, dou por mim a fazer comparações, qual metáfora, com o meu (adormecido) projecto de tese;
por vezes damos voltas para chegar a uma mesma posição; complicamos o que aparentemente seria fácil, damos voltas para não sair do lugar, aproximan-nos a ver pormenores ou nos afastmos para perceber o que está e como foi feito;
o meu projecto descansa de mim há quase dois meses; resisto ao seu regresso que é inevitável, mas ainda ando às voltas, de certeza que para chegar ao mesmo sítio onde o deixei...

peixe

morreu o meu peixinho dourado;
de idade, acompanhava-nos há mais de 7 ou 8 anos; tempo suficiente para que mesmo um peixinho nos deixe saudades e um lugr vago para ocupar na memória da família...

continuação

depois das eleições o regresso à aparente anormalidade do deixa andar;
o PS perdeu as eleições na Igrejinha por margem que não deixou dúvidas;
dias antes das eleições a câmara procurou tapar a sua incompetência; depois das eleições os buracos voltam a estar a descoberto, revelando o desleixo e a desconsideração de quem apenas se preocupa momentanamente;
é o caso flagrante do abastecimento de água que está a descoberto, literalmente, onde os bombeiros alteraram a volta e as obras pararam, vá lá saber-se porquê...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

frases

digo, sem ser entre dentes e com toda a convicção das minhas incertezas, que os alentejanos são submissamente reinvindicativos;
é fruto da sua história social mas tem reflexos ao nível da organização e funcionamento também social...

voltas

a vida, a minha vida, tem dados volta e algumas reviravoltas;
torna-se difícil, nos tempos que correm, face às solicitações do quotidiano e ao ritmo de vida, manter aquilo que designo como vida tradicional, assente na divisão de papéis, no equilibrio entre os diferentes afazeres diários;
apetecia-nos chegar a casa e não ter mais nada para fazer, apenas desligar do quotidiano e pronto...

arrumos

regressei a alguma actividade política mais activa, agora fruto de membro eleito pelo concelho de Arraiolos;
foi giro ver que, apesar da minha ausência, pouco mudou;
o pessoal arruma-se e senta-e de acordo com cumplicidades várias, interesses diversos;
mas foi engraçado verificar que os chamados pesos pesados não faltaram à primeira chamada pós-eleioral...