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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

evolução

C. Darwin faz hoje anos, um jovem com duzentos anos;
juntamente com Galileu Galilei, Freud e Einstein terão sidos os autores que mais determinantemente influenciaram modos de pensar e agir e se recusaram ficar presos ao seu espaço de acção, de pensamento ou de intervenção;
cada qual a seu modo, alterou radicalmente não apenas o modo de olharmos o mundo, mas essencialmente o modo de nos situarmos no mundo, daí a facilidade com que os seus quadros de análise foram apropriados por outras áreas do conhecimento que não as de origem e a facilidade com que se passou da teoria de Darwin da evolução das espécies ao darwinismo social, que recuso liminarmente;

sábado, 7 de fevereiro de 2009

lógicas

o movimento de contra-reforma nacional, esse mesmo que marcou a reacção da igreja católica aos movimentos de separação e contestação ao longo dos séculos XVII e XVIII, deixou marcas insalubres na nossa sociedade que ainda hoje criam pseudo lógicas de pensamento;
uma das medidas procurou assegurar a compartimentação dos grupos sociais, num período em que se insinuava alguma "promiscuidade" entre os grupos e se fazia sentir alguma mobilidade social, particularmente ascendente, decorrente do crescente peso da burguesia;
esta compartimentação foi ao ponto de assegurar que cada cada um permaneceria nas suas origens e assim se condicionou o vestuário, bem definido e regulamentado de acordo com o estatuto social, que quem era rico assim permaneceria, mesmo já não o sendo e proibindo a ascensão daqueles que, por razões diversas, o conseguiam fazer;
não é de História que falo, ainda hoje esta lógica se inculca no pensar nacional mediante a crítica de quem subiu na vida e vê apoucado, criticado quando não mesmo rotulado de muitos nomes e prevaricações apenas por que ousou deixar as suas origens;
permanece, de algum modo, instalado no pensar nacional que ricos são apenas os ricos e que os restantes se devem confinar ao seu espaço de origem, não lhe permitindo a ousadia de daí sair; e não são poucos os casos, desde o comerciante que fruto do seu trabalho subiu na vida, ao político do interior que ousou desafiar poderes instituídos...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

crise

na cidade onde trabalho, Vendas Novas, a crise sente-se;
há muito que tem a pretensão de ser uma cidade industrial; pelo bom e pelo mau até tem tradição;
mas a tradição não chega em tempos de crise;
uma das maiores empresas, uma para a qual grande parte dos jovens da escola gostaria de ir trabalhar, está em crise; e aqui sim, se espirra todo o concelho fica com tuberculose;
e a escola também não fica imune; sentem-se algumas amarguras nos jovens, é um silêncio que se prolonga, é uma ausência de sorrisos, são faces mais contraídas;
distantes da realidade, mas muito próximos dos afectos caseiros...

ouver

ontem fui "ouver" (como diz o Zé Duarte) José Sócrates;
a clientela do costume, nada de novo; até para mim, mais não é que um marcar de presença, dizer que ainda estamos vivos, que se existe;
não comento, dado que há por aí comentários q.b., nem mesmo na área da educação onde a novidade assenta no prolongamento da escolaridade, nem na juventude, onde lhe são dedicadas 4 ou 5 linhas;
o meu comentário vai para a sua frescura; depois de uma tarde na Assembleia da República de certamente ter resolvido mais uns quantos berbicachos, apresenta-se fresco que nem alface;
fiquei impressionado, reconheço...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

conhecimento

não é de hoje nem de ontem, mas o conhecimento tem adquirido um protagonismo e um destaque que o colocam a par das ideologias;
hoje, por dá cá aquela palha, o conhecimento é factor de decisão, elemento de opção, argumento justificativo, legitimativo e fundador de uma qualquer política;
tanto o é na opção do aeroporto como no TGV, mas também na educação onde quer os pareceres quer as opções são justificadas por um dado conhecimento;
substituir a política pelo conhecimento mais não é que alterar os pressupostos da acção colectiva, uma vez que o conhecimento não é nem inocente, nem despido de valores ou interesses;

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

reconhecimento

na generalidade dos casos os elementos da agremiação de balcão não se reconhecem, pelo menos publicamente, enquanto tal;
mas sempre há uns quantos que, fruto de alguma exibição mais ou menos narcísica, se assumem;
não é bom nem mau, é péssimo;

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

frio

não é novidade que nesta época do ano faz frio;
não é novidade que as escolas na sua generalidade e com particular destaque para as da zona sul, não estão minimamente preparadas nem apetrechadas para os rigores do Inverno;
temos na cabeça muitas certezas que desde sempre estiveram erradas; que vivemos num clima ameno, que os Invernos são simpáticos (e são se comparadas com os muitos graus negativos do norte da Europa), que as nossas casas estão adequadas à geografia do clima (estiveram quando o conhecimento decorria da experiência e não se especulava com a construção);
entrar em algumas salas da minha escola é quase como entrar no frigorífico, um gelo; há alunos que comentam que talvez lá fora esteja menos frio que na sala de aula;
ninguém tira gorros, luvas e menos ainda os casacos;
é o frio...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

últimas

e pronto chega-se ao fim de mais um ano;
lento a passar, rápido a fazer-se sentir na incredulidade de tudo o que o marcou;
deixo para outros o balanço colectivo do ano, mas não resisto a olhar para trás e a escrever duas ou três ideias;
quando, lá mais para a frente, olharmos para o ano de 2008, sentiremos um qualquer sentimento de dejá vu; o ano fica marcado pelo fim do capitalismo selvagem, pelo esgotamento da proclamada auto-regulação dos mercados; tudo o que daqui possa sair terá de ser diferente, como, com que contornos e assente em que características serão as grandes incógnitas do futuro;
o ano de 2008, em termos colectivos, não deixa saudades, marcado que fica eventualmente mais pelos seus aspectos mais nefastos e péssimistas do que que por uma outra qualquer razão mais soalheira; de uma ponta a outra, apenas consigo referenciar a medalha de ouro no triplo salto, de resto é para esquecer - o 5º lugar do glorioso, o enxovalho sucessivo da selecção, a ausência de políticas de futuro, de protagonistas presentes, do constante sumisso da minha terra e da minha região do mapa político, a afirmação de agremiações de sombra;
o futuro será aquilo que dele conseguirmos fazer...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

diferendos

e o Presidente da República lá se pronunciou sobre o estatuto dos Açores;
contrariado, acedeu à sua promulgação, mas irá ferido de constitucionalidade e certamente invalidado pelo respectivo tribunal;
daquilo que ouvi das palavras do presidente, ressaltam-me duas ideias; por um lado, que o atrito entre presidência e governo, directa ou indirectamente por intermédio da Assembleia da República, se irá acentuar no decorrer dos próximos tempos; neste sentido, se 2009 não se perspectiva optimista o crescendo de fricção entre órgãos de soberania poderá, pelo menos, agravar a sensação e perturbar espíritos;
por outro e esta uma segunda ideia, a disputa de posições entre a assembleia e a presidência poderão ser um claro exemplo do que aqui tenho escrito sobre a afirmação das agremiações que se confrontam nos pequenos e grandes pormenores;

sábado, 27 de dezembro de 2008

leituras

no meio da confusão e de muito ruído há textos que nos ajudam a pensar, há escritos que nos deixam a pensar;
este, de hoje do Prof. Manuel Maria Carrilho, é desses;
cruza a incredulidade dos tempos com a análise do possível, entremeado com o o desejável, sempre sem as certezas e garantias dos ignorantes, mas com a incerteza, a dúvida de quem procura um rumo, certo de convicções valores, hoje tão despojados;
destaco um parágrafo, podia referenciar outros, mas recomendo vivamente a leitura na integra:

Foram décadas de esvaziamento ideológico e de constante "virtualização" da realidade, em nome de exigências cada vez mais ocas. Falar de reformas passou a ser um estereótipo sem conteúdo. Proclamar a modernidade tornou-se num tique sem projecto. Invocar as novas tecnologias transformou-se no álibi de todos os impasses estratégicos. O essencial continua assim à espera: e o essencial é que se ultrapasse, com decisões e medidas concretas que exigem muita coragem, o abismo que se criou entre o poder da finança e o Estado de direito, entre as dinâmicas do mercado e as exigências da democracia. Porque é aqui que , clarissimamente, está a origem de todos os nossos principais problemas.

cabala

não sou adepto de cabalas, de organizações mais ou menos nefastas que com intencionalidade e sistematização organizam coisas que acabam por prejudicar uns e outros e retirar apenas dividendos próprios e individuais sem nunca se conhecer um rosto, um protagonista, um actor;
mas considero engraçado, para me ficar apenas pela ironia, perceber como as coisas funcionam ou pretensamente funcionam;
olhe-se ao diário da república on-line, agora democratizado no seu acesso, passível de muitas e diversificadas interpretações na sua leitura, 1ª e 2ª série, particularmente esta última;
não é num dia, nem em dois, são semanas consecutivas onde o Alentejo prima pela ausência;
são dirigentes, chefias nomeadas politicamente e outras estruturas intermédias que se perpetuam no poder, atravessando partidos, políticas e interesses, com manifesta tendência para o funcionarismo mais bacoco que se possa imaginar; consequência mais óbvia, o silenciamento de estruturas e de vozes dissidentes, minoritárias ou apenas não alinhadas - e não se pense que é de alinhamento partidário que escrevo, nem de perto nem de longe;
incompetência? sem dúvida; incapacidades? não dúvido; mas acima de tudo uma estratégia pensada, alinhavada e implementada eventualmente com origens em agremiações que não se assumem como tal, mas não deixam de cozinhar as suas influências, de fazer valer os seus interesses, posições e valores - nas mais pequenas e comezinhas coisas e situações, algumas ridículas outras nem por isso;
têm sido estes interesses e a sua afirmação que têm governado, direi antes regido, os destinos de uma região; umas vezes com vontade de participação, de alguma abertura, de alguma tolerância, sempre q.b.; mas os mais das vezes apenas com secretas sapiências de marasmo, de silênciamento, de jogo encapotado por regras que alguns, poucos, conhecem e outros, menos ainda, dominam;
resta tentar perceber até quando...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

observador

ser minimamente conhecedor de como funciona, por dentro, a administração pública nacional e ter o privilégio de trocar ideias com elementos que ocupam cargos, permite-me criar um olhar que cruza conhecimento com distância;
este conhecimento permite-me, por outro lado, criar um conjunto de perspectivas de análise que, considero, interessantes;
é um outro conhecimento, uma outra perspectiva - e fundamentada;

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

livre

Évora e de um modo geral o Alentejo é dominado por um conjunto de interesses mais particulares e individuais que se têm, há muito, superiorizado ao conjunto dos interesses públicos e colectivos;
são interesses agremiativos, expressos por protagonistas que raramente se assumem com tal;
a situação de Évora (impasse, bloqueamentos vários, incertezas) e do Alentejo (ausência manifesta na comunicação social, esvaziamento de protagonismo e estagnação) não é obra nem do acaso nem de incompetências, mas sim de estratégias pensadas, organizadas e instituídas;
resta saber até quando se condiciona a acção e o pensamento livre;
ou uns são mais livres do que outros?

sábado, 13 de dezembro de 2008

impasse

pois claro, a avaliação de desempenho re-caiu no impasse;
apesar de conversas e pseudo negociações o certo é que ninguém arreda pé das suas posições;
agora seguem-se, de acordo com as notícias de fim-de-semana, os médicos (e em próxima oportunidade os enfermeiros, pois claro), os magistrados (que tal como os militares não querem ser equiparados aos demais) e, genericamente, a administração pública, em virtude da alteração de estatuto;
como será o futuro? conturbado, de certeza...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

frases

sabemos que as frases feitas são sempre curtas, escassas para aquilo que dizemos; é um dos seus objectivos, resumir, sintetizar numa curta expressão um pensamento bem mais amplo quando não mesmo complexo;
a expressão, "época de mudança ou mudança de época" é paradigmática de muito do que pode ser subentendido e dá direito a curso de filosofia;

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

outras

haja boas notícias, Número de nascimentos está a aumentar, daquelas que nos dão algum prazer ou, pelo menos, aos que este contribuíram para isso;