e depois da noite eleitoral em que o grande ganhador foi a abstenção, como ficarão as coisas, como se posicionarão lideres e fazedores socialistas?
como ficarei eu mesmo, socialista que sou, surpreendido (?) que fui?
tudo o que se diga é chover no molhado; remodelar é tarde; a prática política, a acção governativa essa precisa de ser reestruturada de alto a baixo;
localmente foi uma expressiva derrota, remetendo o PS para valores que há muito não conhecia e alimentando esperanças aos adversários;
vai ser um Verão quente, lá isso vai...
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segunda-feira, 8 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
terra
cá pela terrinha tudo continua e permanece como se não existissem novidades, nem nada se alterasse;
a política partidária faz o seu percurso, aparentemente não atendendo a percalços ou marcas sinuosas no caminho;
o meu PS enquista-se no poder, já não pelo poder mas, antes, pelo protagonismo, pela exuberância da influência, pelo destilar de relações próximas ou afastadas; torna-se conservador, rotineiro e perpetuador de situações; nota-se a ausência de crítica, diálogo, debate, participação e aquela que foi em tempos a sua mais valia, a abrangência e integração das diversidades, revela-se, hoje, um problema a erradicar;
os mesmos que permitiram e construíram essa abrangência são os mesmos que hoje se furtam ao diálogo, ocupados que estão, que defendem a rotina, incomodados que se sentem pela troca de argumentos, que são parcos em palavras, pois não querem mostrar pensamento;
estou certo que enquanto se mantiverem os níveis de sucesso, ninguém dirá nada, não existirá posição organizada, nem qualquer vontade consolidada de alterar o rumo; depois, bem depois será a debandada, o salve-se quem puder, de alguns pois de outros já estão bem seguros;
a política partidária faz o seu percurso, aparentemente não atendendo a percalços ou marcas sinuosas no caminho;
o meu PS enquista-se no poder, já não pelo poder mas, antes, pelo protagonismo, pela exuberância da influência, pelo destilar de relações próximas ou afastadas; torna-se conservador, rotineiro e perpetuador de situações; nota-se a ausência de crítica, diálogo, debate, participação e aquela que foi em tempos a sua mais valia, a abrangência e integração das diversidades, revela-se, hoje, um problema a erradicar;
os mesmos que permitiram e construíram essa abrangência são os mesmos que hoje se furtam ao diálogo, ocupados que estão, que defendem a rotina, incomodados que se sentem pela troca de argumentos, que são parcos em palavras, pois não querem mostrar pensamento;
estou certo que enquanto se mantiverem os níveis de sucesso, ninguém dirá nada, não existirá posição organizada, nem qualquer vontade consolidada de alterar o rumo; depois, bem depois será a debandada, o salve-se quem puder, de alguns pois de outros já estão bem seguros;
segunda-feira, 11 de maio de 2009
ventoinha
o PS, pelas bandas do Alentejo, parece uma ventoinha, tanto pode refrescar o ar, como atirar tudo de pantanas;
habitualmente, para o melhor e para o pior, o PS tem sido um partido de confluências, albergando no seu seio inúmeras correntes e posições, tendências e valores que ali se reconhecem;
pelo Alentejo parece que agora se inicia o inverso, a dispersão, a fuga de elementos que bem poderiam ser mais valias socialistas;
a incapacidade de segurar estes elementos, a manifesta pouca disponibilidade para conversar e negociar tem destas coisas;
habitualmente, para o melhor e para o pior, o PS tem sido um partido de confluências, albergando no seu seio inúmeras correntes e posições, tendências e valores que ali se reconhecem;
pelo Alentejo parece que agora se inicia o inverso, a dispersão, a fuga de elementos que bem poderiam ser mais valias socialistas;
a incapacidade de segurar estes elementos, a manifesta pouca disponibilidade para conversar e negociar tem destas coisas;
sexta-feira, 17 de abril de 2009
comentários

depois de um rápido zapping pela blogosfera, fico ainda mais ciente, que boa parte da campanha eleitoral irá passar por este espaço - exemplo 1 e 2 e apenas local;
valha ele o que valer, seja lido, considerado ou apenas desprezado, a blogosfera é uma espaço cada vez mais incontornável de passagem - pela participação, veiculação ou apenas pelo comentário;
permite-se quase tudo, desde a exposição de ideias e situações ou, a coberto do anonimado, as maiores e mais levianas e descomprometidas maledicências; mas também há espaço para o contraditório, para a posição e para a oposição;
é claro que esta plataforma (apesar de não ser propriamente nova) irá ser palco privilegiado de qualquer passante e veículo para quase tudo;
resta saber qual o seu real significado ou a sua efectiva contribuição para o debate (se é que por este espaço, há debate) e qual a sua capacidade de influência nos resultados finais...
quinta-feira, 16 de abril de 2009
arrumações
afinal elas mexem, faz-se sentir o terpôr das movimentações, e as candidaturas, cá pela terra, arrumam-se;
em ano de quase todas as eleições e indo do mais afastado, as europeias, às mais próximas, as autárquicas, claramente que as que mais mexerão com todos nós serão as autárquicas;
pela próximidade, mais pelos afectos e por um sentido perceptível de muito maior pragmatismo as eleições autárquicas irão permitir discutir sentidos e opções, lógicas e ideologias, mas também oportunidades e possibilidades;
cá pela santa terrinha hoje apresenta-se aquele que é o meu candidato, José Ernesto, no domingo o mal menor por parte do PC numa encenação de renovação só possível na estrutura comunista;
mas que mexe lá isso mexe...
em ano de quase todas as eleições e indo do mais afastado, as europeias, às mais próximas, as autárquicas, claramente que as que mais mexerão com todos nós serão as autárquicas;
pela próximidade, mais pelos afectos e por um sentido perceptível de muito maior pragmatismo as eleições autárquicas irão permitir discutir sentidos e opções, lógicas e ideologias, mas também oportunidades e possibilidades;
cá pela santa terrinha hoje apresenta-se aquele que é o meu candidato, José Ernesto, no domingo o mal menor por parte do PC numa encenação de renovação só possível na estrutura comunista;
mas que mexe lá isso mexe...
quinta-feira, 9 de abril de 2009
listas
o PS aprovou a lista de candidatos ao parlamento europeu;
surpresas? se o elenco de nomes obedecer à ordem da lista, então tenho de reconhecer o grande pulo do alentejano Capoulas Santos;
surpresas? se o elenco de nomes obedecer à ordem da lista, então tenho de reconhecer o grande pulo do alentejano Capoulas Santos;
quarta-feira, 8 de abril de 2009
infeliz
a democracia tem destas coisas; a todos é permitido o acesso aos mais altos cargos de uma nação;se, por cá, temos senhores que parecem não estar talhados para a vestimenta que usam, outros, como S. Berlusconi, são infelizes nas afirmações que fazem, muito infelizes;
segunda-feira, 6 de abril de 2009
destino
estarão os pequenos concelhos do interior do país condenados à desertificação de gentes e oportunidades?
estarão os pequenos concelhos do interior reservados a um destino de fim-de-semana de comes e bebes?
que oportunidades existirão para o destino nem sempre inevitável dos pequenos concelhos do interior?
a ideia que geralmente ainda temos é a de culpabilizar o Estado central pela desertificação do interior, e qual o papel do estado local na construção destas políticas, de contrariar as suas inevitabilidades?
a cultura judaico-cristã, da inevitabilidade, do nada há a fazer, também se faz sentir na política e o interior merece mais... e melhor...
estarão os pequenos concelhos do interior reservados a um destino de fim-de-semana de comes e bebes?
que oportunidades existirão para o destino nem sempre inevitável dos pequenos concelhos do interior?
a ideia que geralmente ainda temos é a de culpabilizar o Estado central pela desertificação do interior, e qual o papel do estado local na construção destas políticas, de contrariar as suas inevitabilidades?
a cultura judaico-cristã, da inevitabilidade, do nada há a fazer, também se faz sentir na política e o interior merece mais... e melhor...
sexta-feira, 3 de abril de 2009
diferenças
o ano de quase todas as eleições irá mostrar, uma vez mais, as diferenças que existem entre elas;
como, estou certo, mostrará a maturidade política que o eleitorado tem dado mostras desde praticamente os anos 80 - sabendo destinguir o trigo do joio;
se, nas legislativas, se discutem ideias, sentidos políticos (aquilo que os anglo-saxónicos destinguem entre policy e politics, sendo a primeira reservada às opções e sentidos e a segunda aos partidos), nas autárquicas discutem-se as pessoas, os seus feitios e modos, a sua personalidade e a sua disponibilidade; já nas europeias ainda estou para descortinar o que se discute, se apenas servem como sondagem se abordam uma ideia de Europa;
mas uma coisa será certa, estarão em campo diferentes modos de ver e agir, de pensar e executar as políticas locais;
há quem persista na defesa da obra feita, do betão, do alcatrão, vazios que podem estar de outras alternativas direi sociais; há quem defenda - e eu defendo - que há mais política do que aquela que se restringe ao betão e ao cimento, na valorização de contextos, no apoio às pessoas, no desenvolvimento social, no apoio às dinâmicas locais de associações, na descentralização de acções, na assunção das parcerias e da colaboração;
a ver vamos onde nos conduzem as eleições...
como, estou certo, mostrará a maturidade política que o eleitorado tem dado mostras desde praticamente os anos 80 - sabendo destinguir o trigo do joio;
se, nas legislativas, se discutem ideias, sentidos políticos (aquilo que os anglo-saxónicos destinguem entre policy e politics, sendo a primeira reservada às opções e sentidos e a segunda aos partidos), nas autárquicas discutem-se as pessoas, os seus feitios e modos, a sua personalidade e a sua disponibilidade; já nas europeias ainda estou para descortinar o que se discute, se apenas servem como sondagem se abordam uma ideia de Europa;
mas uma coisa será certa, estarão em campo diferentes modos de ver e agir, de pensar e executar as políticas locais;
há quem persista na defesa da obra feita, do betão, do alcatrão, vazios que podem estar de outras alternativas direi sociais; há quem defenda - e eu defendo - que há mais política do que aquela que se restringe ao betão e ao cimento, na valorização de contextos, no apoio às pessoas, no desenvolvimento social, no apoio às dinâmicas locais de associações, na descentralização de acções, na assunção das parcerias e da colaboração;
a ver vamos onde nos conduzem as eleições...
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